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Franz Ferdinand na Mono – toda a história e o review do show

24 de novembro de 2012 às 23:06 por Simone


Que o Franz foi uma das bandas convidadas para tocar na comemoração do 10º aniversário da Mono, junto com Muscles Of Joy e RM Hubbert você já sabe, e provavelmente já leu na review traduzida da NME que postamos anteriormente. Mas você sabe a importância que o local tem para Glasgow, para quem mora lá e para a banda?

A Mono foi inaugurada como parte de uma cadeia de restaurantes vegetarianos/veganos que entre outros inclui a Stereo (sim, aquela que aparece no clipe de Darts of Pleasure!) e a 13th Note (lugar onde o Alex já trabalhou como programador musical antes da formação da banda). Ela é além de restaurante, um pub, uma loja de discos, um ponto de encontro e claro um ótimo local pra se curtir música ao vivo em Glasgow. Todos esses lugares juntos foram responsáveis por dar oportunidades as bandas da cidade nos últimos 21 anos e portanto, tem papel fundamental na própera cena musical que se formou em Glasgow nas últimas décadas.

A última vez que o Franz tocou na Mono foi em 2007, em um fetival chamado ‘Hey You Get Off My Pavement’ onde fizeram um show surpresa, no pátio do lado de fora da Mono, para mostrar para sua cidade natal músicas do ainda inédito álbum Tonight. Um show bem diferente do de 2012, que contou com um público de cerca de 300 pessoas e relembrou o início da carreira da banda. Um show bem íntimo, para os amigos músicos, os amigos artistas, familiares e alguns fãs sortudos.

Um bis com o hino da Merchant City, ‘Shopping For Blood’, encerrou de maneira apropriada o show, já que a Mono se situa no coração da vibrante e revitalizada área.

***A chamada ‘Merchant City’ é uma área de Glasgow que abrange o núcleo histórico e cultural da cidade. No passado (por volta de 1750), a área abrigava residências e armazéns dos ricos comerciantes de tabaco que prosperaram na navegação  devido a localização privilegiada da cidade. Com a expansão de Glasgow, o local passou a ser ocupado por armazéns em funcionamento e mercados centrais de frutas, verduras e queijos da cidade. Após um período de declínio,  os mercados centrais se deslocando para fora do centro da cidade e os demais prédios foram adquiridos pelo governo para demolição. Na década de 80 a área sofreu um processo de revitalização, inspirado na Covent Garden de Londres, dando nome a área hoje conhecida por  ‘Merchant City’. Uma área comercial e de lazer com muitos bares, restaurantes, teatros e galerias além da construção de novos conjuntos habitacionais, através da restauração de edifícios antigos.

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É interessante ver como Glasgow respira arte e música por todos os lados, ao ponto de músicos e artistas se conhecerem tão bem que chegam a pertencer a uma classe única. Mais interessante ainda é ler o review de uma fã que esteve lá e que descreve a emoção de um show da banda tão íntimo e na cidade onde tudo começou…

Franz Ferdinand@MONO – Glasgow, Escócia (16/11/2012): Review

por Jeremy Fraser Tumblrreview completo em inglês / mais fotos

Quando Alex Kapranos pronuncia o começo da letra “I live in the Merchant City” para uma pequena mas exaltada platéia batendo os pés com a inquietante linha de baixo de Bob Hardy como de fato, “é sempre melhor no feriado” … e ocorre que você está em pleno coração da própria Merchant City. Bem, esse é um momento para contar aos netos a respeito.

Acho que eu teria ficado igualmente entusiasmada com o verso de “Transmission” em ‘Do You Want To?’, já que a galeria fica virando a esquina da Mono, mas infelizmente ele abandonou a letra no meio da estrofe e pronunciou no lugar de forma confusa alguma coisa sobre seus amigos artistas. Como bons Glaswegians, nós rimos na cara dele e dançamos mais ainda.

Acho que eu estava esperando por esse momento por quatro anos. No entanto quando aconteceu, pareceu assustadoramente natural estar de pé onde eu estava entre o mais fascinante grupo da comunidade de arte e música de Glasgow. Arte em Glasgow tornou-se a minha vida atualmente. Apoiando, fazendo, contribuindo. Tudo. Celebrar com as pessoas e em um dos locais onde tudo começou, nesse dia, foi algo realmente especial de se fazer parte.
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Meu colega de apartamento e eu chegamos ao local 15 minutos antes do previsto e descobrimos que o preço do ingresso incluia um buffet de comida grátis. Nada mal. E depois de duas metades de pint, eu estava pronta pra dançar. Antes de entrar no lugar, lembro de ter dito a ele que eu iria me sentir surpreendentemente bem ou terrivelmente estranha andando em torno de todas aquelas pessoas naquela noite, então poderímos muito bem entrar e agir também como se fossemos donos do lugar, em todo o caso. O que fizemos muito bem, tenho que dizer.

Lenta e silenciosamente nos encaminhamos para a frente do palco…

Eu não vou mentir. É um pouco difícil de descrever os sentimentos de vivenciar uma das suas bandas favoritas tocar ao vivo normalmente. Quanto mais em sua cidade natal. E enquanto os sets do Franz permanecem sem novidades nestes últimos anos, é sempre sua vontade e alegria de estar onde estão que me emociona. Você experimenta uma espécie de catarse pulando atordoado ao longo de “Take Me Out” em suas botas de cano baixo e saia de bolinhas, sendo empurrada contra dois grandes fotógrafos da imprensa de Glasgow na fila da frente.

Mas isso é algo que eu sempre observei em shows do Franz.

As pessoas de fato dançam. E mais. A crew dança. Os assistentes de palco dançam. As namoradas deles dançam. A porra do lugar todo… dança.

Aqui está uma foto do setlist se você não viu antes. Eu decidi não passar as músicas, uma a uma, como eu fiz no meu último review, porque ficaria muito chato e muito rápido. Embora eu diria que ‘Horizon’ será definitivamente uma das minhas favoritas entre as novas canções. ‘Bullet’ soa muito promissora. Vendo como o set geral foi carregado de músicas antigas e salpicado com novas, eu acho que pode significar que estamos vendo uma tendência da banda em retroceder diante do novo material. Alguém concorda?

E, por último, o cover de Roxette do Dr. Feelgood sofreu uma mudança brusca de riff tão boa que eu me permiti esquecer temporariamente meu desejo de me comportar, dançando como doida que eu estava. Devo ter parecido contagiante em minhas travessuras ou algo do tipo, porque sempre que eu olhava para o Paul Thomson, ele estava sorrindo como bobo… o que só fez eu e o meu colega rirmos a cada vez. E quando eu não conseguia ver o Paul (perdido atrás da bateria como ele está acostumado a ficar), era porque o Bob estava parado em minha frente com sua ameaçadora altura 😛

Mas esse é Franz. Trazendo energia como de costume. Para uma multidão ou de 200 ou de 20.000, eles merecem todo o amor que recebem.

De um modo geral, foi totalmente cativante ver uma banda com fortes raízes em sua cidade, tocar de forma tão simples para a platéia de sua cidade natal. Acho que a rapidez do set tornou tudo mais direto, apesar de falhas, que sempre existem para ser justa. A natureza casual da performance ao vivo. Foi uma sensação completamente diferente do show irlandês que eu assisti em maio.

Alex fechou o set muito bem com um aceno de cabeça para o Craig (dono do local) e o restante, agradecendo-lhe por lhe dar uma ajuda no início como promotor a muito tempo, fazendo-o suportar um monte de merda… “como The Blisters” e todas as lorotas toleradas pela Note quando ainda era The Bogle Stone na Glassford Street. Ele ressaltou que muitas das pessoas que estavam lá naquela noite, estavam em seu primeiro show a cerca de 10 anos atrás também… Antes de executar uma versão psicótica de “Ulysses”, e um encore totalmente apropriado da b-side ‘Shopping For Blood’.

Eu nunca pensei que veria o dia.

Tudo o que eu sei é que eu peguei super rápido o setlist do Bob ao terminar. Tão rápido, que consegui um ‘high-five’ e vários sorrisos de aprovação. No caminho da saída tomamos uma decisão de última hora nos aproximando do Alex enquanto ele terminava um cigarro. Tudo uma divertida tarefa. Durante o qual, meu colega achou absolutamente necessário informar-lhe que me mudei para Glasgow por causa da banda. Com a mão no rosto e meio negando eu divagava algo sobre ele e o Franz serem uma grande inspiração na minha decisão de ir estudar arte em Glasgow. E algo sobre como eu estava esperando para ver o Franz se apresentar na cidade “por anos”. (LOL, eu nem sequer sei…) Resumindo a história, eu agradeci. E sendo o adorável cavalheiro que é, ele perfeitamente reconheceu e entendeu o que eu pretendia, elogiou a minha paixão por estar onde estava, e apertou minha mão.

Foi, de forma curiosa, o mais a vontade que eu já fiquei ao encontrar alguém que admiro.

Porque, de verdade. Quantas pessoas neste mundo chegam a agradecer pessoalmente a razão por trás de muitas de suas pretenções? A razão de estarem em sua vida naquele exato momento no tempo?

Aparentemente eu.

FONTE: Review, vídeos e agradecimentoJeremy Fraser Tumblr / Fotos do review – Matthew Mcandrew
+ DIY / Merchant City / Wikipedia / Franz Ferdinand Instagram

Franz Ferdinand faz primeiro show em Glasgow em quase 4 anos

19 de novembro de 2012 às 15:01 por Simone


O Franz Ferdinand fez seu primeiro show em sua cidade natal em quase quatro anos na noite passada, marcando o 10º aniversário do café-ponto de encontro-loja de discos de Glasgow, Mono, com um curto set diante de apenas algumas centenas de fãs, amigos e familiares.

Após contar com o apoio e abertura de artistas locais Muscles of Joy e RM Hubbert, o Franz – cujo quarto álbum ainda sem título está previsto para ser lançado no início do próximo ano – tocou um cru e despojado set que lembrou seus primeiros dias no infame Chateau, o espaço artístico de Glasgow onde eles fizeram seus primeiros shows. Abrindo com ‘Take Me Out’, a atmosfera era de celebração desde o início, e embora a banda não tenha dito muito, aproveitou a oportunidade para felicitar o proprietário da Mono, Craig Tannock, no 10º aniversário do local.

“Antes de virmos esta noite eu estava conversando com alguns amigos,” disse o vocalista Alex Kapranos, “e eu percebi que não são apenas dez anos desde que a Mono abriu, mas tem sido 21 anos desde que Craig primeiro me permitiu agendar bandas no que hoje é o The 13th Note. Muitas pessoas com bandas ou que tem relação com bandas tiveram tempos mais fáceis por causa do Craig Tannock.”

Assistidos por companheiros e estrelas indies de Glasgow como Stuart Murdoch do Belle & Sebastian e o Sons & Daughters, o set de 10 músicas foi composto em grande parte pelos maiores sucessos da banda em seus três primeiros álbuns – ‘The Dark of the Matinee’, ‘Do You Want To?’ e ‘Ulysses’ todas foram ouvidas – mas também foram incluídas três novas canções, bem como um cover surpresa de ‘Roxette’ do Dr. Feelgood. As novas músicas, particularmente ‘Stand On The Horizon’ com influência do Orange Juice, insinuam um retorno à estética de seu álbum de estréia homônimo, seguindo os sintetizadores pesados de seu terceiro álbum de 2009,” Tonight: Franz Ferdinand “. Outra, intitulada ‘I’ll Never Get Your Bullet Out Of My Head’ parecia fazer referência a ‘Dawning’, uma canção do projeto paralelo do guitarrista Nick McCarthy, Box Codax.

O set teve somente 40 minutos de duração, e teve seu clímax com ‘Shopping For Blood’, lado B de 2003 – com a banda não retornando para o bis, apesar dos apelos da multidão.

O Franz Ferdinand tocou:

‘Take Me Out’
‘Tell Her Tonight’
‘Stand On The Horizon’
‘Matinee’
‘Do You Want To?’
‘Roxette’
‘I”ll Never Get Your Bullet Out Of My Head’
‘Trees And Animals’
‘Ulysses’
‘Shopping For Blood’

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Para matar a curiosidade, segue vídeo do cover de Roxette do Dr. Feelgood e da música inédita, ‘Bullet’.

FONTE — FOTO: Ross Gilmore Photography / TEXTO: NME / VÍDEOS: Scarlet Harlot

Franz faz cover da banda The Pointed Sticks para o LP Busy Doing Nothing de Nardwuar

4 de março de 2012 às 7:32 por Simone


O jormalista, comediante e músico canadense Nardwuar lançará dia 06 de março o LP Busy Doing Nothing. Em formato vinil de 12″ e acompanhado de um calendário, o LP traz Nardwuar e sua banda, The Evaporators, além de participações de Sage Francis, Jill Barber, Andrew W.K., Fuad & the Feztones, The Cribs, Kate Nash e o Franz Ferdinand fazendo covers de bandas canadenses da década de 80/90 como Dishrags, The Pointed Sticks e Cub.

A participação do Franz no LP é mais que especial pois além de gravarem o cover para The Real Thing, da banda de punk rock The Pointed Sticks, eles aparecem também na última faixa em uma entrevista feita por Nardwuar.

Para quem não aguenta esperar dá pra ouvir a cover que o Franz fez. Ela foi tocada dia 27/02 no programa de Vic Galloway da BBC.
Para ouvir é so ir no streaming do programa e adiantar o player até 38seg!

Quem tem curiosidade de saber como é a original, no Myspace o Pointed Sticks disponibiliza a música.

 

Side Nard
1. The Evaporators & Andrew W.K.“I Hate Being
Late When I’m Early”
2. The Cribs “Death In The Family” (Dishrags Cover)
3. Kate Nash “My Chinchilla” (Cub Cover)
4. Franz Ferdinand “Real Thing” (Pointed Sticks Cover)
5. Fuad & The Feztones “Welcome To My Castle” (Evaporators Cover)
6. The Evaporators ft. Sage Francis/Xaul Zan & Megan Barnes “Hot Dog High”

Side Wuar
1. The Evaporators “Busy Doing Nothing”
2. The Evaporators ft. Jill Barber & Andrew W.K. “Bring it On Home” (Doug Rutledge cover)
3. The Evaporators “Milkshake Murder”
4. The Evaporators “Bunk”
5. The Evaporators “Pig War”
6. The Evaporators “All The Bad Girls” (Pointed Sticks Cover)
7. *Interview* “Nardwuar vs. Franz Ferdinand”

 

Quem não conhece Nardwuar, essa foi uma das primeiras entrevistas dele com o Franz na época do lançamento do cd Franz Ferdinand.

 

Fonte: Nardwuar.com / The Snipe Magazine / BBC /  NME / Site The Pointed Sticks

  

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