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Quer escolher as 6 primeiras músicas da setlist do Franz no 6 Music Festival? VOTE!

9 de fevereiro de 2014 às 9:12 por Simone


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Entre os dias 28/02 e 01/03/2014 ocorre em Manchester, Inglaterra, a primeira edição do 6 Music Festival. O Franz toca dia 01/03 e sabe o que é melhor? Os fãs escolherão as 6 primeiras músicas do set!

A banda pré-selecionou 15 músicas, você vota na sua preferida e as 6 mais votadas vão compor a primeira parte da setlist na apresentação no festival.

Muitas dessas músicas o Franz não toca a muito tempo como You Could Have It So Much Better, You’re The Reason I’m Leaving e Lucid Dreams, outras são b-sides do primeiro álbum que eles vem tocando raramente como Love & Destroy e Shopping For Blood. Seria incrível poder ouvir todas juntas não?

A votação está aberta somente até 19hs no Reino Unido / 17hs de Brasília do dia 10/02. O link para votar: http://www.bbc.co.uk/programmes/b03nj13d

A lista das 15 músicas é essa:

Come On Home
Do You Want To
Evil Eye
Fresh Strawberries
Love & Destroy
Lucid Dreams
Matinée
Michael
Shopping For Blood
Stand On The Horizon
The Fallen
Van Tango
Walk Away
You Could Have It So Much Better
You’re The Reason I’m Leaving

O Alex esteve na BBC Radio 6 e falou um pouco sobre a lista :)

 FONTE: BBC Radio 6 Music | Franz Ferdinand Facebook

Assista ao clipe de BULLET!

18 de novembro de 2013 às 21:33 por Simone


O Franz acaba de lançar o videoclipe do 4º single de seu último álbum – Right Toughts, Right Words, Right Action.

Segundo o site da Domino Records, o single será lançado em 20 de janeiro de 2014 e foi produzido por Prince House Rabbit (Alex), gravado na Escócia e mixado em Vancouver, no Canadá por Mike Fraser.

Dirigido por Andy Knowles, o eterno 5º membro da banda, este clipe foi todo filmado em P&B e conta com um efeito chamado Bullet-time (tempo de bala). Esse efeito especial de câmera lenta foi criado para mostrar o movimento de personagens ou objetos em período de tempo extremamente curto o que nos leva parar no tempo para obter uma visão detalhada. Esse mesmo efeito foi usado na trilogia dos filmes Matrix.

Andy falou um pouco sobre o clipe para a Domino Records:

“Eu venho trabalhando com a a banda de uma forma ou de outra desde seu primeiro show, em 2002, que foi no quarto da minha ex-namorada. Eu queria capturar uma performance crua e honesta e eu acho que ter um bom relacionamento com o caras ajudou a conseguir isso. O efeito ‘bulletime” foi colocado para verdadeiramente ressaltar pequenos momentos que cada fã reconhecerá como uma assinatura das performances ao vivo do Franz. A canção é tão rápida, exigiu um estilo igualmente vertiginoso de edição para realmente capturar a energia.”

Vocês conseguem reconhecer na foto abaixo alguma dessas marcas que o Franz mostra durante suas performances ao vivo?

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Confira Bullet!

FONTE: Domino Records | Wikipedia

Franz Reunido | Q entrevista: Franz Ferdinand – 2ª parte da matéria, Revista Q 10/2013 [Traduzida]

31 de outubro de 2013 às 4:05 por Simone


Continuação da entrevista do Franz para a revista Q. A primeira parte você pode ler AQUI.

Tradução e agradecimentos: Cristina Renó

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Incapazes de imaginar um futuro para a banda, eles passaram um ano separados. Hardy voltou a pintar. O realista Thomson, que voltou da América do Sul com artrite reativa e um cisto facial, trabalhou de DJ, tocou com o grupo de art-rock Correcto e fez ‘coisas de pai’. “Depois do primeiro álbum nós sentíamos que estávamos numa esteira e não conseguíamos sair dela”, ele diz enquanto come um hambúrguer com Blood Mary. “Eu descobri que era muito embaraçoso ser um astro do rock. Meus amigos em Glasgow têm flats de um quarto e empregos que pagam mal então acho que eu fiquei com vergonha por causa disto. Chegou a um ponto que eu estava resolvido que eu ia desistir de tudo e arranjar um emprego decente, eu pensava em abrir uma loja, mas eu sou muito ruim para lidar com dinheiro.”

Kapranos produziu os álbuns da banda indie Citizen! e do guitarrista escocês RM Hubbert, restaurou algumas amizades antigas que tinham murchado por causa da negligência e aprendeu a fabricar cidra em sua casa, em Dumfriesshire: “Eu tenho a tendência de ficar obcecado com algo até eu sentir que sei como fazê-lo.” McCarthy se tornou pai e trabalhou com outros projetos musicais, incluindo o Box Codax, seu projeto paralelo com a esposa austríaca Manuela Gernedel, apenas para perceber quanto ele sentia falta do Franz. “Os outros projetos eram fascinantes, mas eu percebi que temos algo realmente especial. As outras bandas nunca foram assim.”

Mas o intervalo não fez nada para aliviar a melancolia de Kapranos, então ele convidou Hardy para ir a Orkney (“território neutro”) para contar as más noticias. Pouco antes da viagem, ele falou com Diane Martel, a veterana diretora de vídeo, cujos créditos incluem Do You Want To, do Franz, e o notório Blurred Lines, de Robin Thicke. “A Diane ficava “Ah, não seja ridículo! Vocês todos estão sendo imaturos!” E ela estava totalmente certa. Se não fosse por Diane eu provavelmente não teria sido forte o suficiente para estimar a amizade que eu tinha que fez da banda algo bom. Foi preciso uma mulher muito astuta do Brooklyn para ser o catalisador. Bob e eu estávamos falando muito mais com a Diane do que um com o outro.” Ele suspira. “Bob não queria falar [com a imprensa] sobre isso e ele provavelmente estava certo. Eu provavelmente vou me arrepender de ter contado isto.”

Hardy tenta evitar entrevistas, mas ele provavelmente é o membro mais intrigante do Franz: o purista estético, o estudante de arte que nunca teve a intenção de estar numa banda e ainda assim é fundamental para a sobrevivência de uma. Para o Letterman, ele veste uma camiseta onde se lê: “No Noise Quiet Life” (Sem barulho vida quieta). Com relação à ‘right words’ (palavras certas), Buda aconselha seus seguidores “a se abster de tagarelice inútil que falte propósito ou profundidade”. Buda teria gostado de Hardy.

Ele foi para Orkney para convencer Kapranos a ficar?

“Meu deus, não! Eu não estava incomodado. Eu não fui para salvar a banda. Eu fui para salvar nossa amizade. A última coisa que eu queria era convencer alguém a fazer um álbum que não quisesse fazer.”

Se o Franz tivesse acabado, ele teria desistido da música e voltado à arte visual. Ele tinha até planejado transformar seu baixo em uma mesa de centro como um gesto simbólico. Kapranos não tem certeza do que teria feito. “Às vezes acho que a vida de um artista solo é solitária,” ele diz pensativamente. “É mais divertido estar num bando.”

Uma úmida noite de terça feira no Brooklyn. Dentro do Glasslands, um armazém convertido com capacidade para 275 pessoas em Williamsburg, Thomson está de DJ enquanto rostos do Brooklyn, incluindo Har Mar Superstar e o guitarrista do Yeah Yeah Yeahs, Nick Zinner, estão no bar.

Foi vendido como um DJ set e uma audição do álbum, mas assim que acaba, o Franz Ferdinand se materializa no pequeno palco no canto da sala e ataca com uma divertidamente intensa set de 13 músicas. Rodeando Kapranos como um nó apertado, a banda parece um bando novamente.

Logo após, no backstage, sem camisa e brilhando de suor, o vocalista parece satisfeito. “De uma maneira, eu prefiro esse tipo de show,” ele diz. “Festivais são divertidos, mas você se sente deslocado. Eu gosto de me sentir próximo dos outros caras.”

Fazer o novo LP foi uma oportunidade para evitar os erros dos últimos dois. “Voltou a ser mais como era no começo, antes de saberem que estávamos numa banda,” diz Thomson. Todas as músicas foram compostas antes, testadas ao vivo e gravadas em curtas sessões com vários produtores, incluindo Alexis Taylor e Joe Goddard, do Hot Chip, e com Björn Yttling do Peter, Björn & John. As músicas são criaturas tão velozes e energéticas que você pode não notar que elas estão se contorcendo de pânico existencial, autocrítica e arrependimento. Na confessional Stand On The Horizon, Kapranos canta “I’m the cruellest man you have known”  (sou o homem mais cruel que você conheceu). Fresh Strawberries disfarça astuciosamente seu pessimismo (We will soon be rotten/we will all be forgotten – Nós em breve apodreceremos/todos nós seremos esquecidos), com ensolaradas harmonias no estilo Big Star.

É notório que o recente encontro da banda com a morte [da banda] não foi a única coisa perturbando Kapranos nos últimos anos. Ele menciona ter chegado ao título do álbum enquanto procurava por respostas para ajudar com ‘umas coisas que eu estava passando’, mas educadamente se recusa a elaborar.

Mas era algum tipo de crise pessoal?
“Muitas coisas, sim, é.”

Kapranos parece envergonhado com a previsibilidade dos erros quase fatais do Franz Ferdinand. Ele leu o suficiente sobre bandas para saber que não se faz turnê por muito tempo sem uma pausa, você não vai para o estúdio sem nenhuma música e você não para de conversar. Mas o Franz cometeu todos eles do mesmo jeito. “Qual que é a do homem britânico, que é incapaz de se comunicar?” ele diz. “É engraçado que o ponto da banda é comunicar ideias e emoções. Talvez por isso fomos levados a formar a banda, pois não conseguimos nos comunicar em nossas vidas. Esses homens inarticulados emocionalmente fazendo música.”

A Q relembra Kapranos que, ano passado, um fã no Twitter pediu conselhos sobre estar numa banda. Ele respondeu: “Nunca faça cover de Oasis. Nunca esqueça seus amigos. Sempre se divirta.”.

“Eu devo ter falado isso porque chegou a um ponto em que eu me esqueci de fazer todas essas coisas.” Kapranos diz pesarosamente. “Bom, isto não é verdade. Eu nunca fiz cover de Oasis.”

FONTE: Q Magazine – outubro 2013

Franz Reunido | Q entrevista: Franz Ferdinand – 1ª parte da matéria, Revista Q 10/2013 [Traduzida]

20 de outubro de 2013 às 15:18 por Simone


Traduzimos mais uma entrevista com o Franz, agora na revista Q.
Primeira de duas partes. A segunda estará no site em breve.

Tradução e agradecimentos: Cristina Renó

HÁ DOIS VERÕES, ALEX KAPRANOS CONVOCOU UMA REUNIÃO PARA RESOLVER A CRISE DO FRANZ FERDINAND: ELE QUERIA SEPARAR A BANDA. AGORA, ELES ENTREGAM SEU MAIS FORTE LP ATÉ A DATA. A Q VIAJA PARA NOVA YORK PARA DESCOBRIR O QUE ACONTECEU.

POR DORIAN LYNSKEY

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É uma tarde de segunda-feira nos consagrados, porém gastos, corredores do Ed Sullivan Theatre em Nova York, o lar do Late Show With David Letterman. O Franz Ferdinand está aqui para iniciar uma blitz de uma semana promocional para seu quarto álbum Right Thoughts, Right Words, Right Action. Apesar de sua duradoura propensão a camisas elegantes e calças justas, o vocalista Alex Kapranos, o guitarrista Nick McCarthy, o baixista Bob Hardy e o baterista Paul Thomson estão longe de serem os convidados mais glamourosos desta noite. Cate Blanchet passa, proibitivamente elegante e serena, como um fabuloso híbrido de humano e cisne. “Ela é aquela do Titanic?”, pergunta Kapranos, equivocadamente.

Esta é a quarta apresentação do Franz Ferdinand no Letterman. “A primeira vez que tocamos aqui, ele chegou e disse ‘Bem-vindos ao nosso país’”, relembra Kapranos. “Era como se ele estivesse falando com marcianos”.  Ele cutuca o forro do teto no camarim para encontrar uma cápsula do tempo que a banda escondeu lá em cima, mas o forro foi vedado desde então, tornando esse fragmento do passado irrecuperável.

Isto foi em 2004, quando o Franz Ferdinand era a banda mais afiada e inteligente do rock britânico em anos: a resposta espirituosa dos britânicos à The Strokes, herdeiros da Roxy Music, Orange Juice e Pulp; cérebro art-rock com quadris de disco. Seu autointitulado álbum de estréia vendeu 3,6 milhões de cópias no mundo inteiro e venceu o Mercury Prize. Nos Estados Unidos, o Franz obteve sucesso onde o Britpop fracassou: o LP ganhou disco de platina e seu hino não convencional Take Me Out bateu Jay-Z e Usher chegando ao topo da prestigiada enquete anual de críticos, a Village Voice.

Foi um primeiro ano tão perfeito quanto qualquer banda poderia desejar, mas a perfeição é difícil de manter. Enquanto seu segundo álbum You Could Have It So Much Better apareceu apenas 18 meses depois, o pouco convincente Tonight: Franz Ferdinand não surgiu até 2009, altura em que o boom das bandas britânicas com guitarras que eles haviam encabeçado já estava implodindo. Aparentemente, eles pareciam nadar contra a maré. Internamente, como a Q descobrirá, eles estavam se afogando.

Desde o título, Right Thoughts, Right Words, Right Action, indica um retorno a seu foco e precisão inicial. Kapranos é modesto à respeito da origem do título, mas parece ser uma paráfrase cheia de vida de três passos do Nobre Caminho Óctuplo para o Nirvana, de Buda. Não é um mau lugar para buscar conselhos.

De pernas cruzadas num sofá em sua suíte de hotel no Lower East Side na manhã seguinte, Kapranos é tanto educado quanto reservado, uma combinação que significa que ele continua evitando perguntas e se desculpando por ser evasivo. Ainda inacreditavelmente esbelto e elegante aos 41 anos, o homem que parecia tão suave e dominante no Letterman é um entrevistado agitado, fechando os olhos repetidamente, despenteando seu cabelo e colocando a cabeça entre as mãos. “No palco sou um exibido, mas na vida normal sou exatamente o oposto”, ele diz. “Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de chamar atenção para si mesma.”

Nos dois últimos LPs, no entanto, ele sentiu que sua reticência sabotou suas composições – “Você está ocultando essas letras pessoais em distrações e referências obtusas para fazê-las confissões tão incompreensíveis quanto elas podem ser” – então ele está tentando, contra seus instintos naturais, ser sincero. Enquanto ele explica como o álbum começou com uma reunião com Bob Hardy na ilha de Orkney há dois verões, Q tem a sensação de que ele está omitindo alguma coisa. Ele alguma vez perdeu a fé na banda?

Ele torce o rosto e ri nervosamente. “Vou ser diplomático ou vou ser honesto?”

Honesto, por favor.

“Eu fui até Orkney dizer ao Bob que eu queria acabar com a banda.”

Antes do Franz Ferdinand ser uma banda, era uma ideia fantástica para uma banda. Quando Kapranos e Hardy estavam trabalhando juntos na cozinha de um restaurante em Fort William em 2000, eles ficavam se queixando sobre as músicas da Radio 1 e então, ao final do turno, conversavam sobre os discos que eles realmente amavam e o tipo de banda que eles gostariam de ver: uma que encontrasse o olhar do público, que expressasse emoções intensas, combinasse a urgência do pop com a vitalidade experimental e se vestisse para matar. ”Nós conversamos sobre toda essa merda antes mesmo de ter feito um álbum”, diz Kapranos. “Estas aspirações sobre o que faz uma banda ser ótima ao invés de apenas um bando de caras tocando música juntos.”

Kapranos tinha 28 anos e sentia que talvez fosse tarde demais. Quando adolescente em Glasgow, ele cresceu completamente apaixonado por prodígios condenados como Buddy Holly e o poeta da guerra Rupert Brooke. “Eu me lembro de completar 21 e ficar mal durante as semanas seguintes: ‘Tenho 21 anos e não fiz nada! ’”, ele conta, rindo de sua própria juventude.

Ele sentiu que tinha estragado suas chances de vez quando sua primeira banda de verdade, The Karelia, foi largada pela Roadrunner depois de um álbum decepcionante em 1997. “Nesta época eu estava com 27 e achei que tinha perdido a chance”, ele diz. “Se você está fazendo para ter algum sucesso você deve tê-lo feito po essa idade. Então eu mudei minha perspectiva. Nós estávamos fazendo (o Franz Ferdinand) puramente para nos divertir. Não havia desejo de obter sucesso. Nós achávamos que venderíamos 500 cópias do single, pois era isso que as bandas que conhecíamos vendiam.” Paul Thomson relembra, “Nosso empresário disse ‘Eu realmente vejo potencial do Pulp/Stone Roses’. Eu pensava ‘Cale a boca!’”.

O Franz Ferdinand se juntou, em 2002, de maneira pouco ortodoxa. Thomson, o único escocês nativo, era um baterista que queria ser guitarrista. McCarthy (que, como Thomson, Kapranos havia conhecido em uma festa) tinha estudado piano e contrabaixo no Conservatório de Munique, mas nunca tinha tocado guitarra antes. Hardy, um ‘não-músico’ que estava estudando na Glasgow School of Art, concordou sob coação a aprender tocar baixo. “Foi tudo na base da intuição por dois anos”, ele diz, fazendo uma careta. “Foi aterrorizante. Eu não sabia os nomes das notas então, se eu me perdesse, estava ferrado!”

Ele achou que teria mais tempo para aprender, mas a ascensão do Franz foi rápida e vertiginosa. Para sua grande surpresa, eles acabaram sendo a banda que as pessoas estavam esperando. Kapranos recorda, inicialmente, como um alegre reconhecimento . “Tudo parecia certo, pois tudo veio de nós: cada música, cada parte do design das capas, cada ideia para os vídeos. Isso foi ficando mais difícil.”

A alegria logo se transformou em frustração, pois havia tanta pressão e tão pouco tempo para escrever músicas novas. Kapranos e McCarthy, enlouquecidos pelo estresse, foram mesmo às vias de fato depois de um show em Paris no final de 2004. “Eu me lembro de pensar, ‘Vocês que se f*dam, eu vou fazer esse álbum [You Could Have It So Much Better, de 2005] o mais rápido que eu puder”, diz Kapranos. “Eu não me importo o quanto estou fisicamente esgotado. Vou fazer isso por que é o que o The Smiths, The Beatles e Bowie fizeram! Mas é claro que o The Smiths não fez uma turnê de nove semanas nos Estados Unidos. Isso tem um efeito extremamente prejudicial para a produção da banda. Você deveria estar criando essas coisas, não apenas executando-as.” Thomson diz que foi gravado “em um estado de pânico: se a gente sumir, as pessoas vão se esquecer de nós.”.

Ao mesmo tempo, Kapranos percebeu que ele não queria ser uma celebridade. Como a estrela do rock mais letrada e amigável para a Radio 4 desde Jarvis Cocker, ele foi bombardeado com tentadoras distrações. Ele aceitou uma coluna sobre comida para o The Guardian, mas desistiu quando começou a receber convites para apresentar programas de culinária na TV. Ele recuava com perguntas sobre seu relacionamento com Eleanor Friedberger, do Fiery Furnaces, que acabou em 2009. Ele se tornou ainda mais defensivo depois de sofrer com as atenções de um perseguidor.

Se o segundo álbum foi feito muito rápido, então o Tonight: Franz Ferdinand, de 2009, teve o problema oposto. Foi um processo longo e infeliz, cheio de falsos começos e fatigantes sessões de 14 horas. “Foi terrível”, diz Hardy. “Nós íamos para este espaço sem nenhuma música e começávamos a tocar, que é a coisa que menos prefiro fazer no mundo”. A gravação intensificou seus temores, iludindo sua entrada na carreira da músico. “Eu odeio sentar numa sala enquanto Alex e Nick conversam sobre escalas maiores e menores e seja lá o que mais. Era como estar numa sala com pessoas que falam outra língua e você só sabe o bê-á-bá.”.

Mas o álbum foi moleza, comparado com o ano em turnê, que finalmente terminou na América do Sul, em abril de 2010. “Se há algum ressentimento em relação a alguém, isso pode ser bom no palco. Há uma faísca,” diz o esguio e forte, otimista McCarthy. “Mas já no final da turnê eu estava no palco, havia milhares de pessoas me assistindo e eu não estava sentindo nada. E quando acabamos a turnê, nos sentimos vazios. Não havia sobrado nada. Foi realmente um revés. Foi meio ano de quase-crise-de-meia-idade, só deitado na cama, sem fazer muito”.

“Nós simplesmente paramos de falar uns com os outros”, diz Hardy, que atribui parte da culpa ao excesso de bebida. “Foi uma bagunça”.

*** (continua…)

FONTE: Q Magazine – outubro 2013 / Foto: Andy Knowles

“Só somos estrelas quando estamos no palco“ – Revista Visão 08/2013

16 de outubro de 2013 às 5:11 por Simone


Right Thoughts, Right Words, Right Action é o título do novo disco da banda escocesa. Que, ao que quarto álbum, traz de volta o rock dançável dos seus primeiros trabalhos. Um regresso que, afinal, talvez não o seja, explicam os músicos, numa conversa exclusiva com a VISÂO.

 

 

 

POR MIGUEL JUDAS, EM LONDRES

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Há já muito tempo que não se ouvia falar dos Franz Ferdinand. Recentemente, surgiram até rumores sobre a separação dos músicos da banda de Alex Kapranos, Nick McCarthy, Bob Hardy e Paul Thomson, nunca negada pelos próprios. Apesar das boas críticas, o último disco de originais, Tonight: Franz Ferdinand (2009), foi recebido com desconfiança pelos fãs, por se afastar da matriz de guitarras a alta velocidade que tornou o grupo numa das mais populares bandas rock da primeira década do século XXI. No universo pop-rock, quatro anos é uma eternidade. Agora que um novo álbum, Right Thoughts, Right Words, Right Action (Domino), está prestes a sair (é lançado na próxima segunda-feira, dia 26), a palavra <<regresso>> impõe-se como um bom início de conversa com o vocalista Alex Kapranos, 41 anos, e o baterista Paul Thomson, 36 anos. Escrevemos <<regresso>>?…

<<Demorámos 32 anos para gravar o primeiro álbum, portanto estes quatro nem me parecem assim tanto. E a ti Paul?>>, atira Kapranos. O baterista encolhe os ombros e, apesar do sorriso, passa ao contra-ataque: <<É por isto que os Boards of Canada [banda escocesa de indie rock] não falam com os jornalistas. A primeira pergunta que lhes fazem é sempre essa: ‘Porque demoraram tanto tempo?’>> A VISÃO insiste, mas a resposta não se faz esperar. <<Essa coisa dos regressos lembra aqueles cantores dos anos 60, que passavam algum tempo a fazer cinema e televisão e depois regressavam à música com um grande alarido. Mas regressar de onde? Parece-me uma expressão um pouco arcaica para ser usada a nosso respeito>>, afirma Alex Kapranos. <<Há muitas bandas que demoram algum tempo a editar discos novos, como é o caso dos Coldplay ou dos U2, e ninguém acha estranho. É algo que tem a ver com a longevidade dos grupos: se queremos ter uma carreira longa, com alguma relevância artística, não podemos lançar discos todos os anos, que foi o que aconteceu com os nossos dois primeiros trabalhos, porque, nessa altura, estávamos cheios de ideias e editar só um álbum não foi suficiente>>, acrescenta, rindo. O vocalista continua: <<Podíamos ter demorado menos e criar um álbum de merda. Foi uma opção nossa fazer o trabalho que queríamos, sem estarmos preocupados com o tempo.>>

A verdade é que outras bandas contemporâneas dos Franz Ferdinand, como os norte-americanos White Stripes ou The Strokes, que contribuíram igualmente para dar uma nova vida ao rock, nos primeiros anos do novo milênio, desapareceram, entretanto. E o silêncio a que os escoceses se remeteram, depois de editarem os álbuns Franz Ferdinand (2004), You Could Have It So Much Better (2005) e o referido Tonight: Franz Ferdinand (2009), também não ajudou, sublinhamos… <<Reconheço que isso possa ter causado alguma especulação quanto ao futuro da banda, mas se decidimos parar de falar com os jornalistas foi porque, simplesmente, não tínhamos nada para dizer. É a diferença entre ser músico e ser uma celebridade. Estamos aqui hoje porque temos um disco novo e queremos que os leitores da VISÃO desfrutem dele, não tem nada a ver com questões de ego ou de fama>>, justifica Alex.

O rótulo de estrela rock teima em não se colar à pele do frontman da banda: <<Só somos estrelas quando estamos no palco. Quando o concerto acaba, voltamos a ser pessoas normais. Eu era muito mais espalhafatoso quando tinha 20 anos, mas, felizmente, nessa altura, ninguém me conhecia. Ainda bem que só gravei o primeiro disco aos 32 anos, seria um tipo insuportável se o tivesse feito antes>>, declara Kapranos, que, antes de se dedicar ao rock, foi cozinheiro e professor universitário.

Um disco como antigamente

Right Thoughts, Right Words, Right Action começou a ser preparado em 2011, nos estúdios caseiros de Alex Kapranos e do guitarrista Nick McCarthy. <<No início, fizemos sete músicas seguidas, mas as outras surgiram espaçadamente. Não foi <<chegar, sentar e gravar>> as dez canções. Tratou-se de um trabalho muito longo, desde a composição à escolha final dos temas. Mas, acima de tudo, foi um processo divertido>>, conta Paul Thomson. <<Foi por essa razão que estivemos isolados durante tanto tempo. Ninguém sabia nada sobre o que estávamos a fazer, nem sequer a editora>>, corrobora Alex. Entendem agora a primeira pergunta do repórter? <<Claro que sim, até porque neste disco, fizemos tudo ao contrário.>>

Por exemplo, no modo como deram a conhecer aos fãs as novas músicas: sem aviso, em abril passado, durante um concerto nos EUA. No dia seguinte, estavam todas no Youtube e quem quisesse podia ouvir o disco completo. <<Mais transparente que isto é impossível. Ao contrário da maioria das bandas, que não revelam as músicas mas colocam informações diárias na internet para aguçar a curiosidade dos fãs, assumimos uma atitude muito mais honesta. Não me incomoda nada que as pessoas partilhem os nossos concertos, até porque nem sequer percebo muito bem como funciona a indústria musical>>, diz, entre risos, Kapranos. A fuga de informação permitiu perceber a reação do público: <<Foi muito bom sentir que as pessoas viam um disco novo dos Franz Ferdinand como uma boa notícia.>>.

O vocalista passa, subitamente, de entrevistado a entrevistador: <<Já ouviu o álbum? Qual a música de que gostou mais?>> Hum… talvez Love Illumination e Goodbye Lovers and Friends. <<E porquê?… Bem, porque sim… Boa resposta, vou usá-la nas entrevistas, Love Illumination tem, de facto, um grande riff de guitarra, e é muito divertida de tocar ao vivo>>, concorda Alex.

O postal misterioso

O título do novo disco não remete para uma posição política mas pode ser assim interpretado nos atuais tempos de crise, o que não incomoda os músicos, muito pelo contrário. <<Vivemos uma época de protestos na Europa, e é normal que possa ser lido assim>>, reconhece Kapranos. O músico assume estar, hoje, muito mais desperto para as questões sociais. <<Tenho família a viver na Grécia e acompanhei de perto as consequências da crise econômica que também está a afetar Portugal. O ressurgimento da extrema-direita, por exemplo, é um sinal de alarme que não podemos ignorar. Apesar de não ser necessariamente uma posição política, [o título] é uma frase e um sentimento que pode e deve ser aplicado nesse campo>>, conta.

A história por detrás de Right Thoughts, Right Words, Right Action tem tanto de prosaica como de misteriosa: <<O nome do disco surgiu depois de eu ter encontrado um postal numa feira da ladra, com uma frase escrita: ‘Regressa a casa, praticamente tudo está quase perdoado.’ Parece o início de um romance que deixa tudo em aberto e nos põe a pensar. Será que eu iria para casa? E o que é praticamente tudo?>>, explica Alex. Mas a história não se fica por aqui: o postal, enviado de França para uma morada em Londres, está endereçado a Karel Reisz, realizador de origem checa falecido em 2002, pioneiro do movimento Free Cinema inglês e autor de Saturday Night and Sunday Morning, um dos filmes favoritos de Kapranos. <<Foi uma coincidência muito bizarra, um daqueles momentos que nos faz refletir.>> A enigmática mensagem acabaria também por ser usada na letra da primeira faixa do disco, Right Action.

Com o novo álbum, a banda regressou à estrada. Para já, não há qualquer concerto agendado no nosso país, mas não será de estranhar que o quarteto volte em breve. <<Adoramos tocar em Portugal. A última vez foi o ano passado, num festival [Marés Vivas] no Porto. Eu fui, com a minha namorada, uma semana antes. Alugámos umas bicicletas e andámos a explorar a cidade. Come-se muito bem, no Porto. Adorei os restaurantes de peixe, em Matosinhos. Mas não vamos falar de comida, se não me calo>>, confessa o músico, que é autor do livro Snacks e Outros Sons, sobre as experiências gastronómicas da banda em digressão. Voltemos então ao palco, que, passados dez anos, continua a ser o território natural da banda. Porque é que tocar ao vivo será assim tão importante para os Franz Ferdinand? <<Bem, porque sim… >>

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Right Thoughts, Right Words, Right Action – Posto de escuta
A VISÃO ouviu o novo disco dos Franz Ferdinand. E gostou

Right Thoughts, Right Words, Right Action remete para os melhores tempos da banda, quando temas como Take Me Out, This Fire e Do You Want To invadiram as pistas das discotecas com um rock de guitarras que puxava à dança. Ao mesmo tempo, soa a novo, não se limitando às velhas fórmulas de sucesso. É composto por dez temas de ambientes musicais diversos mas imediatamente identificáveis com o <<som Franz Ferdinand>>. E esse é o melhor elogio que, agora, pode ser feito ao quarteto de Glasgow. <<Queríamos soar ao mesmo, mas de forma diferente>>, assume Alex Kapranos. <<Há sonoridades novas, porque é bom abrirmos os nossos horizontes, mas também é importante manter a essência do que somos.>>

 

FONTE: Revista VISÂO / Foto: Andy Knowles

O Franz Ferdinand explica porque a autoprodução foi a “ação correta” para o novo álbum

12 de setembro de 2013 às 2:58 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó

mystique
por Philip Cosores

O quarteto de Glasgow, Franz Ferdinand, irrompe em grande forma na cena alternativa com o seu álbum homônimo de estreia de 2004. Seguiram com dois álbuns bem-sucedidos de sonoridade similares que não aprimoraram seu padrão comercial e crítico, mas também não machucaram. Com seu quarto álbum, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, a ser lançado em 27 de Agosto, a banda parece ter recuperado sua sinceridade e qualidades sem esforço que fizeram melodias como ‘Take Me Out’ e ‘This Fire’ tão legais. Diffuser.fm bateu papo com o guitarrista Nick McCarthy sobre a descontraída atmosfera de gravação e o processo de autoprodução de ‘Right Thoughts’ no estúdio da banda no Reino Unido.

O prelúdio para este álbum foi um pouco não tradicional, já que vocês vêm fazendo shows e estreando músicas há mais de um ano. Qual foi o catalizador desta abordagem?

Nós não queríamos exagerar no processo de gravação, quando você vai para o estúdio por semanas a fio e só fica nessa. Nós somos uma banda que gosta de tocar ao vivo, e era isso que queríamos capturar nesse álbum. Nós queríamos capturar a essência de nós quatro em nosso melhor, e nós fazemos o melhor quando estamos tocando ao vivo. Então nós fazíamos alguns shows e depois voltávamos ao estúdio por uma semana ou duas e gravávamos duas músicas e escrevíamos mais duas e as tocávamos acusticamente e então marcávamos alguns shows de novo e experimentávamos.

Nós fizemos vários shows no ano passado, e shows te levantam como banda. Você pode estar no estúdio há um bom tempo e você meio que deixa a barba crescer e bebe muita cerveja e fica meio entediante. Mas quando você faz shows, você sai de lá e tudo faz sentido. Você não toca só as músicas novas, mas as músicas antigas também e percebe novamente o que você é, o que é prazeroso para nós.

Este álbum soa mais como o primeiro álbum do que os dois que o seguiram. Você acha que pode ser pelo fato de vocês estarem tocando as músicas ao vivo, juntamente com as antigas, antes de gravar e ouvir como elas se relacionam com suas músicas antigas?

Pode ser isso também. Parecia muito com como estávamos durante a primeira gravação. Mas nós não comparamos as gravações entre elas. Mas parece muito honesto e o primeiro álbum também era muito honesto. Os outros dois, eu não sei, nós estávamos sempre fazendo turnê quando fizemos os outros e fazíamos tudo na correria, na realidade. Todas as engrenagens estavam girando.

Para este álbum, nós estávamos dando um tempo e só trabalhávamos nele por poucas horas por dia, mais ou menos como quando fazíamos quando todos tinham empregos e nos encontrávamos à noite. Eu tenho um filho, então eu cuidava dele durante o dia e então voltava para a música à noite. Foi muito bom. Isso impediu de parecer trabalho.

Eu estou muito feliz com o álbum e como ele soa. Quando estávamos fazendo esses shows massivos no segundo e terceiro álbuns, nós começamos a entrar num som tipo mega-rock, com guitarras distorcidas. Neste, nós voltamos a uma coisa mais ‘dance’ tênue e crua. Eu meio que prefiro assim, de certa maneira.

Com este tipo de método de gravação, foi o motivo pelo qual vocês decidiram produzir vocês mesmos? Eu imagino que seria difícil contratar alguém para gravar vocês quando estavam trabalhando apenas algumas horas por dia, com intervalos prolongados para turnê.

O que eu quis dizer, eu não quero que pareça que nós estávamos ‘Ah, nós terminaremos um dia’. Nós tínhamos uma agenda e uma data final em vista. Nós ficávamos uma ou duas semanas em casa e então uma semana no estúdio, mas isto nos permitia ficar ‘Certo, terminamos essa música. Amanhã nós vamos gravá-la’. E se você mesmo se grava e tem seu próprio equipamento e estúdio, é muito fácil fazê-lo.

Muitos músicos sonham em ter seu próprio estúdio. Nós não temos um estúdio super profissional. O meu é uma garagem em Londres. O do Alex é um estúdio antigo de um artista do interior. Tem carpetes e tal. Nós apenas compramos uns microfones bem legais.

Fazer a parte da engenharia ou gravar um disco não é uma habilidade que muitas bandas têm. Isto é algo que vocês colheram ao longo dos anos?

Sim, eu acho que sim. Nós estávamos sempre olhando por cima dos ombros dos produtores e sempre muito interessados. Produzir não é grande coisa, de verdade. É só uma questão de aprender a ficar de olho nas coisas e examinar a música. Tipo, não ser pego nas performances vocais ou se preocupar como a guitarra ou o solo de bateria devem ser. É tudo sobre a música. Você tem que recuar um pouco e pensar mais do que apenas na sua parte especificamente.

Eu sempre achei que esta era a parte mais difícil, não ficar tão próximo da música.

Sim, é, especificamente se você for um bom músico. Você pode ser muito afetado pela sua parte. Mas nós sempre trocamos de instrumentos e somos uma banda de compositores, na verdade. Nós nunca fomos assim tão bons com nossos instrumentos, mas somos bons em construir música. Nós não somos grandes virtuoses em nossos instrumentos. Mas está tudo bem.

Vocês fizeram um show, há pouco tempo, no Letterman, o que é uma honra. Há algo mais no horizonte que te deixe particularmente empolgado?

Bem, nós estávamos gravando um vídeo bem legal. É para ‘Evil Eye’, nosso próximo single que sairá em um mês e meio. Nós filmamos o dia inteiro ontem e foi muito divertido. Nós já fizemos vídeos antes, mas nada parecido com este. Nós vamos voltar para filmar mais depois. E fazer shows em partes diferentes do mundo em que ainda não estivemos. O mais divertido é na verdade tocar as músicas novas. É o que nos mantêm em movimento.

FONTE: diffuser.fm / Créditos foto: Yuri Kiddo – Guia da Semana

De volta às origens – novo álbum do Franz Ferdinand remete ao início do grupo

1 de setembro de 2013 às 13:50 por Simone


metro26-08-2013 1Música. Após quatro anos do último disco, Franz Ferdinand lança o novo disco, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’

PAULO BORGIA/METRO SÃO PAULO

Algumas bandas preferem olhar para frente e buscar novas fórmulas de sucesso nos trabalhos futuros. Estilos diferenciados de composições, referências ou até mesmo o comportamento são reavaliados. No caso do Franz Ferdinand, o passado vira referência para o lançamento de “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, que acaba de chegar às lojas.

Após todos os conceitos de “Tonight: Franz Ferdinand” (2009), Alex Kapranos e sua turma escolheram buscar o clima mais energético do período da estreia do quarteto, com o álbum “Franz Ferdinand” (2004), que trouxe ao mundo hits que já se tornaram clássicos, como “Take Me Out” e “This Fire”. Assim, o novo disco é o que todo fã da banda escocesa quer: pular, dançar e se divertir. Tudo em 35 minutos.

Impossível não grudar na cabeça uma música quando seu refrão já aparece logo aos 23 segundos. Essa é “Right Action”, que abre o disco. Se tem uma coisa que o Franz Ferdinand deve se gabar é de ter estilo, e não só no visual.  O básico, portanto, é apresentado ao longo das outras faixas, mas tudo com personalidade. Ou seja: se você é um admirador de longa data da banda, esse álbum foi feito pra você.

Fique também com “Bullet” e “Treason! Animals.”, mas tudo bem se você deixar de lado a balada  “The Universe Expanded”, um pouco deslocada no contexto.

O novo disco também marca um reencontro dos músicos, após anos trabalhando em outras frentes, como Kapranos, que foi o produtor dos últimos lançamentos do Citzen! e Cribs.

Como cada vez mais é fácil achar o disco de uma banda antes de seu lançamento oficial, o quarteto disponibilizou o álbum na íntegra desde a semana passada, no site npr.org/music.

Agora, resta torcer para que eles voltem para a sua sétima visita ao Brasil o quanto antes. A última apresentação foi na edição deste ano do Lollapalooza, na mesma noite do Queens of the Stone Age e The Black Keys.

FONTE: Metro / Obrigada pelo link: Daniela

Franz Ferdinand mantém o estilo básico que o consagrou

29 de agosto de 2013 às 19:47 por Simone


Álbum “Right thoughts, right words, right action” “é música sem novidades, mas com estilo”

Carlos Albuquerque – 19/08/13

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RIO – O Franz Ferdinand tem estilo. E é um estilo básico, bem conhecido por todos desde 2004, quando músicas como “This fire” e “The dark of the matinée”, hits do seu homônimo disco de estreia, jogaram essa turma de Glasgow na grande fogueira pop, com um rock seco, direto, com um pezinho nas pistas de dança, graças às pulsantes linhas de baixo de Bob Hardy. Um som quente, com sabor de cafeína, refletido em outro sucesso, “Take me out”, que ao vivo poderia se chamar “Querida, explodi a plateia”, devido ao seu efeito incendiário nas massas. Basta lembrar a apresentação no Circo Voador, no verão de 2006, que o próprio Alex Kapranos considera uma das melhores da história da banda.

Quase dez anos depois, muito barulho foi feito até a chegada de “Right thoughts, right words, right action”, o quarto álbum do quarteto escocês. Jay-Z, por exemplo, colocou o rap em ligação direta com o mundo corporativo, o dubstep sacudiu a América e o rock pulverizou-se em mil direções. Mas para Kapranos, Hardy, Nick McCarthy e Paul Thomson nem parece que o tempo passou. Superado o leve estranhamento causado por “Tonight”, seu trabalho anterior, lançado em 2009, o grupo recupera o pique em dez faixas sintéticas como os 140 caracteres do Twitter.

Como bem observou o semanário “NME”, Kapranos leva apenas 23 segundos até chegar ao refrão de “Right action”, que abre o disco. Sem tempo a perder, vão se juntando a ela as igualmente hiperativas “Evil eye” (de contagiante balanço funk-rock) e “Love illumination” (puxada por guitarras encharcadas de fuzz). “Fresh strawberries” é a pausa para respirar, com um coro que lembra o melhor do Eagles, logo interrompida pela tensão de “Treason! Animals”, até tudo acabar com a dramática “Goodbye lovers”. É música sem novidades, mas com estilo. E como ele é básico, não há risco de sair de moda. Cai bem sempre.

FONTE: O Globo

Entrevista com Alex Kapranos – o dândi de Glasgow

28 de julho de 2013 às 19:15 por Simone


Falamos com o líder do Franz Ferdinand, a banda mais elegante e dançante que visita a Espanha em setembro: no dia 10 em Mallorca, 11 em Ibiza e 14 no Dcode em Madrid.
Laura Perez – 26/07/2013

entrevistamos-a-alex-kapranos_ampliacionÉ o que se diz de um tipo elegante. No palco e fora dele. Alto, com uns olhos muito claros, um ou outro cabelo branco e uma voz que provoca arrepios («é como ser jogador de futebol: você tem que cuidar, mas quando você treina muito ela fica em forma»). Simpático e com uma boa conversa, ele fala da vanguarda russa, de uma viagem que fez para a Etiópia com Paul (o baterista da banda), gastronomia catalã ou de como os romances de Iain Banks – o escritor escocês morreu no dia em que aconteceu essa entrevista – acompanharam seus verões adolescentes na Grécia, terra natal de seu pai.

Alex Kapranos (Almondsbury, Reino Unido, 1972) lança com o Franz Ferdinand o quarto álbum da banda de Glasgow, Right Thoughts, Right Words, Right Action (Domino/Sony) no dia 27 de agosto, que continua fazendo seu pop elegante, dançante e sedutor.

Recentemente você disse que queria fazer um álbum sobre a luta entre a cabeça e coração. Quem ganhou?
Empate. Os dois estão presentes, como quase sempre na vida. Nossa idéia é que quando você o escuta primeiro surjam as emoções, que o sangue palpite, que você tenha a sensação de estar vivo. E depois vem a parte reflexiva, analisar as letras, buscar segundos e terceiros significados.

Fazem música para dançar… Continua saindo todo final de semana?
O bom de me dedicar a isso ao invés de ter um trabalho comum é que posso sair às terças-feiras (risos). Temos 40 anos e mais responsabilidades. Bob (baixista da banda) e eu não temos filhos, o resto da banda sim. Embora a idade não nos tenha tirado nada, pelo contrário. Fazemos as mesmas coisas, mas melhor.

Há alguma coisa que você detesta em tudo isso?
A perda do anonimato, estar em um bar e que venha algum bêbado falando comigo como se fosse meu colega.

O que sobrou de suas raízes gregas?
Tenho memórias gravadas de quando era pequeno, como a música tradicional ou o teatro de sombras que meu avô fazia com um lençol e uma luz. De lá vem a personalidade que gosta de aproveitar a vida e também aberta e comunicativa, gosto de contar coisas, expressar emoções… Isso não é muito escocês.

Vocês tem uma imagem impecável. Quão importante é moda para vocês?
É mais uma maneira de nos expressar e comunicar quem somos. Me interessa nesse sentido, não como necessidade a ser levada ao extremos. Eu tenho um casaco que uso desde que eu tinha 16 anos.

REVELAÇÃO DE UM MESTRE NA COZINHA

Um apreciador de comida, assim é Alex Kapranos. Durante um tempo escreveu uma coluna gastronômica no The Observer, que mais tarde se transformou em livro: Sound Bites (Ed. 451).«Depois me chamaram para participar de programas de televisão sobre isso, mas recusei. Não era a minha». Sua gastronomia preferida é «a que utiliza ingredientes simples mas muito bons, com sabores intensos mas naturais, algo que vocês fazem muito bem na Espanha e na Sicília, o lugar onde mais disfruto comendo». Na cozinha «sou habilidoso, porque pratiquei. Trabalhei como chef, mas é uma profissão que requer uma entrega total, e a música sempre veio em primeiro lugar».

***Dândi é a pessoa que se preocupa com moda, que se veste bem, gosta de acompanhar desfiles.

FONTE: Elle.es

Assista Right Action em sessão ao vivo para o The Guardian | Descubra um pouco mais sobre a música.

20 de julho de 2013 às 18:44 por Simone


O quarteto indie pop de Glasgow Franz Ferdinand, tocou uma versão exclusiva de Right Action, de seu próximo álbum Right Thoughs, Right Words, Right Action, ao vivo nos estúdios do The Guardian. O vocalista Alex Kapranos, explica como a ideia para a música surgiu de uma curiosa barraca em um mercado de pulgas.
 
O vídeo foi gravado no dia 05 de julho. Veja abaixo algumas fotos dos bastidores…

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Assista a apresentação ao vivo de Right Action para o The Guardian!

Alex conta um pouco sobre a música no começo do vídeo, mas você pode entender melhor a história aqui. Fizemos um resumo de algumas falas do Alex em entrevistas.

  • “O título do álbum, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, é dado como resposta à mensagem enigmática deixada num cartão postal que inspirou a faixa de abertura: “Venha para casa, praticamente tudo, está quase perdoado”. Kapranos nunca pretendeu que o slogan fosse um grito de guerra politico, embora não consiga resistir e salientar: “Eu acho que muitos políticos poderiam se beneficiar aplicando isso às suas vidas e realmente pensar, agir e fazer o certo!”
    TRACK BY TRACK – Right Action: “Um postal num mercado de pulgas tinha a mensagem: ‘Venha para casa, praticamente tudo, está quase perdoado’. Esta é a frase de abertura. Para mim, era quase um romance em poucas palavras.” Revista NME (01-06-2013)
  • Do título incomum do álbum (e da quase faixa título, ‘Right Action’), entretanto, Kapranos explica: “Tudo começou com um cartão postal que eu achei em um mercado de pulgas. Havia uma coleção de cartões postais de todo o mundo, todos em branco e não enviados, exceto um. Nele estava escrita a frase: “Come home, practically all, is nearly forgiven’ (Venha para casa, praticamente tudo, está quase perdoado) [primeiro verso da música]. Eu adorei. Era como um enredo em três linhas, e eu fiquei pensando em como aquilo poderia ser respondido. Foi endereçado a Karel Reisz, que dirigiu o filme Saturday Night and Sunday Morning, no qual eu fui obcecado no início da minha adolescência.” Revista NME (27-05- 2013)

Uma foto postada pela banda, mostra o cartão postal que inspirou o single Right Action e o nome do álbum: Right Thoughts, Right Words, Right Action.

Se prestarem atenção, parte da letra contém o endereço que consta no postal, a frase escrita nele e cita o filme Saturday Night and Sunday Morning

”Come home practically all is nearly forgiven
Right Thoughts! Right Words! Right Action!
Almost everything could be forgotten
Right Thoughts! Right Words! Right Action!

Sometimes I wish you were here weather permitting
Right Thoughts! Right Words! Right Action!
But how can we leave you to saturday night or sunday morning
Good morning

11 Chalcot Gardens
England’s Lane Hampstead London”

FranzFerdinandPostcard

 

FONTE: the Guardian / Facebook Franz Ferdinand / Matt Hall instagram / Graham Snowdon twitter

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