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Multishow transmite show do Franz Ferdinand ao vivo, no dia 2 de outubro.

14 de setembro de 2014 às 18:24 por Simone


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No dia 2 de outubro, o Franz Ferdinand se apresenta no Rio de Janeiro e o Multishow transmite tudo ao vivo, na TV e na web. A partir das 23h15, você confere essa apresentação direto do Vivo Rio.

A banda escocesa volta ao Brasil depois de quatro anos com a turn√™ do mais recente disco, ‚ÄúRight Thoughts, Right Words, Right Action‚ÄĚ. Pela s√©tima vez no pa√≠s, Alex Kapranos e companhia n√£o devem deixar faltar hits ‚ÄúDo You Want To‚ÄĚ e ‚ÄúTake Me Out‚ÄĚ, al√©m dos singles mais recentes “Right Action” e “Stand on the Horizon”.

Programe-se:

SHOW AO VIVO
FRANZ FERDINAND

Quinta (02/10), a partir de 23h15
Ao vivo na TV e na web direto ddo Rio de Janeiro

 

FONTE: Multishow

Franz Ferdinand, Mogwai e Frightened Rabbit ser√£o as atra√ß√Ķes principais do show a favor da independ√™ncia Escocesa.

13 de setembro de 2014 às 16:19 por Simone


N√£o √© segredo que o Franz Ferdinand √© a favor da independ√™ncia escocesa. Desde que o debate come√ßou,¬†Alex e Paul, os dois integrantes da banda que mais mant√©m¬†suas liga√ß√Ķes com a¬†Esc√≥cia, fazem quest√£o de deixar claras suas posi√ß√Ķes quando entrevistados por jornais e revistas do mundo.

Um referendo que decidir√° se a Esc√≥cia se tornar√° independente ou n√£o do Reino Unido acontece no¬†no dia 18 de setembro e com o¬†crescimento da campanha a favor da independ√™ncia, um show¬†foi marcado para acontecer¬†no¬†Usher Hall,¬†Edimburgo¬†em 14 de setembro chamado¬†‘A Night For Scotland’.

O show conta com a participação, além do Franz, de artistas como Mogwai, Frightened Rabbit, o cantor e compositor escocês Eddi Reader, uma colaboração entre Lorraine McIntosh e Ricky Ross do Deacon Blue (sob o nome de McIntosh-Ross) e do comediante Elaine C Smith.

Sobre a campanha, o promotor do evento¬†Tommy Sheppard¬†falou ao The Scotsman, “A campanha Sim desencadeou uma enorme energia criativa e agora um pequeno segmento da comunidade art√≠stica e criativa da Esc√≥cia est√° se reunindo¬†e se preparando¬†para¬†rodar outra engrenagem nos dias finais antes que o povo da Esc√≥cia tome a decis√£o mais importante de suas vidas.”

Mogwai e Frightened Rabbit tamb√©m¬†falaram de seu apoio √† vota√ß√£o da independ√™ncia e da sua participa√ß√£o na mobiliza√ß√£o. Mogwai disse: “Em apenas algumas semanas, teremos a oportunidade¬†√ļnica na¬†vida para tomar o nosso lugar no cen√°rio global e mostrar ao mundo do¬†que somos feitos”. Frightened Rabbit acrescentou: “[N√≥s] Gostaria de pedir a¬†todos que¬†se envolvam, se registrem para votar antes do prazo e¬†venham¬†desfrutar de uma noite brilhante para a Esc√≥cia.”

Muitos artistas brit√Ęnicos se posicionaram contra¬†a independ√™ncia escocesa.¬†Mick Jagger, o cientista¬†Stephen Hawking, Cliff Richard, Sting, Andrew Lloyd Webber, Judi Dench, Simon Cowell assinaram a carta ‘Let’s Stay Together’ (Vamos continuar juntos). “O que nos une¬†√© muito maior do que aquilo que nos divide.¬†Vamos continuar juntos”, √© o que prop√Ķe.

Na semana passada o ex-vocalista do Talking Heads, David Byrne, que nasceu em Dumbarton (Esc√≥cia), falou sobre os perigos de independ√™ncia, afirmando que ela “pode ser um pouco dif√≠cil de lidar”.¬†Ele disse: “Como uma pessoa de fora, o meu senso seria que¬†levantando a quest√£o novamente, a¬†Esc√≥cia pode obter um pouco mais de autonomia e auto-controle, mas total independ√™ncia pode ser um pouco dif√≠cil de lidar”.

O show ser√° transmitido ao vivo. Mais informa√ß√Ķes no link https://www.kiltr.com/referendum/1775316178

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FONTE: NME | Gigwise

Quer escolher as 6 primeiras m√ļsicas da setlist do Franz no 6 Music Festival? VOTE!

9 de fevereiro de 2014 às 9:12 por Simone


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Entre os dias 28/02 e 01/03/2014 ocorre em Manchester, Inglaterra, a primeira edi√ß√£o do 6 Music Festival. O Franz toca dia 01/03 e sabe o que √© melhor?¬†Os f√£s¬†escolher√£o¬†as 6 primeiras m√ļsicas do set!

A banda¬†pr√©-selecionou 15 m√ļsicas, voc√™ vota na sua preferida e as 6 mais votadas¬†v√£o compor a primeira parte da setlist na apresenta√ß√£o no festival.

Muitas dessas¬†m√ļsicas o Franz n√£o toca a muito tempo como You Could Have It So Much Better, You’re The Reason I’m Leaving e Lucid Dreams, outras s√£o b-sides do primeiro √°lbum que eles vem tocando raramente como Love & Destroy e Shopping For Blood. Seria incr√≠vel poder ouvir todas juntas n√£o?

A votação está aberta somente até 19hs no Reino Unido / 17hs de Brasília do dia 10/02. O link para votar: http://www.bbc.co.uk/programmes/b03nj13d

A lista das 15 m√ļsicas √© essa:

Come On Home
Do You Want To
Evil Eye
Fresh Strawberries
Love & Destroy
Lucid Dreams
Matinée
Michael
Shopping For Blood
Stand On The Horizon
The Fallen
Van Tango
Walk Away
You Could Have It So Much Better
You’re The Reason I’m Leaving

O Alex esteve na BBC Radio 6 e falou um pouco sobre a lista :)

 FONTE: BBC Radio 6 Music | Franz Ferdinand Facebook

Assista ao clipe de BULLET!

18 de novembro de 2013 às 21:33 por Simone


O Franz acaba de lan√ßar o videoclipe do 4¬ļ single de seu √ļltimo √°lbum – Right Toughts, Right Words, Right Action.

Segundo o site da Domino Records, o single será lançado em 20 de janeiro de 2014 e foi produzido por Prince House Rabbit (Alex), gravado na Escócia e mixado em Vancouver, no Canadá por Mike Fraser.

Dirigido por Andy Knowles, o eterno 5¬ļ membro da banda, este clipe foi todo filmado em P&B e conta com um efeito chamado¬†Bullet-time (tempo de bala). Esse efeito especial de c√Ęmera lenta foi criado para mostrar o movimento de personagens ou objetos em per√≠odo de tempo extremamente curto o que nos leva parar no tempo para obter uma vis√£o detalhada. Esse mesmo efeito foi usado na trilogia dos filmes Matrix.

Andy falou um pouco sobre o clipe para a Domino Records:

“Eu venho trabalhando com a a banda de uma forma ou de outra desde seu primeiro show, em 2002, que foi no quarto da minha ex-namorada. Eu queria capturar uma performance crua e honesta e eu acho que ter um bom relacionamento com o caras ajudou a conseguir isso. O efeito ‘bulletime” foi colocado para verdadeiramente ressaltar pequenos momentos que cada f√£ reconhecer√° como uma assinatura das performances ao vivo do Franz. A can√ß√£o √© t√£o r√°pida, exigiu um estilo igualmente vertiginoso de edi√ß√£o para realmente capturar a energia.”

Vocês conseguem reconhecer na foto abaixo alguma dessas marcas que o Franz mostra durante suas performances ao vivo?

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Confira Bullet!

FONTE: Domino Records | Wikipedia

Franz Reunido | Q entrevista: Franz Ferdinand ‚Äď 2¬™ parte da mat√©ria, Revista Q 10/2013 [Traduzida]

31 de outubro de 2013 às 4:05 por Simone


Continuação da entrevista do Franz para a revista Q. A primeira parte você pode ler AQUI.

Tradução e agradecimentos: Cristina Renó

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Incapazes de imaginar um futuro para a banda, eles passaram um ano separados. Hardy voltou a pintar. O realista Thomson, que voltou da Am√©rica do Sul com artrite reativa e um cisto facial, trabalhou de DJ, tocou com o grupo de art-rock Correcto e fez ‚Äėcoisas de pai‚Äô. ‚ÄúDepois do primeiro √°lbum n√≥s sent√≠amos que est√°vamos numa esteira e n√£o consegu√≠amos sair dela‚ÄĚ, ele diz enquanto come um hamb√ļrguer com Blood Mary. ‚ÄúEu descobri que era muito embara√ßoso ser um astro do rock. Meus amigos em Glasgow t√™m flats de um quarto e empregos que pagam mal ent√£o acho que eu fiquei com vergonha por causa disto. Chegou a um ponto que eu estava resolvido que eu ia desistir de tudo e arranjar um emprego decente, eu pensava em abrir uma loja, mas eu sou muito ruim para lidar com dinheiro.‚ÄĚ

Kapranos produziu os √°lbuns da banda indie Citizen! e do guitarrista escoc√™s RM Hubbert, restaurou algumas amizades antigas que tinham murchado por causa da neglig√™ncia e aprendeu a fabricar cidra em sua casa, em Dumfriesshire: ‚ÄúEu tenho a tend√™ncia de ficar obcecado com algo at√© eu sentir que sei como faz√™-lo.‚ÄĚ McCarthy se tornou pai e trabalhou com outros projetos musicais, incluindo o Box Codax, seu projeto paralelo com a esposa austr√≠aca Manuela Gernedel, apenas para perceber quanto ele sentia falta do Franz. ‚ÄúOs outros projetos eram fascinantes, mas eu percebi que temos algo realmente especial. As outras bandas nunca foram assim.‚ÄĚ

Mas o intervalo n√£o fez nada para aliviar a melancolia de Kapranos, ent√£o ele convidou Hardy para ir a Orkney (‚Äúterrit√≥rio neutro‚ÄĚ) para contar as m√°s noticias. Pouco antes da viagem, ele falou com Diane Martel, a veterana diretora de v√≠deo, cujos cr√©ditos incluem Do You Want To, do Franz, e o not√≥rio Blurred Lines, de Robin Thicke. ‚ÄúA Diane ficava ‚ÄúAh, n√£o seja rid√≠culo! Voc√™s todos est√£o sendo imaturos!‚ÄĚ E ela estava totalmente certa. Se n√£o fosse por Diane eu provavelmente n√£o teria sido forte o suficiente para estimar a amizade que eu tinha que fez da banda algo bom. Foi preciso uma mulher muito astuta do Brooklyn para ser o catalisador. Bob e eu est√°vamos falando muito mais com a Diane do que um com o outro.‚ÄĚ Ele suspira. ‚ÄúBob n√£o queria falar [com a imprensa] sobre isso e ele provavelmente estava certo. Eu provavelmente vou me arrepender de ter contado isto.‚ÄĚ

Hardy tenta evitar entrevistas, mas ele provavelmente √© o membro mais intrigante do Franz: o purista est√©tico, o estudante de arte que nunca teve a inten√ß√£o de estar numa banda e ainda assim √© fundamental para a sobreviv√™ncia de uma. Para o Letterman, ele veste uma camiseta onde se l√™: ‚ÄúNo Noise Quiet Life‚ÄĚ (Sem barulho vida quieta). Com rela√ß√£o √† ‚Äėright words‚Äô (palavras certas), Buda aconselha seus seguidores ‚Äúa se abster de tagarelice in√ļtil que falte prop√≥sito ou profundidade‚ÄĚ. Buda teria gostado de Hardy.

Ele foi para Orkney para convencer Kapranos a ficar?

‚ÄúMeu deus, n√£o! Eu n√£o estava incomodado. Eu n√£o fui para salvar a banda. Eu fui para salvar nossa amizade. A √ļltima coisa que eu queria era convencer algu√©m a fazer um √°lbum que n√£o quisesse fazer.‚ÄĚ

Se o Franz tivesse acabado, ele teria desistido da m√ļsica e voltado √† arte visual. Ele tinha at√© planejado transformar seu baixo em uma mesa de centro como um gesto simb√≥lico. Kapranos n√£o tem certeza do que teria feito. ‚Äú√Äs vezes acho que a vida de um artista solo √© solit√°ria,‚ÄĚ ele diz pensativamente. ‚Äú√Č mais divertido estar num bando.‚ÄĚ

Uma √ļmida noite de ter√ßa feira no Brooklyn. Dentro do Glasslands, um armaz√©m convertido com capacidade para 275 pessoas em Williamsburg, Thomson est√° de DJ enquanto rostos do Brooklyn, incluindo Har Mar Superstar e o guitarrista do¬†Yeah Yeah Yeahs, Nick Zinner, est√£o no bar.

Foi vendido como um DJ set e uma audi√ß√£o do √°lbum, mas assim que acaba, o Franz Ferdinand se materializa no pequeno palco no canto da sala e ataca com uma divertidamente intensa set de 13 m√ļsicas. Rodeando Kapranos como um n√≥ apertado, a banda parece um bando novamente.

Logo ap√≥s, no backstage, sem camisa e brilhando de suor, o vocalista parece satisfeito. ‚ÄúDe uma maneira, eu prefiro esse tipo de show,‚ÄĚ ele diz. ‚ÄúFestivais s√£o divertidos, mas voc√™ se sente deslocado. Eu gosto de me sentir pr√≥ximo dos outros caras.‚ÄĚ

Fazer o novo LP foi uma oportunidade para evitar os erros dos √ļltimos dois. ‚ÄúVoltou a ser mais como era no come√ßo, antes de saberem que est√°vamos numa banda,‚ÄĚ diz Thomson. Todas as m√ļsicas foram compostas antes, testadas ao vivo e gravadas em curtas sess√Ķes com v√°rios produtores, incluindo Alexis Taylor e Joe Goddard, do Hot Chip, e com Bj√∂rn Yttling do Peter, Bj√∂rn & John. As m√ļsicas s√£o criaturas t√£o velozes e energ√©ticas que voc√™ pode n√£o notar que elas est√£o se contorcendo de p√Ęnico existencial, autocr√≠tica e arrependimento. Na confessional Stand On The Horizon, Kapranos canta ‚ÄúI‚Äôm the cruellest man you have known‚Ä̬† (sou o homem mais cruel que voc√™ conheceu). Fresh Strawberries disfar√ßa astuciosamente seu pessimismo (We will soon be rotten/we will all be forgotten ‚Äď N√≥s em breve apodreceremos/todos n√≥s seremos esquecidos), com ensolaradas harmonias no estilo Big Star.

√Č not√≥rio que o recente encontro da banda com a morte [da banda] n√£o foi a √ļnica coisa perturbando Kapranos nos √ļltimos anos. Ele menciona ter chegado ao t√≠tulo do √°lbum enquanto procurava por respostas para ajudar com ‚Äėumas coisas que eu estava passando‚Äô, mas educadamente se recusa a elaborar.

Mas era algum tipo de crise pessoal?
‚ÄúMuitas coisas, sim, √©.‚ÄĚ

Kapranos parece envergonhado com a previsibilidade dos erros quase fatais do Franz Ferdinand. Ele leu o suficiente sobre bandas para saber que n√£o se faz turn√™ por muito tempo sem uma pausa, voc√™ n√£o vai para o est√ļdio sem nenhuma m√ļsica e voc√™ n√£o para de conversar. Mas o Franz cometeu todos eles do mesmo jeito. ‚ÄúQual que √© a do homem brit√Ęnico, que √© incapaz de se comunicar?‚ÄĚ ele diz. ‚Äú√Č engra√ßado que o ponto da banda √© comunicar ideias e emo√ß√Ķes. Talvez por isso fomos levados a formar a banda, pois n√£o conseguimos nos comunicar em nossas vidas. Esses homens inarticulados emocionalmente fazendo m√ļsica.‚ÄĚ

A Q relembra Kapranos que, ano passado, um f√£ no Twitter pediu conselhos sobre estar numa banda. Ele respondeu: ‚ÄúNunca fa√ßa cover de Oasis. Nunca esque√ßa seus amigos. Sempre se divirta.‚ÄĚ.

‚ÄúEu devo ter falado isso porque chegou a um ponto em que eu me esqueci de fazer todas essas coisas.‚ÄĚ Kapranos diz pesarosamente. ‚ÄúBom, isto n√£o √© verdade. Eu nunca fiz cover de Oasis.‚ÄĚ

FONTE: Q Magazine ‚Äď outubro 2013

Franz Reunido | Q entrevista: Franz Ferdinand ‚Äď 1¬™ parte da mat√©ria, Revista Q 10/2013 [Traduzida]

20 de outubro de 2013 às 15:18 por Simone


Traduzimos mais uma entrevista com o Franz, agora na revista Q.
Primeira de duas partes. A segunda estar√° no site em breve.

Tradução e agradecimentos: Cristina Renó

H√Ā DOIS VER√ēES, ALEX KAPRANOS CONVOCOU UMA REUNI√ÉO PARA RESOLVER A CRISE DO FRANZ FERDINAND: ELE QUERIA SEPARAR A BANDA. AGORA, ELES ENTREGAM SEU MAIS FORTE LP AT√Č A DATA. A Q VIAJA PARA NOVA YORK PARA DESCOBRIR O QUE ACONTECEU.

POR DORIAN LYNSKEY

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√Č uma tarde de segunda-feira nos consagrados, por√©m gastos, corredores do Ed Sullivan Theatre em Nova York, o lar do Late Show With David Letterman. O Franz Ferdinand est√° aqui para iniciar uma blitz de uma semana promocional para seu quarto √°lbum Right Thoughts, Right Words, Right Action. Apesar de sua duradoura propens√£o a camisas elegantes e cal√ßas justas, o vocalista Alex Kapranos, o guitarrista Nick McCarthy, o baixista Bob Hardy e o baterista Paul Thomson est√£o longe de serem os convidados mais glamourosos desta noite. Cate Blanchet passa, proibitivamente elegante e serena, como um fabuloso h√≠brido de humano e cisne. ‚ÄúEla √© aquela do Titanic?‚ÄĚ, pergunta Kapranos, equivocadamente.

Esta √© a quarta apresenta√ß√£o do Franz Ferdinand no Letterman. ‚ÄúA primeira vez que tocamos aqui, ele chegou e disse ‚ÄėBem-vindos ao nosso pa√≠s‚Äô‚ÄĚ, relembra Kapranos. ‚ÄúEra como se ele estivesse falando com marcianos‚ÄĚ.¬† Ele cutuca o forro do teto no camarim para encontrar uma c√°psula do tempo que a banda escondeu l√° em cima, mas o forro foi vedado desde ent√£o, tornando esse fragmento do passado irrecuper√°vel.

Isto foi em 2004, quando o Franz Ferdinand era a banda mais afiada e inteligente do rock brit√Ęnico em anos: a resposta espirituosa dos brit√Ęnicos √† The Strokes, herdeiros da Roxy Music, Orange Juice e Pulp; c√©rebro art-rock com quadris de disco. Seu autointitulado √°lbum de estr√©ia vendeu 3,6 milh√Ķes de c√≥pias no mundo inteiro e venceu o Mercury Prize. Nos Estados Unidos, o Franz obteve sucesso onde o Britpop fracassou: o LP ganhou disco de platina e seu hino n√£o convencional Take Me Out bateu Jay-Z e Usher chegando ao topo da prestigiada enquete anual de cr√≠ticos, a Village Voice.

Foi um primeiro ano t√£o perfeito quanto qualquer banda poderia desejar, mas a perfei√ß√£o √© dif√≠cil de manter. Enquanto seu segundo √°lbum You Could Have It So Much Better apareceu apenas 18 meses depois, o pouco convincente Tonight: Franz Ferdinand n√£o surgiu at√© 2009, altura em que o boom das bandas brit√Ęnicas com guitarras que eles haviam encabe√ßado j√° estava implodindo. Aparentemente, eles pareciam nadar contra a mar√©. Internamente, como a Q descobrir√°, eles estavam se afogando.

Desde o t√≠tulo, Right Thoughts, Right Words, Right Action, indica um retorno a seu foco e precis√£o inicial. Kapranos √© modesto √† respeito da origem do t√≠tulo, mas parece ser uma par√°frase cheia de vida de tr√™s passos do Nobre Caminho √ďctuplo para o Nirvana, de Buda. N√£o √© um mau lugar para buscar conselhos.

De pernas cruzadas num sof√° em sua su√≠te de hotel no Lower East Side na manh√£ seguinte, Kapranos √© tanto educado quanto reservado, uma combina√ß√£o que significa que ele continua evitando perguntas e se desculpando por ser evasivo. Ainda inacreditavelmente esbelto e elegante aos 41 anos, o homem que parecia t√£o suave e dominante no Letterman √© um entrevistado agitado, fechando os olhos repetidamente, despenteando seu cabelo e colocando a cabe√ßa entre as m√£os. ‚ÄúNo palco sou um exibido, mas na vida normal sou exatamente o oposto‚ÄĚ, ele diz. ‚ÄúEu n√£o sou o tipo de pessoa que gosta de chamar aten√ß√£o para si mesma.‚ÄĚ

Nos dois √ļltimos LPs, no entanto, ele sentiu que sua retic√™ncia sabotou suas composi√ß√Ķes ‚Äď ‚ÄúVoc√™ est√° ocultando essas letras pessoais em distra√ß√Ķes e refer√™ncias obtusas para faz√™-las confiss√Ķes t√£o incompreens√≠veis quanto elas podem ser‚ÄĚ ‚Äď ent√£o ele est√° tentando, contra seus instintos naturais, ser sincero. Enquanto ele explica como o √°lbum come√ßou com uma reuni√£o com Bob Hardy na ilha de Orkney h√° dois ver√Ķes, Q tem a sensa√ß√£o de que ele est√° omitindo alguma coisa. Ele alguma vez perdeu a f√© na banda?

Ele torce o rosto e ri nervosamente. ‚ÄúVou ser diplom√°tico ou vou ser honesto?‚ÄĚ

Honesto, por favor.

‚ÄúEu fui at√© Orkney dizer ao Bob que eu queria acabar com a banda.‚ÄĚ

Antes do Franz Ferdinand ser uma banda, era uma ideia fant√°stica para uma banda. Quando Kapranos e Hardy estavam trabalhando juntos na cozinha de um restaurante em Fort William em 2000, eles ficavam se queixando sobre as m√ļsicas da Radio 1 e ent√£o, ao final do turno, conversavam sobre os discos que eles realmente amavam e o tipo de banda que eles gostariam de ver: uma que encontrasse o olhar do p√ļblico, que expressasse emo√ß√Ķes intensas, combinasse a urg√™ncia do pop com a vitalidade experimental e se vestisse para matar.¬†“N√≥s conversamos sobre toda essa merda antes mesmo de ter feito um √°lbum”, diz Kapranos. ‚ÄúEstas aspira√ß√Ķes sobre o que faz uma banda ser √≥tima ao inv√©s de apenas um bando de caras tocando m√ļsica juntos.‚ÄĚ

Kapranos tinha 28 anos e sentia que talvez fosse tarde demais. Quando adolescente em Glasgow, ele cresceu completamente apaixonado por prod√≠gios condenados como Buddy Holly e o poeta da guerra Rupert Brooke. ‚ÄúEu me lembro de completar 21 e ficar mal durante as semanas seguintes: ‚ÄėTenho 21 anos e n√£o fiz nada! ‚Äô‚ÄĚ, ele conta, rindo de sua pr√≥pria juventude.

Ele sentiu que tinha estragado suas chances de vez quando sua primeira banda de verdade, The Karelia, foi largada pela Roadrunner depois de um √°lbum decepcionante em 1997. ‚ÄúNesta √©poca eu estava com 27 e achei que tinha perdido a chance‚ÄĚ, ele diz. ‚ÄúSe voc√™ est√° fazendo para ter algum sucesso voc√™ deve t√™-lo feito po essa idade. Ent√£o eu mudei minha perspectiva. N√≥s est√°vamos fazendo (o Franz Ferdinand) puramente para nos divertir. N√£o havia desejo de obter sucesso. N√≥s ach√°vamos que vender√≠amos 500 c√≥pias do single, pois era isso que as bandas que conhec√≠amos vendiam.‚ÄĚ Paul Thomson relembra, ‚ÄúNosso empres√°rio disse ‚ÄėEu realmente vejo potencial do Pulp/Stone Roses‚Äô. Eu pensava ‚ÄėCale a boca!‚Äô‚ÄĚ.

O Franz Ferdinand se juntou, em 2002, de maneira pouco ortodoxa. Thomson, o √ļnico escoc√™s nativo, era um baterista que queria ser guitarrista. McCarthy (que, como Thomson, Kapranos havia conhecido em uma festa) tinha estudado piano e contrabaixo no Conservat√≥rio de Munique, mas nunca tinha tocado guitarra antes. Hardy, um ‚Äėn√£o-m√ļsico‚Äô que estava estudando na Glasgow School of Art, concordou sob coa√ß√£o a aprender tocar baixo. ‚ÄúFoi tudo na base da intui√ß√£o por dois anos‚ÄĚ, ele diz, fazendo uma careta. ‚ÄúFoi aterrorizante. Eu n√£o sabia os nomes das notas ent√£o, se eu me perdesse, estava ferrado!‚ÄĚ

Ele achou que teria mais tempo para aprender, mas a ascens√£o do Franz foi r√°pida e vertiginosa. Para sua grande surpresa, eles acabaram sendo a banda que as pessoas estavam esperando. Kapranos recorda, inicialmente, como um alegre reconhecimento . ‚ÄúTudo parecia certo, pois tudo veio de n√≥s: cada m√ļsica, cada parte do design das capas, cada ideia para os v√≠deos. Isso foi ficando mais dif√≠cil.‚ÄĚ

A alegria logo se transformou em frustra√ß√£o, pois havia tanta press√£o e t√£o pouco tempo para escrever m√ļsicas novas. Kapranos e McCarthy, enlouquecidos pelo estresse, foram mesmo √†s vias de fato depois de um show em Paris no final de 2004. ‚ÄúEu me lembro de pensar, ‚ÄėVoc√™s que se f*dam, eu vou fazer esse √°lbum [You Could Have It So Much Better, de 2005] o mais r√°pido que eu puder‚ÄĚ, diz Kapranos. ‚ÄúEu n√£o me importo o quanto estou fisicamente esgotado. Vou fazer isso por que √© o que o The Smiths, The Beatles e Bowie fizeram! Mas √© claro que o The Smiths n√£o fez uma turn√™ de nove semanas nos Estados Unidos. Isso tem um efeito extremamente prejudicial para a produ√ß√£o da banda. Voc√™ deveria estar criando essas coisas, n√£o apenas executando-as.‚ÄĚ Thomson diz que foi gravado ‚Äúem um estado de p√Ęnico: se a gente sumir, as pessoas v√£o se esquecer de n√≥s.‚ÄĚ.

Ao mesmo tempo, Kapranos percebeu que ele n√£o queria ser uma celebridade. Como a estrela do rock mais letrada e amig√°vel para a Radio 4 desde Jarvis Cocker, ele foi bombardeado com tentadoras distra√ß√Ķes. Ele aceitou uma coluna sobre comida para o The Guardian, mas desistiu quando come√ßou a receber convites para apresentar programas de culin√°ria na TV. Ele recuava com perguntas sobre seu relacionamento com Eleanor Friedberger, do Fiery Furnaces, que acabou em 2009. Ele se tornou ainda mais defensivo depois de sofrer com as aten√ß√Ķes de um perseguidor.

Se o segundo √°lbum foi feito muito r√°pido, ent√£o o Tonight: Franz Ferdinand, de 2009, teve o problema oposto. Foi um processo longo e infeliz, cheio de falsos come√ßos e fatigantes sess√Ķes de 14 horas. ‚ÄúFoi terr√≠vel‚ÄĚ, diz Hardy. ‚ÄúN√≥s √≠amos para este espa√ßo sem nenhuma m√ļsica e come√ß√°vamos a tocar, que √© a coisa que menos prefiro fazer no mundo‚ÄĚ. A grava√ß√£o intensificou seus temores, iludindo sua entrada na carreira da m√ļsico. ‚ÄúEu odeio sentar numa sala enquanto Alex e Nick conversam sobre escalas maiores e menores e seja l√° o que mais. Era como estar numa sala com pessoas que falam outra l√≠ngua e voc√™ s√≥ sabe o b√™-√°-b√°.‚ÄĚ.

Mas o √°lbum foi moleza, comparado com o ano em turn√™, que finalmente terminou na Am√©rica do Sul, em abril de 2010. ‚ÄúSe h√° algum ressentimento em rela√ß√£o a algu√©m, isso pode ser bom no palco. H√° uma fa√≠sca,‚ÄĚ diz o esguio e forte, otimista McCarthy. ‚ÄúMas j√° no final da turn√™ eu estava no palco, havia milhares de pessoas me assistindo e eu n√£o estava sentindo nada. E quando acabamos a turn√™, nos sentimos vazios. N√£o havia sobrado nada. Foi realmente um rev√©s. Foi meio ano de quase-crise-de-meia-idade, s√≥ deitado na cama, sem fazer muito‚ÄĚ.

‚ÄúN√≥s simplesmente paramos de falar uns com os outros‚ÄĚ, diz Hardy, que atribui parte da culpa ao excesso de bebida. ‚ÄúFoi uma bagun√ßa‚ÄĚ.

*** (continua…)

FONTE: Q Magazine – outubro 2013 / Foto: Andy Knowles

“Só somos estrelas quando estamos no palco“ РRevista Visão 08/2013

16 de outubro de 2013 às 5:11 por Simone


Right Thoughts, Right Words, Right Action √© o t√≠tulo do novo disco da banda escocesa. Que, ao que quarto √°lbum, traz de volta o rock dan√ß√°vel dos seus primeiros trabalhos. Um regresso que, afinal, talvez n√£o o seja, explicam os m√ļsicos, numa conversa exclusiva com a VIS√āO.

 

 

 

POR MIGUEL JUDAS, EM LONDRES

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H√° j√° muito tempo que n√£o se ouvia falar dos Franz Ferdinand. Recentemente, surgiram at√© rumores sobre a separa√ß√£o dos m√ļsicos da banda de Alex Kapranos, Nick McCarthy, Bob Hardy e Paul Thomson, nunca negada pelos pr√≥prios. Apesar das boas cr√≠ticas, o √ļltimo disco de originais, Tonight: Franz Ferdinand (2009), foi recebido com desconfian√ßa pelos f√£s, por se afastar da matriz de guitarras a alta velocidade que tornou o grupo numa das mais populares bandas rock da primeira d√©cada do s√©culo XXI. No universo pop-rock, quatro anos √© uma eternidade. Agora que um novo √°lbum, Right Thoughts, Right Words, Right Action (Domino), est√° prestes a sair (√© lan√ßado na pr√≥xima segunda-feira, dia 26), a palavra <<regresso>> imp√Ķe-se como um bom in√≠cio de conversa com o vocalista Alex Kapranos, 41 anos, e o baterista Paul Thomson, 36 anos. Escrevemos <<regresso>>?…

<<Demor√°mos 32 anos para gravar o primeiro √°lbum, portanto estes quatro nem me parecem assim tanto. E a ti Paul?>>, atira Kapranos. O baterista encolhe os ombros e, apesar do sorriso, passa ao contra-ataque: <<√Č por isto que os Boards of Canada [banda escocesa de indie rock] n√£o falam com os jornalistas. A primeira pergunta que lhes fazem √© sempre essa: ‚ÄėPorque demoraram tanto tempo?‚Äô>> A VIS√ÉO insiste, mas a resposta n√£o se faz esperar. <<Essa coisa dos regressos lembra aqueles cantores dos anos 60, que passavam algum tempo a fazer cinema e televis√£o e depois regressavam √† m√ļsica com um grande alarido. Mas regressar de onde? Parece-me uma express√£o um pouco arcaica para ser usada a nosso respeito>>, afirma Alex Kapranos. <<H√° muitas bandas que demoram algum tempo a editar discos novos, como √© o caso dos Coldplay ou dos U2, e ningu√©m acha estranho. √Č algo que tem a ver com a longevidade dos grupos: se queremos ter uma carreira longa, com alguma relev√Ęncia art√≠stica, n√£o podemos lan√ßar discos todos os anos, que foi o que aconteceu com os nossos dois primeiros trabalhos, porque, nessa altura, est√°vamos cheios de ideias e editar s√≥ um √°lbum n√£o foi suficiente>>, acrescenta, rindo. O vocalista continua: <<Pod√≠amos ter demorado menos e criar um √°lbum de merda. Foi uma op√ß√£o nossa fazer o trabalho que quer√≠amos, sem estarmos preocupados com o tempo.>>

A verdade √© que outras bandas contempor√Ęneas dos Franz Ferdinand, como os norte-americanos White Stripes ou The Strokes, que contribu√≠ram igualmente para dar uma nova vida ao rock, nos primeiros anos do novo mil√™nio, desapareceram, entretanto. E o sil√™ncio a que os escoceses se remeteram, depois de editarem os √°lbuns Franz Ferdinand (2004), You Could Have It So Much Better (2005) e o referido Tonight: Franz Ferdinand (2009), tamb√©m n√£o ajudou, sublinhamos… <<Reconhe√ßo que isso possa ter causado alguma especula√ß√£o quanto ao futuro da banda, mas se decidimos parar de falar com os jornalistas foi porque, simplesmente, n√£o t√≠nhamos nada para dizer. √Č a diferen√ßa entre ser m√ļsico e ser uma celebridade. Estamos aqui hoje porque temos um disco novo e queremos que os leitores da VIS√ÉO desfrutem dele, n√£o tem nada a ver com quest√Ķes de ego ou de fama>>, justifica Alex.

O rótulo de estrela rock teima em não se colar à pele do frontman da banda: <<Só somos estrelas quando estamos no palco. Quando o concerto acaba, voltamos a ser pessoas normais. Eu era muito mais espalhafatoso quando tinha 20 anos, mas, felizmente, nessa altura, ninguém me conhecia. Ainda bem que só gravei o primeiro disco aos 32 anos, seria um tipo insuportável se o tivesse feito antes>>, declara Kapranos, que, antes de se dedicar ao rock, foi cozinheiro e professor universitário.

Um disco como antigamente

Right Thoughts, Right Words, Right Action come√ßou a ser preparado em 2011, nos est√ļdios caseiros de Alex Kapranos e do guitarrista Nick McCarthy. <<No in√≠cio, fizemos sete m√ļsicas seguidas, mas as outras surgiram espa√ßadamente. N√£o foi <<chegar, sentar e gravar>> as dez can√ß√Ķes. Tratou-se de um trabalho muito longo, desde a composi√ß√£o √† escolha final dos temas. Mas, acima de tudo, foi um processo divertido>>, conta Paul Thomson. <<Foi por essa raz√£o que estivemos isolados durante tanto tempo. Ningu√©m sabia nada sobre o que est√°vamos a fazer, nem sequer a editora>>, corrobora Alex. Entendem agora a primeira pergunta do rep√≥rter? <<Claro que sim, at√© porque neste disco, fizemos tudo ao contr√°rio.>>

Por exemplo, no modo como deram a conhecer aos f√£s as novas m√ļsicas: sem aviso, em abril passado, durante um concerto nos EUA. No dia seguinte, estavam todas no Youtube e quem quisesse podia ouvir o disco completo. <<Mais transparente que isto √© imposs√≠vel. Ao contr√°rio da maioria das bandas, que n√£o revelam as m√ļsicas mas colocam informa√ß√Ķes di√°rias na internet para agu√ßar a curiosidade dos f√£s, assumimos uma atitude muito mais honesta. N√£o me incomoda nada que as pessoas partilhem os nossos concertos, at√© porque nem sequer percebo muito bem como funciona a ind√ļstria musical>>, diz, entre risos, Kapranos. A fuga de informa√ß√£o permitiu perceber a rea√ß√£o do p√ļblico: <<Foi muito bom sentir que as pessoas viam um disco novo dos Franz Ferdinand como uma boa not√≠cia.>>.

O vocalista passa, subitamente, de entrevistado a entrevistador: <<J√° ouviu o √°lbum? Qual a m√ļsica de que gostou mais?>> Hum… talvez Love Illumination e Goodbye Lovers and Friends. <<E porqu√™?… Bem, porque sim‚Ķ Boa resposta, vou us√°-la nas entrevistas, Love Illumination tem, de facto, um grande riff de guitarra, e √© muito divertida de tocar ao vivo>>, concorda Alex.

O postal misterioso

O t√≠tulo do novo disco n√£o remete para uma posi√ß√£o pol√≠tica mas pode ser assim interpretado nos atuais tempos de crise, o que n√£o incomoda os m√ļsicos, muito pelo contr√°rio. <<Vivemos uma √©poca de protestos na Europa, e √© normal que possa ser lido assim>>, reconhece Kapranos. O m√ļsico assume estar, hoje, muito mais desperto para as quest√Ķes sociais. <<Tenho fam√≠lia a viver na Gr√©cia e acompanhei de perto as consequ√™ncias da crise econ√īmica que tamb√©m est√° a afetar Portugal. O ressurgimento da extrema-direita, por exemplo, √© um sinal de alarme que n√£o podemos ignorar. Apesar de n√£o ser necessariamente uma posi√ß√£o pol√≠tica, [o t√≠tulo] √© uma frase e um sentimento que pode e deve ser aplicado nesse campo>>, conta.

A hist√≥ria por detr√°s de Right Thoughts, Right Words, Right Action tem tanto de prosaica como de misteriosa: <<O nome do disco surgiu depois de eu ter encontrado um postal numa feira da ladra, com uma frase escrita: ‚ÄėRegressa a casa, praticamente tudo est√° quase perdoado.‚Äô Parece o in√≠cio de um romance que deixa tudo em aberto e nos p√Ķe a pensar. Ser√° que eu iria para casa? E o que √© praticamente tudo?>>, explica Alex. Mas a hist√≥ria n√£o se fica por aqui: o postal, enviado de Fran√ßa para uma morada em Londres, est√° endere√ßado a Karel Reisz, realizador de origem checa falecido em 2002, pioneiro do movimento Free Cinema ingl√™s e autor de Saturday Night and Sunday Morning, um dos filmes favoritos de Kapranos. <<Foi uma coincid√™ncia muito bizarra, um daqueles momentos que nos faz refletir.>> A enigm√°tica mensagem acabaria tamb√©m por ser usada na letra da primeira faixa do disco, Right Action.

Com o novo √°lbum, a banda regressou √† estrada. Para j√°, n√£o h√° qualquer concerto agendado no nosso pa√≠s, mas n√£o ser√° de estranhar que o quarteto volte em breve. <<Adoramos tocar em Portugal. A √ļltima vez foi o ano passado, num festival [Mar√©s Vivas] no Porto. Eu fui, com a minha namorada, uma semana antes. Alug√°mos umas bicicletas e and√°mos a explorar a cidade. Come-se muito bem, no Porto. Adorei os restaurantes de peixe, em Matosinhos. Mas n√£o vamos falar de comida, se n√£o me calo>>, confessa o m√ļsico, que √© autor do livro Snacks e Outros Sons, sobre as experi√™ncias gastron√≥micas da banda em digress√£o. Voltemos ent√£o ao palco, que, passados dez anos, continua a ser o territ√≥rio natural da banda. Porque √© que tocar ao vivo ser√° assim t√£o importante para os Franz Ferdinand? <<Bem, porque sim… >>

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A VISÃO ouviu o novo disco dos Franz Ferdinand. E gostou

Right Thoughts, Right Words, Right Action remete para os melhores tempos da banda, quando temas como Take Me Out, This Fire e Do You Want To invadiram as pistas das discotecas com um rock de guitarras que puxava √† dan√ßa. Ao mesmo tempo, soa a novo, n√£o se limitando √†s velhas f√≥rmulas de sucesso. √Č composto por dez temas de ambientes musicais diversos mas imediatamente identific√°veis com o <<som Franz Ferdinand>>. E esse √© o melhor elogio que, agora, pode ser feito ao quarteto de Glasgow. <<Quer√≠amos soar ao mesmo, mas de forma diferente>>, assume Alex Kapranos. <<H√° sonoridades novas, porque √© bom abrirmos os nossos horizontes, mas tamb√©m √© importante manter a ess√™ncia do que somos.>>

 

FONTE: Revista VIS√āO / Foto: Andy Knowles

O Franz Ferdinand explica porque a autoprodu√ß√£o foi a “a√ß√£o correta” para o novo √°lbum

12 de setembro de 2013 às 2:58 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó

mystique
por Philip Cosores

O quarteto de Glasgow, Franz Ferdinand, irrompe em grande forma na cena alternativa com o seu √°lbum hom√īnimo de estreia de 2004. Seguiram com dois √°lbuns bem-sucedidos de sonoridade similares que n√£o aprimoraram seu padr√£o comercial e cr√≠tico, mas tamb√©m n√£o machucaram. Com seu quarto √°lbum, ‚ÄėRight Thoughts, Right Words, Right Action‚Äô, a ser lan√ßado em 27 de Agosto, a banda parece ter recuperado sua sinceridade e qualidades sem esfor√ßo que fizeram melodias como ‚ÄėTake Me Out‚Äô e ‚ÄėThis Fire‚Äô t√£o legais. Diffuser.fm bateu papo com o guitarrista Nick McCarthy sobre a descontra√≠da atmosfera de grava√ß√£o e o processo de autoprodu√ß√£o de ‚ÄėRight Thoughts‚Äô no est√ļdio da banda no Reino Unido.

O prel√ļdio para este √°lbum foi um pouco n√£o tradicional, j√° que voc√™s v√™m fazendo shows e estreando m√ļsicas h√° mais de um ano. Qual foi o catalizador desta abordagem?

N√≥s n√£o quer√≠amos exagerar no processo de grava√ß√£o, quando voc√™ vai para o est√ļdio por semanas a fio e s√≥ fica nessa. N√≥s somos uma banda que gosta de tocar ao vivo, e era isso que quer√≠amos capturar nesse √°lbum. N√≥s quer√≠amos capturar a ess√™ncia de n√≥s quatro em nosso melhor, e n√≥s fazemos o melhor quando estamos tocando ao vivo. Ent√£o n√≥s faz√≠amos alguns shows e depois volt√°vamos ao est√ļdio por uma semana ou duas e grav√°vamos duas m√ļsicas e escrev√≠amos mais duas e as toc√°vamos acusticamente e ent√£o marc√°vamos alguns shows de novo e experiment√°vamos.

N√≥s fizemos v√°rios shows no ano passado, e shows te levantam como banda. Voc√™ pode estar no est√ļdio h√° um bom tempo e voc√™ meio que deixa a barba crescer e bebe muita cerveja e fica meio entediante. Mas quando voc√™ faz shows, voc√™ sai de l√° e tudo faz sentido. Voc√™ n√£o toca s√≥ as m√ļsicas novas, mas as m√ļsicas antigas tamb√©m e percebe novamente o que voc√™ √©, o que √© prazeroso para n√≥s.

Este √°lbum soa mais como o primeiro √°lbum do que os dois que o seguiram. Voc√™ acha que pode ser pelo fato de voc√™s estarem tocando as m√ļsicas ao vivo, juntamente com as antigas, antes de gravar e ouvir como elas se relacionam com suas m√ļsicas antigas?

Pode ser isso tamb√©m. Parecia muito com como est√°vamos durante a primeira grava√ß√£o. Mas n√≥s n√£o comparamos as grava√ß√Ķes entre elas. Mas parece muito honesto e o primeiro √°lbum tamb√©m era muito honesto. Os outros dois, eu n√£o sei, n√≥s est√°vamos sempre fazendo turn√™ quando fizemos os outros e faz√≠amos tudo na correria, na realidade. Todas as engrenagens estavam girando.

Para este √°lbum, n√≥s est√°vamos dando um tempo e s√≥ trabalh√°vamos nele por poucas horas por dia, mais ou menos como quando faz√≠amos quando todos tinham empregos e nos encontr√°vamos √† noite. Eu tenho um filho, ent√£o eu cuidava dele durante o dia e ent√£o voltava para a m√ļsica √† noite. Foi muito bom. Isso impediu de parecer trabalho.

Eu estou muito feliz com o √°lbum e como ele soa. Quando est√°vamos fazendo esses shows massivos no segundo e terceiro √°lbuns, n√≥s come√ßamos a entrar num som tipo mega-rock, com guitarras distorcidas. Neste, n√≥s voltamos a uma coisa mais ‚Äėdance‚Äô t√™nue e crua. Eu meio que prefiro assim, de certa maneira.

Com este tipo de método de gravação, foi o motivo pelo qual vocês decidiram produzir vocês mesmos? Eu imagino que seria difícil contratar alguém para gravar vocês quando estavam trabalhando apenas algumas horas por dia, com intervalos prolongados para turnê.

O que eu quis dizer, eu n√£o quero que pare√ßa que n√≥s est√°vamos ‚ÄėAh, n√≥s terminaremos um dia‚Äô. N√≥s t√≠nhamos uma agenda e uma data final em vista. N√≥s fic√°vamos uma ou duas semanas em casa e ent√£o uma semana no est√ļdio, mas isto nos permitia ficar ‚ÄėCerto, terminamos essa m√ļsica. Amanh√£ n√≥s vamos grav√°-la‚Äô. E se voc√™ mesmo se grava e tem seu pr√≥prio equipamento e est√ļdio, √© muito f√°cil faz√™-lo.

Muitos m√ļsicos sonham em ter seu pr√≥prio est√ļdio. N√≥s n√£o temos um est√ļdio super profissional. O meu √© uma garagem em Londres. O do Alex √© um est√ļdio antigo de um artista do interior. Tem carpetes e tal. N√≥s apenas compramos uns microfones bem legais.

Fazer a parte da engenharia ou gravar um disco não é uma habilidade que muitas bandas têm. Isto é algo que vocês colheram ao longo dos anos?

Sim, eu acho que sim. N√≥s est√°vamos sempre olhando por cima dos ombros dos produtores e sempre muito interessados. Produzir n√£o √© grande coisa, de verdade. √Č s√≥ uma quest√£o de aprender a ficar de olho nas coisas e examinar a m√ļsica. Tipo, n√£o ser pego nas performances vocais ou se preocupar como a guitarra ou o solo de bateria devem ser. √Č tudo sobre a m√ļsica. Voc√™ tem que recuar um pouco e pensar mais do que apenas na sua parte especificamente.

Eu sempre achei que esta era a parte mais dif√≠cil, n√£o ficar t√£o pr√≥ximo da m√ļsica.

Sim, √©, especificamente se voc√™ for um bom m√ļsico. Voc√™ pode ser muito afetado pela sua parte. Mas n√≥s sempre trocamos de instrumentos e somos uma banda de compositores, na verdade. N√≥s nunca fomos assim t√£o bons com nossos instrumentos, mas somos bons em construir m√ļsica. N√≥s n√£o somos grandes virtuoses em nossos instrumentos. Mas est√° tudo bem.

Vocês fizeram um show, há pouco tempo, no Letterman, o que é uma honra. Há algo mais no horizonte que te deixe particularmente empolgado?

Bem, n√≥s est√°vamos gravando um v√≠deo bem legal. √Č para ‚ÄėEvil Eye‚Äô, nosso pr√≥ximo single que sair√° em um m√™s e meio. N√≥s filmamos o dia inteiro ontem e foi muito divertido. N√≥s j√° fizemos v√≠deos antes, mas nada parecido com este. N√≥s vamos voltar para filmar mais depois. E fazer shows em partes diferentes do mundo em que ainda n√£o estivemos. O mais divertido √© na verdade tocar as m√ļsicas novas. √Č o que nos mant√™m em movimento.

FONTE: diffuser.fm / Créditos foto: Yuri Kiddo РGuia da Semana

De volta às origens Рnovo álbum do Franz Ferdinand remete ao início do grupo

1 de setembro de 2013 às 13:50 por Simone


metro26-08-2013 1M√ļsica. Ap√≥s quatro anos do √ļltimo disco, Franz Ferdinand lan√ßa o novo disco, ‚ÄėRight Thoughts, Right Words, Right Action‚Äô

PAULO BORGIA/METRO SÃO PAULO

Algumas bandas preferem olhar para frente e buscar novas f√≥rmulas de sucesso nos trabalhos futuros. Estilos diferenciados de composi√ß√Ķes, refer√™ncias ou at√© mesmo o comportamento s√£o reavaliados. No caso do Franz Ferdinand, o passado vira refer√™ncia para o lan√ßamento de ‚ÄúRight Thoughts, Right Words, Right Action‚ÄĚ, que acaba de chegar √†s lojas.

Ap√≥s todos os conceitos de ‚ÄúTonight: Franz Ferdinand‚ÄĚ (2009), Alex Kapranos e sua turma escolheram buscar o clima mais energ√©tico do per√≠odo da estreia do quarteto, com o √°lbum ‚ÄúFranz Ferdinand‚ÄĚ (2004), que trouxe ao mundo hits que j√° se tornaram cl√°ssicos, como ‚ÄúTake Me Out‚ÄĚ e ‚ÄúThis Fire‚ÄĚ. Assim, o novo disco √© o que todo f√£ da banda escocesa quer: pular, dan√ßar e se divertir. Tudo em 35 minutos.

Imposs√≠vel n√£o grudar na cabe√ßa uma m√ļsica quando seu refr√£o j√° aparece logo aos 23 segundos. Essa √© ‚ÄúRight Action‚ÄĚ, que abre o disco. Se tem uma coisa que o Franz Ferdinand deve se gabar √© de ter estilo, e n√£o s√≥ no visual.¬† O b√°sico, portanto, √© apresentado ao longo das outras faixas, mas tudo com personalidade. Ou seja: se voc√™ √© um admirador de longa data da banda, esse √°lbum foi feito pra voc√™.

Fique tamb√©m com ‚ÄúBullet‚ÄĚ e ‚ÄúTreason! Animals.‚ÄĚ, mas tudo bem se voc√™ deixar de lado a balada¬† ‚ÄúThe Universe Expanded‚ÄĚ, um pouco deslocada no contexto.

O novo disco tamb√©m marca um reencontro dos m√ļsicos, ap√≥s anos trabalhando em outras frentes, como Kapranos, que foi o produtor dos √ļltimos lan√ßamentos do Citzen! e Cribs.

Como cada vez mais é fácil achar o disco de uma banda antes de seu lançamento oficial, o quarteto disponibilizou o álbum na íntegra desde a semana passada, no site npr.org/music.

Agora, resta torcer para que eles voltem para a sua s√©tima visita ao Brasil o quanto antes. A √ļltima apresenta√ß√£o foi na edi√ß√£o deste ano do Lollapalooza, na mesma noite do Queens of the Stone Age e The Black Keys.

FONTE: Metro / Obrigada pelo link: Daniela

Franz Ferdinand mantém o estilo básico que o consagrou

29 de agosto de 2013 às 19:47 por Simone


√Ālbum ‚ÄúRight thoughts, right words, right action‚ÄĚ ‚Äú√© m√ļsica sem novidades, mas com estilo‚ÄĚ

Carlos Albuquerque – 19/08/13

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RIO – O Franz Ferdinand tem estilo. E √© um estilo b√°sico, bem conhecido por todos desde 2004, quando m√ļsicas como ‚ÄúThis fire‚ÄĚ e ‚ÄúThe dark of the matin√©e‚ÄĚ, hits do seu hom√īnimo disco de estreia, jogaram essa turma de Glasgow na grande fogueira pop, com um rock seco, direto, com um pezinho nas pistas de dan√ßa, gra√ßas √†s pulsantes linhas de baixo de Bob Hardy. Um som quente, com sabor de cafe√≠na, refletido em outro sucesso, ‚ÄúTake me out‚ÄĚ, que ao vivo poderia se chamar ‚ÄúQuerida, explodi a plateia‚ÄĚ, devido ao seu efeito incendi√°rio nas massas. Basta lembrar a apresenta√ß√£o no Circo Voador, no ver√£o de 2006, que o pr√≥prio Alex Kapranos considera uma das melhores da hist√≥ria da banda.

Quase dez anos depois, muito barulho foi feito at√© a chegada de ‚ÄúRight thoughts, right words, right action‚ÄĚ, o quarto √°lbum do quarteto escoc√™s. Jay-Z, por exemplo, colocou o rap em liga√ß√£o direta com o mundo corporativo, o dubstep sacudiu a Am√©rica e o rock pulverizou-se em mil dire√ß√Ķes. Mas para Kapranos, Hardy, Nick McCarthy e Paul Thomson nem parece que o tempo passou. Superado o leve estranhamento causado por ‚ÄúTonight‚ÄĚ, seu trabalho anterior, lan√ßado em 2009, o grupo recupera o pique em dez faixas sint√©ticas como os 140 caracteres do Twitter.

Como bem observou o seman√°rio ‚ÄúNME‚ÄĚ, Kapranos leva apenas 23 segundos at√© chegar ao refr√£o de ‚ÄúRight action‚ÄĚ, que abre o disco. Sem tempo a perder, v√£o se juntando a ela as igualmente hiperativas ‚ÄúEvil eye‚ÄĚ (de contagiante balan√ßo funk-rock) e ‚ÄúLove illumination‚ÄĚ (puxada por guitarras encharcadas de fuzz). ‚ÄúFresh strawberries‚ÄĚ √© a pausa para respirar, com um coro que lembra o melhor do Eagles, logo interrompida pela tens√£o de ‚ÄúTreason! Animals‚ÄĚ, at√© tudo acabar com a dram√°tica ‚ÄúGoodbye lovers‚ÄĚ. √Č m√ļsica sem novidades, mas com estilo. E como ele √© b√°sico, n√£o h√° risco de sair de moda. Cai bem sempre.

FONTE: O Globo

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