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Franz Ferdinand revela nova música anti-Donald Trump ‘Demagogue’

14 de outubro de 2016 às 8:26 por Simone


A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas)

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O Franz Ferdinand lançou uma nova música, um ataque aberto contra Donald Trump. Confira ‘Demagogue’ logo abaixo.

A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas), no qual uma nova música anti-Trump é lançada todos os dias na reta final das eleições norte americanas. Death Cab for Cutie deu o pontapé inicial com “Million Dollar Loan”, enquanto Aimee Man, Bhi Bhiman e o vocalista do My Morning Jacket, Jim James também contribuíram.

Uma grave acusação as políticas e ao alegado comportamento do candidato a Presidente, a letra do Franz colhe o sentimento de manifesta condenação por grande parte do eleitorado liberal norte-americano: “those pussy-grabbing fingers won’t let go of me now / esses dedos agarradores de xoxota não me largarão mais”.

                                     

Esse é o primeiro material inédito da banda desde que o guitarrista Nick McCarthy deixou o Franz no início do ano.

“Quando nós gravamos ou fazemos turnê é um compromisso de tempo integral que leva no mínimo um ano e meio a maior parte do qual é gasto longe de casa. Nick tem uma família jovem e não quer ficar longe deles por um período tão longo”.

Acrescentaram: “Essa não é necessariamente uma situação permanente e nós te contaremos se as circunstâncias mudarem no futuro”.

“Nós amaríamos poder dizer que esse é o resultado de diferenças pessoais ou musicai, mas não é, essas diferenças foram as que formaram a banda, para começo de conversa”.

A banda está atualmente trabalhando em novo material, dando prosseguimento aos trabalhos de ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ de 2013 e da sua colaboração com com o Sparks ‘FFS’ de 2015.

 

FONTE: NME

Johnny Delusional, o primeiro single do F.F.S.!

12 de abril de 2015 às 17:28 por Simone


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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, a rádio BBC 6 irá transmitir o primeiro single da colaboração entre Franz Ferdinand e Sparks, chamada de F.F.S!

Fiquem ligados que a partir das 13hs (Reino Unido) / 09hs (Brasília), poderemos ouvir pela primeira vez o single Johnny Delusional.
Link para ouvir: http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pwdfv

A Amazon já disponibilizou um pequeno trecho pra matar nossa ansiedade OUÇA AQUI !

Todas as informações sobre o lançamento do álbum, que acontece em 08 de junho, você encontra AQUI

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Esta cidade é grande o suficiente para nós dois…

5 de abril de 2015 às 19:25 por Simone


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Franz Ferdinand e Sparks nos contam tudo sobre sua nova colaboração F.F.S.!… por Pat Gilbert

 

“Você sempre tem essa horrível preocupação de que, quando você vai conhecer alguém de quem você ama a música, aquela pessoa possa ser uma idiota”, explica Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, rindo. “Mas Ron e Russel são fantásticos – eles têm um ótimo senso de humor, inteligente e auto depreciativo. Quando Ron está no palco ele é bastante intimidador, mas ambos são pessoas legais e acolhedoras.”

Kapranos está falando sobre a amizade especial no coração do F.F.S., uma nova e extraordinária banda formada pelos membros agregados do vocalista Escocês e a lendária dupla electro-glam de LA, Sparks. A colaboração foi cogitada pela primeira vez 11 anos atrás, quando os dois grupos saboreavam um almoço juntos em Los Angeles, depois de Ron e Russel Mael terem lido uma entrevista em que Kapranos, em turnê com seu auto intitulado álbum de estréia, entoava louvores ao Sparks.

“Apenas do pouco que sabíamos sobre eles, nós achamos que seria interessante trabalharmos juntos”, diz o vocalista Russel Mael. “Nós gostamos de seu senso de arte e estilo. Eles estavam fazendo algo especial e sob seus próprios termos. Nós dissemos: ‘Vamos fazer algo!’, e então 10 anos passaram voando…”

A ideia ressurgiu em Abril de 2013 quando o Sparks se encontrou por acaso com Kapranos no centro de São Francisco. Àquela época, ele estava procurando pelo dentista de Huey Lewis, em vão, depois de quebrar um dente num show na América do Sul.

“Eu estava completamente perdido e com dor de dente”, explica Kapranos. “O nosso empresário conhecia o empresário de Huey Lewis, que tinha me dado o endereço do dentista de Huey. Então eu ouvi a voz de Ron dizendo ‘É você, Alex?!’”

Um vaivém de arquivos MP3 enviados de um lado a outro do Atlântico – a primeira, uma música de Ron Mael intitulada “Collaborations Don’t Work” (Colaborações Não Funcionam) de brincadeira – uma tentativa de criar o single do híbrido FF – Sparks. Ficou claro rapidamente, no entanto, que havia material o suficiente para um álbum inteiro, que foi gravado no RAK estúdio no norte de Londres no inverno de 2014 com o produtor John Congleton.

As faixas incluem a já mencionada “Collaborations…”, na qual ambas as partes expressam suas ansiedades iniciais em relação ao projeto, The Power Couple, Police Encounters e o primeiro single Johnny Delusional.

“A primeira vez que tocamos nossas músicas juntos foi em Londres, uma semana antes de entrarmos no RAK”, diz Russel. “Quando o Alex e eu começamos a cantar juntos, ficou bem legal, separadamente e em uníssono. F.F.S. não se parece com Franz Ferdinand ou Sparks, mas uma banda totalmente nova.”

Foi o baterista do FF, Paul Thomson, que criou a sigla que juntou os nomes dos dois grupos. “Ele me enviou uma mensagem com as letras seguidas de um ponto de exclamação, e ficou óbvio imediatamente”, diz Kapranos.

O álbum, mixado mês passado em Dallas, será lançado para coincidir com uma série de shows do F.F.S. na Europa em Junho e Julho. “Há tantos fatores que impedem uma colaboração como esta de acontecer”, conclui Russel, “mas não poderia ter ficado melhor.”

 

TRADUÇÃO: Cristina Renó, obrigada 😉

FONTE: MOJO Magazine – Março 2015 / Foto revista: votedmostlikelytofail tumblr / Foto da banda: @sparksofficial via twitter

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O Franz Ferdinand quase não fez um quarto álbum, admite Alex Kapranos

8 de dezembro de 2013 às 12:42 por Simone


Alex fala para o The Herald Scotland | Tradução e agradecimentos: Daniel Póvoa

alexglasgowA questão sobre o novo álbum, eu conto ao vocalista do Franz Ferdinand enquanto nos sentamos em um café em Glasgow numa quarta-feira à tarde, é que ele soa tão – como posso dizer?

– tão Franz Ferdinandesco. Alex Kapranos sorri debaixo de sua franja. “Isso faz todo o sentido. Fico realmente feliz por você dizer isso, já que era um objetivo.”

 Alguns minutos antes, eu assistia Kapranos entrar a passos largos no café, quadris tão magros quanto de uma garota, até hoje, com mais de 10 anos de existência do Franz Ferdinand, a exata aparência que você espera de seus pop stars. E nem tão diferente da única outra vez que o encontrei, quase uma década atrás no backstage do Reading Festival no ápice do primeiro surto de fama da banda. Desde então o Franz Ferdinand rodou o mundo, lançou um segundo e então um terceiro álbum, conheceu seus heróis, fez coisas demais (turnês, trabalho, etc), seguiu o seu próprio caminho e agora se reuniu novamente para fazer o quarto álbum – Right Thoughts, Right Words, Right Action – que acaba sendo uma afirmação de intenção bem como de noções básicas. É um álbum vivo e urgente, como já estabelecemos, é muito Franz Ferdinand.

Kapranos sobe as escadas, cumprimenta pessoas, se senta e conversa: sobre o passado, o presente, sobre o escritor irlandês William Trevor (uma das influências nas letras do novo álbum – a música Brief Encounters surgiu porque Kapranos andou lendo seus contos e pensou: “É, eu quero escrever algo sobre os grandes eventos de gente comum”) e, sim, sobre o Franz Ferdinandismo da banda.

“Uma coisa que eu ocasionalmente notei em bandas,” Kapranos diz enquanto toma sua sopa, “quando elas vão além de seu segundo álbum, é quase como se uma paranoia ou uma neurose passasse por suas cabeças: ‘Caramba, a gente já faz isso há um tempo. Talvez precisamos fazer algo novo. Talvez precisamos nos reinventar.’ E meio que está certo. Você precisa fazer algo novo. Você precisa se manter criativo. Você precisa tentar coisas novas. E esse pode ser o caminho para produzir um disco, para escrever canções. Mas você não pode reinventar a sua personalidade.

“É algo que eu notei quando fazemos covers. Sempre que tocamos um cover, seja de um música dos Beatles, do Beck ou da Britney Spears, ainda parece com Franz Ferdinand. São só quatro pessoas. São as personalidades.”

E ainda assim, são quatro anos desde o último álbum. As coisas mudaram. A banda agora vive em Glasgow, Dumfries (no caso de Kapranos) e Londres. Filhos nasceram. “Então quando Nick e eu estamos compondo, seu filhinho está correndo por todos os cantos,” Kapranos admite. “Mas ainda compomos do mesmo jeito. Talvez ele queira sair em turnê de uma forma diferente da que costumava. Provavelmente não… na verdade, eu retiro o que disse. Eu ia dizer que ele não festeja mais como fazia, mas possivelmente ele não festeja como antes com tanta frequência. Mas você deveria perguntar isso ao Nick.”

Em pouco tempo o Franz Ferdinand cresceu. Um pouco que seja.

Questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito das letras do novo álbum.

1. “Please belive everybody steals” (Por favor acredite, todo mundo rouba) (de Fresh Strawberries)  N.T.: na verdade é “Thieves believe everybody steals” (Ladrões acreditam que todos roubam)

Qual foi a última coisa que você roubou?

“Ah, sabe. Eu tive uma sessão de fotos no Japão há três semanas e tinha esse par de meias sensacional da Paul Smith e acabei ficando para mim. Não estou certo se foi propriamente um roubo porque não estou certo de que eles queriam as meias de volta após elas estarem nos meus pés. Mas, sim, eu ainda as tenho.”

2. “So come home, practically all is nearly forgiven” (de Right Action) (Volte para casa, praticamente tudo está quase perdoado)

Quem você quase perdoou?

“Alguns amigos. Isso é tudo que eu digo. Eu estava conversando outro dia com um amigo sobre a natureza do perdão e como o principal ponto do perdão é o quão libertador ele é e o quão leve você se sente depois que para de carregar todo aquele ressentimento. É um peso terrível e consome as pessoas.”

Vamos falar sobre conversar. A outra questão sobre o novo álbum, Alex Kapranos me conta, eventualmente, é o quão sortudos somos por ele existir. A verdade é que o novo disco só aconteceu porque Kapranos se encontrou com o baixista Bob Hardy dois anos atrás. “Sentimos como se não nos falássemos há muitos anos. Não conversávamos de fato desde que estávamos em turnê e até mesmo quando estávamos em turnê. Nós não chegamos a brigar, mas já não conversávamos uns com os outros tanto quanto o fazíamos há dez anos.”

Foi a diretora Diane Martel, que já trabalhou com a banda, que arranjou o encontro. “A gente conversava independentemente com Diane e eu dizia ‘Ah, eu não sei o que fazer em relação à banda. Nem sei se faz sentido gravar um novo álbum. Eu nunca falo mesmo com Bob.’ E ela disse ‘Você é tão ridículo. Você só precisa conversar com ele.’

“Realmente foi o incentivo da Diane que nos reuniu e simplesmente conversamos uns com os outros. Nós fomos a Orkney já que nenhum de nós nunca esteve lá, então era um território neutro. A gente andou dias por Orkney, conversando e conversando e conversando sobre tudo o que aconteceu nesses dez anos, as coisas boas e más, e como nós nos sentíamos agora como pessoas e como gostaríamos que a banda fosse. Toda essa conversa foi muito boa.”

Voltando um pouco, eu digo. Você está querendo me dizer que existia a possibilidade desse álbum nunca ter sido feito? Tem uma pausa, uma longa pausa, antes dele começar a falar de novo.

“Eu fui lá com a intenção de dizer que a gente não gravaria outro álbum. Eu queria falar primeiro com o Bob, porque foram as nossas conversas lá no começo que deram o início a tudo. Foi só depois de todo o diálogo que percebemos o quão triviais eram os motivos para não fazermos um novo álbum. Uma vez que você conversa e ouve o som do que pode fazer um disco muito bom, então isso te deixa empolgado e te faz querer gravar esse álbum.”

Mais questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito (acha ele) das letras do novo álbum.

3. “I’m in love with my nemesis” (de Treason! Animals.) (Estou apaixonado pelo meu nêmesis)

Você já se apaixonou pelo seu nêmesis?

“Umm… próxima pergunta.”

4. “You randy bastard” (de Evil Eye) (N.T.: a letra está errada, como será explicado). Quem é um canalha excitado?

Kapranos (confuso): “Um canalha excitado?”

É o que diz o verso, não?

“Ah não, não é. Eu amo isso. É ‘Vermelho, seu maldito’.” (Red, ya bastard)

Talvez eu esteja me projetando.

“Talvez você mesmo tenha respondido a pergunta. Possivelmente o canalha excitado não esteja tão longe.”

5. “Don’t play pop music” (from Goodbye Lovers and Friends)

Que música você quer que toque em seu funeral?

“Não tenho certeza. Algo bem delicado. Eu preferiria música clássica à música pop. É algo pessoal. Talvez Chopin ou algo assim. Alguma coisa que não vá atrapalhar. Eu estive em funerais onde me sentia como se uma última playlist me estivesse sendo imposta pelo péssimo gosto musical da pessoa que eu realmente ainda gosto enquanto ela vai desaparecendo num buraco na terra. Eu não vejo um funeral como uma oportunidade de impor meu gosto a ninguém.

“Dito isso, eu imagino algo como One Is The Loneliest Number…” (N.T.: canção de Harry Nilsson)

Optar por Take Me Out seria meio macabro, eu suponho.

“Sim, sim, sim. Definitivamente não quero escutar minha própria música.”

Já fazem 10 anos desde que o Franz Ferdinand forçou seu caminho na cena pop com o seu incrível single Take Me Out. Kapranos recorda daquele momento, “é a sensação de ser esmagado.”

“Foi meio que como se a gente tivesse invadido uma festa e estivesse bebendo tudo o que conseguisse. A gente aproveitou, claro que aproveitou. Mas foi intenso.”

Uma década depois, ele acha que a banda está mais próxima de como se sentiam em 2003, antes de tudo ganhar grandes proporções. “Eu me sinto mais próximo daquela época porque nós nos isolamos de tudo o que nos cercava. Muito embora essa festa insana que nós entramos fosse muito divertida, eu não quero passar o resto da minha vida nela o tempo todo. Eu gosto da companhia dos meus amigos na banda e eu não tenho esse desejo de fazer o tipo celebridade toda hora. O que mais importa pra mim é fazer música com esses caras.”

Então o que aprendemos?

Que Alex Kapranos, acima de tudo, ainda é muito Franz Ferdinandesco.

FONTE: The Herald Scotland

Assista ao clipe de BULLET!

18 de novembro de 2013 às 21:33 por Simone


O Franz acaba de lançar o videoclipe do 4º single de seu último álbum – Right Toughts, Right Words, Right Action.

Segundo o site da Domino Records, o single será lançado em 20 de janeiro de 2014 e foi produzido por Prince House Rabbit (Alex), gravado na Escócia e mixado em Vancouver, no Canadá por Mike Fraser.

Dirigido por Andy Knowles, o eterno 5º membro da banda, este clipe foi todo filmado em P&B e conta com um efeito chamado Bullet-time (tempo de bala). Esse efeito especial de câmera lenta foi criado para mostrar o movimento de personagens ou objetos em período de tempo extremamente curto o que nos leva parar no tempo para obter uma visão detalhada. Esse mesmo efeito foi usado na trilogia dos filmes Matrix.

Andy falou um pouco sobre o clipe para a Domino Records:

“Eu venho trabalhando com a a banda de uma forma ou de outra desde seu primeiro show, em 2002, que foi no quarto da minha ex-namorada. Eu queria capturar uma performance crua e honesta e eu acho que ter um bom relacionamento com o caras ajudou a conseguir isso. O efeito ‘bulletime” foi colocado para verdadeiramente ressaltar pequenos momentos que cada fã reconhecerá como uma assinatura das performances ao vivo do Franz. A canção é tão rápida, exigiu um estilo igualmente vertiginoso de edição para realmente capturar a energia.”

Vocês conseguem reconhecer na foto abaixo alguma dessas marcas que o Franz mostra durante suas performances ao vivo?

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Confira Bullet!

FONTE: Domino Records | Wikipedia

O Franz Ferdinand explica porque a autoprodução foi a “ação correta” para o novo álbum

12 de setembro de 2013 às 2:58 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó

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por Philip Cosores

O quarteto de Glasgow, Franz Ferdinand, irrompe em grande forma na cena alternativa com o seu álbum homônimo de estreia de 2004. Seguiram com dois álbuns bem-sucedidos de sonoridade similares que não aprimoraram seu padrão comercial e crítico, mas também não machucaram. Com seu quarto álbum, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, a ser lançado em 27 de Agosto, a banda parece ter recuperado sua sinceridade e qualidades sem esforço que fizeram melodias como ‘Take Me Out’ e ‘This Fire’ tão legais. Diffuser.fm bateu papo com o guitarrista Nick McCarthy sobre a descontraída atmosfera de gravação e o processo de autoprodução de ‘Right Thoughts’ no estúdio da banda no Reino Unido.

O prelúdio para este álbum foi um pouco não tradicional, já que vocês vêm fazendo shows e estreando músicas há mais de um ano. Qual foi o catalizador desta abordagem?

Nós não queríamos exagerar no processo de gravação, quando você vai para o estúdio por semanas a fio e só fica nessa. Nós somos uma banda que gosta de tocar ao vivo, e era isso que queríamos capturar nesse álbum. Nós queríamos capturar a essência de nós quatro em nosso melhor, e nós fazemos o melhor quando estamos tocando ao vivo. Então nós fazíamos alguns shows e depois voltávamos ao estúdio por uma semana ou duas e gravávamos duas músicas e escrevíamos mais duas e as tocávamos acusticamente e então marcávamos alguns shows de novo e experimentávamos.

Nós fizemos vários shows no ano passado, e shows te levantam como banda. Você pode estar no estúdio há um bom tempo e você meio que deixa a barba crescer e bebe muita cerveja e fica meio entediante. Mas quando você faz shows, você sai de lá e tudo faz sentido. Você não toca só as músicas novas, mas as músicas antigas também e percebe novamente o que você é, o que é prazeroso para nós.

Este álbum soa mais como o primeiro álbum do que os dois que o seguiram. Você acha que pode ser pelo fato de vocês estarem tocando as músicas ao vivo, juntamente com as antigas, antes de gravar e ouvir como elas se relacionam com suas músicas antigas?

Pode ser isso também. Parecia muito com como estávamos durante a primeira gravação. Mas nós não comparamos as gravações entre elas. Mas parece muito honesto e o primeiro álbum também era muito honesto. Os outros dois, eu não sei, nós estávamos sempre fazendo turnê quando fizemos os outros e fazíamos tudo na correria, na realidade. Todas as engrenagens estavam girando.

Para este álbum, nós estávamos dando um tempo e só trabalhávamos nele por poucas horas por dia, mais ou menos como quando fazíamos quando todos tinham empregos e nos encontrávamos à noite. Eu tenho um filho, então eu cuidava dele durante o dia e então voltava para a música à noite. Foi muito bom. Isso impediu de parecer trabalho.

Eu estou muito feliz com o álbum e como ele soa. Quando estávamos fazendo esses shows massivos no segundo e terceiro álbuns, nós começamos a entrar num som tipo mega-rock, com guitarras distorcidas. Neste, nós voltamos a uma coisa mais ‘dance’ tênue e crua. Eu meio que prefiro assim, de certa maneira.

Com este tipo de método de gravação, foi o motivo pelo qual vocês decidiram produzir vocês mesmos? Eu imagino que seria difícil contratar alguém para gravar vocês quando estavam trabalhando apenas algumas horas por dia, com intervalos prolongados para turnê.

O que eu quis dizer, eu não quero que pareça que nós estávamos ‘Ah, nós terminaremos um dia’. Nós tínhamos uma agenda e uma data final em vista. Nós ficávamos uma ou duas semanas em casa e então uma semana no estúdio, mas isto nos permitia ficar ‘Certo, terminamos essa música. Amanhã nós vamos gravá-la’. E se você mesmo se grava e tem seu próprio equipamento e estúdio, é muito fácil fazê-lo.

Muitos músicos sonham em ter seu próprio estúdio. Nós não temos um estúdio super profissional. O meu é uma garagem em Londres. O do Alex é um estúdio antigo de um artista do interior. Tem carpetes e tal. Nós apenas compramos uns microfones bem legais.

Fazer a parte da engenharia ou gravar um disco não é uma habilidade que muitas bandas têm. Isto é algo que vocês colheram ao longo dos anos?

Sim, eu acho que sim. Nós estávamos sempre olhando por cima dos ombros dos produtores e sempre muito interessados. Produzir não é grande coisa, de verdade. É só uma questão de aprender a ficar de olho nas coisas e examinar a música. Tipo, não ser pego nas performances vocais ou se preocupar como a guitarra ou o solo de bateria devem ser. É tudo sobre a música. Você tem que recuar um pouco e pensar mais do que apenas na sua parte especificamente.

Eu sempre achei que esta era a parte mais difícil, não ficar tão próximo da música.

Sim, é, especificamente se você for um bom músico. Você pode ser muito afetado pela sua parte. Mas nós sempre trocamos de instrumentos e somos uma banda de compositores, na verdade. Nós nunca fomos assim tão bons com nossos instrumentos, mas somos bons em construir música. Nós não somos grandes virtuoses em nossos instrumentos. Mas está tudo bem.

Vocês fizeram um show, há pouco tempo, no Letterman, o que é uma honra. Há algo mais no horizonte que te deixe particularmente empolgado?

Bem, nós estávamos gravando um vídeo bem legal. É para ‘Evil Eye’, nosso próximo single que sairá em um mês e meio. Nós filmamos o dia inteiro ontem e foi muito divertido. Nós já fizemos vídeos antes, mas nada parecido com este. Nós vamos voltar para filmar mais depois. E fazer shows em partes diferentes do mundo em que ainda não estivemos. O mais divertido é na verdade tocar as músicas novas. É o que nos mantêm em movimento.

FONTE: diffuser.fm / Cr̩ditos foto: Yuri Kiddo РGuia da Semana

De volta às origens – novo álbum do Franz Ferdinand remete ao início do grupo

1 de setembro de 2013 às 13:50 por Simone


metro26-08-2013 1Música. Após quatro anos do último disco, Franz Ferdinand lança o novo disco, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’

PAULO BORGIA/METRO SÃO PAULO

Algumas bandas preferem olhar para frente e buscar novas fórmulas de sucesso nos trabalhos futuros. Estilos diferenciados de composições, referências ou até mesmo o comportamento são reavaliados. No caso do Franz Ferdinand, o passado vira referência para o lançamento de “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, que acaba de chegar às lojas.

Após todos os conceitos de “Tonight: Franz Ferdinand” (2009), Alex Kapranos e sua turma escolheram buscar o clima mais energético do período da estreia do quarteto, com o álbum “Franz Ferdinand” (2004), que trouxe ao mundo hits que já se tornaram clássicos, como “Take Me Out” e “This Fire”. Assim, o novo disco é o que todo fã da banda escocesa quer: pular, dançar e se divertir. Tudo em 35 minutos.

Impossível não grudar na cabeça uma música quando seu refrão já aparece logo aos 23 segundos. Essa é “Right Action”, que abre o disco. Se tem uma coisa que o Franz Ferdinand deve se gabar é de ter estilo, e não só no visual.  O básico, portanto, é apresentado ao longo das outras faixas, mas tudo com personalidade. Ou seja: se você é um admirador de longa data da banda, esse álbum foi feito pra você.

Fique também com “Bullet” e “Treason! Animals.”, mas tudo bem se você deixar de lado a balada  “The Universe Expanded”, um pouco deslocada no contexto.

O novo disco também marca um reencontro dos músicos, após anos trabalhando em outras frentes, como Kapranos, que foi o produtor dos últimos lançamentos do Citzen! e Cribs.

Como cada vez mais é fácil achar o disco de uma banda antes de seu lançamento oficial, o quarteto disponibilizou o álbum na íntegra desde a semana passada, no site npr.org/music.

Agora, resta torcer para que eles voltem para a sua sétima visita ao Brasil o quanto antes. A última apresentação foi na edição deste ano do Lollapalooza, na mesma noite do Queens of the Stone Age e The Black Keys.

FONTE: Metro / Obrigada pelo link: Daniela

Franz Ferdinand mantém o estilo básico que o consagrou

29 de agosto de 2013 às 19:47 por Simone


Álbum “Right thoughts, right words, right action” “é música sem novidades, mas com estilo”

Carlos Albuquerque – 19/08/13

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RIO – O Franz Ferdinand tem estilo. E é um estilo básico, bem conhecido por todos desde 2004, quando músicas como “This fire” e “The dark of the matinée”, hits do seu homônimo disco de estreia, jogaram essa turma de Glasgow na grande fogueira pop, com um rock seco, direto, com um pezinho nas pistas de dança, graças às pulsantes linhas de baixo de Bob Hardy. Um som quente, com sabor de cafeína, refletido em outro sucesso, “Take me out”, que ao vivo poderia se chamar “Querida, explodi a plateia”, devido ao seu efeito incendiário nas massas. Basta lembrar a apresentação no Circo Voador, no verão de 2006, que o próprio Alex Kapranos considera uma das melhores da história da banda.

Quase dez anos depois, muito barulho foi feito até a chegada de “Right thoughts, right words, right action”, o quarto álbum do quarteto escocês. Jay-Z, por exemplo, colocou o rap em ligação direta com o mundo corporativo, o dubstep sacudiu a América e o rock pulverizou-se em mil direções. Mas para Kapranos, Hardy, Nick McCarthy e Paul Thomson nem parece que o tempo passou. Superado o leve estranhamento causado por “Tonight”, seu trabalho anterior, lançado em 2009, o grupo recupera o pique em dez faixas sintéticas como os 140 caracteres do Twitter.

Como bem observou o semanário “NME”, Kapranos leva apenas 23 segundos até chegar ao refrão de “Right action”, que abre o disco. Sem tempo a perder, vão se juntando a ela as igualmente hiperativas “Evil eye” (de contagiante balanço funk-rock) e “Love illumination” (puxada por guitarras encharcadas de fuzz). “Fresh strawberries” é a pausa para respirar, com um coro que lembra o melhor do Eagles, logo interrompida pela tensão de “Treason! Animals”, até tudo acabar com a dramática “Goodbye lovers”. É música sem novidades, mas com estilo. E como ele é básico, não há risco de sair de moda. Cai bem sempre.

FONTE: O Globo

O Franz Ferdinand Brasil mostra o unboxing da Passport Edition de RTRWRA!

25 de agosto de 2013 às 16:08 por Simone


Amanhã é o lançamento oficial de Right Thoughts, Right Words, Right Action no Reino Unido e dia 27 no resto do mundo. O Franz Ferdinand Brasil traz pra vocês o unboxing da edição passport.

Para comprar o álbum visite o site da Domino UKUSA ou compre a versão digital pelo iTunes

Obrigada pelas fotos Tamires Orlando :)

Clique na foto para ampliar!

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Franz Ferdinand lança CD e explica senso de humor ‘incompreendido’

22 de agosto de 2013 às 2:48 por Simone


Cantor se compara a gato e diz preferir os que ‘caçam ratos e fazem sexo’. ‘Right thoughts, right words, right action’ é quarto disco da banda escocesa.
Por Fabiana de Carvalho – 19/08/2013

DIVULGAÇÃO

No próximo dia 26, o Franz Ferdinand lança “Right thoughts, right words, right action”, seu quarto disco. Com mais de dez anos de carreira, a banda escocesa, criada por Alex Kapranos (vocal e guitarra), Bob Hardy (baixo), Nick McCarthy (guitarra e teclados) e Paul Thomson (bateria), se mantém fiel ao rock dançante que a consagrou, como comprovam as duas primeiras músicas a serem lançadas como single e a ganharem clipes, “ Right action ” e “ Love illumination ”.

Sem contestar a imagem festiva normalmente associada ao som que produz, o vocalista Alex Kapranos confirma, em entrevista por telefone ao G1 , que o novo disco é “muito animado, otimista”, mas faz questão de ressaltar que há muito mais que isso no Franz Ferdinand . “Somos criaturas complexas, não temos uma única emoção dominante… O contraste de emoções é algo que sempre tento trazer para as músicas”, explica, antes de mencionar a primeira faixa do álbum, “Right action”.

Kapranos fala sobre o novo CD, seu senso de humor “incompreendido”, e a importância de nunca se afastar dos palcos, até durante as gravações de um disco. O vocalista explica por que evitou conversar com jornalistas antes do lançamento e ressalta a importância do Brasil, onde já esteve cinco vezes, na história da banda.

G1 – Vocês demoraram quatro anos para lançar disco. Existe motivo específico para intervalo tão longo? E o que fizeram durante todo este tempo?
Alex Kapranos – Eu queria fazer outras coisas, absorver um pouco de vida e ter mais experiências, desenhar e ter espaço para contemplação e para ter ideias. Na verdade, acho que levou um ano e meio entre eu me encontrar com Bob [Hardy, baixista] para falar sobre o disco e chegarmos à mixagem final. Não houve nada deliberado por trás disso, pareceu o tempo certo. A única coisa que senti é que não deveria ter pressa, não tínhamos que ser forçados a algo porque tínhamos que cumprir um cronograma, mas sim apenas porque queríamos fazer um bom álbum. Isso é o mais legal.

G1 – Mas vocês continuaram fazendo shows. Isso fez com que o processo de gravação fosse lento ou influenciou no resultado de alguma forma?
Alex Kapranos – Para mim, era importante tocar ao vivo, porque quando as bandas vão para o estúdio e só passam seu tempo lá… Isso é algo que não pode acontecer, especialmente quando elas estão nesse ciclo de turnês, no qual você faz extensas turnês e depois fica um período longo sem tocar ao vivo, em que passa o tempo todo no estúdio. Se você está no estúdio sozinho você se torna suave, você não toca do mesmo jeito, não tem a adrenalina que existe quando toca para um público, não tem o senso de proximidade instintiva que tem com uma plateia. E eu queria evitar isso.

É como um gato que só fica em casa e não pode ser comparado com aqueles que saem à noite e se misturam com os outros gatos, os que brigam, caçam ratos e fazem sexo. Eles têm sagacidade, têm garras afiadas, e era isso que eu queria fazer com a banda, me assegurar que ainda temos o poder que você só tem quando toca ao vivo. Manter nossas garras afiadas. Mas, ao mesmo tempo, entre esses shows nós voltávamos ao estúdio e eu queria manter os períodos que passávamos lá os mais curtos possíveis. Então só ficávamos ali por mais ou menos uma semana. Duas semanas foi o máximo que passamos em um estúdio. E dessa forma você consegue ter muito tempo de preparação, no qual fala sobre suas ideias, faz os arranjos das músicas e entende a melodia… Mas, se você adotar esse esquema de períodos curtos, as performances têm uma vitalidade e uma espontaneidade que fazem com que escutar o disco seja mais agradável.

G1 – Na época do lançamento do disco anterior (“Tonight: Franz Ferdinand”, de 2009), vocês lamentaram o excesso de expectativa do público e mesmo da imprensa, chegando a comentar que a experiência de “descobrir” o álbum havia sido prejudicada. Vocês temem que isso possa acontecer novamente? É por isso que não falaram muito sobre o novo trabalho até agora?
Alex Kapranos – Não, não. Estou feliz por falar do disco agora e por responder quaisquer perguntas que você possa ter (risos). O que senti foi que, antes de lançarmos o álbum anterior, circularam várias histórias, inclusive de que estávamos sendo influenciados por música africana ou coisas do tipo, e penso que elas influenciaram as expectativas. Mas ninguém deveria ter qualquer expectativa quando ouve música, as pessoas deveriam estar livres de preconceito e ter um senso de frescor, um sentimento de expectativa sem influências, entende? Aceite o que vier. Mas eu realmente não quis dar entrevistas antes de acabarmos este novo disco, só que por outro motivo. Foi porque se você fala sobre a coisa na qual está trabalhando, enquanto ainda está trabalhando nela, isso tem um efeito sobre o resultado.

G1 – O que acontece?
Você se torna muito consciente e começa a pensar de forma analítica. As outras pessoas te influenciam, mas, principalmente, você mesmo se influencia, porque pensa demais no trabalho que está fazendo, em vez de simplesmente fazê-lo. Você deveria estar apenas fazendo e não pensando no processo. Se você está no palco, por exemplo, e fica pensando na sua performance, ela pode ser terrível, você tem que apenas tocar. É como quando você é criança e está aprendendo a andar de bicicleta, se ficar pensando em como vai se equilibrar sobre aquelas duas rodas, acaba caindo. Não acho que, como músico, eu deva ser um crítico. Deveria ser um criador. São dois papéis bem diferentes e tenho que usar minha capacidade crítica depois de criar, tenho que parar e analisar o que é poderoso ou não, cortar o que não serve, mas, enquanto estou criando, preciso ser puro e sem influências, sem qualquer consciência excessiva sobre mim mesmo.

G1 – Vocês estão no quarto disco e já têm mais de dez anos de carreira. Ao longo desse tempo, a banda construiu uma identidade, no sentido de que é possível reconhecer uma música do Franz Ferdinand, mesmo que ela não se pareça com as anteriores. Existe uma preocupação com o limite entre essa identidade e a repetição?
Alex Kapranos – Não, não existe. É provável que no passado eu tenha me preocupado com isso, mas agora percebi que ter uma personalidade marcante é ótimo. E você nunca deve tentar disfarçar sua personalidade. Amo bandas e artistas que você consegue reconhecer imediatamente. E estou falando de todo mundo, como os Beatles. Se eu colocar um disco deles de 1969 e depois um de 1964, eles podem soar diferentes um do outro, mas eu sei que aqueles são os Beatles. O mesmo com David Bowie. Se eu ouvir “Space oddity” ou “Ashes to ashes”, são músicas diferentes, mas eu sei que aquilo é Bowie. Instantaneamente. E você pode experimentar diferentes formas de compor, diferentes sons e estilos de letras, mas nunca deve ter medo da sua personalidade. É engraçado, dia desses eu estava ouvindo Kraftwerk no carro com um amigo, estávamos dirigindo por Los Angeles e ouvindo “Radio activity”, e o Kraftwerk tem um som tão distintivo, a personalidade deles está em todos os discos, “Radio activity”, para mim, soa como um disco tão diferente de “Tour de France”, mas é definitivamente o Kraftwerk que está ali fazendo aqueles discos. Eu amo essas bandas por sua personalidade forte, e acho que você pode ter uma profundidade de ideias e uma personalidade profunda e elas não precisam entrar em contradição.

G1 – E você acredita que o Franz Ferdinand é realmente um exemplo disso? Está satisfeito com o que a banda alcançou nesse sentido?
Alex Kapranos – Bem, eu não sou um crítico, então isso é você quem deve decidir (risos).

G1 – Grande parte dessa identidade normalmente associada ao Franz Ferdinand inclui um cenário de otimismo, alegria, festas… Mas você disse que o novo disco lidava com “uma cínica busca pelo otimismo”. O que isso significa? E você acha que seu senso de humor é mal compreendido?
Alex Kapranos – Ah, sim. O ser humano é uma coisa engraçada, não é? Sim, sim, talvez, às vezes, meu senso de humor seja um pouco incompreendido. Ou o tempo todo (risos). Eu realmente sinto que este disco, em particular, é muito animado, é um disco otimista. Mas, você sabe, somos criaturas complexas, não temos uma única emoção dominante de cada vez, eu diria que nenhum de nós é puramente otimista ou pessimista. Acho que o lado racional do meu cinismo aprecia o poder positivo do otimismo… Essa frase faz sentido? (risos) O contraste de emoções é algo que sempre tento trazer para as músicas, adoro a ideia de que você tem emoções contrastantes simultaneamente, e é por isso que adoro a mensagem que encontrei em um cartão postal e que se tornou a frase de abertura do disco, as palavras (da letra de “Right action”) “come home, practically al lis nearly forgiven”, isso soa como uma mensagem muito acolhedora, sabe, “venha para casa”, mas na verdade é bem condicional, “quase perdoado”, “praticamente tudo”, e é assim que a maioria dos encontros é, por exemplo, na vida. Você nunca tem um único sentimento, uma emoção totalmente pura, e é quando essas emoções se chocam que as situações se tornam interessantes.

G1 – Vocês já vieram ao Brasil seis vezes e tocaram para públicos maiores a cada uma delas. Como você define essa relação da banda com os fãs brasileiros? E o que espera para a próxima vez?
Alex Kapranos – Ah, eu realmente não sei, não consigo prever essas coisas. Também não acompanho muito o lado comercial dos negócios, simplesmente aproveito as coisas à medida que elas vão acontecendo. Então vamos ver o que acontece. Mas sinto que nossa relação com o Brasil, e com a América Latina de uma forma geral, corre paralela ao que acontece conosco no resto do mundo. Neste verão estaremos em turnê pelos grandes festivais europeus e depois vamos para os Estados Unidos… Mas é bom ir a lugares diferentes e sinto que o Brasil é um dos elementos importantes na vida da banda. Temos essas vidas e esses lugares diferentes espalhados pelo mundo e o Brasil é um deles. Nossa relação com o Brasil funciona porque fomos até aí bem cedo, logo no segundo álbum. Muitas bandas têm a oportunidade de ir até a América do Sul quando já tem uma carreira mais longa e nós tivemos sorte em podermos ir e voltar outras vezes. E os fãs brasileiros têm nos apoiado. Temos amigos aí e todas as vezes em que voltamos conhecemos mais gente e saímos mais. É muito bom poder escolher os lugares aos quais você quer ir e com quem quer sair como uma banda. E nós gostamos de sair no Brasil, então isso ajuda bastante.

 

FONTE: G1

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