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Always Ascending UNBOXING – Signed Deluxe LP Bundle + Signed CD + Cassette

11 de fevereiro de 2018 às 11:17 por Simone


Quem aí como nós está muito animado com o lançamento de Always Ascending? ❤
Enquanto nossa edição nacional não é lançada, trazemos um unboxing da edição limitada que esteve disponível em pré-venda na loja da Domino Records.

Os itens que constam nesse unboxing:

РFranz Ferdinand РAlways Ascending , Signed Deluxe LP Bundle (tote bag + foto autografada + vinil marmorizado branco/azul Рedi̤̣o limitada com poster) РLimitado em 1000 unidades.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Signed CD.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Cassette – Limitado em 500 unidades.

OBS.: Além dessa edição do CD, vendida no mundo todo com 10 faixas, existe também a versão japonesa com Demagogue como faixa extra. Em relação ao vinil, existem mais outras 5 edições coloridas vendidas ao redor do mundo!

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Agradecimentos: Fotos: Tarciane Almeida | Montagem: Paula Higa | Fonte: Domino Records

“É o começo de uma nova era” – Franz Ferdinand anuncia turnê e retorna com novo single e álbum “Always Ascending”

27 de outubro de 2017 às 10:57 por Simone


Nós conversamos com Alex Kapranos sobre perder um membro e encontrar um novo propósito

     por ANDREW TRENDELL @ANDREWTRENDELL | OCT 25, 2017

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O Franz Ferdinand voltou com notícias sobre o seu tão aguardado novo álbum e uma turnê pelo Reino Unido. Ouça a faixa-título “Always Ascending” e veja as datas de turnê após a entrevista com o frontman Alex Kapranos.

Após provocar os fãs com um trechinho da nova música no início desta semana, os veteranos do indie rock e vencedores do prêmio Mercury revelaram o single principal e anunciaram que o novo álbum “Always Ascending” será lançado dia 9 de fevereiro de 2018.

Aproveitando os sons sintetizados e eletrônicos da banda, a faixa é uma mudança experimental e propulsora para a banda, uma partida ambiciosa de suas raízes com guitarras fortes.

“Em termos sonoros, essa música representa bem o álbum todo”, Kapranos contou à NME. “Este disco soa bem diferente dos nossos anteriores – é um álbum um pouco mais amplo e menos “direto as guitarras”. É só uma amostra. Ainda há mais surpresas por vir”.

                                                                   

Os fãs estavam esperando ansiosos por notícias do novo álbum desde a saída do guitarrista Nick McCarthy em julho de 2016, após 14 anos de banda. O Franz então confirmou que ele não participaria das gravações nem da turnê do quinto álbum – sequência do aclamado Right Thoughts, Right Words, Right Action (2013).

A lista de músicas de “Always Ascending” é:

Always Ascending
Lazy Boy
Paper Cages
Finally
The Academy Award
Lois Lane
Huck And Jim
Glimpse Of Love
Feel The Love Go
Slow Don’t Kill Me Slow

Você disse que o álbum é tanto “futurístico quanto naturalista”. Como você procurou encontrar esse equilíbrio?

Nós queríamos pegar os sons que já são disponíveis para nós agora e fazê-los soar como algo que você nunca ouviu antes – o som do futuro. Quando você está gravando um álbum em 2017, você precisa estar de olho no próximo passo. O que as pessoas ainda não ouviram em 2018? Em termos de “naturalista”, não é um retrocesso, mas sobre tentar fazer algo que soe como se fosse tocado por humanos. É bem tentador no estúdio digitalizar os mínimos detalhes, “photoshopar” sua música. Tudo foi tocado ao vivo e nada foi programado. O som ainda é bem cru e tem um lado rock n’ roll nele.

Liricamente, com o que você diria que está lidando neste álbum?

Talvez haja um tema, mas eu ainda não o descobri. Eu estava respondendo ao que estava ao nosso redor. A música “Always Ascending” foi inspirada por um evento histórico que ocorreu com algumas pessoas e, elas acabaram literalmente levantando e deixando a Terra. Eu não quero falar muito sobre isso agora.

Nós íamos escrevendo e criando personagens, da mesma forma que você faria se fosse um escritor de contos – você teria cor e uma história prévia, que seria sugerida na música. Foi um jeito especial de escrever. Nós queríamos personagens que fossem convincentes e tivessem uma profundidade emocional. Em livros e filmes ninguém questiona a profundidade emocional, mas quando você está escrevendo uma música de rock n’roll, há sempre uma presunção que elas devem partir de experiências pessoais para serem verídicas. Nós queríamos “sacudir” essa ideia e criar personagens que fossem ainda mais críveis e vívidos do que experiências pessoais possam ser.

Após o lançamento da música anti-Trump “Demagogue”, você tocou novamente no tema do estado atual político?

É assustador, não é? “Demagogue” foi escrita no início do processo desse álbum. Nós decidimos lança-la naquele exato momento porque sabíamos que qualquer que fosse o resultado da eleição nos EUA, aquela música se tornaria totalmente irrelevante. Olhando agora, como o mundo era diferente apenas um ano atrás – nós achávamos que seria aterrorizante “se” eles (americanos) elegessem Donald Trump. Na sua mente você está pensando “Vamos lá, não é possível que eles vão eleger esse idiota”. Eu lembro que naquela época havia um equilíbrio entre o horror e graça dessa eleição.

O que está sendo interessante e mortificante de se ver é como o lado cômico foi completamente tomado pelo lado obscuro da situação real. É absurdo e perverso, mas não é divertido em nenhum sentido. A realidade é absurda, você não pode inventa-la. É tão egoísta e cruel. Você pode vê-la refletida no nosso próprio país. Realmente é um tempo repugnante.

Você acredita que como é um artista sempre em turnê você precisa constantemente “explicar” o Brexit?

Eu lembro que estava na Itália na época da votação. Eu viajei de volta pra casa alguns dias depois e o segurança do aeroporto estava “o que você fez?”. Fiquei meio envergonhado, mas tive de dizer “não fui eu!”. Como explicar isso? Como pudemos ser tão idiotas?

Uma vez que o Nick deixou a banda, como você diria que a química [entre a banda] mudou?

O que aconteceu foi que Bob, Paul e eu nos unimos. Tornamo-nos muito próximos e passamos a sair juntos o tempo todo. Foi quando nós realmente começamos a compor. Isso concentrou nossa identidade  e o que nós queríamos fazer enquanto banda e o que queríamos criar. A saída do Nick foi um estímulo real. Quando algo dessa magnitude acontece, não dá pra simplesmente seguir com a banda como era antes. Ou você vai “certo, acabamos por aqui” ou se concentra e fica mais forte. Foi o que aconteceu conosco. Nós tivemos mais paixão e mais estímulo do que por uma década. Nunca estive mais intensamente na banda.

Me lembro do Interpol dizer algo parecido após a saída do Carlos D…

Curiosamente, depois que o Nick saiu eu estava em Nova Iorque e saí com o Daniel [Kessler, guitarrista do Interpol]. Estávamos conversando sobre como é ter mais dos seus amigos e membros fundadores deixando a banda. Ele me ajudou a entender como a sua identidade e foco tornam-se mais fortes. Curiosamente, outra experiência que resumiu bem foi quando estávamos tocando em um festival em Madri recentemente e o Liam Gallagher também estava lá. Ele estava perguntando como era depois da saída do Nick e disse “é como estar em um time de futebol – um jogador sai, mas o time continua jogando”. É uma forma bem sucinta de se colocar.

Então onde o Franz Ferdinand se encontra agora? Como você se sente sobre a próxima geração?

Eu sinto que o último disco (Right Thoughts, Right Words, Right Action) foi um bom encerramento de um período. Este parece a prefeita introdução para a década que está por vir.

Você se sente, como disse o Kassabian, “sobrevivente” da cena das guitarras dos anos 2000?

Oh, Deus. Eu nunca conheci os caras do Kassabian. Nós fizemos uma turnê com o Interpol anos atrás e ainda sou amigo do Daniel e de muitas outras bandas. Muitas dessas bandas acabaram lançando discos ao mesmo tempo umas das outras. Não vejo isso como qualquer tipo de “cena”. Vejo meus contemporâneos como as bandas que vieram de Glasgow ao mesmo tempo. Sinto mais afinidade com uma banda como Sons & Daughters. Nós não queríamos fazer parte de uma cena quando começamos. Queríamos fazer algo diferente. Eu não quero fazer um disco que pareça que algum outro p*to tenha feito – Eu quero fazer um disco que todos queiram copiar.

Turnê e entradas para o Franz Ferdinand

As datas da próxima turnê da banda no Reino Unido e Ireland estão logo abaixo. Entradas serão colocadas a venda a partir de 9am de sexta, 3 de novembro e disponíveis aqui.

Saturday         10 February    Galway, Ireland     Leisureland
Sunday            11 February    Dublin, Ireland     Olympia Theatre
Tuesday          13 February    Manchester      Albert Hall
Wednesday    14 February    Nottingham     Rock City
Friday             16 February    Newcastle         02 Academy
Saturday         17 February    Glasgow            02 Academy
Monday          19 February    Leeds                 02 Academy
Tuesday         20 February    Birmingham     02 Academy
Wednesday    21 February    Bristol                02 Academy
Friday             23 February    Cambridge        Corn Exchange
Saturday        24 February    London              02 Brixton Academy

 

Tradução e agradecimentos: Amanda Carvalho | Elisabete Moura Rocha | Paula Higa

FONTE: http://www.nme.com/news/music/franz-ferinand-new-album-song-tour-always-ascending-interview-2153300

 

Franz Ferdinand revela nova música anti-Donald Trump ‘Demagogue’

14 de outubro de 2016 às 8:26 por Simone


A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas)

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O Franz Ferdinand lançou uma nova música, um ataque aberto contra Donald Trump. Confira ‘Demagogue’ logo abaixo.

A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas), no qual uma nova música anti-Trump é lançada todos os dias na reta final das eleições norte americanas. Death Cab for Cutie deu o pontapé inicial com “Million Dollar Loan”, enquanto Aimee Man, Bhi Bhiman e o vocalista do My Morning Jacket, Jim James também contribuíram.

Uma grave acusação as políticas e ao alegado comportamento do candidato a Presidente, a letra do Franz colhe o sentimento de manifesta condenação por grande parte do eleitorado liberal norte-americano: “those pussy-grabbing fingers won’t let go of me now / esses dedos agarradores de xoxota não me largarão mais”.

                                     

Esse é o primeiro material inédito da banda desde que o guitarrista Nick McCarthy deixou o Franz no início do ano.

“Quando nós gravamos ou fazemos turnê é um compromisso de tempo integral que leva no mínimo um ano e meio a maior parte do qual é gasto longe de casa. Nick tem uma família jovem e não quer ficar longe deles por um período tão longo”.

Acrescentaram: “Essa não é necessariamente uma situação permanente e nós te contaremos se as circunstâncias mudarem no futuro”.

“Nós amaríamos poder dizer que esse é o resultado de diferenças pessoais ou musicai, mas não é, essas diferenças foram as que formaram a banda, para começo de conversa”.

A banda está atualmente trabalhando em novo material, dando prosseguimento aos trabalhos de ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ de 2013 e da sua colaboração com com o Sparks ‘FFS’ de 2015.

 

FONTE: NME

Johnny Delusional, o primeiro single do F.F.S.!

12 de abril de 2015 às 17:28 por Simone


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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, a rádio BBC 6 irá transmitir o primeiro single da colaboração entre Franz Ferdinand e Sparks, chamada de F.F.S!

Fiquem ligados que a partir das 13hs (Reino Unido) / 09hs (Brasília), poderemos ouvir pela primeira vez o single Johnny Delusional.
Link para ouvir: http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pwdfv

A Amazon já disponibilizou um pequeno trecho pra matar nossa ansiedade OUÇA AQUI !

Todas as informações sobre o lançamento do álbum, que acontece em 08 de junho, você encontra AQUI

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Esta cidade é grande o suficiente para nós dois…

5 de abril de 2015 às 19:25 por Simone


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Franz Ferdinand e Sparks nos contam tudo sobre sua nova colaboração F.F.S.!… por Pat Gilbert

 

“Você sempre tem essa horrível preocupação de que, quando você vai conhecer alguém de quem você ama a música, aquela pessoa possa ser uma idiota”, explica Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, rindo. “Mas Ron e Russel são fantásticos – eles têm um ótimo senso de humor, inteligente e auto depreciativo. Quando Ron está no palco ele é bastante intimidador, mas ambos são pessoas legais e acolhedoras.”

Kapranos está falando sobre a amizade especial no coração do F.F.S., uma nova e extraordinária banda formada pelos membros agregados do vocalista Escocês e a lendária dupla electro-glam de LA, Sparks. A colaboração foi cogitada pela primeira vez 11 anos atrás, quando os dois grupos saboreavam um almoço juntos em Los Angeles, depois de Ron e Russel Mael terem lido uma entrevista em que Kapranos, em turnê com seu auto intitulado álbum de estréia, entoava louvores ao Sparks.

“Apenas do pouco que sabíamos sobre eles, nós achamos que seria interessante trabalharmos juntos”, diz o vocalista Russel Mael. “Nós gostamos de seu senso de arte e estilo. Eles estavam fazendo algo especial e sob seus próprios termos. Nós dissemos: ‘Vamos fazer algo!’, e então 10 anos passaram voando…”

A ideia ressurgiu em Abril de 2013 quando o Sparks se encontrou por acaso com Kapranos no centro de São Francisco. Àquela época, ele estava procurando pelo dentista de Huey Lewis, em vão, depois de quebrar um dente num show na América do Sul.

“Eu estava completamente perdido e com dor de dente”, explica Kapranos. “O nosso empresário conhecia o empresário de Huey Lewis, que tinha me dado o endereço do dentista de Huey. Então eu ouvi a voz de Ron dizendo ‘É você, Alex?!’”

Um vaivém de arquivos MP3 enviados de um lado a outro do Atlântico – a primeira, uma música de Ron Mael intitulada “Collaborations Don’t Work” (Colaborações Não Funcionam) de brincadeira – uma tentativa de criar o single do híbrido FF – Sparks. Ficou claro rapidamente, no entanto, que havia material o suficiente para um álbum inteiro, que foi gravado no RAK estúdio no norte de Londres no inverno de 2014 com o produtor John Congleton.

As faixas incluem a já mencionada “Collaborations…”, na qual ambas as partes expressam suas ansiedades iniciais em relação ao projeto, The Power Couple, Police Encounters e o primeiro single Johnny Delusional.

“A primeira vez que tocamos nossas músicas juntos foi em Londres, uma semana antes de entrarmos no RAK”, diz Russel. “Quando o Alex e eu começamos a cantar juntos, ficou bem legal, separadamente e em uníssono. F.F.S. não se parece com Franz Ferdinand ou Sparks, mas uma banda totalmente nova.”

Foi o baterista do FF, Paul Thomson, que criou a sigla que juntou os nomes dos dois grupos. “Ele me enviou uma mensagem com as letras seguidas de um ponto de exclamação, e ficou óbvio imediatamente”, diz Kapranos.

O álbum, mixado mês passado em Dallas, será lançado para coincidir com uma série de shows do F.F.S. na Europa em Junho e Julho. “Há tantos fatores que impedem uma colaboração como esta de acontecer”, conclui Russel, “mas não poderia ter ficado melhor.”

 

TRADUÇÃO: Cristina Renó, obrigada 😉

FONTE: MOJO Magazine – Março 2015 / Foto revista: votedmostlikelytofail tumblr / Foto da banda: @sparksofficial via twitter

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O Franz Ferdinand quase não fez um quarto álbum, admite Alex Kapranos

8 de dezembro de 2013 às 12:42 por Simone


Alex fala para o The Herald Scotland | Tradução e agradecimentos: Daniel Póvoa

alexglasgowA questão sobre o novo álbum, eu conto ao vocalista do Franz Ferdinand enquanto nos sentamos em um café em Glasgow numa quarta-feira à tarde, é que ele soa tão – como posso dizer?

– tão Franz Ferdinandesco. Alex Kapranos sorri debaixo de sua franja. “Isso faz todo o sentido. Fico realmente feliz por você dizer isso, já que era um objetivo.”

 Alguns minutos antes, eu assistia Kapranos entrar a passos largos no café, quadris tão magros quanto de uma garota, até hoje, com mais de 10 anos de existência do Franz Ferdinand, a exata aparência que você espera de seus pop stars. E nem tão diferente da única outra vez que o encontrei, quase uma década atrás no backstage do Reading Festival no ápice do primeiro surto de fama da banda. Desde então o Franz Ferdinand rodou o mundo, lançou um segundo e então um terceiro álbum, conheceu seus heróis, fez coisas demais (turnês, trabalho, etc), seguiu o seu próprio caminho e agora se reuniu novamente para fazer o quarto álbum – Right Thoughts, Right Words, Right Action – que acaba sendo uma afirmação de intenção bem como de noções básicas. É um álbum vivo e urgente, como já estabelecemos, é muito Franz Ferdinand.

Kapranos sobe as escadas, cumprimenta pessoas, se senta e conversa: sobre o passado, o presente, sobre o escritor irlandês William Trevor (uma das influências nas letras do novo álbum – a música Brief Encounters surgiu porque Kapranos andou lendo seus contos e pensou: “É, eu quero escrever algo sobre os grandes eventos de gente comum”) e, sim, sobre o Franz Ferdinandismo da banda.

“Uma coisa que eu ocasionalmente notei em bandas,” Kapranos diz enquanto toma sua sopa, “quando elas vão além de seu segundo álbum, é quase como se uma paranoia ou uma neurose passasse por suas cabeças: ‘Caramba, a gente já faz isso há um tempo. Talvez precisamos fazer algo novo. Talvez precisamos nos reinventar.’ E meio que está certo. Você precisa fazer algo novo. Você precisa se manter criativo. Você precisa tentar coisas novas. E esse pode ser o caminho para produzir um disco, para escrever canções. Mas você não pode reinventar a sua personalidade.

“É algo que eu notei quando fazemos covers. Sempre que tocamos um cover, seja de um música dos Beatles, do Beck ou da Britney Spears, ainda parece com Franz Ferdinand. São só quatro pessoas. São as personalidades.”

E ainda assim, são quatro anos desde o último álbum. As coisas mudaram. A banda agora vive em Glasgow, Dumfries (no caso de Kapranos) e Londres. Filhos nasceram. “Então quando Nick e eu estamos compondo, seu filhinho está correndo por todos os cantos,” Kapranos admite. “Mas ainda compomos do mesmo jeito. Talvez ele queira sair em turnê de uma forma diferente da que costumava. Provavelmente não… na verdade, eu retiro o que disse. Eu ia dizer que ele não festeja mais como fazia, mas possivelmente ele não festeja como antes com tanta frequência. Mas você deveria perguntar isso ao Nick.”

Em pouco tempo o Franz Ferdinand cresceu. Um pouco que seja.

Questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito das letras do novo álbum.

1. “Please belive everybody steals” (Por favor acredite, todo mundo rouba) (de Fresh Strawberries)  N.T.: na verdade é “Thieves believe everybody steals” (Ladrões acreditam que todos roubam)

Qual foi a última coisa que você roubou?

“Ah, sabe. Eu tive uma sessão de fotos no Japão há três semanas e tinha esse par de meias sensacional da Paul Smith e acabei ficando para mim. Não estou certo se foi propriamente um roubo porque não estou certo de que eles queriam as meias de volta após elas estarem nos meus pés. Mas, sim, eu ainda as tenho.”

2. “So come home, practically all is nearly forgiven” (de Right Action) (Volte para casa, praticamente tudo está quase perdoado)

Quem você quase perdoou?

“Alguns amigos. Isso é tudo que eu digo. Eu estava conversando outro dia com um amigo sobre a natureza do perdão e como o principal ponto do perdão é o quão libertador ele é e o quão leve você se sente depois que para de carregar todo aquele ressentimento. É um peso terrível e consome as pessoas.”

Vamos falar sobre conversar. A outra questão sobre o novo álbum, Alex Kapranos me conta, eventualmente, é o quão sortudos somos por ele existir. A verdade é que o novo disco só aconteceu porque Kapranos se encontrou com o baixista Bob Hardy dois anos atrás. “Sentimos como se não nos falássemos há muitos anos. Não conversávamos de fato desde que estávamos em turnê e até mesmo quando estávamos em turnê. Nós não chegamos a brigar, mas já não conversávamos uns com os outros tanto quanto o fazíamos há dez anos.”

Foi a diretora Diane Martel, que já trabalhou com a banda, que arranjou o encontro. “A gente conversava independentemente com Diane e eu dizia ‘Ah, eu não sei o que fazer em relação à banda. Nem sei se faz sentido gravar um novo álbum. Eu nunca falo mesmo com Bob.’ E ela disse ‘Você é tão ridículo. Você só precisa conversar com ele.’

“Realmente foi o incentivo da Diane que nos reuniu e simplesmente conversamos uns com os outros. Nós fomos a Orkney já que nenhum de nós nunca esteve lá, então era um território neutro. A gente andou dias por Orkney, conversando e conversando e conversando sobre tudo o que aconteceu nesses dez anos, as coisas boas e más, e como nós nos sentíamos agora como pessoas e como gostaríamos que a banda fosse. Toda essa conversa foi muito boa.”

Voltando um pouco, eu digo. Você está querendo me dizer que existia a possibilidade desse álbum nunca ter sido feito? Tem uma pausa, uma longa pausa, antes dele começar a falar de novo.

“Eu fui lá com a intenção de dizer que a gente não gravaria outro álbum. Eu queria falar primeiro com o Bob, porque foram as nossas conversas lá no começo que deram o início a tudo. Foi só depois de todo o diálogo que percebemos o quão triviais eram os motivos para não fazermos um novo álbum. Uma vez que você conversa e ouve o som do que pode fazer um disco muito bom, então isso te deixa empolgado e te faz querer gravar esse álbum.”

Mais questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito (acha ele) das letras do novo álbum.

3. “I’m in love with my nemesis” (de Treason! Animals.) (Estou apaixonado pelo meu nêmesis)

Você já se apaixonou pelo seu nêmesis?

“Umm… próxima pergunta.”

4. “You randy bastard” (de Evil Eye) (N.T.: a letra está errada, como será explicado). Quem é um canalha excitado?

Kapranos (confuso): “Um canalha excitado?”

É o que diz o verso, não?

“Ah não, não é. Eu amo isso. É ‘Vermelho, seu maldito’.” (Red, ya bastard)

Talvez eu esteja me projetando.

“Talvez você mesmo tenha respondido a pergunta. Possivelmente o canalha excitado não esteja tão longe.”

5. “Don’t play pop music” (from Goodbye Lovers and Friends)

Que música você quer que toque em seu funeral?

“Não tenho certeza. Algo bem delicado. Eu preferiria música clássica à música pop. É algo pessoal. Talvez Chopin ou algo assim. Alguma coisa que não vá atrapalhar. Eu estive em funerais onde me sentia como se uma última playlist me estivesse sendo imposta pelo péssimo gosto musical da pessoa que eu realmente ainda gosto enquanto ela vai desaparecendo num buraco na terra. Eu não vejo um funeral como uma oportunidade de impor meu gosto a ninguém.

“Dito isso, eu imagino algo como One Is The Loneliest Number…” (N.T.: canção de Harry Nilsson)

Optar por Take Me Out seria meio macabro, eu suponho.

“Sim, sim, sim. Definitivamente não quero escutar minha própria música.”

Já fazem 10 anos desde que o Franz Ferdinand forçou seu caminho na cena pop com o seu incrível single Take Me Out. Kapranos recorda daquele momento, “é a sensação de ser esmagado.”

“Foi meio que como se a gente tivesse invadido uma festa e estivesse bebendo tudo o que conseguisse. A gente aproveitou, claro que aproveitou. Mas foi intenso.”

Uma década depois, ele acha que a banda está mais próxima de como se sentiam em 2003, antes de tudo ganhar grandes proporções. “Eu me sinto mais próximo daquela época porque nós nos isolamos de tudo o que nos cercava. Muito embora essa festa insana que nós entramos fosse muito divertida, eu não quero passar o resto da minha vida nela o tempo todo. Eu gosto da companhia dos meus amigos na banda e eu não tenho esse desejo de fazer o tipo celebridade toda hora. O que mais importa pra mim é fazer música com esses caras.”

Então o que aprendemos?

Que Alex Kapranos, acima de tudo, ainda é muito Franz Ferdinandesco.

FONTE: The Herald Scotland

Assista ao clipe de BULLET!

18 de novembro de 2013 às 21:33 por Simone


O Franz acaba de lançar o videoclipe do 4º single de seu último álbum – Right Toughts, Right Words, Right Action.

Segundo o site da Domino Records, o single será lançado em 20 de janeiro de 2014 e foi produzido por Prince House Rabbit (Alex), gravado na Escócia e mixado em Vancouver, no Canadá por Mike Fraser.

Dirigido por Andy Knowles, o eterno 5º membro da banda, este clipe foi todo filmado em P&B e conta com um efeito chamado Bullet-time (tempo de bala). Esse efeito especial de câmera lenta foi criado para mostrar o movimento de personagens ou objetos em período de tempo extremamente curto o que nos leva parar no tempo para obter uma visão detalhada. Esse mesmo efeito foi usado na trilogia dos filmes Matrix.

Andy falou um pouco sobre o clipe para a Domino Records:

“Eu venho trabalhando com a a banda de uma forma ou de outra desde seu primeiro show, em 2002, que foi no quarto da minha ex-namorada. Eu queria capturar uma performance crua e honesta e eu acho que ter um bom relacionamento com o caras ajudou a conseguir isso. O efeito ‘bulletime” foi colocado para verdadeiramente ressaltar pequenos momentos que cada fã reconhecerá como uma assinatura das performances ao vivo do Franz. A canção é tão rápida, exigiu um estilo igualmente vertiginoso de edição para realmente capturar a energia.”

Vocês conseguem reconhecer na foto abaixo alguma dessas marcas que o Franz mostra durante suas performances ao vivo?

Bullet

Confira Bullet!

FONTE: Domino Records | Wikipedia

O Franz Ferdinand explica porque a autoprodução foi a “ação correta” para o novo álbum

12 de setembro de 2013 às 2:58 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó

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por Philip Cosores

O quarteto de Glasgow, Franz Ferdinand, irrompe em grande forma na cena alternativa com o seu álbum homônimo de estreia de 2004. Seguiram com dois álbuns bem-sucedidos de sonoridade similares que não aprimoraram seu padrão comercial e crítico, mas também não machucaram. Com seu quarto álbum, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, a ser lançado em 27 de Agosto, a banda parece ter recuperado sua sinceridade e qualidades sem esforço que fizeram melodias como ‘Take Me Out’ e ‘This Fire’ tão legais. Diffuser.fm bateu papo com o guitarrista Nick McCarthy sobre a descontraída atmosfera de gravação e o processo de autoprodução de ‘Right Thoughts’ no estúdio da banda no Reino Unido.

O prelúdio para este álbum foi um pouco não tradicional, já que vocês vêm fazendo shows e estreando músicas há mais de um ano. Qual foi o catalizador desta abordagem?

Nós não queríamos exagerar no processo de gravação, quando você vai para o estúdio por semanas a fio e só fica nessa. Nós somos uma banda que gosta de tocar ao vivo, e era isso que queríamos capturar nesse álbum. Nós queríamos capturar a essência de nós quatro em nosso melhor, e nós fazemos o melhor quando estamos tocando ao vivo. Então nós fazíamos alguns shows e depois voltávamos ao estúdio por uma semana ou duas e gravávamos duas músicas e escrevíamos mais duas e as tocávamos acusticamente e então marcávamos alguns shows de novo e experimentávamos.

Nós fizemos vários shows no ano passado, e shows te levantam como banda. Você pode estar no estúdio há um bom tempo e você meio que deixa a barba crescer e bebe muita cerveja e fica meio entediante. Mas quando você faz shows, você sai de lá e tudo faz sentido. Você não toca só as músicas novas, mas as músicas antigas também e percebe novamente o que você é, o que é prazeroso para nós.

Este álbum soa mais como o primeiro álbum do que os dois que o seguiram. Você acha que pode ser pelo fato de vocês estarem tocando as músicas ao vivo, juntamente com as antigas, antes de gravar e ouvir como elas se relacionam com suas músicas antigas?

Pode ser isso também. Parecia muito com como estávamos durante a primeira gravação. Mas nós não comparamos as gravações entre elas. Mas parece muito honesto e o primeiro álbum também era muito honesto. Os outros dois, eu não sei, nós estávamos sempre fazendo turnê quando fizemos os outros e fazíamos tudo na correria, na realidade. Todas as engrenagens estavam girando.

Para este álbum, nós estávamos dando um tempo e só trabalhávamos nele por poucas horas por dia, mais ou menos como quando fazíamos quando todos tinham empregos e nos encontrávamos à noite. Eu tenho um filho, então eu cuidava dele durante o dia e então voltava para a música à noite. Foi muito bom. Isso impediu de parecer trabalho.

Eu estou muito feliz com o álbum e como ele soa. Quando estávamos fazendo esses shows massivos no segundo e terceiro álbuns, nós começamos a entrar num som tipo mega-rock, com guitarras distorcidas. Neste, nós voltamos a uma coisa mais ‘dance’ tênue e crua. Eu meio que prefiro assim, de certa maneira.

Com este tipo de método de gravação, foi o motivo pelo qual vocês decidiram produzir vocês mesmos? Eu imagino que seria difícil contratar alguém para gravar vocês quando estavam trabalhando apenas algumas horas por dia, com intervalos prolongados para turnê.

O que eu quis dizer, eu não quero que pareça que nós estávamos ‘Ah, nós terminaremos um dia’. Nós tínhamos uma agenda e uma data final em vista. Nós ficávamos uma ou duas semanas em casa e então uma semana no estúdio, mas isto nos permitia ficar ‘Certo, terminamos essa música. Amanhã nós vamos gravá-la’. E se você mesmo se grava e tem seu próprio equipamento e estúdio, é muito fácil fazê-lo.

Muitos músicos sonham em ter seu próprio estúdio. Nós não temos um estúdio super profissional. O meu é uma garagem em Londres. O do Alex é um estúdio antigo de um artista do interior. Tem carpetes e tal. Nós apenas compramos uns microfones bem legais.

Fazer a parte da engenharia ou gravar um disco não é uma habilidade que muitas bandas têm. Isto é algo que vocês colheram ao longo dos anos?

Sim, eu acho que sim. Nós estávamos sempre olhando por cima dos ombros dos produtores e sempre muito interessados. Produzir não é grande coisa, de verdade. É só uma questão de aprender a ficar de olho nas coisas e examinar a música. Tipo, não ser pego nas performances vocais ou se preocupar como a guitarra ou o solo de bateria devem ser. É tudo sobre a música. Você tem que recuar um pouco e pensar mais do que apenas na sua parte especificamente.

Eu sempre achei que esta era a parte mais difícil, não ficar tão próximo da música.

Sim, é, especificamente se você for um bom músico. Você pode ser muito afetado pela sua parte. Mas nós sempre trocamos de instrumentos e somos uma banda de compositores, na verdade. Nós nunca fomos assim tão bons com nossos instrumentos, mas somos bons em construir música. Nós não somos grandes virtuoses em nossos instrumentos. Mas está tudo bem.

Vocês fizeram um show, há pouco tempo, no Letterman, o que é uma honra. Há algo mais no horizonte que te deixe particularmente empolgado?

Bem, nós estávamos gravando um vídeo bem legal. É para ‘Evil Eye’, nosso próximo single que sairá em um mês e meio. Nós filmamos o dia inteiro ontem e foi muito divertido. Nós já fizemos vídeos antes, mas nada parecido com este. Nós vamos voltar para filmar mais depois. E fazer shows em partes diferentes do mundo em que ainda não estivemos. O mais divertido é na verdade tocar as músicas novas. É o que nos mantêm em movimento.

FONTE: diffuser.fm / Cr̩ditos foto: Yuri Kiddo РGuia da Semana

De volta às origens – novo álbum do Franz Ferdinand remete ao início do grupo

1 de setembro de 2013 às 13:50 por Simone


metro26-08-2013 1Música. Após quatro anos do último disco, Franz Ferdinand lança o novo disco, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’

PAULO BORGIA/METRO SÃO PAULO

Algumas bandas preferem olhar para frente e buscar novas fórmulas de sucesso nos trabalhos futuros. Estilos diferenciados de composições, referências ou até mesmo o comportamento são reavaliados. No caso do Franz Ferdinand, o passado vira referência para o lançamento de “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, que acaba de chegar às lojas.

Após todos os conceitos de “Tonight: Franz Ferdinand” (2009), Alex Kapranos e sua turma escolheram buscar o clima mais energético do período da estreia do quarteto, com o álbum “Franz Ferdinand” (2004), que trouxe ao mundo hits que já se tornaram clássicos, como “Take Me Out” e “This Fire”. Assim, o novo disco é o que todo fã da banda escocesa quer: pular, dançar e se divertir. Tudo em 35 minutos.

Impossível não grudar na cabeça uma música quando seu refrão já aparece logo aos 23 segundos. Essa é “Right Action”, que abre o disco. Se tem uma coisa que o Franz Ferdinand deve se gabar é de ter estilo, e não só no visual.  O básico, portanto, é apresentado ao longo das outras faixas, mas tudo com personalidade. Ou seja: se você é um admirador de longa data da banda, esse álbum foi feito pra você.

Fique também com “Bullet” e “Treason! Animals.”, mas tudo bem se você deixar de lado a balada  “The Universe Expanded”, um pouco deslocada no contexto.

O novo disco também marca um reencontro dos músicos, após anos trabalhando em outras frentes, como Kapranos, que foi o produtor dos últimos lançamentos do Citzen! e Cribs.

Como cada vez mais é fácil achar o disco de uma banda antes de seu lançamento oficial, o quarteto disponibilizou o álbum na íntegra desde a semana passada, no site npr.org/music.

Agora, resta torcer para que eles voltem para a sua sétima visita ao Brasil o quanto antes. A última apresentação foi na edição deste ano do Lollapalooza, na mesma noite do Queens of the Stone Age e The Black Keys.

FONTE: Metro / Obrigada pelo link: Daniela

Franz Ferdinand mantém o estilo básico que o consagrou

29 de agosto de 2013 às 19:47 por Simone


Álbum “Right thoughts, right words, right action” “é música sem novidades, mas com estilo”

Carlos Albuquerque – 19/08/13

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RIO – O Franz Ferdinand tem estilo. E é um estilo básico, bem conhecido por todos desde 2004, quando músicas como “This fire” e “The dark of the matinée”, hits do seu homônimo disco de estreia, jogaram essa turma de Glasgow na grande fogueira pop, com um rock seco, direto, com um pezinho nas pistas de dança, graças às pulsantes linhas de baixo de Bob Hardy. Um som quente, com sabor de cafeína, refletido em outro sucesso, “Take me out”, que ao vivo poderia se chamar “Querida, explodi a plateia”, devido ao seu efeito incendiário nas massas. Basta lembrar a apresentação no Circo Voador, no verão de 2006, que o próprio Alex Kapranos considera uma das melhores da história da banda.

Quase dez anos depois, muito barulho foi feito até a chegada de “Right thoughts, right words, right action”, o quarto álbum do quarteto escocês. Jay-Z, por exemplo, colocou o rap em ligação direta com o mundo corporativo, o dubstep sacudiu a América e o rock pulverizou-se em mil direções. Mas para Kapranos, Hardy, Nick McCarthy e Paul Thomson nem parece que o tempo passou. Superado o leve estranhamento causado por “Tonight”, seu trabalho anterior, lançado em 2009, o grupo recupera o pique em dez faixas sintéticas como os 140 caracteres do Twitter.

Como bem observou o semanário “NME”, Kapranos leva apenas 23 segundos até chegar ao refrão de “Right action”, que abre o disco. Sem tempo a perder, vão se juntando a ela as igualmente hiperativas “Evil eye” (de contagiante balanço funk-rock) e “Love illumination” (puxada por guitarras encharcadas de fuzz). “Fresh strawberries” é a pausa para respirar, com um coro que lembra o melhor do Eagles, logo interrompida pela tensão de “Treason! Animals”, até tudo acabar com a dramática “Goodbye lovers”. É música sem novidades, mas com estilo. E como ele é básico, não há risco de sair de moda. Cai bem sempre.

FONTE: O Globo

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