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Franz Ferdinand revela nova música anti-Donald Trump ‘Demagogue’

14 de outubro de 2016 às 8:26 por Simone


A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas)

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O Franz Ferdinand lançou uma nova música, um ataque aberto contra Donald Trump. Confira ‘Demagogue’ logo abaixo.

A faixa é parte do projeto “30 days, 30 songs” (30 dias, 30 músicas), no qual uma nova música anti-Trump é lançada todos os dias na reta final das eleições norte americanas. Death Cab for Cutie deu o pontapé inicial com “Million Dollar Loan”, enquanto Aimee Man, Bhi Bhiman e o vocalista do My Morning Jacket, Jim James também contribuíram.

Uma grave acusação as políticas e ao alegado comportamento do candidato a Presidente, a letra do Franz colhe o sentimento de manifesta condenação por grande parte do eleitorado liberal norte-americano: “those pussy-grabbing fingers won’t let go of me now / esses dedos agarradores de xoxota não me largarão mais”.

                                     

Esse é o primeiro material inédito da banda desde que o guitarrista Nick McCarthy deixou o Franz no início do ano.

“Quando nós gravamos ou fazemos turnê é um compromisso de tempo integral que leva no mínimo um ano e meio a maior parte do qual é gasto longe de casa. Nick tem uma família jovem e não quer ficar longe deles por um período tão longo”.

Acrescentaram: “Essa não é necessariamente uma situação permanente e nós te contaremos se as circunstâncias mudarem no futuro”.

“Nós amaríamos poder dizer que esse é o resultado de diferenças pessoais ou musicai, mas não é, essas diferenças foram as que formaram a banda, para começo de conversa”.

A banda está atualmente trabalhando em novo material, dando prosseguimento aos trabalhos de ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ de 2013 e da sua colaboração com com o Sparks ‘FFS’ de 2015.

 

FONTE: NME

Manuela – primeiro single “Cracks In The Concrete”

22 de julho de 2016 às 20:42 por Simone


Com a pausa no Franz Ferdinand, o Nick está envolvido com vários outros projetos, um deles se chama Manuela. A Stereogum e a gravadora Lost Map contam a história por trás do primeiro single, recém lançado, “Cracks In The Concrete”, e o que esperar do álbum que tem lançamento previsto para daqui a 3 ou 4 meses. Uma turnê no final do ano também está prevista, mas ainda sem datas divulgadas.

Eles acabam de se apresentar no festival Peace & Noise #2 em Munich :) (devido aos acontecimentos do dia 22/07 a apresentação não aconteceu).

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Ouça “Cracks In The Concrete”

Fonte: Stereogum  – @PTrewn | 11 de julho 2016

Na sexta passada, o Franz Ferdinand anunciou que o guitarrista Nick McCarthy sairia da banda por um tempo, a primeira mudança na composição nos 16 anos de história do grupo. A decisão surgiu de um desejo de passar mais tempo com sua família, em vez de passar por outro ciclo de gravação / turnê do próximo álbum do Franz Ferdinand. A declaração da banda incluía que esta licença “é uma grande oportunidade para ele explorar alguns de seus outros interesses musicais,” e apenas um fim de semana mais tarde, estamos descobrindo que o novo projeto e a o tempo com a família andam de mãos dadas. Manuela é a colaboração musical de McCarthy com sua esposa, a vocalista e compositora Manuela Gernedel, e “Cracks In The Concrete” é o primeiro single lançado pelo casal.

Gravado no estúdio de McCarthy, Sausage, em Hackney, Londres, e co-produzido por Sebastian Kelig, “Cracks in the Concrete” é um dance-rock furtivo, discreto que se arrasta com linhas de guitarra ecoantes e crescentes. “A baby was born in my house last night/ And I dreamt of money and success/ My friend got robbed outside his flat/ And I dreamt of a baby,” (“Um bebê nasceu em minha casa noite passada / E eu sonhei com dinheiro e sucesso / Meu amigo foi roubado perto de seu apartamento / E eu sonhei com um bebê”), Gernedel canta num tenor ágil. Aqui Gernedel explica a inspiração por trás da canção:

Em termos de letra, “Cracks in the Concrete”, assim como  a maior parte do álbum, fica indo e voltando entre uma narração e um monólogo interno. Cracks in the Concrete foi parcialmente inspirada pela frase em Francês “sous les páves, la plage!”, que surgiu durante a revolta dos estudantes ocorrida lá em maio de 68. Traduzindo por cima, quer dizer “há areia embaixo do asfalto!”. Fala sobre o potencial de rupturas e rompimentos. É tudo mórbido e está se despedaçando e você tem de continuar dizendo a si mesmo que vai dar tudo certo (“everything is healing” / “tudo está sarando”).

Compre “Cracks In The Concrete” aqui. O álbum de estreia, Manuela, será lançado em breve pela Lost Map Records. Ele irá contar com Jim Dixon (Django Django), William Reese (Mystery Jets), Roxanne Clifford (Veronica Falls), e Paul Thomson (Franz Ferdinand) como convidados.

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A gravadora Lost Map também falou sobre o lançamento…

“Lançado como single em formato cartão postal PostMap e download, disponível exclusivamente no lostmap.com, e acompanhado por um palpitante b-side disco-remix produzido pela DJ Nadia Ksaiba, é uma alegre apresentação ao seu viciante, eclético, fora do normal e refrescante pop ‘faça-você mesmo’, e uma ótima amostra do álbum de estreia prestes a ser lançado.

Gravado depois que McCarthy terminou a turnê da colaboração do Franz Ferdinand e Sparks, o FFS, ‘Cracks in the Concrete’ representa a primeira canção que Gernedel e McCarthy fizeram juntos como Manuela, e sua chegada incansávelmente divertida e refrescante, com suas linhas de guitarra arranhadas e serpenteadas, sintetizadores análogos esmagadores e um gancho melódico persistente vão fazer você apertar o ‘play’ sem parar. Apresentando letra e voz por Gernedel e música composta e tocada por McCarthy, foi feito no estúdio de McCarthy, Sausage, em Hackney e co-produzido por Sebastian Kellig. O álbum Manuela, está sendo finalizado no momento e com data de lançamento ainda a ser determinada”

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O vídeo foi gravado em uma fábrica têxtil vizinha ao Sausage Studio (e algumas cenas internas do estúdio) e já está disponível.

     

 

Créditos dos links e para mais informações: Fuck yeah Sausage

Hoje tem FFS no Glastonbury com transmissão ao vivo pela BBC!

28 de junho de 2015 às 6:45 por Simone


O concerto de hoje, 28/06 que acontece no festival Glastonbury, será transmitido ao vivo pela web através da BBC.

O FFS fecha o palco John Peel tocando a partir das 18:05hs Brasília / 22:05hs local

Venha acompanhar conosco a transmissão através do link >> bbc.co.uk/glastonbury

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FONTE: Twitter BBC Glasto

Edição Deluxe do álbum do FFS em pré-venda com frete grátis!!!

27 de junho de 2015 às 9:20 por Simone


E já está disponível em pré-venda o álbum do FFS, com lançamento para o dia 02/07 em versão deluxe digipack.

O melhor de tudo?! Em parceria com a Sony Music Brasil conseguimos frete grátis, mas atenção o frete grátis só será aplicado se a compra for feita através do link abaixo!!!

http://www.saraiva.com.br/ffs-franz-ferdinand-sparks-deluxe-edition-8892969.html?PAC_ID=133640

Aproveitem 😉

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Frete grátis só pra quem é do fã site, aproveitem!

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*** Imagens apenas ilustrativas. Fotos da versãodeluxe digipack inglesa.

Um estranho caso de amor…

6 de junho de 2015 às 11:53 por Simone


A malta dos Franz Ferdinand cresceu a adorar os Sparks. Os Sparks apaixonaram-se pelos Franz Ferdinand desde o primeiro momento. Andaram 11 anos a namorar-se até que fizeram um filho: FFS é o magnífico filho de uma união improvável | por João Bonifácio 05/06/2015

 

 

 

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Regra número um da pop: nunca, em circunstância alguma, fazer uma super-banda.

Olhando para a história, estes epifenómenos ocorrem quando determinados artistas chegaram àquele ponto em que acreditam de tal modo no seu próprio mito (“Eu sou fantástico, eu sou um Deus”) que, em vez de olharem para o mundo e se dedicarem a criar algo novo a partir do que vêem, decidem que já só podem trabalhar com gente da mesma igualha e dar-se ao luxo da indulgência porque, obviamente, qualquer coisa saída da cabeça de meia-dúzia de génios será excepcional e o mundo inteiro quererá ouvir. Depois pomos um disco dos Travelling Wilburys a tocar e perguntamo-nos “Porquê, meu Deus, porquê?”.

Como o Real Madrid prova quase época após época, uma constelação de estrelas não faz uma equipa. Pelo que é de facto depropositado ver estes FFS surgirem – para quem não sabe, FFS é a sigla escolhida pelos Franz Ferdinand (FF) e pelos Sparks para o projecto em comum que acabam de editar. Espera um minuto: Franz Ferdinand e Sparks juntos? Num super-grupo? Mas isto não faz sentido nenhum. Vejamos. Hipótese a) os Sparks são uma banda pop arrojada, experimental e erudita, não têm nada que se meter com fazedores de pop fácil como os Franz Ferdinand; hipótese b) porque é que os Franz Ferdinand, uma óptima banda de rock afunkalhado, vão perder tempo com gente empreoada como os Sparks?

Resposta: “Porque somos fãs uns dos outros”, diz Paul Thompson, o baterista dos FF, pelo Skype, ao vivo, em directo e a cores de sua casa. Este rapaz sorridente e conversador, que estica as entrevistas por mais tempo que o pré-determinado – o que por um lado é chato porque temos de ficar à espera, por outro é porreiro porque se pode efectivamente ter um diálogo – começa por esclarecer que “nenhum dos envolvidos considera os FFS um super-grupo”. “Não fazemos parte dessa categoria”, diz. Um pouco de humildade, para começar.

Paul é o primeiro a admitir que “para o observador desatento pode parecer improvável que as duas bandas se tenham juntado”. No entanto, ele acha que “há mais território em comum entre ambos do que pode parecer à primeira”. Sim, “são bandas com sons distintos. Os Sparks nos anos 1970 tinham coisas muito barrocas, não raro recorreram a orquestras e utilizam muito mais teclas que nós”, diz, antes de pausar para, como admiração, rematar: “Mas soam sempre a Sparks, já reparaste?”.

Com os FF, admitamos, é mais guitarras. Mas “há uma coisa que ambos temos: uma vontade de chegar ao excesso e de surpreender dentro de cada canção. Se reparares, muitas vezes as nossas canções têm várias canções dentro”. Agora, porque raio e como raio e quando raio é que esta gente decidiu que ia fazer um disco junta? Resposta à última pergunta: “Há onze anos”.

Há onze anos os Franz Ferdinand lançaram o seu disco de estreia e Take me out, o segundo single, estava por todo o lado. “Foram tempos estranhíssimos”, recorda Paul, reportando-se a um momento da sua vida em que passou, do dia para a noite, de absoluto desconhecido a estrela pop. Ou semi-estrela, para usar a definição dele. Estavam então os FF nos EUA em digressão, mais propriamente em LA, quando aparecem os Sparks. “Conhecemo-los no hotel em que estávamos, eles vieram conhecer-nos porque – imagina tu – eram nossos fãs”. Semi-aturdidos por este encontro, os elementos dos FF passaram a conversa a observar atentamente o comportamento da dupla que compõe os Sparks: “Eles não comeram nada, só beberam café. Começámos a imaginar que só comiam comida macrobiótica, imaginámos as coisas mais delirantes a respeito deles. Não púnhamos a hipótese de serem pessoas normais”.

Claro que não punham – por uma razão muito simples: os FF são fãs dos Sparks desde pequenos. “Conheço os Sparks desde miúdo, por causa da colecção de discos do meu pai. O Propaganda era dos meus discos favoritos – aquela música era diferente de tudo o resto”. Ao longo dos anos houve um catrapiscar de olhos mútuo: “O Alex [Kapranos, líder dos Franz Ferdinand] respondeu um dia a um inquérito sobre esse disco e disse maravilhas. E mais tarde eles elogiaram-nos, o que nos pareceu impossível – pensávamos que estavam a gozar até ao dia em que acabámos por encontrá-los em LA, o que nos pareceu ainda mais louco”.

924965A malta dos Sparks deve ter o seu quê de obsessiva, porque depois do primeiro disco dos Franz Ferdinand, sempre que estes tocavam em LA “eles apareciam nos bastidores”. Não apareciam só: “Traziam sempre uma canção para nós. Simplesmente ofereciam: ‘Tomem, usem-na se quiserem’. Mas nós estávamos concentrados nos nossos discos”. Apesar do apreço mútuo e das ofertas, Paul confessa que “nunca ninguém nos Franz Ferdinand alguma vez pensou que as bandas viriam mesmo a fazer música juntos”.

Da forma como Paul coloca as coisas soa àqueles tipos que se encontram na rua e um despede-se dizendo “Eu depois ligo-te”. Sabemos logo ali que esse tipo não só não nos vai ligar como não nos grama. Entre os Sparks e os Franz Ferdinand ficou um vago acordo: “Um dia temos de fazer qualquer coisa juntos”, “Um dia temos de gravar uma canção vossa”, “Um dia devolvemos o favor e escrevemos uma para vós”, esse tipo de coisa. Um dia.

E nisto os anos foram passando – onze anos, para sermos exactos. O que em tempo pop faz dos Sparks dinossauros e dos FF uma espécie em extinção. Onze anos desde terem falado em escrever uma canção para a outra banda. “E quando finalmente começámos a fazê-lo percebemos que na prática era uma colaboração”.

Há cerca de um ano os Franz Ferdinand finalmente começaram “a mandar instrumentais que tínhamos escrito aos Sparks”. Dias depois “eles mandavam melodias de vozes, já com letras acabadas”. Isto pode parecer que uma banda escrevia uma canção, a outra cantava e depois o inverso e assim sucessivamente. Não foi bem assim.

“Dou-te o exemplo de The man witout a tan [uma das canções do disco]: essa canção surgiu entre nós [Franz Ferdinand], no estúdio e mandámos e eles devolveram. Ora, o que eles devolveram era muito diferente do original. É como um cadáver esquisito”. E nisto, Paul, gajo impecável, faz um desenho numa folha para explicar o que é um cadáver esquisito. “Na Collaborations don’t work [magnífica canção, claramente a gozar com o próprio disco], cuja base foi escrita por eles – mandaram-nos a canção com um espaço em branco e ordem para fazermos o que quiséssemos. Claro que o que fizemos era a gozar com a situação”.

Finda a troca de emails, que na prática significou “um ano a fazer demos”, as duas bandas passaram “15 dias todos juntos no estúdio”. Tinham “21 canções para serem escolhidas”, com uma dificuldade acrescida: “Entre nós há quatro ou cinco compositores”. Chegar a uma decisão final acerca de quais as 12 canções que entrariam no disco não se adivinhava fácil e podia ter criado problemas de egos. Solução: “Mostrámos as canções aos amigos e confiámos na escolha deles. E ninguém se zangou”.

Os amigos não têm sempre razão, mas desta vez tinham: Johny delusional, o tema de abertura do disco, é pop de sintetizadores com guitarrinhas funky, coisa que fica de imediato no ouvido – e o mesmo se pode dizer de Call Girl, cujo balanço é abençoado. “Tínhamos de o ouvir como um álbum, não como um conjunto de singles”, diz Paul, e se a tarefa foi levada a bom cabo também não se deve diminuir o poder dos singles: todas as canções, mesmo com os seus desvios a meio, os seus twists, conseguem ser imaginativas e acessíveis em simultâneo.

Do início ao fim do disco será assim: uma melodia, ou de guitarra ou de teclas, chega-se à frente, depois a canção vai dar uma volta e já não é dos Sparks nem dos Franz Ferdinand – é dos FFS. Mesmo que, por exemplo, percebamos que Dictator’s son terá sido ideia dos Sparks, sente-se o dedo dos FF na canção. Melhor ainda: se não soubéssemos da existência das duas bandas estes FFS teriam feito um disco coerente cheio de – como se costuma dizer – grandes malhas. Com um quê daquela grandiloquência ensandecida da década de 1970.

Agora os FFS vão levar o disco para a estrada. Ainda não fazem “a mínima ideia de como vai ser ao vivo. Ainda não definimos o que vai ser”. Os FF vão “tocar canções dos Sparks o mais possível” e o inverso também deve acontecer: “Eles também querem tocar nossas. O que vai soar muito diferente dos originais”. E, claro, os cinco vão tocar FFS.

A digressão dura este verão “mas se as pessoas”, isto é, os melómanos, “quiserem mais pode durar mais”. De certa forma os Sparks e os Franz Ferdinand são “como a namorada de verão” só que tiveram um filho e vão “continuar a conversar”. De modo que, segundo Paul, estão “preparados para tudo o que possa acontecer”. Para já pariram um bicho estranho mas bastante belo. Que mais se pode querer de um amor de verão?

FONTE: Público

NME – Entrevista FFS : Franz Ferdinand e Sparks em como um dente quebrado e o pop dos anos 90 deu forma a inesperada colaboração

26 de maio de 2015 às 5:02 por Simone


Os Mael fazendo amigos – os provocantes art rockers Sparks e Franz Ferdinand se conheceram uma década atrás, unindo-se por um amor ao pop desajustado. Uma promessa de colaboração se tornou, desde então, um álbum completo sob o nome FFS, que como Chris Cottingham constata, revitalizou as duas bandas.

 

 

 

FFS NME MAY 2015

Nunca teria acontecido se Alex Kapranos não tivesse quebrado um dente. Em 2013, o vocalista do Franz Ferdinand estava no Uruguai em turnê com sua banda quando deu azar, e ele não quis arriscar experimentar o sistema de saúde do país. A próxima parada era São Francisco, onde o empresário da banda conhecia o dentista de Huey Lewis. Sim, Huey Lewis, da engraçada banda de pop rock dos anos 80 Huey Lewis And The News. Aparentemente, o dentista de Lewis era o melhor. “E lá estava eu andando por São Francisco procurando pelo dentista de Huey Lewis,” explica Alex. “E eu ouço uma voz atrás de mim, dizendo ‘Alex? É você?’, eu me viro e vejo Ron e Russell.”

Eram Ron e Russell Mael, mais conhecidos como Sparks, os irmãos de Los Angeles que estabeleceram as referências para o art rock com o álbum de 1974 ‘Kimono My House’ (estrelando ‘This Town Ain’t Big Enough For Both Of Us’). Eles fizeram um ótimo trabalho também nos 19 álbuns subsequentes lançados durante 44 anos consecutivos de carreira. O Sparks ia tocar naquela noite, e convidaram Kapranos e o Franz Ferdinand. Ao final da noite, eles já tinham concordado que deveriam trabalhar em algo juntos – uma ou duas músicas, quem sabe.

Dois anos mais tarde, eles gravaram um álbum inteiro juntos como FFS. É menos uma colaboração e mais uma banda inteiramente nova com seis membros, composta pelos quatro membros do Franz Ferdinand e os dois irmãos Mael. O resultado é similar as duas bandas, mas com uma identidade distinta e própria. As guitarras agitadas e o groove tirado do dance de ‘Police Encounters’ são bem Franz, mas o refrão “bam bam diddy diddy” e o turbilhão de teclados é puro Sparks. Juntos eles fazem o que nenhuma das partes poderia fazer sozinha. Do mesmo modo, os acordes afiados e os vocais fortemente entrelaçados da faixa final ‘Piss Off’ mostram as diferentes visões que as duas bandas têm do art rock combinadas em quatro minutos de pop desajustado instantaneamente adorável. Enquanto isso, ‘Collaborations Don’t Work’ (típico título brincalhão do Sparks) é uma opereta pop que abre com guitarra dedilhada que vai sumindo para dar espaço para um grande movimento de orquestra/coral pop sobre o qual Russell e Alex trocam humilhações afiadas. “I don’t need your navel gazing / I don’t get your of phrasing / I don’t think you’re really trying / What pray tell are you implying” (Eu não preciso do seu egocentrismo /eu não entendo o seu estilo /eu acho que você não está tentando o suficiente /o que você está sugerindo?!). Não, esta não é uma colaboração qualquer.

Agora mesmo, Russell, Ron e Alex estão sentados bebendo chá no bar do Montecalm Hotel, em Londres. “Peço perdão pelo nível de falta de estilo”, diz Ron, impassível, um homem tão pouco preocupado com a opinião dos outros sobre ele que passou boa parte dos últimos 40 anos com um bigode estilo Hitler, embora hoje em dia ele exiba uma variação menos controversa no estilo lápis. Russell é um brincalhão. “Conte-nos sobre as señoritas no Uruguai”, ele provoca Alex, acrescentando com um sussurro encenado: “Foi assim que ele quebrou aquele dente.”. “Eu queria poder dizer que foi o resultado de algo tão rock’n’roll quanto uma señorita,” corrige Alex

As duas bandas se conhecem há mais de uma década. Quando os Maels ouviram o segundo single do Franz Ferdinand, ‘Take Me Out’ (2004), eles se comunicaram. O resultado foi um encontro art rock  às escuras em uma cafeteria em West Hollywood. “Nós estávamos super empolgados,” lembra Alex. “O Sparks teve um grande impacto em nós. No nosso primeiro ensaio de todos, nós experimentamos alguns covers e um deles foi ‘Achoo’ (do álbum do Sparks de 1974, ‘Propaganda’). Ficou horrível. As pessoas dizem que você nunca deve conhecer seus heróis, mas é bobagem.”

Eles falaram sobre gravarem um álbum juntos naquela primeira reunião e o Sparks escreveu ‘Piss Off’, mas o Franz Ferdinand estava prestes a lançar seu álbum de estreia, as coisas ficaram uma loucura e o projeto não deu em nada.

O encontro casual em São Francisco nove anos depois aconteceu exatamente quando o Franz Ferdinand estava prestes a lançar seu quarto álbum ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, mas Alex estava determinado a não deixar a oportunidade escapar desta vez. “Eu me lembro de sentar com os outros e dizer, ‘Não importa o quão ocupados estivermos, nós temos de fazer acontecer’”, ele conta.

O Sparks iniciou o processo de maneira provocativa, enviando para o Franz Ferdinand a música ‘Collaborations Don’t Work’, “Foi meio que uma piada para ver se estávamos na mesma página”, diz Alex, olhando para Ron e Russell como que para ter certeza. “Quando Nick e eu ouvimos a música pela primeira vez, nós a achamos muito engraçada,” ele continua. Eles responderam à provocação com outra, em forma do trecho “We ain’t no collaborators, I am a partisan” (Eu não sou um colaborador, eu sou um partidário), equiparando a colaboração musical com a colaboração Nazista na Segunda Guerra. “Enquanto enviávamos, dissemos ‘Ou eles vão achar muito engraçado, ou eles nunca mais vão falar com a gente.” “Eu acho que esta música ressalta o fato de que ambas as bandas estavam cientes de que colaborações podem ser péssimas. Nós começamos isto não querendo fazer algo suave ou meia-boca”

A partir deste momento,FFSNME eles trabalharam em segredo por 18 meses, enviando faixas uns para os outros. “Nós mantivemos tudo por debaixo dos panos para que não houvesse expectativa,” diz Russell. Alex adiciona: “Colaborações geralmente são porcarias esquecíveis. Elas sempre só parecem muita promoção. Ao invés de construir esta na divulgação, nós queríamos ter conteúdo antes de contar ao mundo. Nós não queríamos trabalhar em cima das expectativas dos outros.” Eles também queriam evitar o termo “super grupo”, já que são duas bandas se juntando, não membros escolhidos cuidadosamente. “Nós não sentimos nenhuma afinidade com este termo”, bufa Alex.

Não era a intenção original, mas no final eles acabaram escrevendo material o suficiente para um álbum inteiro. Foi gravado no estúdio RAK, em Londres, em três semanas. A coisa toda foi, como eles dizem, incrivelmente fácil, como se eles já estivessem tocando juntos há anos. O único problema foi o forte sotaque de Glasgow de Paul Thomson, baterista do Franz, que Alex teve de traduzir para os Maels. E foi Thomson que sugeriu o nome. “Nós sabíamos que era engraçado, pois todos riram,” diz Russell. “Assim que Alex nos traduziu o que Paul havia dito, nós concordamos que servia perfeitamente.”

Houve muitas conversas durante o processo de gravação, sobre a situação da música pop, que todos concordam que é terrível. Ron, que não é nenhum tagarela, fica animado com o assunto. “É muito decepcionante,” ele suspira. “Eu acho que parte disto é porque estamos nessa há muito tempo, mas parece que o pop agora é medíocre. Há tantas possibilidades dentro do pop, forçando as coisas, mas ainda com relação às pessoas. Me deixa muito bravo o fato de as pessoas estarem fazendo isso pelas razões erradas. É insultante com relação ao que a música pop pode ser.”

Alex concorda: “Nós compartilhamos o amor ao pop, mas nós nunca tentamos fazê-lo da mesma maneira previsível que as pessoas ao nosso redor o fazem. Você corre o risco de passar batido, mas quando há conexão, meu deus, é fantástico. Isto resume o espírito deste álbum.”

FFS é uma reunião de almas aparentadas, com certeza, mas você também tem a sensação de que as duas bandas sabem que, neste momento, elas são mais interessantes juntos do que separadas. Se passaram cinco anos desde que o Sparks lançou o último álbum, enquanto o último lançamento do Franz, embora suficientemente bom, não conseguiu deixar uma grande impressão. É por isso que o Sparks e o Franz Ferdinand como entidades separadas estão na geladeira por enquanto. O FFS tem um verão cheio de shows pela frente, incluindo Glastonbury. Depois disto? “Não fazemos ideia,” diz Alex. “Quando nós começamos, não tínhamos a menor ideia do que ia acontecer. Esta é uma boa sensação para se ter sobre uma banda. Não saber qual será o futuro e não o ter mapeado para você. Vamos ver o que vai acontecer.”

Todos eles acenam em concordância. “Deixe o público falar!”, diz Russell. E Ron dispara: “E então nós os ignoramos”.

FLYING SPARKS – Um guia de Alex Kapranos sobre os melhores álbuns dos irmãos Mael

  • Lil’ Beethoven 2002 – “Eu adoro a faixa ‘The Rhythm Thief’. Ela mostra a progressão da banda se afastando daquilo ao que as pessoas os associava, que era música de pista de dança. Eles abandonam isto aqui e se concentram mais nas melodias.”
  • Gratuitous Sax & Senseless Violins 1994 – “Este tem a música que eu mais gosto do Sparks, que é “When Do I Get To Sing ‘My Way’”. É uma música bem dramática. Faz você querer dançar, tem uma melodia bem direta, mas também tem profundidade e complexidade.”
  • Angst In My Pants 1982 – “Eu amo ‘Sherlock Holmes’. É uma música enganosamente simples. Você não sabe de que nível ela vem, ou se é alguém cantando sobre Sherlock Holmes ou se é sobre o relacionamento entre duas pessoas.”
  • No.1 In Heaven 1979 – “O Sparks foi o precursor da dance music eletrônica. Eles trabalharam com Giorgio Moroder no final dos anos 70 e fizeram o tipo de música que era estranha para seus fãs. Eu fiquei surpreso quando eles me contaram que foi criticado severamente na época.”
  • Kimono My House 1974 – “O óbvio. Há poucas bandas afortunadas que têm uma música como ‘This Town Ain’t Big Enough For Both Of Us’, o tipo de música que muda o cenário. Eu sei que muita gente viu esta música no Top of the Pops e seus queixos caíram no chão.”

 

TRADUÇÃO: Cristina Renó, obrigada ;)

FONTE: NME Maio 2015 – Fotos de Ed Miles | Edição das imagens: Franz Ferdinand México e FFFBR

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Johnny Delusional, o primeiro single do F.F.S.!

12 de abril de 2015 às 17:28 por Simone


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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, a rádio BBC 6 irá transmitir o primeiro single da colaboração entre Franz Ferdinand e Sparks, chamada de F.F.S!

Fiquem ligados que a partir das 13hs (Reino Unido) / 09hs (Brasília), poderemos ouvir pela primeira vez o single Johnny Delusional.
Link para ouvir: http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pwdfv

A Amazon já disponibilizou um pequeno trecho pra matar nossa ansiedade OUÇA AQUI !

Todas as informações sobre o lançamento do álbum, que acontece em 08 de junho, você encontra AQUI

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Assista ao clipe de STAND ON THE HORIZON!

3 de agosto de 2014 às 19:02 por Simone


Dirigido pelo indiano Karan Kandhari, Stand On The Horizon é o 6º single de Right Thought Right Words Right Action.

Confira Stand On The Horizon!

A canção é inspirada no tempo de infância passado por Alex em Sunderland, e cita tanto a Marsden Rock quanto a estação de Metro South Shields.

“Ah, é uma daquelas músicas otimistas pessimistas – como o Mar do Norte canta “Venha a mim! Lance-se a mim!” tudo que você pode imaginar é ir além do horizonte em direção a um futuro dourado, enquanto Marsden Rock desmorona sob as ondas.” – Alex Kapranos

O single, lançado em 28/07/2014 apenas em versão digital, já pode ser adquitido na iTunes UK e na iTunes Brasil. Ele conta com as seguintes faixas:

1 – Stand On The Horizon
2 – Stand On The Horizon (Tom Furse Extrapolation mix)(The Horrors)
3 – Stand On The Horizon (cover feito por Frankie & The Heartstrings)
4 – Stand On The Horizon (Todd Terje Extended mix)

FONTE: Domino Records | Vevo Brasil

Franz e Concert Live disponibilizam dois shows completos da turnê de RTRWRA para os fãs!

9 de março de 2014 às 12:53 por Simone


O Franz em parceria com a Concert Live está mais uma vez proporcionando a chance dos fãs terem recordações de alguns dos shows da turnê.
Tanto o show no Forest National em Bruxelas, Bélgica – 07/03/2014 quanto do London Roundhouse em Londres, Inglaterra – 14/03/2014 serão gravados e disponibilizados em um cd… triplo!!!

O melhor de tudo é que os fãs ao saírem do show já podem levar para casa o cd com o áudio completo. Os cds também ficarão disponíveis para a venda nos shows durante o restante da turnê na Europa e Reino Unido.

Na turnê do Tonight a banda disponibilizou 5 de seus shows completos em parceria com a Live Here Now, porém não era possível levar o cd pra casa logo depois do show, a compra era feita apenas pelo site em formato físico ou download.

Se você assim como nós não estará presente em nenhum desses shows, eles podem ser comprados pelo site da Concert Live por £15.00 cada + frete (de £6.99 para os dois cds juntos).

O que podemos adiantar é que a setlist do show da Bélgica foi sensacional e mereceu uma gravação dessas, contando com sete músicas do Right Thoughts, Right Words, Right Action mais Lucid Dreams e Evil and a Heathen num total de 22 músicas. Vale a pena ter em casa!

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Algumas imagens da Concert Live e de uma fã da Bélgica que compartilhou as fotos do seu cd com a gente! Obrigada Caroline Copin (@CaroBliss) :)

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FONTE: Concert Live | Franz Ferdinand Facebook

Assista ao clipe de BULLET!

18 de novembro de 2013 às 21:33 por Simone


O Franz acaba de lançar o videoclipe do 4º single de seu último álbum – Right Toughts, Right Words, Right Action.

Segundo o site da Domino Records, o single será lançado em 20 de janeiro de 2014 e foi produzido por Prince House Rabbit (Alex), gravado na Escócia e mixado em Vancouver, no Canadá por Mike Fraser.

Dirigido por Andy Knowles, o eterno 5º membro da banda, este clipe foi todo filmado em P&B e conta com um efeito chamado Bullet-time (tempo de bala). Esse efeito especial de câmera lenta foi criado para mostrar o movimento de personagens ou objetos em período de tempo extremamente curto o que nos leva parar no tempo para obter uma visão detalhada. Esse mesmo efeito foi usado na trilogia dos filmes Matrix.

Andy falou um pouco sobre o clipe para a Domino Records:

“Eu venho trabalhando com a a banda de uma forma ou de outra desde seu primeiro show, em 2002, que foi no quarto da minha ex-namorada. Eu queria capturar uma performance crua e honesta e eu acho que ter um bom relacionamento com o caras ajudou a conseguir isso. O efeito ‘bulletime” foi colocado para verdadeiramente ressaltar pequenos momentos que cada fã reconhecerá como uma assinatura das performances ao vivo do Franz. A canção é tão rápida, exigiu um estilo igualmente vertiginoso de edição para realmente capturar a energia.”

Vocês conseguem reconhecer na foto abaixo alguma dessas marcas que o Franz mostra durante suas performances ao vivo?

Bullet

Confira Bullet!

FONTE: Domino Records | Wikipedia

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