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O Franz Ferdinand quase não fez um quarto álbum, admite Alex Kapranos

8 de dezembro de 2013 às 12:42 por Simone


Alex fala para o The Herald Scotland | Tradução e agradecimentos: Daniel Póvoa

alexglasgowA questão sobre o novo álbum, eu conto ao vocalista do Franz Ferdinand enquanto nos sentamos em um café em Glasgow numa quarta-feira à tarde, é que ele soa tão – como posso dizer?

- tão Franz Ferdinandesco. Alex Kapranos sorri debaixo de sua franja. “Isso faz todo o sentido. Fico realmente feliz por você dizer isso, já que era um objetivo.”

 Alguns minutos antes, eu assistia Kapranos entrar a passos largos no café, quadris tão magros quanto de uma garota, até hoje, com mais de 10 anos de existência do Franz Ferdinand, a exata aparência que você espera de seus pop stars. E nem tão diferente da única outra vez que o encontrei, quase uma década atrás no backstage do Reading Festival no ápice do primeiro surto de fama da banda. Desde então o Franz Ferdinand rodou o mundo, lançou um segundo e então um terceiro álbum, conheceu seus heróis, fez coisas demais (turnês, trabalho, etc), seguiu o seu próprio caminho e agora se reuniu novamente para fazer o quarto álbum – Right Thoughts, Right Words, Right Action – que acaba sendo uma afirmação de intenção bem como de noções básicas. É um álbum vivo e urgente, como já estabelecemos, é muito Franz Ferdinand.

Kapranos sobe as escadas, cumprimenta pessoas, se senta e conversa: sobre o passado, o presente, sobre o escritor irlandês William Trevor (uma das influências nas letras do novo álbum – a música Brief Encounters surgiu porque Kapranos andou lendo seus contos e pensou: “É, eu quero escrever algo sobre os grandes eventos de gente comum”) e, sim, sobre o Franz Ferdinandismo da banda.

“Uma coisa que eu ocasionalmente notei em bandas,” Kapranos diz enquanto toma sua sopa, “quando elas vão além de seu segundo álbum, é quase como se uma paranoia ou uma neurose passasse por suas cabeças: ‘Caramba, a gente já faz isso há um tempo. Talvez precisamos fazer algo novo. Talvez precisamos nos reinventar.’ E meio que está certo. Você precisa fazer algo novo. Você precisa se manter criativo. Você precisa tentar coisas novas. E esse pode ser o caminho para produzir um disco, para escrever canções. Mas você não pode reinventar a sua personalidade.

“É algo que eu notei quando fazemos covers. Sempre que tocamos um cover, seja de um música dos Beatles, do Beck ou da Britney Spears, ainda parece com Franz Ferdinand. São só quatro pessoas. São as personalidades.”

E ainda assim, são quatro anos desde o último álbum. As coisas mudaram. A banda agora vive em Glasgow, Dumfries (no caso de Kapranos) e Londres. Filhos nasceram. “Então quando Nick e eu estamos compondo, seu filhinho está correndo por todos os cantos,” Kapranos admite. “Mas ainda compomos do mesmo jeito. Talvez ele queira sair em turnê de uma forma diferente da que costumava. Provavelmente não… na verdade, eu retiro o que disse. Eu ia dizer que ele não festeja mais como fazia, mas possivelmente ele não festeja como antes com tanta frequência. Mas você deveria perguntar isso ao Nick.”

Em pouco tempo o Franz Ferdinand cresceu. Um pouco que seja.

Questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito das letras do novo álbum.

1. “Please belive everybody steals” (Por favor acredite, todo mundo rouba) (de Fresh Strawberries)  N.T.: na verdade é “Thieves believe everybody steals” (Ladrões acreditam que todos roubam)

Qual foi a última coisa que você roubou?

“Ah, sabe. Eu tive uma sessão de fotos no Japão há três semanas e tinha esse par de meias sensacional da Paul Smith e acabei ficando para mim. Não estou certo se foi propriamente um roubo porque não estou certo de que eles queriam as meias de volta após elas estarem nos meus pés. Mas, sim, eu ainda as tenho.”

2. “So come home, practically all is nearly forgiven” (de Right Action) (Volte para casa, praticamente tudo está quase perdoado)

Quem você quase perdoou?

“Alguns amigos. Isso é tudo que eu digo. Eu estava conversando outro dia com um amigo sobre a natureza do perdão e como o principal ponto do perdão é o quão libertador ele é e o quão leve você se sente depois que para de carregar todo aquele ressentimento. É um peso terrível e consome as pessoas.”

Vamos falar sobre conversar. A outra questão sobre o novo álbum, Alex Kapranos me conta, eventualmente, é o quão sortudos somos por ele existir. A verdade é que o novo disco só aconteceu porque Kapranos se encontrou com o baixista Bob Hardy dois anos atrás. “Sentimos como se não nos falássemos há muitos anos. Não conversávamos de fato desde que estávamos em turnê e até mesmo quando estávamos em turnê. Nós não chegamos a brigar, mas já não conversávamos uns com os outros tanto quanto o fazíamos há dez anos.”

Foi a diretora Diane Martel, que já trabalhou com a banda, que arranjou o encontro. “A gente conversava independentemente com Diane e eu dizia ‘Ah, eu não sei o que fazer em relação à banda. Nem sei se faz sentido gravar um novo álbum. Eu nunca falo mesmo com Bob.’ E ela disse ‘Você é tão ridículo. Você só precisa conversar com ele.’

“Realmente foi o incentivo da Diane que nos reuniu e simplesmente conversamos uns com os outros. Nós fomos a Orkney já que nenhum de nós nunca esteve lá, então era um território neutro. A gente andou dias por Orkney, conversando e conversando e conversando sobre tudo o que aconteceu nesses dez anos, as coisas boas e más, e como nós nos sentíamos agora como pessoas e como gostaríamos que a banda fosse. Toda essa conversa foi muito boa.”

Voltando um pouco, eu digo. Você está querendo me dizer que existia a possibilidade desse álbum nunca ter sido feito? Tem uma pausa, uma longa pausa, antes dele começar a falar de novo.

“Eu fui lá com a intenção de dizer que a gente não gravaria outro álbum. Eu queria falar primeiro com o Bob, porque foram as nossas conversas lá no começo que deram o início a tudo. Foi só depois de todo o diálogo que percebemos o quão triviais eram os motivos para não fazermos um novo álbum. Uma vez que você conversa e ouve o som do que pode fazer um disco muito bom, então isso te deixa empolgado e te faz querer gravar esse álbum.”

Mais questões levantadas pelo entrevistador a Alex Kapranos a respeito (acha ele) das letras do novo álbum.

3. “I’m in love with my nemesis” (de Treason! Animals.) (Estou apaixonado pelo meu nêmesis)

Você já se apaixonou pelo seu nêmesis?

“Umm… próxima pergunta.”

4. “You randy bastard” (de Evil Eye) (N.T.: a letra está errada, como será explicado). Quem é um canalha excitado?

Kapranos (confuso): “Um canalha excitado?”

É o que diz o verso, não?

“Ah não, não é. Eu amo isso. É ‘Vermelho, seu maldito’.” (Red, ya bastard)

Talvez eu esteja me projetando.

“Talvez você mesmo tenha respondido a pergunta. Possivelmente o canalha excitado não esteja tão longe.”

5. “Don’t play pop music” (from Goodbye Lovers and Friends)

Que música você quer que toque em seu funeral?

“Não tenho certeza. Algo bem delicado. Eu preferiria música clássica à música pop. É algo pessoal. Talvez Chopin ou algo assim. Alguma coisa que não vá atrapalhar. Eu estive em funerais onde me sentia como se uma última playlist me estivesse sendo imposta pelo péssimo gosto musical da pessoa que eu realmente ainda gosto enquanto ela vai desaparecendo num buraco na terra. Eu não vejo um funeral como uma oportunidade de impor meu gosto a ninguém.

“Dito isso, eu imagino algo como One Is The Loneliest Number…” (N.T.: canção de Harry Nilsson)

Optar por Take Me Out seria meio macabro, eu suponho.

“Sim, sim, sim. Definitivamente não quero escutar minha própria música.”

Já fazem 10 anos desde que o Franz Ferdinand forçou seu caminho na cena pop com o seu incrível single Take Me Out. Kapranos recorda daquele momento, “é a sensação de ser esmagado.”

“Foi meio que como se a gente tivesse invadido uma festa e estivesse bebendo tudo o que conseguisse. A gente aproveitou, claro que aproveitou. Mas foi intenso.”

Uma década depois, ele acha que a banda está mais próxima de como se sentiam em 2003, antes de tudo ganhar grandes proporções. “Eu me sinto mais próximo daquela época porque nós nos isolamos de tudo o que nos cercava. Muito embora essa festa insana que nós entramos fosse muito divertida, eu não quero passar o resto da minha vida nela o tempo todo. Eu gosto da companhia dos meus amigos na banda e eu não tenho esse desejo de fazer o tipo celebridade toda hora. O que mais importa pra mim é fazer música com esses caras.”

Então o que aprendemos?

Que Alex Kapranos, acima de tudo, ainda é muito Franz Ferdinandesco.

FONTE: The Herald Scotland

Alex Kapranos, Damon Albarn e Flea gravam juntos para campanha de ajuda à Síria

5 de julho de 2013 às 14:15 por altair


Alex Kapranos se uniu a Damon Albarn, do Blur, e Flea do Red Hot Chili Peppers, para lançar uma música inédita e exclusiva na semana que vem.

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O projeto conta ainda com Nick Zinner, do Yeah Yeah Yeahs, na guitarra. De acordo com a “NME”, os músicos gravaram a faixa especialmente para a campanha de ajuda à Síria, da ONG britânica Oxfam sob o nome de Fresh Touch, que é um projeto cultural criado por Richard Russell (dono da XL records) e pelo produtor Rodaidh McDonald.

A música vai se chamar “Lastest Style” e será lançada no próximo fim de semana no Londres Spitalfields Market, um dos mercados mais famosos da cidade inglesa. No evento, apenas 50 cópias do single estarão à venda por £10  (cerca de R$ 34). O lucro irá todo para a campanha da Oxfam.

Acostumado a ter muitas bandas, Damon Albarn está de volta aos palcos com a principal delas – ou pelo menos a primeira. O Blur tem feito shows históricos em festivais como Primavera Sound, em Barcelona, e no Coachella, na Califórnia e será a principal atração do Festival Planeta Terra, que acontece em São Paulo no dia 9 de novembro.

Alex Kapranos e sua banda, Franz Ferdinand, irão lançar o quarto álbum no dia 26 de agosto entitulado “Right Thoughts, Right Words, Right Action” e você já pode conferir duas músicas: Right Action e Love Illumination.

Flea se prepara pra uma turnê na Europa com o Atoms For Peace e o Red Hot Chili Peppers se prepara para mais alguns shows e o Brasil está na agenda.

Publicado por | Categoria(s): Kapranos | Tags: , ,

Franz Ferdinand confirma colaborações de Todd Terje e Peter, Bjorn and John para o novo álbum

1 de junho de 2013 às 16:36 por Simone


‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ tem lançamento previsto para agosto.

Todd FranzNMETerje e Bjorn Yttling do Peter, Bjorn and John estão entre os artistas que o Franz Ferdinand trabalhou em seu novo álbum ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, está confirmado.

O álbum, que será o quarto da banda e está previsto para ser lançado em 26 de agosto, também contará com a participação nos vocais  de Roxanne Clifford do Veronica Falls. Falando à NME na edição desta semana, que já está nas bancas, Alex Kapranos fala sobre o trabalho com Yttling relatando: Quando estávamos começando a escrever o LP, eu me encontrei com Bjorn em Newcastle. Nós estávamos falando sobre a gravação, e ele perguntou com o que queríamos soar. Eu disse, ‘Eu quero soar como Franz Ferdinand’, então ele disse: ‘Oh, uma mistura entre o Dr. Feelgood e Daft Punk?’ E eu pensei, ‘Eu gosto desse cara – ele entendeu. Deveríamos gravar com ele.'”

O Franz Ferdinand estreou recentemente sete novas canções em um show bem pequeno no Nice ‘N’ Sleazy em Glasgow, abrindo com três novas canções: ‘Trees & Animals’, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ e ‘Fresh Strawberries’.

A lista de músicas do álbum ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ é a seguinte:

‘Right Action’
‘Evil Eye’
‘Love Illumination’
‘Stand On The Horizon’
‘Fresh Strawberries’
‘Bullet’
‘Treason! Animals’
‘The Universe Expanded’
‘Brief Encounters’
‘Goodbye Lovers & Friends’

FONTE: NME

Alex fala sobre o novo álbum em entrevista para a revista MOJO [Traduzida].

26 de maio de 2013 às 8:23 por Simone


Como já havíamos postado antes, a NME adiantou um pouco da entrevista que o Alex deu para a revista MOJO (jun/2013), onde ele fala sobre o novo álbum. A entrevista completa e traduzida você pode ler logo abaixo.

Agradecimentos Cristina Renó pela tradução e Shauna Byrne/BananaGangFF por disponibilizarem a revista!

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Ficha Técnica
Título: a ser anunciado…
Lançamento: final de 2013
Produção: Franz Ferdinand e outros.
Músicas: The Blackpool Illuminati, Evil Eye, Right Thoughts Right Words Right Action, Fresh Strawberries, Treason Animals.
O que rola: “Nós estamos o mais feliz que já estivemos como banda, pois nós nos distanciamos da música como um produto. Eu sei que pode soar ingênuo e um pouco idealístico, mas é a verdade.” Alex Kapranos

Retornando de um longo período sabático, o quarteto de art rock de Glasgow trama o difícil quarto álbum, secretamente.

Uma sala de bate-papo segura. MOJO está em Londres; o vocalista do Franz Ferdinand, Alex Kapranos está no Uruguai. Tudo parece um filminho de espião, mas não estamos aqui para fazer uma troca secreta de maletas. Ao invés disto, Kapranos está explicando porque o Franz tem sido tão reticente quanto ao iminente quarto álbum. “Nosso último [álbum] foi manchado por tanta besteira e especulação antes de ser lançado”, ele digita. “Então, quando não soou como ‘Girls Aloud’ tocado por ‘Baaba Mall’…”

Quatro anos depois do Tonight: Franz Ferdinand, alguns se perguntavam se a banda realmente retornaria. Fora a participação especial de Kapranos e do guitarrista Nick McCarthy em ‘Losing Sleep’, de Edwyn Collin, a banda estava totalmente fora do radar. De acordo com Kapranos, eles estavam ‘obcecados’ em fazer um álbum produzido praticamente todo por eles mesmos em seu estúdio na Escócia. “Nós nos separamos? Não, não oficialmente, mas nós só nos reagrupamos oficialmente depois de um encontro de duas peças-chave no território neutro de Orkney. Nós não somos como essas bandas constantes, que se arrastam. Existem muito poucos fatores voláteis.”

Kapranos diz que a apresentação surpresa, ‘muito quente’ de 2010 no ATP festival de curadoria do Belle And Sebastian, influenciou a abordagem deles neste álbum. Ele não dirá quem, se alguém quiser adivinhar, e é igualmente silencioso a respeito do título de ‘sonoridade positiva’ e qualquer ajuda na produção. Ele é especialmente reservado a respeito da real sonoridade do álbum, afirmando “A direção? A direção é adiante!”. Pergunte sobre as letras das músicas mais abrangentes e o agente Kapranos se abre um pouco.

“A ideia da busca cínica pelo otimismo e da busca cética por um manual apareceram aqui e ali”, diz ele. “Eu sempre gostei da personagem principal em Lanark de Alasdair Gray, criando duras escamas para proteger o macio interior de si mesmo do mundo. Socialmente estranho, asmático, com uma imaginação que me consumia… O meu eu de 19 anos foi eletrificado. Talvez [o álbum] seja sobre como se desfazer destas escamas.”

Apresentações ao vivo da animada e novata (a lá Talking Heads) Right Thoughts Right Words Right Action já apareceram no YouTube. Kapranos diz que a música foi inspirada por um cartão postal em que se lia “Venha para casa praticamente tudo está quase perdoado” (Come home practically all is nearly forgiven) que ele encontrou em um mercado de pulgas. Outras músicas incluem The Blackpool Illuminati (“Sobre esta eu DEFINITIVAMENTE não posso e nunca comentarei”) e Evil Eye, sobre “o quão aterrorizante é ter poderes extra-sensoriais’.

Kapranos tem alguma preocupação com a mudança no mundo da música enquanto o Franz estava afastado? “O mundo está sempre mudando”, ele responde. “Isto não me preocupa”.

James McNair.

FONTE: MOJO

Feliz Aniversário Alex!!!

21 de março de 2013 às 2:45 por Simone


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Publicado por | Categoria(s): Kapranos | Tags: ,

Em entrevista, vocalista do Franz Ferdinand fala sobre novo disco e detalha sua relação com o Brasil

9 de março de 2013 às 10:14 por Simone


Banda escocesa volta ao país pela sexta vez, para shows em Recife e em São Paulo

cult_franzferdinandRIO – Sim, o Franz Ferdinand está de volta. Em sua sexta passagem pelo Brasil, a banda escocesa aporta pela primeira vez em Recife, no dia 29, e se apresenta na edição brasileira do Lollapalooza, no dia 30 de março, em São Paulo. Além de hits como “This fire”, “Take me out” e “Do you want to”, Alex Kapranos e companhia prometem apresentar novas músicas que farão parte do sucessor do disco “Tonight: Franz Ferdinand”, lançado no já distante ano de 2009. Com várias indicações ao Grammy no currículo e muitos discos de platina na parede, o vocalista falou ao GLOBO sobre o próximo disco, sobre as sete faixas inéditas apresentadas na semana passada em um show intimista em sua Glasgow natal e sobre sua paixão pelos fãs brasileiros.

Como foram as gravações do novo disco? O que os fãs podem esperar?

As gravações foram muito bem. Os fãs podem esperar um LP que soa como se nós tivéssemos realmente gostado de fazê-lo. O que aconteceu, de fato. Acho que nunca nos divertimos tanto fazendo um disco quanto esse.

Como têm sido as reações ao material novo que vocês vêm tocando ao vivo?

As reações têm sido ótimas. Muitas dessas músicas são bem diretas, mais até que as do último disco. Definitivamente vamos tocar as novas canções do Brasil, mal posso esperar por isso.

Vocês estão lançando o quarto álbum de estúdio e já não são mais a novidade que arrebatou crítica e público em meados da década passada. O que vocês fazem para não perder o frescor de uma banda jovem, faminta?

Er… não comer muito? Não é isso que te deixa faminto? Acho que nossa vida é emocionante por nos mantermos longe da parte “industrial” da coisa. Damos poucas entrevista e temos o mínimo de contato possível com a gravadora. Isso é o que cansa, não a parte de escrever ou tocar nossas músicas.

E como é encarar a estrada mais uma vez com os mesmos colegas de sempre?

Uma coisa importante é se certificar de que todos na banda se dão bem uns com os outros. Bandas antigas ficam chatas quando você ouve um monte de caras cheios de ressentimentos mesquinhos e amargura. Essa é a pior coisa que pode acontecer com você. Felizmente, nós temos uma conversa muito aberta uns com os outros, então conseguimos escapar dessas armadilhas.

Desde o primeiro show do Franz Ferdinand no Brasil, em 2006, esta é a sexta passagem de vocês pelo país. Qual é a sua relação com a cultura brasileira?

Ah, aquele show foi muito divertido. Tenho ótimas memórias dele. Foi muito intenso… bem, ao longo dos anos acabei fazendo amigos no Brasil com quem ainda mantenho contato e encontro quando volto. Acho que tem havido bastante mudanças desde a primeira vez em que estivemos aí. Em muitos aspectos, o país parece estar prosperando. Mas, para deixar claro, isso vem da perspectiva de um turista que sempre teve bons momentos em suas visitas…

Depois de tantas vindas, algo na cultura brasileira chamou sua atenção?

Eu fui apresentado a alguns artistas brasileiros maravilhosos bem cedo, como Jorge Ben, Caetano Veloso… esses caras tiveram um grande impacto sobre mim. Passei meu aniversário no Rio, em 2010, e fomos para um ótimo clube que tocava apenas música brasileira. Foi surpreendente. Eu conhecia algumas das músicas que ouvi, mas tenho muito ainda para conhecer. Gosto bastante do Cansei de Ser Sexy e do Bonde do Rolê. Alguma dica sobre o que eu devo ouvir?

Já conhece a Nação Zumbi?

Estou ouvindo um trechinho. Soa bem metal, pesado, mas com muita percussão. Adoro uma boa percussão como essa.

No seu último show em São Paulo, em maio de 2012, seus fãs tiveram problemas com a polícia local. Como você avalia esse incidente?

Esse é o pior pesadelo para qualquer um em uma banda: pensar que as pessoas podem se machucar na plateia dos shows. Mas, nesse caso, só descobrimos o que aconteceu depois de tocarmos. Durante o show, a única coisa que eu podia sentir eram as ondas de energia positiva. Até hoje não sei os detalhes do que aconteceu, então prefiro não julgar ninguém. Nossos fãs brasileiros sempre foram muito leais, acabamos construindo um relacionamento ao longo dos anos e é claro que você se preocupa.

E esse relacionamento é mantido à distância por meio do Twitter, certo? Você usa muito a ferramenta para se comunicar com os fãs. Gosta dessa proximidade?

Sim. Eu tenho aquele “negócio” do Twitter no meu celular. Se eu estou em um trem ou esperando em uma fila, entro no Twitter e falo com as pessoas. É bem divertido, às vezes chegam umas perguntas bizarras. Mas é incrível como você fica instantaneamente ligado àquelas milhares de pessoas, não é? Gosto de ter o retorno direto da pessoas. Foi como eu disse sobre o afastamento da parte industrial da coisa. Hoje eu prefiro usar o Twitter para contar as novidades para os nossos fãs do que escrever um comunicado para a imprensa.

Seus shows no Brasil ficaram marcados pelas performances enérgicas. Você se sente pressionado por essa fama?

Eu não costumo pensar sobre shows passados quando estou no palco. Sou tomado por aquele momento e mais nenhum outro. Claro que eu ainda fico nervoso antes de subir ao palco, a mesma sensação de estar à beira do trampolim mais alto de uma piscina e que aquele é um passo sem volta. É incrível! Bem, preciso ir em alguns minutos, prometi fazer o jantar para os meus pais. Não consigo vê-los com frequência, então preciso dar atenção a eles… Alguma pergunta antes que eu desapareça na cozinha?

FONTE: O Globo

Alex participará do novo álbum de Boom Bip

24 de julho de 2011 às 10:20 por Simone


Boom Bip lançará em 27 de setembro, pela Lex Records, seu novo álbum entitulado Zig Zaj. O álbum contará com contribuições de artistas como Luke Steele do Empire of the Sun, Cate Le Bon do Neon Neon, Money Mark, Josh Klinghoffer do Red Hot Chili Peppers, membros do Warpaint, Bon Iver e Alex Kapranos do Franz Ferdinand.

Boom Bip é um produtor e músico americano cuja música é em maior parte instrumental, mas que ao longo da carreira colaborou com diversos vocalistas. Alex fará participação na música Goodbye Lovers And Friends.

EDIT 20/09  – Download Boom Bip ft. Alex Kapranos – Goodbye Lovers And Friends (aired on KCRW FM Latest Show 17-09-2011). Link original com o streaming do show KCRW / 89.9FM

Segue a lista completa de Zig Zaj:

1. All Hands
2. Goodbye Lovers And Friends ft. Alex Kapranos
3. Pele
4. Do As I Do ft. Cate Le Bon
5. Reveal
6. Manabozh ft. Money Mark
7. New Order ft. Luke Steele & Josh Klinghoffer
8. Automation
9. Tumtum
10. Mascot and the Moth

Happy B-Day Alex Kapranos!

20 de março de 2011 às 5:44 por Simone


Charismatic, enthusiastic, enthusiast, good with words and sounds, appreciator of good art and good wine, talented and specialist in making girls dance (and boys too).

Yes, we are talking about Alex Kapranos.

All your fans hope that you have a wonderful day with all your friends and family, have an incredible year, keep inspired and inspiring us with your music. We’ll be with you through good vibrations and positive thoughts wishing you all the best. Hope you come celebrate another birthday in Brazil soon with a lot of joy and caipirinha.

We’re waiting you and Franz here again causing more memorable moments with your unique presentations.

Continue to be that person that we love appreciate.

These are the heartfelt wishes of all your brazilian fans and team of Franz Ferdinand Brasil.
Love you Alex!
Text: Cecy Ferraz

This is a gift from your fans all around Brazil!
We hope you have great memories and a great b-day …



—————————————————————-

Carismático, entusiástico, entusiasta, bom com as palavras e com os sons, apreciador de boa arte e de um bom vinho, talentoso e especialista em fazer as garotas dançarem (e os garotos também).

Sim, estamos falando de Alex Kapranos.

Todos nós desejamos que você tenha um dia maravilhoso com todos seus amigos e familiares, que tenha um ano incrível, que continue inspirado e inspirando-nos com suas músicas. Nós estaremos com você através de boas vibrações e pensamentos positivos desejando todo o melhor. Esperamos que em breve você comemore outro aniversário no Brasil com muita alegria e caipirinha.

Estamos esperando você e franz aqui nos provacando mais momentos inesquecíveis com suas apresentações únicas.

Continue sendo essa pessoa que nós adoramos apreciar.
Te amamos Alex!
Texto: Cecy Ferraz

Alex tocou cover do Belle and Sebastian e música nova em programa da BBC Radio 1 Scotland

25 de dezembro de 2010 às 15:54 por Simone


Alex esteve no Vic Galloway show ao ar pela BBC Radio 1 Scotland na virada dos dias 22 para 23 de Dezembro.
Infelizmente devido a restrições da BBC o programa só pode ser escutado e o vídeo disponível no site só pode ser visto por residentes no Reino Unido.

Assistam ao vídeo pelo youtube em que Alex tocou Le Pastie de la Bourgeoisie do Belle and Sebastian.

Alex tocou duas músicas acústicas. A primeira foi o cover da música Le Pastie de la Bourgeoisie do Belle and Sebastian e a segunda uma música nova ainda sem nome no qual o Alex chamou pelo twitter de Stefania Salomone’s Letter.

- Quem é Stefania Salomone? Um grupo de mulheres italianas que diz ter (ou ter tido) relacionamentos com padres, enviou esse ano uma carta aberta pela internet ao Papa pedindo o fim do celibato para o clero católico. Uma das mulheres que assinou seu nome na carta foi Stefania Salomone. A carta pode ser lida aqui em italiano ou em inglês. Mais sobre o caso pode ser lido aqui.

Perguntado sobre o novo cd Alex poupou palavras (como tem feito ultimamente em todas as entrevistas), apenas disse que ele e o Nick escreveram algumas músicas mas que só vão pensar em gravar coisas para o novo cd a partir do ano que vem e que essa música nova pode ou não fazer parte dele, quem sabe. Isso Alex, continue matando seus fãs de ansiedade e curiosidade!

Pra quem quiser o áudio completo, Vic Galloway show, BBC Radio 1 Scotland 23-12-2010, o programa tem 2hs de duração.

Fontes: BBC Radio 1 e Alex Kapranos via twitter
            CNN World, Rentapriest, Ildialogo

Alex Kapranos e os caras do Franz Ferdinand querem Penélope Cruz nos seus vídeos

31 de outubro de 2010 às 13:48 por Simone


Compartilhamos um dia com os caras do Franz Ferdinand no seu local de ensaio, onde eles se preparam para seus próximos shows na Espanha. Lá, Alex Kapranos, líder da banda, nos falou sobre sua relação com a fama, do Twitter, de Liam Gallagher e até mesmo de Penélope Cruz.
Miguel R. López / Que.es outubro 28, 2010

Irlington, norte de Londres. O dia estava nublado, não só no céu. Alex Kapranos não aparece na hora marcada.

O líder do Franz Ferdinand não se encontra no estudio de número 5, um dos míticos locais  de ensaio  John Henry, onde marcou com a Qué.es para falar sobre a próxima  turnê pela Espanha e, quem sabe, adiantarmos algo do quarto álbum da banda, em que eles trabalham atualmente. O que a agência de representação nos conta, Alex está a caminho da cidade, “em algum lugar indeterminado entre a Escócia e Londres”.

Cinco horas depois, quando Alex Kapranos finalmente nos recebe, tantas coisas aconteceram em tão curto espaço de tempo, que a conversa acaba parecendo um diálogo de um filme dos irmãos Marx.

A primeira de cara com Kapranos vem graças ao Oasis. “Nós cruzamos com Liam Gallagher, que está ensaiando em um local em frente com sua nova banda,” dissemos. Alex se surpreende.

- “Ah, sim? E aí?”

- Bem, o que eles estavam tocando não soava mal. Mas quando ele ficou sabendo que estamos aqui para te entrevistar, soltou um “foda-se”.

Alex Kapranos não faz cara feia. Ao contrário, dá um sorriso e responde. “Uau. Bem, eu estou contente. Basicamente, é bom porque não gostamos nem um pouco de um personagem como o Liam. Às vezes não sei se prefiro que meus amigos me queiram ou que meus inimigos me odeiem. É um elogio.”

O chefe do Franz Ferdinand não entra na provocação. Nick e Bob, de antemão, quando foi lhes explicado a história, responderam de maneira mais categórica: “Se ele quer brigar, que venha aqui.” Kapranos é mais ‘polido’. Mais ‘kármico’. Ou talvez tudo ele trate de forma semelhante. Definitivamente, ele chegou cinco horas atrasado…

A entrevista prossegue dentro do previsto. Ele começa a falar sobre sua visita à Espanha, cortesia da cerveja San Miguel e de seus shows Unique’s. “Estamos há muito tempo sem tocar, por isso nos reunimos aqui antes, para comprovar que tudo permanece nos eixos. Não é que precisamos disso para recuperar o “feeling”, porque já são muitos anos, mas um pouco de preparação não faz mal”, explica enquanto tentamos entender porque estamos rodeados de amplificadores, cabos e computadores e não nos confortáveis sofás da gravadora.

“Também porque eu moro aqui perto”, justificou Nick. “Então eu posso vir de bicicleta.”

Na Espanha não chegarão de bicicleta, esperamos. Barcelona (04 de novembro), São Sebastião (06 de novembro) e Malága (08 de novembro) serão os locais visitados. “E nós temos um dia de descanso entre os shows. Teremos que sair e nos embebedar, né?” pergunta Bob.

Alex Kapranos, mais uma vez, permanece mais sério. “É que eu não sou uma pessoa que se põe a falar besteiras simplesmente para gerar manchetes”, diz ele. “Acredito que cada pessoa se mostra não só pelo que faz ou diz, mas também ao se calar ou pelo que prefere não fazer.” Pura filosofia escocesa, embora o rapaz tenha raízes gregas.

De fato, o Franz Ferdinand ultimamente vale mais pelo que omite do que pelo que conta, dado o absoluto silêncio que rodeia o seu novo álbum. “Fomos condenados com o anterior. Falamos muito sobre como seria antes do lançamento e fomos muito criticados. Agora, queremos que seja uma surpresa, e não queremos matar esse suspense. É como o dia de Natal”, diz Alex. “Nem a data de lançamento? Nem mesmo o título? Nem como vai soar? “Absolutamente nada.” Pelo menos Nick se mete: “antes do ano terminar, terão algo de novo.” Enfim…

Voltamos a tentar mudar o rumo da conversa. Alex é um “cozinheiro” e nós o “atacamos” com a gastronomia espanhola. “Quero comer sardinhas”, responde ele. Justifique sua resposta. “Eu gosto muito do peixe cozido de uma maneira simples, sem muitos aditivos. E lá vocês tem muita variedade”. Somos convencidos.

Outro ‘trending topic espanhol': Penelope Cruz. Isso fomos nós que citamos. Cortesia dos seus ‘companheiros’. “Eles querem colocar a Penélope Cruz nos videoclipes do Franz Ferdinand. Dizem que ela é muito boa,”, falamos para ele. “Parece uma idéia brilhante”, ele ri. “Além disso, se você tiver alguma maneira de contactá-la, por favor, faça isso. Dê a ela o meu número’’.

Segunda reflexão: seu vício no Twitter “Eu não estou tão obsecado”, se agita, no entanto sem perder o sorriso. “Bem, nós sabemos que você se aborreceu com o iPod e que pediu ajuda …”, nos defendemos. Será que erramos a conta? “Ah, sim, é verdade”, ele ri. Ufa…”Eu gosto do Twitter porque é a maneira perfeita para lidar com a fama que eu posso ter. Você dá para as pessoas informações, mas quem as controla é você. Como uma rede social não me incomoda.’’

Como é  pra você essa relação com a fama? “Bem, digamos que eu não ando pela rua renegando quem eu sou, mas, nem mesmo querendo chamar atenção para que o mundo inteiro saiba que sou o Liam’’, rebate. Adeus à pessoa politicamente correta. “Eu tento agir como um ser normal, nem mais nem menos.”

Uma pessoa normal que chega cinco horas atrasado.

O Franz Ferdinand fará shows na Espanha no próximo mês de novembro. Mais informações aquí

Fonte: Qué.es
Agradecimento pelo link – New Chilean Gentry e JaliscoFranzmaniatic

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