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Always Ascending UNBOXING – Signed Deluxe LP Bundle + Signed CD + Cassette

11 de fevereiro de 2018 às 11:17 por Simone


Quem a√≠ como n√≥s est√° muito animado com o lan√ßamento de Always Ascending?¬†‚̧
Enquanto nossa edição nacional não é lançada, trazemos um unboxing da edição limitada que esteve disponível em pré-venda na loja da Domino Records.

Os itens que constam nesse unboxing:

РFranz Ferdinand РAlways Ascending , Signed Deluxe LP Bundle (tote bag + foto autografada + vinil marmorizado branco/azul Рedição limitada com poster) РLimitado em 1000 unidades.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Signed CD.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Cassette – Limitado em 500 unidades.

OBS.: Al√©m dessa edi√ß√£o do CD, vendida no mundo todo com 10 faixas, existe tamb√©m a vers√£o japonesa com Demagogue como faixa extra. Em rela√ß√£o ao vinil, existem mais outras 5 edi√ß√Ķes coloridas vendidas ao redor do mundo!

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Agradecimentos: Fotos: Tarciane Almeida | Montagem: Paula Higa | Fonte: Domino Records

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 2

24 de janeiro de 2018 às 15:55 por Simone


Segue a segunda parte da entrevista da revista portuguesa BLITZ!¬†ūüėČ
Franz Ferdinand - PC David Edwards - launch shot -300 dpi

[…]

Apresentaram este novo disco com um concerto numa pequena sala, em Paris. Para uma banda habituada a tocar em grandes recintos, como é a experiência de voltar a esses clubes?
AK – Eu adoro tocar em salas mais pequenas, √© √≥timo. Antes de tocarmos ali, t√≠nhamos tocado em Espanha, para umas 40 mil pessoas. Faz-me lembrar… Certa vez, estava na Am√©rica e fui a um jogo de basebol. Alguma vez foste a um jogo de basebol?

N√£o…
AK – N√£o v√°s, √© mesmo chato! Chato ao n√≠vel do cr√≠quete. Mas uma coisa que achei fascinante √© que, quando os tipos v√£o bater na bola e est√£o a dar lan√ßo aos tacos, t√™m ali uma coisa… Eu perguntei ao meu amigo americano e ele disse que, pelos vistos, eles p√Ķem um peso no taco. Ent√£o balan√ßam o taco com o peso e assim batem na bola com mais for√ßa. E √†s vezes tocar numa sala mais pequena √© assim. Est√°s t√£o habituado a projetar energia para 40 mil pessoas que, quando tocas para 200, parece que est√°s a explodir!

Um m√°gico sucesso

Mal o primeiro disco de Franz Ferdinand saiu, em 2004, obtiveram um grande sucesso e, desde ent√£o, t√™m tocado para grandes plateias. √Č um n√≠vel de sucesso dif√≠cil de manter?
AK РNão me vou queixar! Não vou incorrer em falsa modéstia e fingir que não foi espetacular que tenha acontecido assim, porque claro que foi! E claro que talvez haja algumas dificuldades relacionadas com ter um certo nível de sucesso mas, fogo, prefiro ter essas dificuldades do que as dificuldades que decorrem de tocar numa sala para 20 pessoas.

Sim, mas foi difícil manter sempre esse nível? Sentiram muita pressão?
AK – N√£o, de todo! Bem, talvez as outras pessoas tenham expectativas, mas sempre fiz por ignor√°-las. Al√©m disso, eu j√° tinha 32 anos quando esse √°lbum foi lan√ßado, e devo ter come√ßado a escrever can√ß√Ķes aos 14. S√£o 18 anos a tocar para salas com dez ou vinte pessoas. Qualquer tipo de sucesso seria sempre m√°gico, porra. (risos)

Ficou surpreendido, na altura, com o sucesso imediato da vossa estreia?
AK – Fiquei surpreendido por n√£o ter acontecido antes! (risos)

E foi bom ter acontecido quando j√° tinha 32 anos?
AK РSim, ainda bem que já estava nos meus tritas quando isso aconteceu. Se tivesse tido esses sucesso aos 15, ter-me-ia tornado num autêntico palhaço! Ainda mais do que já sou. Assim puder ver como é a vida real e não me sinto privilegiado se for adulado, como por vezes acontece com quem tem bandas. E ainda hoje, se me vão buscar a algum lado e me querem levar a mala, eu fico: <<não faças isso, deixa-me levar a minha própria mala!>>.

Julian, quantos concertos j√° deu com os Franz Ferdinand?
JC РAinda outro dia estava a pensar nisso! Penso que foram uns 50 ou 60. Fizemos uma digressão na América em maio e junho, depois demos uns concertos na Europa e agora vamos voltar para a América. A digressão norte-americana foi muito divertida. Quando perguntaste como é tocar nas salas mais pequenas Рnos Estados Unidos tocamos habitualmente em salas mais pequenas, e tive aquela sensação que o Alex descreveu: muita pressão, não em termos de stress, mas no sentido de darmos um concerto mais concentrado, mais intenso.

Estiveram nos Estados Unidos j√° depois de Donald Trump ser eleito?
JC – Sim, √© curioso – toc√°mos em Charlottesville pouco depois dos motins e da parada das tochas e essa treta toda. O Alex descreveu muito bem a sensa√ß√£o que tivemos l√°: sabes quando um mi√ļdo vai a correr pela rua e cai e magoa-se, e h√° ali um intervalo entre magoar-se e perceber o que aconteceu e come√ßar a chorar? S√£o ali uns dois segundos em que o mi√ļdo pensa: <<o que √© que acaba de acontecer?>>. E depois l√° v√™m as l√°grimas. Foi isso que aconteceu com o pa√≠s. Quando l√° estivemos, as pessoas estavam num certo estado de choque, sem terem percebido bem as consequ√™ncias. Acredito que, quando voltarmos agora, possa ser diferente.
AK – Est√£o quase a chegar ao ponto de libertarem o uivo primitivo da ang√ļstia, como a situa√ß√£o justifica.

Muitos norte-americanos nunca acreditaram verdadeiramente que Trump iria vencer as elei√ß√Ķes…
AK – Nem o pr√≥prio tolo cor de tangerina [no original, <<tangerine buffoon>>]! N√£o viste a cara de choque dele, no dia das elei√ß√Ķes? Que deprimente. Eu mantenho a minha sanidade mental imaginando que, no fundo, estou a participar num qualquer filme blockbuster americano. E, como em qualquer blockbuster americano, h√° a parte em que se explica o enredo, o caos, o ponto mais baixo e a conclus√£o, em que o tolo cor de tangerina aparece de fato cor de laranja [uniforme das pris√Ķes nos Estados Unidos] e de algemas. E come√ßam a passar os cr√©ditos. Eu s√≥ estou √† espera desse momento.

Os cr√©ditos e a m√ļsica √©pica…
AK РE nós fazemos a banda-sonora, exato! Boa, é isso mesmo! (gargalhadas)

E no Reino Unido, qual é a vossa opinião sobre o momento político? Onde vivem atualmente?
AK РEu vivo entre a Escócia e Londres.
JC РEu vivo na Escócia.
AK – De certa forma √© frustrante. De certa forma, os americanos t√™m mais sorte. Porque estamos em situa√ß√Ķes igualmente traum√°ticas. Nos Estados Unidos, pelo menos t√™m uma figura forte para poderem desprezar. Na Gr√£-Bretanha, nem isso temos. Porque a Theresa May √© apenas incompetente. N√£o tem personalidade!

Não é uma vilã?
JC РNão tem força de caráter ou força de vontade suficientes para poder ser uma vilã. Ao menos que o Trump é fiel à sua idiotice.
AK РExato, é verdadeiramente desprezível. Já a Theresa May não é nada, é só um conglomerado anónimo de personagens desprezíveis, o que torna tudo mais frustrante. Mas saudável não é, o que se vive hoje no Reino Unido.
JC РE é embaraçoso, também. Quando saio do país, sinto um pouco de vergonha pelo país, o Brexit e isso tudo.
AK – √Č como teres o teu tio racista a andar atr√°s de ti para todo o lado! o Brexit √© isso. O Brexit e toda a gente que votou a favor.

Acham que as bandas poder√£o ter a sua vida dificultada, durante as digress√Ķes, depois de o Brexit ser concretizado?
JC РMas nós nem sabemos! Uma das coisas mais revoltantes é o plano ser pavoroso porque, à semelhança do Trump, que não esperava chegar ao poder e não sabe o que está a fazer, os defensores do Brexit também não esperavam ganhar e agora não sabem como agir. E é por isso que a Theresa May fez campanha pelo <<remain>> [defendendo a permanência do Reino Unido na União Europeia]. E depois tornou-se primeira-ministra!
AK – Fez campanha, mas discretamente. Porque √© uma oportunista. N√£o tem qualquer base de convic√ß√Ķes. Mas penso que se tornar√° dif√≠cil para algumas bandas em digress√£o, sobretudo para as mais pequenas, que t√™m menos dinheiro. Porque vai haver mais burocracia. Quando vamos tocar aos Estados Unidos, por exemplo, temos de preencher um formul√°rio e declarar todos os instrumentos que levamos conosco. Tem de ser tudo inspecionado, porque n√£o estamos ao abrigo de um acordo como na Uni√£o Europeia. Mas se tivermos de fazer isso em todos os pa√≠ses da Europa a que formos, fica caro! Demora tempo e torna as digress√Ķes muito complicadas. Por isso, sim, o Brexit vai ter um efeito a n√≠vel pr√°tico. Al√©m de que as pessoas v√£o estar t√£o irritadas com a Gr√£-Bretanha que j√° nem v√£o querer ver-nos. << V√£o l√° comer o vosso bangers and mash [salsicha com pur√©, prato comum em Inglaterra], seus palha√ßos…>>.

Sardinhas & Streaming

De regresso ao disco novo: qual a vossa canção favorita, de momento?
AK РNeste momento, a minha favorita é a <<Lazy Boy>>. Porque, sempre que a ouço, gosto mesmo muito. Foi divertida de se fazer e é uma execução muito bem-sucedida de uma ideia. Tenho muito orgulho da evolução da canção, das demos até àquilo que é agora.

Mas era muito diferente do que est√° no disco?
JC – Era muito mais comprida! Come√ßou com um loop, e o ritmo √© muito esquisito, cinco beats em vez de quatro. T√≠nhamos ali um loop que √≠amos tocando e gost√°vamos, depois escrevemos o refr√£o… no in√≠cio tinha seis minutos, parecia uma faixa tecno. Ao fim de algumas semanas, fomos cortando. Podemos tirar aqui uma parte, ali outra… Ironicamente, embora se chame <<Lazy Boy>> [<<rapaz pregui√ßoso>>], deu muito trabalho a fazer.
AK – √Č a mais f√°cil de ouvir, mas foi a mais dif√≠cil de fazer. Tamb√©m gosto dessa. N√£o sei bem qual a minha can√ß√£o favorita do √°lbum – vai mudando, sempre que penso nisso. Talvez a <<Slow Don’t Kill Me Slow>>? Gosto da atmosfera dessa can√ß√£o e, de um ponto de vista mais pessoal, gosto muito da forma como a canto. Saiu-me de forma muito natural e expressiva e emocionalmente honesta, que √© algo que tenho tentado alcan√ßar. Como disse antes, com este disco est√°vamos a tentar fazer algo de novo: uma nova banda, uma nova identidade, um novo som. E, em parte, isso passa por obrigarmo-nos a fazer coisas que nunca fizemos. Neste disco, tentei mesmo levar a minha voz a s√≠tios onde ela nunca tinha ido antes, e isso pode ser feito de forma sutil. Quis explorar aquela ideia de <<ator de m√©todo>>; perder-me no papel e na emo√ß√£o da can√ß√£o, para poder acreditar e senti-la ao m√°ximo. Penso que essa can√ß√£o √© o melhor exemplo dessa abordagem, neste disco.

O primeiro single, <<Always Ascending>>, √© uma can√ß√£o longa, com uma intro demorada… numa √©poca em que se diz que os servi√ßos de streaming mataram as intros longas!
AK РPois é, está tudo a falar de como o streaming matou as intros compridas e cá está a nossa primeira canção com uma intro de um minuto! (gargalhada)
JC РNós gostamos de contrariar as tendências! (risos) Mas até faz algum sentido. Se alguém estiver a fazer alguma coisa, achamos divertido fazer o seu oposto.
AK РSer do contra. Sempre foi um princípio basilar da minha vida: ser do contra, o mais possível! Se quiseres ir até aos teus limites tens de ser do contra.
JC – E tamb√©m ach√°mos que a << Always Ascending>> era uma boa s√ļmula das coisas que est√°vamos a tentar fazer no disco. E √© uma grande can√ß√£o, que quer√≠amos que as pessoas ouvissem.

Quando anunciaram o novo ábum, e também a digressão de 2018, os vossos fãs reagiram com muito entusiasmo. Ficam satisfeitos por poderem contar com o apoio de admiradores tão dedicados?
AK – Eu devo confessar: sinto um grande carinho pelos nossos f√£s e pelo apoio que eles nos t√™m dado ao longo dos anos. Temos imensos clubes de f√£s e grupos de pessoas em todo o mundo que ficaram sempre do nosso lado, ao longo dos anos. Temos muita sorte. Porque h√° bandas cujos f√£s… s√£o uns anormais! (risos) N√£o vou dizer quais, mas h√°. Quando falamos com os nossos f√£s, eles costumam ser muito fixes. Temos essa sorte.

Em 2018, v√£o andar na estrada e, se tudo correr como √© costume, voltar√£o a Portugal…
AK – Quando perguntaste ao Julian quantos concertos ele j√° deu conosco, pensei logo: quando chegarmos a Portugal, no pr√≥ximo ano, vamos estar no ponto! (risos) J√° vamos saber tocar estas can√ß√Ķes. Sei o que est√° a ser negociado, mas ainda n√£o posso dizer onde vamos tocar [confirmar-se-ia depois que a banda atuar√° no NOS Alive]. Mas, se tudo correr bem, daremos em Portugal mais do que um concerto.

Que recorda√ß√Ķes guarda das vossas anteriores visitas a Portugal, onde j√° atuaram quase uma dezena de vezes?
AK – Adoro ir a Lisboa. Tenho a√≠ um velho amigo de Glasgow, Tracy, – ol√°, Tracy! Se me estiveres a ler, at√© breve! – e no Porto, em especial, diverti-me muito. Aluguei uma bicicleta e andei a passear pela cidade, junto ao Douro. √Č um pa√≠s muito bonito, com √≥tima comida. A minha melhor experi√™ncia gastron√īmica em Portugal foi das mais simples. Se fores da baixa do Porto at√© √† Ribeira e virares √† direita, no porto dos pescadores, naquela parte mais industrial, h√° uma ruazinha, que nem √© nada tur√≠stica, onde h√° uns restaurantes onde cozinham o peixe em grelhadores a carv√£o, muito simples. E as sardinhas assadas ali, meu Deus! √Č simples, direto e belo! S√≥ de estar a falar nisso j√° estou a salivar. Mal posso esperar por voltar.

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FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 1

22 de janeiro de 2018 às 16:05 por Simone


De volta com o primeiro √°lbum desde 2013, e com dois novos m√ļsicos a bordo, os escoceses sentem-se no dealbar de uma nova era. Em Londres, Lia Pereira falou com Alex Kapranos e o novo recruta, Julian Corrie, sobre Always Ascending e sardinhas assadas.

 

 

A dois passos do centro de artes Barbican, numa invernosa tarde em Londres, os Franz Ferdinand recebem a imprensa num¬†pub¬†curiosamente chamado The Singer. Numa altura em que muitos ainda almo√ßam ou bebem uma¬†pint, o ru√≠do das conversas animadas tornaria imposs√≠vel qualquer grava√ß√£o de entrevista – talvez por isso, √© na cave do¬†pub, repleta de mesas e cadeir√Ķes de madeira escura, que Alex Kapranos, o vocalista da banda, e Julian Corrie, um dos novos membros do grupo, esperam pela BLITZ. Munidos de grande simpatia e de um humor desarmante, os dois m√ļsicos conversaram com vontade sobre a nova era dos Franz Ferdinand, agora que o guitarrista Nick McCarthy, um dos fundadores do grupo, abandonou o <<navio>>. Corrie, que tem uma carreira musical aut√īnoma como Miaoux Miaoux, foi convocado para tocar teclas, ao passo que Dino Bardot √© o novo guitarrista da banda – e, segundo o sempre divertido Alex Kapranos, <<a maior estrela do rock que Glasgow j√° produziu>>. O regresso a Portugal, em 2018, est√° garantido (NOS Alive), disseram-nos ainda esses cr√≠ticos ferozes do Brexit e de Donald Trump.

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A renovação Рa saída do guitarrista Nick McCarthy levou à <<contratação>> de dois elementos. Estão ambos abraçados a Alex Kapranos: Julian Corrie à nossa esquerda; Dino Bardot à direita.

Como se sentem nesse regresso aos discos? Always Ascending √© o vosso primeiro √°lbum desde 2013, se n√£o contarmos com a colabora√ß√£o com os Sparks. E √© tamb√©m o primeiro disco sem o vosso guitarrista Nick McCarthy…
Alex Kapranos – √Č √≥timo, porque n√£o s√≥ temos um √°lbum novo, como ele representa o come√ßo de uma nova era, de uma nova d√©cada, de um novo cap√≠tulo da banda. O √ļltimo disco de Franz Ferdinand foi, literalmente, o √ļltimo disco de uma d√©cada da banda. E este parece-nos o primeiro de uma nova d√©cada. (Sussurrando) √Č mesmo muito bom! Posso dizer isto? (risos) Ser√° que devo ser muito modesto e dizer: <<meh, est√° s√≥ mais ou menos?>>. Na verdade, adorei fazer este disco e estou entusiasmad√≠ssimo com ele.

Como conheceram o Julian Corrie, um dos vossos novos m√ļsicos, aqui presente?
AK – Estava em Conway, na Irlanda, para o lan√ßamento de um filme chamado Lost in France, de um tipo chamado Niall McCann. Eu estava l√° com a Emma Pollock e o Paul Savage, dos Delgados e da [editora] Chemikal Underground, e o Stuart Braithwaite, dos Mogwai, e √†s tantas disse-lhe: <<ei, sabes que estamos em Glasgow, sabes de algu√©m que queiras vir para a nossa banda?>>. E ele:<<o Julian √© porreiro, talvez esteja interessado>>. Ent√£o mandei-lhe um e-mail e ele respondeu: <<era capaz de ser engra√ßado>>. Fingindo-se pouco impressionado. (risos) L√° nos encontr√°mos e – o que acaba por ser mais importante que a m√ļsica – fomos comer ao indiano e depois beber uns copos para ver se nos d√°vamos bem. Porque uma banda √© uma empreitada social, √© uma gangue, uma matilha. E temos de nos certificar que nos damos bem e nos divertimos uns com os outros. Felizmente isso aconteceu, pelo que nos junt√°mos e, quando toc√°mos juntos, a banda estava a soar melhor que nunca. Assim, tornou-se √≥bvio que era a solu√ß√£o correta.

E para o Julian, como foi juntar-se à família, à <<matilha>>?
Julian Corrie – Foi muito excitante! Quando o Alex me mandou um e-mail assim do nada, eu estava de f√©rias e pensei: <<uau, um e-mail do Alex Kapranos, o que querer√° ele?>>. Foi fixe, e¬† ¬† ¬† demo-nos logo bem. Lembro-me que quando fui ao est√ļdio que ele tem na Esc√≥cia, para tocar com eles, era uma noite de <<lua de sangue>>. A lua estava vermelha e eu pensei: <<isto ou √© um bom aug√ļrio ou um mau agoiro! Ou vai ser espetacular, ou horr√≠vel>>. (risos) Mas foi √≥timo e depressa percebemos que resultava. Que funcion√°vamos bem juntos, enquanto m√ļsicos.

√Č mais novo que o resto dos seus novos companheiros de banda?
JC – Sim, tenho 32 anos.
AK РQue, curiosamente, é a idade que eu tinha quando o nosso primeiro disco saiu.

Mas parece mais jovem ainda…
JC – Eu sei, n√£o consigo deixar crescer a baraba! (risos)

E quanto ao Dino Bardot, o vosso novo guitarrista? Como chegou à banda?
AK – O Dino √© um velho amigo! Ele n√£o esteve envolvido na grava√ß√£o do disco. N√≥s temos uma regra, que √© nunca ouvirmos, em disco, mais do que aquilo que cinco pessoas poderiam estar a tocar. Sempre grav√°mos os nossos discos com os quatro a tocar ao vivo em est√ļdio, por isso, em todas as can√ß√Ķes que ouves, somos n√≥s os quatro a tocar juntos. Depois abrimos espa√ßo para apenas mais um overdub: mais um par de m√£os ou mais uma voz. Se ouvires o disco, n√£o ouve 14 guitarras a tocar ao mesmo tempo, ou 15 baterias diferentes. Com a grava√ß√£o digital, hoje em dia, isso √© bastante f√°cil de se fazer, mas decidimos manter a coisa relativamente pura. Mas depois pens√°mos: <<se temos esta quinta voz, e nos √°lbuns anteriores alguns dos arranjos at√© s√£o um pouco mais amplos… isto √© o come√ßo de uma nova era da banda, de uma nova d√©cada. N√£o h√° regras que digam que temos de ser um quarteto. Podemos ser o que quisermos! Porque √© que n√£o convidamos o Dino?>>. Eu tinha-o visto a tocar na festa de anivers√°rio de um amigo meu. Ele fez uma banda para poder cantar as can√ß√Ķes favoritas de nosso amigo, o Charlie, Eu cantei a <<I’m on Fire>>, do Bruce Springsteen, porque ele √© um grande f√£ [do Boss], e o Dino foi para o palco e cantou a <<Purple Rain>>. E n√£o se limitou a cantar, tocou o solo de guitarra todo, tamb√©m! E eu fiquei: <<eh l√°!>>. Ele estava a cantar s√≥ por divers√£o, mas soava t√£o natural que pensei: <<o Dino √© a maior estrela rock que Glasgow j√° produziu! E eu n√£o quero ser a √ļnica pessoa a presenciar isto! Anda juntar-te aos Franz Ferdinand, andar em digress√£o por todo o mundo e mostrar a toda a gente que √©s uma estrela rock>>. E assim foi.

Já afirmaram que, com a saída do Nick McCarthy, acabaram por ficar mais fortes como banda. Como é que isso funciona?
AK – Creio que sim, Quando acontece uma coisa t√£o dr√°stica como esta, vemo-nos numa situa√ß√£o de ou vai ou racha. Ou dizes: <<pronto, acabou, n√£o vale a pena continuar a fazer isto, ou…>>. Porque, no fundo, isto obrigou-nos a pensar na raz√£o pela qual quer√≠amos continuar a fazer o que fazemos. N√£o √≠amos continuar s√≥ porque √© isto que fazemos na vida, Tivemos mesmo de pensar se quer√≠amos continuar ou n√£o. Obrigou-nos a pensar na rela√ß√£o que temos uns com os outros, e isso acabou por unir-nos mais.

Como o Liam Gallagher vos disse, é como quando um jogador de futebol deixa uma equipa, certo?
AK – √Č verdade! Est√°vamos num grande festival em Espanha, onde o Liam Gallagher tamb√©m ia tocar, e ele foi aos bastidores cumprimentar-nos. Fic√°mos na conversa, e ele: << ah, pois √©, o vosso amigo foi embora, n√£o √©? O gajo pequenito, que fazia umas dan√ßas estranhas!>>. E n√≥s: <<sim>>. E ele: <<√© como uma equipa de futebol, n√£o √©? Um jogador sai, mas a equipa continua e at√© pode passar a ser mais forte do que era>>. Suponho que com isso estivesse a aludir a uma certa banda em que ele esteve antes… N√£o sei! (gargalhadas)

E a escolha de um título como Always Ascending [<<sempre a subir>>] Рrevela um certo otimismo?
AK – Sim, sem d√ļvida que escolhemos esses t√≠tulo [com essa inten√ß√£o]. N√£o and√°vamos √† procura dele mas, depois de acabarmos o disco, percebemos que seria o mais adequado. Porque temos mesmo a sensa√ß√£o de termos ascendido, de estarmos num s√≠tio diferente, o que √© √≥timo.

[…]

A

… a segunda parte da entrevista ser√° postada logo logo ūüėČ

FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

‚Äú√Č o come√ßo de uma nova era‚ÄĚ ‚Äď Franz Ferdinand anuncia turn√™ e retorna com novo single e √°lbum ‚ÄúAlways Ascending‚ÄĚ

27 de outubro de 2017 às 10:57 por Simone


Nós conversamos com Alex Kapranos sobre perder um membro e encontrar um novo propósito

     por ANDREW TRENDELL @ANDREWTRENDELL | OCT 25, 2017

FFnewera

O Franz Ferdinand voltou com not√≠cias sobre o seu t√£o aguardado novo √°lbum e uma turn√™ pelo Reino Unido. Ou√ßa a faixa-t√≠tulo “Always Ascending” e veja as datas de turn√™ ap√≥s a entrevista com o frontman Alex Kapranos.

Ap√≥s provocar os f√£s com um trechinho da nova m√ļsica no in√≠cio desta semana, os veteranos do indie rock e vencedores do pr√™mio Mercury revelaram o single principal e anunciaram que o novo √°lbum “Always Ascending” ser√° lan√ßado dia 9 de fevereiro de 2018.

Aproveitando os sons sintetizados e eletr√īnicos da banda, a faixa √© uma mudan√ßa experimental e propulsora para a banda, uma partida ambiciosa de suas ra√≠zes com guitarras fortes.

‚ÄúEm termos sonoros, essa m√ļsica representa bem o √°lbum todo‚ÄĚ, Kapranos contou √† NME. ‚ÄúEste disco soa bem diferente dos nossos anteriores ‚Äď √© um √°lbum um pouco mais amplo e menos ‚Äúdireto as guitarras‚ÄĚ. √Č s√≥ uma amostra. Ainda h√° mais surpresas por vir‚ÄĚ.

                                                                   

Os f√£s estavam esperando ansiosos por not√≠cias do novo √°lbum desde a sa√≠da do guitarrista Nick McCarthy em julho de 2016, ap√≥s 14 anos de banda. O Franz ent√£o confirmou que ele n√£o participaria das grava√ß√Ķes nem da turn√™ do quinto √°lbum ‚Äď sequ√™ncia do aclamado Right Thoughts, Right Words, Right Action (2013).

A lista de m√ļsicas de “Always Ascending” √©:

Always Ascending
Lazy Boy
Paper Cages
Finally
The Academy Award
Lois Lane
Huck And Jim
Glimpse Of Love
Feel The Love Go
Slow Don’t Kill Me Slow

Voc√™ disse que o √°lbum √© tanto ‚Äúfutur√≠stico quanto naturalista‚ÄĚ. Como voc√™ procurou encontrar esse equil√≠brio?

N√≥s quer√≠amos pegar os sons que j√° s√£o dispon√≠veis para n√≥s agora e faz√™-los soar como algo que voc√™ nunca ouviu antes ‚Äď o som do futuro. Quando voc√™ est√° gravando um √°lbum em 2017, voc√™ precisa estar de olho no pr√≥ximo passo. O que as pessoas ainda n√£o ouviram em 2018? Em termos de ‚Äúnaturalista‚ÄĚ, n√£o √© um retrocesso, mas sobre tentar fazer algo que soe como se fosse tocado por humanos. √Č bem tentador no est√ļdio digitalizar os m√≠nimos detalhes, ‚Äúphotoshopar‚ÄĚ sua m√ļsica. Tudo foi tocado ao vivo e nada foi programado. O som ainda √© bem cru e tem um lado rock n‚Äô roll nele.

Liricamente, com o que você diria que está lidando neste álbum?

Talvez haja um tema, mas eu ainda n√£o o descobri. Eu estava respondendo ao que estava ao nosso redor. A m√ļsica ‚ÄúAlways Ascending‚ÄĚ foi inspirada por um evento hist√≥rico que ocorreu com algumas pessoas e, elas acabaram literalmente levantando e deixando a Terra. Eu n√£o quero falar muito sobre isso agora.

N√≥s √≠amos escrevendo e criando personagens, da mesma forma que voc√™ faria se fosse um escritor de contos ‚Äď voc√™ teria cor e uma hist√≥ria pr√©via, que seria sugerida na m√ļsica. Foi um jeito especial de escrever. N√≥s quer√≠amos personagens que fossem convincentes e tivessem uma profundidade emocional. Em livros e filmes ningu√©m questiona a profundidade emocional, mas quando voc√™ est√° escrevendo uma m√ļsica de rock n‚Äôroll, h√° sempre uma presun√ß√£o que elas devem partir de experi√™ncias pessoais para serem ver√≠dicas. N√≥s quer√≠amos ‚Äúsacudir‚ÄĚ essa ideia e criar personagens que fossem ainda mais cr√≠veis e v√≠vidos do que experi√™ncias pessoais possam ser.

Ap√≥s o lan√ßamento da m√ļsica anti-Trump ‚ÄúDemagogue‚ÄĚ, voc√™ tocou novamente no tema do estado atual pol√≠tico?

√Č assustador, n√£o √©? ‚ÄúDemagogue‚ÄĚ foi escrita no in√≠cio do processo desse √°lbum. N√≥s decidimos lan√ßa-la naquele exato momento porque sab√≠amos que qualquer que fosse o resultado da elei√ß√£o nos EUA, aquela m√ļsica se tornaria totalmente irrelevante. Olhando agora, como o mundo era diferente apenas um ano atr√°s ‚Äď n√≥s ach√°vamos que seria aterrorizante ‚Äúse‚ÄĚ eles (americanos) elegessem Donald Trump. Na sua mente voc√™ est√° pensando ‚ÄúVamos l√°, n√£o √© poss√≠vel que eles v√£o eleger esse idiota‚ÄĚ. Eu lembro que naquela √©poca havia um equil√≠brio entre o horror e gra√ßa dessa elei√ß√£o.

O que est√° sendo interessante e mortificante de se ver √© como o lado c√īmico foi completamente tomado pelo lado obscuro da situa√ß√£o real. √Č absurdo e perverso, mas n√£o √© divertido em nenhum sentido. A realidade √© absurda, voc√™ n√£o pode inventa-la. √Č t√£o ego√≠sta e cruel. Voc√™ pode v√™-la refletida no nosso pr√≥prio pa√≠s. Realmente √© um tempo repugnante.

Voc√™ acredita que como √© um artista sempre em turn√™ voc√™ precisa constantemente ‚Äúexplicar‚ÄĚ o Brexit?

Eu lembro que estava na It√°lia na √©poca da vota√ß√£o. Eu viajei de volta pra casa alguns dias depois e o seguran√ßa do aeroporto estava ‚Äúo que voc√™ fez?‚ÄĚ. Fiquei meio envergonhado, mas tive de dizer ‚Äún√£o fui eu!‚ÄĚ. Como explicar isso? Como pudemos ser t√£o idiotas?

Uma vez que o Nick deixou a banda, como você diria que a química [entre a banda] mudou?

O que aconteceu foi que Bob, Paul e eu nos unimos. Tornamo-nos muito pr√≥ximos e passamos a sair juntos o tempo todo. Foi quando n√≥s realmente come√ßamos a compor. Isso concentrou nossa identidade¬† e o que n√≥s quer√≠amos fazer enquanto banda e o que quer√≠amos criar. A sa√≠da do Nick foi um est√≠mulo real. Quando algo dessa magnitude acontece, n√£o d√° pra simplesmente seguir com a banda como era antes. Ou voc√™ vai “certo, acabamos por aqui” ou se concentra e fica mais forte. Foi o que aconteceu conosco. N√≥s tivemos mais paix√£o e mais est√≠mulo do que por uma d√©cada. Nunca estive mais intensamente na banda.

Me lembro do Interpol dizer algo parecido ap√≥s a sa√≠da do Carlos D…

Curiosamente, depois que o Nick saiu eu estava em Nova Iorque e sa√≠ com o Daniel [Kessler, guitarrista do Interpol]. Est√°vamos conversando sobre como √© ter mais dos seus amigos e membros fundadores deixando a banda. Ele me ajudou a entender como a sua identidade e foco tornam-se mais fortes. Curiosamente, outra experi√™ncia que resumiu bem foi quando est√°vamos tocando em um festival em Madri recentemente e o Liam Gallagher tamb√©m estava l√°. Ele estava perguntando como era depois da sa√≠da do Nick e disse ‚Äú√© como estar em um time de futebol ‚Äď um jogador sai, mas o time continua jogando‚ÄĚ. √Č uma forma bem sucinta de se colocar.

Então onde o Franz Ferdinand se encontra agora? Como você se sente sobre a próxima geração?

Eu sinto que o √ļltimo disco (Right Thoughts, Right Words, Right Action) foi um bom encerramento de um per√≠odo. Este parece a prefeita introdu√ß√£o para a d√©cada que est√° por vir.

Voc√™ se sente, como disse o Kassabian, ‚Äúsobrevivente‚ÄĚ da cena das guitarras dos anos 2000?

Oh, Deus. Eu nunca conheci os caras do Kassabian. N√≥s fizemos uma turn√™ com o Interpol anos atr√°s e ainda sou amigo do Daniel e de muitas outras bandas. Muitas dessas bandas acabaram lan√ßando discos ao mesmo tempo umas das outras. N√£o vejo isso como qualquer tipo de “cena”. Vejo meus contempor√Ęneos como as bandas que vieram de Glasgow ao mesmo tempo. Sinto mais afinidade com uma banda como Sons & Daughters. N√≥s n√£o quer√≠amos fazer parte de uma cena quando come√ßamos. Quer√≠amos fazer algo diferente. Eu n√£o quero fazer um disco que pare√ßa que algum outro p*to tenha feito ‚Äď Eu quero fazer um disco que todos queiram copiar.

Turnê e entradas para o Franz Ferdinand

As datas da próxima turnê da banda no Reino Unido e Ireland estão logo abaixo. Entradas serão colocadas a venda a partir de 9am de sexta, 3 de novembro e disponíveis aqui.

Saturday         10 February    Galway, Ireland     Leisureland
Sunday            11 February    Dublin, Ireland     Olympia Theatre
Tuesday          13 February    Manchester      Albert Hall
Wednesday    14 February    Nottingham     Rock City
Friday             16 February    Newcastle         02 Academy
Saturday         17 February    Glasgow            02 Academy
Monday          19 February    Leeds                 02 Academy
Tuesday         20 February    Birmingham     02 Academy
Wednesday    21 February    Bristol                02 Academy
Friday             23 February    Cambridge        Corn Exchange
Saturday        24 February    London              02 Brixton Academy

 

Tradução e agradecimentos: Amanda Carvalho | Elisabete Moura Rocha | Paula Higa

FONTE: http://www.nme.com/news/music/franz-ferinand-new-album-song-tour-always-ascending-interview-2153300

 

Valores Familiares: DiS Encontra Manuela

2 de junho de 2017 às 17:40 por Simone


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Por Joe Goggins 1 de junho de 2017

Em julho do ano passado, Nick McCarthy anunciou que estava deixando o Franz Ferdinand, do qual fora um dos membros fundadores quando a banda surgiu no cen√°rio centrado em torno Escola de Arte de Glasgow no in√≠cio dos anos ‚Äė00. A separa√ß√£o foi evidentemente amig√°vel e foram 3 os motivos dados na declara√ß√£o conjunta de McCarthy e seus antigos companheiros de banda; pode n√£o ser necessariamente uma separa√ß√£o definitiva, mas McCarthy n√£o podia se comprometer a viajar porque tinha uma fam√≠lia jovem e queria se concentrar na produ√ß√£o e cria√ß√£o de suas pr√≥prias m√ļsicas.

Entretanto, o que n√≥s n√£o t√≠nhamos percebido √© que sua fam√≠lia e suas diferentes ambi√ß√Ķes criativas estavam intrinsecamente ligadas. McCarthy e sua esposa, Manuela Gernedel, est√£o juntos desde antes de o Franz Ferdinand ser uma preocupa√ß√£o; eles se conheceram no final dos anos noventa na Bav√°ria, onde ambos cresceram, e se casaram em 2005, no mesmo dia do Live 8 – o que explica por que a banda recusou uma oferta para se apresentar l√°. Gernedel √© uma artista que estudou pintura em Glasgow na escola de arte e tamb√©m j√° ensinou a disciplina.

Ela n√£o tem muita experi√™ncia musical, ou pelo menos n√£o al√©m do Box Codax, o grupo que formou com McCarthy e alguns outros em seus dias de estudantes. ‚ÄúAquilo era um projeto diferente‚ÄĚ, ela explica por telefone, da Alemanha, ‚Äúe Nick e eu n√£o √©ramos realmente os personagens principais daquilo‚ÄĚ. O casal ocasionalmente se apresentava junto em aberturas e festas, com uma piada interna entre eles e os outros membros do Box Codax de que eles pareciam s√≥ tocar juntos na √©poca do Natal, que geralmente era o √ļnico momento em que o Franz Ferdinand ficava fora da estrada.

Silenciosamente, McCarthy e Gernendel sempre trabalharam, aos trancos e barrancos, em suas pr√≥prias m√ļsicas tamb√©m. “N√≥s t√≠nhamos rascunhos espalhados, apenas com m√ļsicas meio acabadas, mas nunca tivemos tempo para termin√°-las – sempre est√°vamos t√£o ocupados com nossas pr√≥prias coisas”, explica Gernedel. “N√≥s nem sempre trabalhamos facilmente juntos de qualquer maneira, mesmo quando tivemos a chance; No passado, discutir√≠amos rapidamente”.

Por√©m, as coisas mudaram; Para come√ßar, o casal tem um filho pequeno, Vito, e est√° mais sossegado do que nunca como resultado. Al√©m disso, sua colabora√ß√£o musical finalmente deu frutos; Agora eles s√£o oficialmente uma banda, simplesmente sob o nome de Manuela, e t√™m um √°lbum de estreia autointitulado para apresentar. √Č um caso deliciosamente exc√™ntrico, flutuando entre o hazy electro e pop dos anos sessenta, com at√© uma pitada de dub. O √°lbum inteiro tem uma sensa√ß√£o de ver√£o atravessando suas veias, e as letras de Gernedel ‚Äď obscuras num minuto, claras no outro ‚Äď refletem docemente sobre a maternidade e paternidade e, tristemente sobre a sociedade. O disco parece um trabalho pensado e coeso, mas, por toda a conversa de McCarthy sobre a mudan√ßa para novos projetos, ele n√£o tinha isso em mente na √©poca.

“Foi mais uma surpresa, s√©rio”, ele lembra. “Eu estava trabalhando em algumas coisas, como uma trilha para uma s√©rie de TV alem√£ chamada M√ľnchen 7, ent√£o esse n√£o era o meu foco principal para come√ßar – era s√≥ que meio que concordamos em gravar porque estivemos trabalhando nas m√ļsicas por tanto tempo. Acabou se transformando em algo especial conforme continuamos, e algumas das outras coisas em que eu estava trabalhando n√£o deram certo. Eu vinha praticando escrever com outras pessoas de forma espont√Ęnea, um pouco como encontros r√°pidos musicais, mas nenhum deles ficou como esse √°lbum. Eu realmente estava gostando de todo o processo‚ÄĚ.

Gradualmente, eles perceberam que tinham m√ļsicas suficientes para lan√ßar um √°lbum, mas nem tudo foi um mar de rosas; entre os obst√°culos que eles tiveram de lidar ao longo do caminho, inclu√≠a uma faixa que teve de ser descartada por ficar bem abaixo dos padr√Ķes das demais, e outra que era um cover de uma m√ļsica de um compositor italiano, que eventualmente decidiu n√£o liber√°-los para us√°-la no final das contas. Al√©m disso, na opini√£o de McCarthy, Gernedel n√£o percebeu qu√£o intrincado seria o processo de lan√ßar um LP. “Por um longo per√≠odo de tempo, creio que ela pensou nisso como um projeto de arte ou uma coisa de palavra falada, e do outro lado, eu estava apenas me concentrando em chegar a essas composi√ß√Ķes e ideias para m√ļsicas. No final, conseguimos encontrar um meio termo, por isso parece realmente e genuinamente colaborativo. Isso tamb√©m foi verdade para a produ√ß√£o do √°lbum”.

A contribui√ß√£o de Gernendel para o Manuela, ent√£o, √© bem enraizada em sua hist√≥ria como artista. “O mais importante que eles te ensinam na escola de arte √© que voc√™ deve tentar coisas diferentes” ela diz. “Baseie-se apenas em ideias, e depois trabalhe na parte t√©cnica – ou n√£o. O ponto de partida seria quase uma palavra falada, e eu queria que fosse realmente simples e despojado. Eventualmente, voc√™ percebe que pode soar como uma boa ideia na sua cabe√ßa, mas na pr√°tica, fica horr√≠vel de se ouvir. Voc√™ tem que procurar por outras maneiras de criar a atmosfera que deseja entregar, ent√£o muitas das conversas foram sobre as melodias e os instrumentos.”

O casal viveu em Londres por anos e s√£o vagos no porqu√™ terem se mudado para l√° em primeiro lugar, quase como se n√£o conseguissem explicar por si mesmos. Afinal, eles n√£o possuem nenhuma conex√£o com o local – McCarthy nasceu em Blackpool, Gernedel na √Āustria – e os dois j√° haviam dito que nunca esperavam ficar l√° pelo tempo que ficaram. Semelhantemente, ambos concordam que o ambiente da capital influenciou Manuela, para o bem ou para o mal, mas a impress√£o que voc√™ tem √© que eles ainda n√£o est√£o convencidos pela cidade que j√° chamaram de lar por tanto tempo.

“√Č um vem e volta entre estar em estado de amor e admira√ß√£o pelas pequenas coisas em Londres, e a percep√ß√£o que est√° meio que desmoronando e caindo ao seu redor” admite Gernendel. “Eu primeiramente notei o lado pol√≠tico disso quando teve manifesta√ß√Ķes gigantescas quando as taxas estudantis aumentaram e ningu√©m notou. Eles apenas passaram por cima. N√≥s est√°vamos indo para o est√ļdio na √©poca da vota√ß√£o no √ļltimo ver√£o, ent√£o tem um pouco desse choque l√° tamb√©m. Londres pode ser um local injusto e hostil para muitas pessoas, mas tem uma mistura incr√≠vel de culturas e parece bem livre nesse aspecto. Crescendo na Bav√°ria tudo √© t√£o ordenado e conservado, e sempre tem algu√©m te observando. Em Londres, ningu√©m liga – ningu√©m est√° de olho em voc√™ a todo instante, o que eu gosto.”

“√Č estranho que n√≥s tenhamos ficado aqui por todo esse tempo, porque o esperado de quando est√°vamos em Glasgow era que as pessoas se mudassem pra c√° por um tempo e geralmente voltassem odiando o lugar”, ri McCarthy. “D√£o uma olhada ao redor e fazer um ‚Äėmeh, n√£o √© para mim‚Äô”. Muitas das letras focam no mundano, nas coisas do dia-a-dia, mas tem um tom oculto de decad√™ncia. ‚ÄúO sentimento que voc√™ tem em Londres e na Gr√£ Bretanha em geral agora √© bem sombrio, mas eu acho que voc√™ sempre tem que olhar para o lado positivo. Eu gosto do fato que voc√™ pode ter um caf√© da manh√£ somali, um almo√ßo caribenho e um jantar turco, e sem ter que sair da mesma rua, esse tipo de coisa. Nenhum outro lugar da Terra √© t√£o multicultural, mas equilibrando isso contra o fato de que as pessoas est√£o lutando para ganhar a vida criativamente; muito de nossos amigos se mudaram porque n√£o tem mais condi√ß√Ķes, e voc√™ tem √≥timos clubes como o Passing Clouds sob amea√ßa de fechar‚ÄĚ.

Quaisquer que sejam suas ressalvas, a dupla parece estar bem feliz em mencionar seu filho, que nasceu em 2011 em Londres, e a transi√ß√£o deles para a paternidade est√° emocionalmente relacionada ao Manuela, especialmente na linda can√ß√£o de ninar Invincible, na qual Gernedel cantarola ‚ÄúThere are crumbs between your fingers and milk on your tongue / There is grass and there is milk, and love / You‚Äôve made me invincible.‚Ä̬† (“H√° migalhas entre seus dedos e leite em sua l√≠ngua/ h√° grama e h√° leite, e amor/ voc√™ me fez invenc√≠vel”). Isso representa de certa forma os dois principais motivos pelos quais McCarthy deixou sua antiga banda, ele est√° fazendo novas m√ļsicas que t√™m justamente sua fam√≠lia em seu n√ļcleo emocional. “Muitas das letras sa√≠ram daquelas pequenas coisas que voc√™ tem de se concentrar no seu dia-a-dia como m√£e”, relata Gernendel “Eu gosto da ideia de que se n√≥s fiz√©ssemos um √°lbum dez anos atr√°s, teria principalmente m√ļsicas sobre amor e como sent√≠amos a falta um do outro quando Nick estava em turn√™, mas agora tudo est√° mudado. Ainda escrevemos m√ļsicas de amor, mas muitas delas s√£o direcionadas ao nosso filho”.

Tanto McCarthy como Gernedel parecem deixar as portas abertas em rela√ß√£o ao que o futuro reserva para o Manuela. Ambos t√™m outros projetos para se focar, e McCarthy ainda n√£o encerrou oficialmente o assunto sobre o Franz Ferdinand, na √©poca a declara√ß√£o se esfor√ßava a apontar que sua sa√≠da n√£o era necessariamente permanente, e se aplicava principalmente ao quinto √°lbum da banda e sua consequente turn√™. Ele reafirma que pode voltar ao grupo um dia. “Talvez eles percebam ‘Hey, √© √≥timo sem o Nick! ‘N√≥s veremos para onde tudo ir√° daqui alguns anos. Quem sabe, talvez eles queiram uma pausa da banda assim que terminar a turn√™ daqui uns anos, justo quando eu estiver pronto para voltar!”

Enquanto isso, ele e Gernedel v√£o tocar esporadicamente ao vivo para divulgar Manuela, com uma turn√™ mais extensa descartada pelo fato que eles s√£o, afinal, jovens pais. “Os shows que andamos fazendo s√£o realmente especiais” diz Gernedel “mas n√£o podemos ir muito longe, n√£o importa o qu√£o dispostas √†s av√≥s possam estar. N√≥s temos uma banda muito boa na qual nos damos muito bem, embora ainda estejamos descobrindo o que podemos fazer de tempos em tempos. N√≥s sabemos que podemos de fins de semana!”.

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TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Amanda Moreira e Paula Higa

FONTE: Drowned In Sound | Lost Map Records

Nick McCarthy após a saída do Franz Ferdinand

20 de julho de 2016 às 19:01 por Simone


“N√≥s precisamos investir muito em uma babysitter para conseguir escrever esse √°lbum.”

 

Nick McCarthy cresceu em Rosenheim e foi um dos membros fundadores da banda brit√Ęnica Franz Ferdinand, uma das melhores e mais bem sucedidas bandas de indie-rock dos anos 2000. Na √ļltima semana os f√£s levaram um leve choque: ele deixou a banda, fez um projeto pr√≥prio com sua esposa, com o qual se apresenta em Munique no final de semana.

Por: Sebastian Heigl 20.07.2016

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Depois de v√°rias vezes no top 10 de √°lbuns, o Mercury Prize e dois Brit Awards uma pausa √© requerida. Nick McCarthy, guitarrista solo da banda brit√Ęnica Franz Ferdinand, faz uma pausa. Mas a pausa n√£o significa uma sa√≠da definitiva do universo da m√ļsica. Na √ļltima semana McCarthy lan√ßou com o seu novo projeto “MANUELA” o primeiro single, “Cracks In The Concrete”. Na √ļltima segunda-feira √† noite ele se apresentou na Kammerspiele de Munique em um evento beneficente para o c√≠rculo cultural da cidade. Sebastian Heigl encontrou-se com ele l√° e conversaram sobre separa√ß√£o, repara√ß√£o e sobre a MANUELA.

SH: Você se separou do Franz Ferdinand, ou melhor dizendo, fez uma pausa. O que te levou a essa decisão?

McCarthy: Eu queria simplesmente fazer algo diferente. Eu estou agora h√° 15 anos com o Franz Ferdinand, viajei em tour ao redor do mundo e gravei √°lbuns. Eu tamb√©m n√£o queria mais apenas escrever m√ļsicas com dura√ß√£o de tr√™s minutos, – eu queria simplesmente experimentar coisas diferentes – e tamb√©m estar em casa, eu tenho duas crian√ßas. Os caras da banda entendem isso naturalmente, eles vem isso tamb√©m muito positivamente. Eu acho legal tamb√©m que eles v√£o continuar. Ent√£o… por que n√£o?

SH: Voc√™ come√ßou agora um novo projeto com sua esposa, ele se chama MANUELA. Ent√£o como voc√™s chegaram a essa ideia de escrever m√ļsica juntos?
McCarthy: Eu j√° escrevo h√° muitos anos m√ļsicas junto com minha esposa. N√≥s j√° tivemos tamb√©m juntos uma banda, o Box Codax. Agora eu decidi tirar um tempo de f√©rias do Franz Ferdinand. A √ļnica coisa que mudou foi que agora eu tenho tempo, e ent√£o a partir disso surgiu um √°lbum. Ent√£o n√≥s falamos: vamos tocar em alguns shows e vemos ent√£o o que podemos fazer. Como sempre fazemos.

SH: Existe entre voc√™s alguma distribui√ß√£o? Quem escreve as letras, quem escreve a m√ļsica?
McCarthy: A Manuela de fato escreve boas letras, por isso eu preferencialmente n√£o fa√ßo isso. Eu escrevi a maioria das m√ļsicas. Mas isso √© dif√≠cil para um casal: as crian√ßas normalmente est√£o sempre por perto. N√≥s precisamos investir muito dinheiro em uma babysitter para conseguir escrever esse √°lbum. Parece chato, mas Rock’n roll tamb√©m. Mas foi muito bom ter tempo sozinho de novo. Veio muito amor atrav√©s das can√ß√Ķes. O √°lbum tamb√©m j√° est√° pronto. Ser√° lan√ßado entre tr√™s ou quatro meses, eu acho. N√≥s vamos entrar em Tour em outubro, novembro e ent√£o no ano novo.

SH: Na semana passada voc√™s disponibilizaram sua primeira can√ß√£o do √°lbum “Cracks In The Concrete”. Assim que se escuta, percebe-se que voc√™s se aproximaram bastante do som dos anos 80. Sintetizadores anal√≥gicos, bateria eletr√īnica (de computador). Por que os anos 80?
McCarthy: A era foi maravilhosa. Eu amo tamb√©m os LP’s dos anos 70. No qual todos os outros instrumentos eram tocados e apenas o baterista estava na bateria. E claro tamb√©m o Goth-Zeug, nele tamb√©m tinha sempre sintetizadores. Em “Sister of mercy”, por exemplo. Eu sempre flertei com os anos 80, tamb√©m quando eu estava no Franz Ferdinand, claro.

SH: O que você vai sentir falta no Franz Ferdinand? Melhor dizendo, você poderia se imaginar em algum momento voltando para a banda?
McCarthy: Para mim foi simplesmente uma banda insanamente incr√≠vel. Simplesmente funcionou com a gente. Isso provavelmente nunca acontecer√° de novo na minha vida. N√≥s toc√°vamos qualquer can√ß√£o e isso claramente funcionava, isso √© algo que n√£o pode ser explicado, e esse tipo de coisa funciona muito raramente. E tamb√©m o √ļltimo concerto do Franz Ferdinand aqui em Munique foi simplesmente incr√≠vel. O Zenith tava t√£o cheio. Ent√£o eu de fato vou sentir falta disso e isso talvez me pressione de volta. Eu quero dizer…o Alex mora aqui bem na minha esquina e n√≥s ainda nos vemos, isso acontece. O que quero dizer, por outro lado, que para eles me substitu√≠rem eles v√£o precisar de duas pessoas (risos). N√£o, isso n√£o faz sentido!

TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Karen Lima 

FONTE: Bayern 2 | Fuck yeah SAUSAGE!

Mensagem para a banda e Nick

14 de julho de 2016 às 12:58 por Simone


Todos fomos pegos de surpresa com a nota publicada pela banda no dia 08/07, sobre a saída do Nick. Estamos tristes, mas não poderíamos deixar de mandar uma mensagem de força e apoio ao Alex, Paul, Bob, equipe e agradecimentos ao Nick. A mensagem foi enviada em nome do Franz Ferdinand Brasil e de todos os fãs brasileiros.

O Alex agradeceu pelas palavras e repassou para todos¬†‚̧

Segue a mensagem que enviamos…

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Publicado por | Categoria(s): Banda,McCarthy | Tags: ,

NOTA OFICIAL FRANZ FERDINAND

8 de julho de 2016 às 7:53 por Simone


O Nick não fará parte da gravação ou da turnê do próximo álbum do Franz Ferdinand.

 

“Quando n√≥s gravamos e fazemos turn√™, √© um compromisso de tempo integral que leva no m√≠nimo um ano e meio, e a maior parte √© gasta longe de casa. Nick tem uma jovem fam√≠lia e n√£o quer ficar longe deles por um per√≠odo t√£o longo.

√Č uma grande oportunidade para ele explorar alguns de seus outros interesses musicais no entanto. N√≥s mal podemos esperar pra saber do que ele est√° afim.

Essa n√£o √© necessariamente uma situa√ß√£o permanente e n√≥s te contaremos se as circunst√Ęncias mudarem no futuro.

N√≥s amar√≠amos poder dizer que esse √© o resultado de diferen√ßas pessoais ou musicais, mas n√£o √©. Foram essas diferen√ßas que formaram a banda, em primeiro lugar.”

Do Nick:

“Eu realmente gostaria de agradecer a todos os f√£s por serem uma inspira√ß√£o t√£o grande pelos anos. Foi um √≥timo per√≠odo. Eu vou me concentrar em produzir e escrever algumas coisas completamente diferentes por um tempo e n√≥s todos mal podemos esperar para saber sobre o novo √°lbum do Franz Ferdinand.”

Festa de Lan√ßamento do √Ālbum FFS

10 de julho de 2015 às 4:47 por Simone


Neste sábado, 11/07, teremos uma festa de lançamento do primeiro álbum do FFS, Franz Ferdinand & Sparks.

A festa acontecerá na Funhouse (Bela Cintra, 567 РSão Paulo) em parceria com a Sony Brasil e Delicious Party e teremos sets especiais e sorteio de brindes. A abertura da casa é a partir das 20h para o esquenta e a entrada é liberada até às 00h (não esqueça de levar um documento com foto recente). Acesse o link do evento: https://www.facebook.com/events/910492208992987/

11701045_762098543889328_3907082626517550399_nVenha festejar conosco!

At√© o Alex nos chamou para a festa ūüėČ

FFS funhouseparty

Johnny Delusional, o primeiro single do F.F.S.!

12 de abril de 2015 às 17:28 por Simone


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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, a rádio BBC 6 irá transmitir o primeiro single da colaboração entre Franz Ferdinand e Sparks, chamada de F.F.S!

Fiquem ligados que a partir das 13hs (Reino Unido) / 09hs (Brasília), poderemos ouvir pela primeira vez o single Johnny Delusional.
Link para ouvir: http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pwdfv

A Amazon já disponibilizou um pequeno trecho pra matar nossa ansiedade OUÇA AQUI !

Todas as informa√ß√Ķes sobre o lan√ßamento do √°lbum, que acontece em 08 de junho, voc√™ encontra AQUI

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