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Valores Familiares: DiS Encontra Manuela

2 de junho de 2017 às 17:40 por Simone


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Por Joe Goggins 1 de junho de 2017

Em julho do ano passado, Nick McCarthy anunciou que estava deixando o Franz Ferdinand, do qual fora um dos membros fundadores quando a banda surgiu no cenário centrado em torno Escola de Arte de Glasgow no início dos anos ‘00. A separação foi evidentemente amigável e foram 3 os motivos dados na declaração conjunta de McCarthy e seus antigos companheiros de banda; pode não ser necessariamente uma separação definitiva, mas McCarthy não podia se comprometer a viajar porque tinha uma família jovem e queria se concentrar na produção e criação de suas próprias músicas.

Entretanto, o que nós não tínhamos percebido é que sua família e suas diferentes ambições criativas estavam intrinsecamente ligadas. McCarthy e sua esposa, Manuela Gernedel, estão juntos desde antes de o Franz Ferdinand ser uma preocupação; eles se conheceram no final dos anos noventa na Bavária, onde ambos cresceram, e se casaram em 2005, no mesmo dia do Live 8 – o que explica por que a banda recusou uma oferta para se apresentar lá. Gernedel é uma artista que estudou pintura em Glasgow na escola de arte e também já ensinou a disciplina.

Ela não tem muita experiência musical, ou pelo menos não além do Box Codax, o grupo que formou com McCarthy e alguns outros em seus dias de estudantes. “Aquilo era um projeto diferente”, ela explica por telefone, da Alemanha, “e Nick e eu não éramos realmente os personagens principais daquilo”. O casal ocasionalmente se apresentava junto em aberturas e festas, com uma piada interna entre eles e os outros membros do Box Codax de que eles pareciam só tocar juntos na época do Natal, que geralmente era o único momento em que o Franz Ferdinand ficava fora da estrada.

Silenciosamente, McCarthy e Gernendel sempre trabalharam, aos trancos e barrancos, em suas próprias músicas também. “Nós tínhamos rascunhos espalhados, apenas com músicas meio acabadas, mas nunca tivemos tempo para terminá-las – sempre estávamos tão ocupados com nossas próprias coisas”, explica Gernedel. “Nós nem sempre trabalhamos facilmente juntos de qualquer maneira, mesmo quando tivemos a chance; No passado, discutiríamos rapidamente”.

Porém, as coisas mudaram; Para começar, o casal tem um filho pequeno, Vito, e está mais sossegado do que nunca como resultado. Além disso, sua colaboração musical finalmente deu frutos; Agora eles são oficialmente uma banda, simplesmente sob o nome de Manuela, e têm um álbum de estreia autointitulado para apresentar. É um caso deliciosamente excêntrico, flutuando entre o hazy electro e pop dos anos sessenta, com até uma pitada de dub. O álbum inteiro tem uma sensação de verão atravessando suas veias, e as letras de Gernedel – obscuras num minuto, claras no outro – refletem docemente sobre a maternidade e paternidade e, tristemente sobre a sociedade. O disco parece um trabalho pensado e coeso, mas, por toda a conversa de McCarthy sobre a mudança para novos projetos, ele não tinha isso em mente na época.

“Foi mais uma surpresa, sério”, ele lembra. “Eu estava trabalhando em algumas coisas, como uma trilha para uma série de TV alemã chamada München 7, então esse não era o meu foco principal para começar – era só que meio que concordamos em gravar porque estivemos trabalhando nas músicas por tanto tempo. Acabou se transformando em algo especial conforme continuamos, e algumas das outras coisas em que eu estava trabalhando não deram certo. Eu vinha praticando escrever com outras pessoas de forma espontânea, um pouco como encontros rápidos musicais, mas nenhum deles ficou como esse álbum. Eu realmente estava gostando de todo o processo”.

Gradualmente, eles perceberam que tinham músicas suficientes para lançar um álbum, mas nem tudo foi um mar de rosas; entre os obstáculos que eles tiveram de lidar ao longo do caminho, incluía uma faixa que teve de ser descartada por ficar bem abaixo dos padrões das demais, e outra que era um cover de uma música de um compositor italiano, que eventualmente decidiu não liberá-los para usá-la no final das contas. Além disso, na opinião de McCarthy, Gernedel não percebeu quão intrincado seria o processo de lançar um LP. “Por um longo período de tempo, creio que ela pensou nisso como um projeto de arte ou uma coisa de palavra falada, e do outro lado, eu estava apenas me concentrando em chegar a essas composições e ideias para músicas. No final, conseguimos encontrar um meio termo, por isso parece realmente e genuinamente colaborativo. Isso também foi verdade para a produção do álbum”.

A contribuição de Gernendel para o Manuela, então, é bem enraizada em sua história como artista. “O mais importante que eles te ensinam na escola de arte é que você deve tentar coisas diferentes” ela diz. “Baseie-se apenas em ideias, e depois trabalhe na parte técnica – ou não. O ponto de partida seria quase uma palavra falada, e eu queria que fosse realmente simples e despojado. Eventualmente, você percebe que pode soar como uma boa ideia na sua cabeça, mas na prática, fica horrível de se ouvir. Você tem que procurar por outras maneiras de criar a atmosfera que deseja entregar, então muitas das conversas foram sobre as melodias e os instrumentos.”

O casal viveu em Londres por anos e são vagos no porquê terem se mudado para lá em primeiro lugar, quase como se não conseguissem explicar por si mesmos. Afinal, eles não possuem nenhuma conexão com o local – McCarthy nasceu em Blackpool, Gernedel na Áustria – e os dois já haviam dito que nunca esperavam ficar lá pelo tempo que ficaram. Semelhantemente, ambos concordam que o ambiente da capital influenciou Manuela, para o bem ou para o mal, mas a impressão que você tem é que eles ainda não estão convencidos pela cidade que já chamaram de lar por tanto tempo.

“É um vem e volta entre estar em estado de amor e admiração pelas pequenas coisas em Londres, e a percepção que está meio que desmoronando e caindo ao seu redor” admite Gernendel. “Eu primeiramente notei o lado político disso quando teve manifestações gigantescas quando as taxas estudantis aumentaram e ninguém notou. Eles apenas passaram por cima. Nós estávamos indo para o estúdio na época da votação no último verão, então tem um pouco desse choque lá também. Londres pode ser um local injusto e hostil para muitas pessoas, mas tem uma mistura incrível de culturas e parece bem livre nesse aspecto. Crescendo na Bavária tudo é tão ordenado e conservado, e sempre tem alguém te observando. Em Londres, ninguém liga – ninguém está de olho em você a todo instante, o que eu gosto.”

“É estranho que nós tenhamos ficado aqui por todo esse tempo, porque o esperado de quando estávamos em Glasgow era que as pessoas se mudassem pra cá por um tempo e geralmente voltassem odiando o lugar”, ri McCarthy. “Dão uma olhada ao redor e fazer um ‘meh, não é para mim’”. Muitas das letras focam no mundano, nas coisas do dia-a-dia, mas tem um tom oculto de decadência. “O sentimento que você tem em Londres e na Grã Bretanha em geral agora é bem sombrio, mas eu acho que você sempre tem que olhar para o lado positivo. Eu gosto do fato que você pode ter um café da manhã somali, um almoço caribenho e um jantar turco, e sem ter que sair da mesma rua, esse tipo de coisa. Nenhum outro lugar da Terra é tão multicultural, mas equilibrando isso contra o fato de que as pessoas estão lutando para ganhar a vida criativamente; muito de nossos amigos se mudaram porque não tem mais condições, e você tem ótimos clubes como o Passing Clouds sob ameaça de fechar”.

Quaisquer que sejam suas ressalvas, a dupla parece estar bem feliz em mencionar seu filho, que nasceu em 2011 em Londres, e a transição deles para a paternidade está emocionalmente relacionada ao Manuela, especialmente na linda canção de ninar Invincible, na qual Gernedel cantarola “There are crumbs between your fingers and milk on your tongue / There is grass and there is milk, and love / You’ve made me invincible.”  (“Há migalhas entre seus dedos e leite em sua língua/ há grama e há leite, e amor/ você me fez invencível”). Isso representa de certa forma os dois principais motivos pelos quais McCarthy deixou sua antiga banda, ele está fazendo novas músicas que têm justamente sua família em seu núcleo emocional. “Muitas das letras saíram daquelas pequenas coisas que você tem de se concentrar no seu dia-a-dia como mãe”, relata Gernendel “Eu gosto da ideia de que se nós fizéssemos um álbum dez anos atrás, teria principalmente músicas sobre amor e como sentíamos a falta um do outro quando Nick estava em turnê, mas agora tudo está mudado. Ainda escrevemos músicas de amor, mas muitas delas são direcionadas ao nosso filho”.

Tanto McCarthy como Gernedel parecem deixar as portas abertas em relação ao que o futuro reserva para o Manuela. Ambos têm outros projetos para se focar, e McCarthy ainda não encerrou oficialmente o assunto sobre o Franz Ferdinand, na época a declaração se esforçava a apontar que sua saída não era necessariamente permanente, e se aplicava principalmente ao quinto álbum da banda e sua consequente turnê. Ele reafirma que pode voltar ao grupo um dia. “Talvez eles percebam ‘Hey, é ótimo sem o Nick! ‘Nós veremos para onde tudo irá daqui alguns anos. Quem sabe, talvez eles queiram uma pausa da banda assim que terminar a turnê daqui uns anos, justo quando eu estiver pronto para voltar!”

Enquanto isso, ele e Gernedel vão tocar esporadicamente ao vivo para divulgar Manuela, com uma turnê mais extensa descartada pelo fato que eles são, afinal, jovens pais. “Os shows que andamos fazendo são realmente especiais” diz Gernedel “mas não podemos ir muito longe, não importa o quão dispostas às avós possam estar. Nós temos uma banda muito boa na qual nos damos muito bem, embora ainda estejamos descobrindo o que podemos fazer de tempos em tempos. Nós sabemos que podemos de fins de semana!”.

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TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Amanda Moreira e Paula Higa

FONTE: Drowned In Sound | Lost Map Records

Nick McCarthy após a saída do Franz Ferdinand

20 de julho de 2016 às 19:01 por Simone


“Nós precisamos investir muito em uma babysitter para conseguir escrever esse álbum.”

 

Nick McCarthy cresceu em Rosenheim e foi um dos membros fundadores da banda britânica Franz Ferdinand, uma das melhores e mais bem sucedidas bandas de indie-rock dos anos 2000. Na última semana os fãs levaram um leve choque: ele deixou a banda, fez um projeto próprio com sua esposa, com o qual se apresenta em Munique no final de semana.

Por: Sebastian Heigl 20.07.2016

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Depois de várias vezes no top 10 de álbuns, o Mercury Prize e dois Brit Awards uma pausa é requerida. Nick McCarthy, guitarrista solo da banda britânica Franz Ferdinand, faz uma pausa. Mas a pausa não significa uma saída definitiva do universo da música. Na última semana McCarthy lançou com o seu novo projeto “MANUELA” o primeiro single, “Cracks In The Concrete”. Na última segunda-feira à noite ele se apresentou na Kammerspiele de Munique em um evento beneficente para o círculo cultural da cidade. Sebastian Heigl encontrou-se com ele lá e conversaram sobre separação, reparação e sobre a MANUELA.

SH: Você se separou do Franz Ferdinand, ou melhor dizendo, fez uma pausa. O que te levou a essa decisão?

McCarthy: Eu queria simplesmente fazer algo diferente. Eu estou agora há 15 anos com o Franz Ferdinand, viajei em tour ao redor do mundo e gravei álbuns. Eu também não queria mais apenas escrever músicas com duração de três minutos, – eu queria simplesmente experimentar coisas diferentes – e também estar em casa, eu tenho duas crianças. Os caras da banda entendem isso naturalmente, eles vem isso também muito positivamente. Eu acho legal também que eles vão continuar. Então… por que não?

SH: Você começou agora um novo projeto com sua esposa, ele se chama MANUELA. Então como vocês chegaram a essa ideia de escrever música juntos?
McCarthy: Eu já escrevo há muitos anos músicas junto com minha esposa. Nós já tivemos também juntos uma banda, o Box Codax. Agora eu decidi tirar um tempo de férias do Franz Ferdinand. A única coisa que mudou foi que agora eu tenho tempo, e então a partir disso surgiu um álbum. Então nós falamos: vamos tocar em alguns shows e vemos então o que podemos fazer. Como sempre fazemos.

SH: Existe entre vocês alguma distribuição? Quem escreve as letras, quem escreve a música?
McCarthy: A Manuela de fato escreve boas letras, por isso eu preferencialmente não faço isso. Eu escrevi a maioria das músicas. Mas isso é difícil para um casal: as crianças normalmente estão sempre por perto. Nós precisamos investir muito dinheiro em uma babysitter para conseguir escrever esse álbum. Parece chato, mas Rock’n roll também. Mas foi muito bom ter tempo sozinho de novo. Veio muito amor através das canções. O álbum também já está pronto. Será lançado entre três ou quatro meses, eu acho. Nós vamos entrar em Tour em outubro, novembro e então no ano novo.

SH: Na semana passada vocês disponibilizaram sua primeira canção do álbum “Cracks In The Concrete”. Assim que se escuta, percebe-se que vocês se aproximaram bastante do som dos anos 80. Sintetizadores analógicos, bateria eletrônica (de computador). Por que os anos 80?
McCarthy: A era foi maravilhosa. Eu amo também os LP’s dos anos 70. No qual todos os outros instrumentos eram tocados e apenas o baterista estava na bateria. E claro também o Goth-Zeug, nele também tinha sempre sintetizadores. Em “Sister of mercy”, por exemplo. Eu sempre flertei com os anos 80, também quando eu estava no Franz Ferdinand, claro.

SH: O que você vai sentir falta no Franz Ferdinand? Melhor dizendo, você poderia se imaginar em algum momento voltando para a banda?
McCarthy: Para mim foi simplesmente uma banda insanamente incrível. Simplesmente funcionou com a gente. Isso provavelmente nunca acontecerá de novo na minha vida. Nós tocávamos qualquer canção e isso claramente funcionava, isso é algo que não pode ser explicado, e esse tipo de coisa funciona muito raramente. E também o último concerto do Franz Ferdinand aqui em Munique foi simplesmente incrível. O Zenith tava tão cheio. Então eu de fato vou sentir falta disso e isso talvez me pressione de volta. Eu quero dizer…o Alex mora aqui bem na minha esquina e nós ainda nos vemos, isso acontece. O que quero dizer, por outro lado, que para eles me substituírem eles vão precisar de duas pessoas (risos). Não, isso não faz sentido!

TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Karen Lima 

FONTE: Bayern 2 | Fuck yeah SAUSAGE!

Mensagem para a banda e Nick

14 de julho de 2016 às 12:58 por Simone


Todos fomos pegos de surpresa com a nota publicada pela banda no dia 08/07, sobre a saída do Nick. Estamos tristes, mas não poderíamos deixar de mandar uma mensagem de força e apoio ao Alex, Paul, Bob, equipe e agradecimentos ao Nick. A mensagem foi enviada em nome do Franz Ferdinand Brasil e de todos os fãs brasileiros.

O Alex agradeceu pelas palavras e repassou para todos ❤

Segue a mensagem que enviamos…

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Publicado por | Categoria(s): Banda,McCarthy | Tags: ,

NOTA OFICIAL FRANZ FERDINAND

8 de julho de 2016 às 7:53 por Simone


O Nick não fará parte da gravação ou da turnê do próximo álbum do Franz Ferdinand.

 

“Quando nós gravamos e fazemos turnê, é um compromisso de tempo integral que leva no mínimo um ano e meio, e a maior parte é gasta longe de casa. Nick tem uma jovem família e não quer ficar longe deles por um período tão longo.

É uma grande oportunidade para ele explorar alguns de seus outros interesses musicais no entanto. Nós mal podemos esperar pra saber do que ele está afim.

Essa não é necessariamente uma situação permanente e nós te contaremos se as circunstâncias mudarem no futuro.

Nós amaríamos poder dizer que esse é o resultado de diferenças pessoais ou musicais, mas não é. Foram essas diferenças que formaram a banda, em primeiro lugar.”

Do Nick:

“Eu realmente gostaria de agradecer a todos os fãs por serem uma inspiração tão grande pelos anos. Foi um ótimo período. Eu vou me concentrar em produzir e escrever algumas coisas completamente diferentes por um tempo e nós todos mal podemos esperar para saber sobre o novo álbum do Franz Ferdinand.”

Festa de Lançamento do Álbum FFS

10 de julho de 2015 às 4:47 por Simone


Neste sábado, 11/07, teremos uma festa de lançamento do primeiro álbum do FFS, Franz Ferdinand & Sparks.

A festa acontecerá na Funhouse (Bela Cintra, 567 – São Paulo) em parceria com a Sony Brasil e Delicious Party e teremos sets especiais e sorteio de brindes. A abertura da casa é a partir das 20h para o esquenta e a entrada é liberada até às 00h (não esqueça de levar um documento com foto recente). Acesse o link do evento: https://www.facebook.com/events/910492208992987/

11701045_762098543889328_3907082626517550399_nVenha festejar conosco!

Até o Alex nos chamou para a festa 😉

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Johnny Delusional, o primeiro single do F.F.S.!

12 de abril de 2015 às 17:28 por Simone


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Na próxima segunda-feira, 13 de abril, a rádio BBC 6 irá transmitir o primeiro single da colaboração entre Franz Ferdinand e Sparks, chamada de F.F.S!

Fiquem ligados que a partir das 13hs (Reino Unido) / 09hs (Brasília), poderemos ouvir pela primeira vez o single Johnny Delusional.
Link para ouvir: http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pwdfv

A Amazon já disponibilizou um pequeno trecho pra matar nossa ansiedade OUÇA AQUI !

Todas as informações sobre o lançamento do álbum, que acontece em 08 de junho, você encontra AQUI

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Esta cidade é grande o suficiente para nós dois…

5 de abril de 2015 às 19:25 por Simone


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Franz Ferdinand e Sparks nos contam tudo sobre sua nova colaboração F.F.S.!… por Pat Gilbert

 

“Você sempre tem essa horrível preocupação de que, quando você vai conhecer alguém de quem você ama a música, aquela pessoa possa ser uma idiota”, explica Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, rindo. “Mas Ron e Russel são fantásticos – eles têm um ótimo senso de humor, inteligente e auto depreciativo. Quando Ron está no palco ele é bastante intimidador, mas ambos são pessoas legais e acolhedoras.”

Kapranos está falando sobre a amizade especial no coração do F.F.S., uma nova e extraordinária banda formada pelos membros agregados do vocalista Escocês e a lendária dupla electro-glam de LA, Sparks. A colaboração foi cogitada pela primeira vez 11 anos atrás, quando os dois grupos saboreavam um almoço juntos em Los Angeles, depois de Ron e Russel Mael terem lido uma entrevista em que Kapranos, em turnê com seu auto intitulado álbum de estréia, entoava louvores ao Sparks.

“Apenas do pouco que sabíamos sobre eles, nós achamos que seria interessante trabalharmos juntos”, diz o vocalista Russel Mael. “Nós gostamos de seu senso de arte e estilo. Eles estavam fazendo algo especial e sob seus próprios termos. Nós dissemos: ‘Vamos fazer algo!’, e então 10 anos passaram voando…”

A ideia ressurgiu em Abril de 2013 quando o Sparks se encontrou por acaso com Kapranos no centro de São Francisco. Àquela época, ele estava procurando pelo dentista de Huey Lewis, em vão, depois de quebrar um dente num show na América do Sul.

“Eu estava completamente perdido e com dor de dente”, explica Kapranos. “O nosso empresário conhecia o empresário de Huey Lewis, que tinha me dado o endereço do dentista de Huey. Então eu ouvi a voz de Ron dizendo ‘É você, Alex?!’”

Um vaivém de arquivos MP3 enviados de um lado a outro do Atlântico – a primeira, uma música de Ron Mael intitulada “Collaborations Don’t Work” (Colaborações Não Funcionam) de brincadeira – uma tentativa de criar o single do híbrido FF – Sparks. Ficou claro rapidamente, no entanto, que havia material o suficiente para um álbum inteiro, que foi gravado no RAK estúdio no norte de Londres no inverno de 2014 com o produtor John Congleton.

As faixas incluem a já mencionada “Collaborations…”, na qual ambas as partes expressam suas ansiedades iniciais em relação ao projeto, The Power Couple, Police Encounters e o primeiro single Johnny Delusional.

“A primeira vez que tocamos nossas músicas juntos foi em Londres, uma semana antes de entrarmos no RAK”, diz Russel. “Quando o Alex e eu começamos a cantar juntos, ficou bem legal, separadamente e em uníssono. F.F.S. não se parece com Franz Ferdinand ou Sparks, mas uma banda totalmente nova.”

Foi o baterista do FF, Paul Thomson, que criou a sigla que juntou os nomes dos dois grupos. “Ele me enviou uma mensagem com as letras seguidas de um ponto de exclamação, e ficou óbvio imediatamente”, diz Kapranos.

O álbum, mixado mês passado em Dallas, será lançado para coincidir com uma série de shows do F.F.S. na Europa em Junho e Julho. “Há tantos fatores que impedem uma colaboração como esta de acontecer”, conclui Russel, “mas não poderia ter ficado melhor.”

 

TRADUÇÃO: Cristina Renó, obrigada 😉

FONTE: MOJO Magazine – Março 2015 / Foto revista: votedmostlikelytofail tumblr / Foto da banda: @sparksofficial via twitter

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À noite me vêm boas ideias

14 de fevereiro de 2015 às 14:44 por Simone


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Nick McCarthy, guitarrista do Franz Ferdinand sobre a sua música para a série “München 7”.

 

Mesmo agora morando em Londres e viajando em turnê, Nick McCarthy, o guitarrista da grande banda de rock Franz Ferdinand, está sempre ligado as raízes bávaras. Além da música indie, McCarthy descobriu recentemente a música cinematográfica: ele escreveu as músicas para a nova temporada da série policial “München 7”. Em entrevista com Daniel Drescher, o guitarrista de 40 anos fala sobre como foi crescer no interior da Baviera, sobre a áspera mudança para Glasgow e sobre o trabalho conjunto produzido com a experiente banda de rock estadunidense Sparks.

Senhor McCarthy, você escreveu as músicas para a série “München 7”. Como isso aconteceu?

O contato aconteceu através de uma amiga do meu irmão. Ele sempre esteve presente na cena punk de Rosenheim, sempre me levava para os shows com ele e lá tinha essa garota que prestava atenção em mim. Ela era montadora do Bogner (Franz Xavier Bogner, diretor de München 7) e tinha me dito que o Bogner estava procurando alguém novo. Eu fui lá e me apresentei para ele, já que eu era um grande fã de seu trabalho. Eu cresci vendo os filmes dele, que eram a única coisa que dava pra assistir na televisão – esses e também os do Dietl (Helmut, diretor bávaro). Nos últimos dois anos eu estive viajando muito com o Franz Ferdinand, por isso, eu sempre ia ao estúdio à noite, de 8 da noite às 4 da manhã. Era muito bizarro gravar música para uma série bávara em Londres. Eu espero que esse compromisso prossiga.

Você é uma pessoa noturna, ou isso foi bastante incomum?

Ah não… eu já estava bem habituado com o cansaço. Eu tenho dois filhos, de 1 e 3 anos e acordo às 7 da manhã. Depois de algumas semanas você já está pronto para isso. Mas eu amo trabalhar a noite. Não há nenhuma distração, nenhuma ligação, há uma boa atmosfera. À noite me vêm boas ideias.

Você frequentemente ainda vai para sua antiga pátria. Os seus colegas de banda vão frequentemente para lá?

Eu estive agora perto de Rosenheim, e estava acontecendo tanta coisa por lá, por isso eu mesmo me permiti tirar umas férias na Baviera. Com o Franz Ferdinand, eles tocam frequentemente em Munique e todos eles já estiveram em Rosenheim para o meu casamento, por exemplo. Eles gostam da cerveja: da última vez que a gente esteve em Munique, eu comprei 20 caixas de Augustiner e depois disso a gente ficou feliz durante 3 semanas na turnê.

A TV alemã não está muito renovadora recentemente. Breaking Bad, Downtown Abbey – todas as séries de alta qualidade vem dos Estados Unidos ou da Grã-Bretanha. Quando você está em Londes, sente constantemente saudades de casa e compra DVD’s alemães?

De tempos em tempos, mas tem sido assim: quando se liga a televisão aqui, não há nenhum divertimento. “Tatort” é bom, mas eu assisto muitas séries americanas porque elas são inacreditáveis. Game of Thrones e Breaking Bad foram as maiores séries dos últimos dois anos. Mas eu não assisto televisão tão frequentemente. O Bogner é um clássico, e é uma honra pra mim trabalhar pra ele.

Você nasceu na Inglaterra mas cresceu na Baviera. Como é ter crescido no interior da Baviera e como você entrou em contato com a música?

Eu frequentei a escola aqui e fui musicalmente influenciado pelo meu irmão. Eu cresci em Bruckmühl. Essa cidade fica bem no interior da Baviera, lá haviam tantos burgueses, isso me irritava muito quando eu era adolescente. Eu tinha um grupo de amigos, os quais ainda adoro hoje em dia, que também tinham problemas com os burgueses. Nós fizemos muitas coisas, estávamos entediados e odiávamos os burgueses. Também tivemos muitas experiências com drogas. Eu sempre pensei que eu era um cara mau. Então eu me mudei pra Glasgow e percebi que eu era um verdadeiro filhinho da mamãe. Lá eu fiquei feliz em ver a polícia pela primeira vez. Eu morei durante 10 anos por lá e em seguida me mudei pra Londres. Pra mim, Glasgow é sempre muito fria e úmida, mas tem uma excelente cena musical e há muito espaço artístico por lá.

É comum ouvir músicos que cresceram na província falarem que a falta de distração da própria música é algo bom. Você concorda com isso?

Nós fazíamos muita música, mas não fazíamos ideia do que se passava pelo resto do mundo. Quando eu me mudei para Glasgow, eu não conhecia nem metade das bandas que todo mundo achava legal. Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles – essas eram conhecidas no país. Mas para mim isso funcionou. Meus amigos e eu éramos tão contra as músicas que tocavam no rádio que paramos até de escutar música clássica. Pensávamos que isso era uma atitude punk. Então tocávamos música clássica no piano, mas também sempre incluíamos música do The Damned. Na verdade, eu ainda faço isso, só acrescentei Elvis na lista. Eu tinha uma banda de Jazz na escola e aprendi a ler notas musicais, frequentei um Conservatório e aprendi a tocar contrabaixo. Esse instrumento sempre esteve presente em bandas alemãs, como o Can e o Kraftwerk, essas sempre foram duas bandas clássicas e bem instruídas. Isso também nos acrescentou algo.

Diz a lenda que você e Alex Kapranos se conheceram porque você roubou uma garrafa de vodka dele em uma festa.

Sim, isso é verdade. Eu estava acostumado com as festas caseiras em Aibling. E já que você não leva nada, você pega o que está lá. Em Glasgow, a bebida alcoolica é cara, cada um leva a sua garrafa, cada um carrega sua garrafa e escreve seu nome nela. Então lá estava a garrafa, eu coloquei metade do conteúdo no meu copo e senti uma mão no meu ombro: “Excuse me”, disse Alex. Nós quase nos esmurramos, então alguém entrou no meio e apartou a briga. Depois começamos a conversar sobre música: “você está procurando uma banda”. Então nós ficamos juntos.

O Franz Ferdinand sempre teve músicas com partes em alemão, seja em “Darts of Pleasure” ou em “Erdbeer Mund”. Isso deve ser mérito seu.

Sim, claro, sempre. No entanto, o nome da banda não foi ideia minha. Isso era no tempo em que a arte alemã estava bastante em alta. Todos estavam abertos para o Neo Rauch e essas coisas parecidas. Era muito elegante em Glasgow saber falar alemão. Todo mundo na Grã-Bretanha estava interessado em Krautrock (estilo de rock presente na cena musical alemã nos anos 70).

O que há nos planos atuais do Franz Ferdinand? Vocês estão trabalhando em músicas novas?

Nós gravamos um álbum com o Sparks. Eles são uma antiga banda de glam-rock estadunidense que nunca foi muito conhecida na Alemanha. Na Inglaterra eles são gigantes, eu realmente ouvi muito sobre eles. Em Los Angeles eles foram a um show nosso, eles são uns caras bem típicos dos anos 70. O album vai ser lançado esse ano e depois vamos fazer uma turnê juntos. Nós nos denominamos FFS, Franz Ferdinand e Sparks. Em breve queremos lançar um single.

O Franz Ferdinand tem um som relativamente bem definido. O que poderia ser novo na música de vocês futuramente?

Eu ṇo sei. Com os nossos discos a gente nunca sabe o que vai sair antes de ele ser lan̤ado. Por quanto tempo eu ainda vou fazer isso, eu tamb̩m ṇo sei, eu acabei de fazer 40 anos. Se algu̩m pode investir tanta for̤a assim pra sempre Рeu ṇo fa̤o ideia.

Nick McCarthy nasceu em 13 de dezembro de 1974 em Blackpool, mas cresceu em Vagen uma pequena cidade da Baviera no distrito de Rosenheim. Ele frequentou a escola em Bad Aibling. Depois do Ensino Secundário, ele estudolu contrabaixo no Conservatório Richard-Strauss em Munique. McCarthy é casado e tem dois filhos. Com sucessos como “Take me out” e “Do you want to”, sua banda teve sucesso internacional. O album “Right Thoughts, right words, right action” foi lançado no último verão. A série “München 7”, a qual o Nick escreveu as músicas, é transmitida às quartas-feiras, 18:50 hrs no canal ARD. A atual temporada termina no dia 18 de fevereiro com o episódio “Von heut auf morgen”.

 ———————————–
Nesse vídeo o Nick fala sobre o processo de composição das músicas para o seriado München 7 junto com seu amigo Sebastian Kellig. Apesar do vídeo ser em alemão, a nossa amiga Karen Lima fez um breve resumo do que é falado no vídeo:

“No começo ele fala como eles se conheceram, e como eles se dão bem e que tem uma química musical enorme. Eles começaram tocando música só por prazer, mas depois virou algo sério. Desde meados de 2014 eles estão em Munique fazendo a trilha sonora desse programa de televisão de lá, eles tocam todos os instrumentos, um por vez. Nick fala que sempre há novos motivos, novos temas e precisa sempre escrever novas músicas. Pra cada “capítulo” eles tem em média 2 semanas para fazer as composições. Diz que cresceu assistindo essa série. Que a música não é só compor notas, é sobre sensações, principalmente quando se cresceu com a música. Diz que nasceu na Inglaterra, mas cresceu na Alemanha, então sempre volta pra lá. O som do musical naturalmente é antigo, tem muitos instrumentos antigos, mas ele espera conseguir modernizar isso, é como se fosse um desafio”.

Munich 7 é uma série policial de Franz Xaver Bogner. A série de televisão passa em Munique e é sobre a vida cotidiana da guarda da delegacia de polícia fictícia Munich 7. Para a 5ª e 6ª temporadas em 2014, a música foi composta por Nick McCarthy e Sebastian Kellig no Sausage Studio.

 

TRADUÇÂO: Karen Lima, nossa fã quase alemã. MUITO OBRIGADA! :)

FONTE: schwaebische.de / The Fallen Chile

Assista ao clipe de STAND ON THE HORIZON!

3 de agosto de 2014 às 19:02 por Simone


Dirigido pelo indiano Karan Kandhari, Stand On The Horizon é o 6º single de Right Thought Right Words Right Action.

Confira Stand On The Horizon!

A canção é inspirada no tempo de infância passado por Alex em Sunderland, e cita tanto a Marsden Rock quanto a estação de Metro South Shields.

“Ah, é uma daquelas músicas otimistas pessimistas – como o Mar do Norte canta “Venha a mim! Lance-se a mim!” tudo que você pode imaginar é ir além do horizonte em direção a um futuro dourado, enquanto Marsden Rock desmorona sob as ondas.” – Alex Kapranos

O single, lançado em 28/07/2014 apenas em versão digital, já pode ser adquitido na iTunes UK e na iTunes Brasil. Ele conta com as seguintes faixas:

1 – Stand On The Horizon
2 – Stand On The Horizon (Tom Furse Extrapolation mix)(The Horrors)
3 – Stand On The Horizon (cover feito por Frankie & The Heartstrings)
4 – Stand On The Horizon (Todd Terje Extended mix)

FONTE: Domino Records | Vevo Brasil

Franz Ferdinand do Franz Ferdinand completa hoje 10 anos!

9 de fevereiro de 2014 às 16:46 por Simone


Considerado uma obra prima dos anos 2000 e um dos melhores álbuns de estreia de uma banda britânica, o álbum Franz Ferdinand completa hoje 10 anos.

Que a banda saiba sempre se reinventar sem perder seu estilo e característica própria, fórmula do sucesso do álbum de estreia!

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