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Always Ascending UNBOXING – Signed Deluxe LP Bundle + Signed CD + Cassette

11 de fevereiro de 2018 às 11:17 por Simone


Quem aí como nós está muito animado com o lançamento de Always Ascending? ❤
Enquanto nossa edição nacional não é lançada, trazemos um unboxing da edição limitada que esteve disponível em pré-venda na loja da Domino Records.

Os itens que constam nesse unboxing:

РFranz Ferdinand РAlways Ascending , Signed Deluxe LP Bundle (tote bag + foto autografada + vinil marmorizado branco/azul Рedi̤̣o limitada com poster) РLimitado em 1000 unidades.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Signed CD.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Cassette – Limitado em 500 unidades.

OBS.: Além dessa edição do CD, vendida no mundo todo com 10 faixas, existe também a versão japonesa com Demagogue como faixa extra. Em relação ao vinil, existem mais outras 5 edições coloridas vendidas ao redor do mundo!

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A

Agradecimentos: Fotos: Tarciane Almeida | Montagem: Paula Higa | Fonte: Domino Records

Franz UP: Alex Kapranos e AB/CD/CD no vídeo de Always Ascending

28 de janeiro de 2018 às 17:43 por Simone


Franz Always Ascending 2Por David Knight,  

O Franz Ferdinand está de volta. Um novo álbum dos astros do rock escoceses sairá em fevereiro, com a primeira música (e faixa título) Always Ascending lançada no final de 2017, acompanhada por um vídeo fascinante dirigido pelo time francês AB/CD/CD.

É a segunda vez que a banda e os diretores trabalham juntos, seguindo o vídeo de Johnny Delusional dos FFS (um supergrupo, combo de Franz Ferdinand e Sparks), e neste, filmado em Paris, o talentoso time de direção francês capturou a essência da faixa enquanto revelava uma nova aparência, um Franz com cinco integrantes.   

Então o Promonews conversou com o líder da banda Alex Kapranos, e Clement e Camille do AB/CD/CD sobre como eles firmaram parceria com o vídeo de Always Ascending, os inúmeros desafios envolvidos, e descobriu o motivo pelo qual Alex adora fazer clipes.

Franz Ferdinand - PC David Edwards - launch shot -300 dpi

“A abordagem de Camille e Clement é similar ao modo como nós fazemos música, então os dois métodos conversam entre si.” Alex Kapranos, segundo à esquerda

 

 

Alex Kapranos: Nós adoramos trabalhar com Camille e Clement [AB/CD/CD] no vídeo para o FFS e ficamos interessados em trabalhar com eles de novo, de uma perspectiva tanto criativa quanto pessoal.

Eles têm um bom senso para capturar vários shots na câmera, e então utilizam o mínimo de pós-produção para juntar tudo. Eles têm o desejo de desafiarem a si mesmos: levar a câmera, iluminar e estabelecer os locais que são menos familiares aos olhos, ao invés de gerar isso usando um computador. Isso é muito parecido com a abordagem que utilizamos para criar nossa música, então os dois métodos conversam entre si.

Eu também sinto que eles são os mestres no que é considerado a chave para um vídeo bem-sucedido: possuir um conceito forte, poderoso e de entendimento imediato, e então explorar os detalhes com cuidado e calor artístico.

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“Geralmente, para clipes, quanto mais simples, melhor.” Camille & Clemente, AB/CD/CD

 

AB/CD/CD: Nas conversas com a banda, eles foram bastante claros sobre como o vídeo deveria ser: fazer um vídeo que visualmente refletisse o conceito de ascendência da música, capturando a apresentação da banda de um jeito moderno, e como a formação da banda foi alterada recentemente, tendo a mudança para mostrar claramente os membros.

Foi um tanto desafiador, mas ouvindo a música (e os tons de Sheppard presentes nela) foi bastante óbvio que ter uma câmera constantemente subindo era uma boa ideia. Geralmente, para clipes, quanto mais simples, melhor.

Mas então nós elaboramos essa ideia, pensando sobre o que poderia acontecer em cada piso. Cada piso foi sincronizado com uma parte da música. Foi um quebra-cabeças interessante de resolver. Nós queríamos criar um tipo de direção de arte moderna e filmar isso de um jeito moderno. Então nós começamos a trabalhar em cada piso para dar ritmo e energia de acordo com a música. Como era um pouco ambicioso, tivemos que garantir que todo mundo estava na mesma página, e para isso tivemos que desenhar cada sala uma a uma. Acredite ou não, foi bastante útil.

     

“Nós adoramos trabalhar com Camille e Clement no vídeo para o FFS.” Alex Kapranos

 

Alex K: Tecnicamente, nós queríamos criar uma ascensão física entre as cenas de cada shot. Para criar isso, os caras usaram um novo tipo de boom de câmera hidráulico que eu nunca tinha visto antes. Como esse não é o meu mundo, não faço a mínima ideia de como isso é chamado, mas era enorme e parecia com o robô que aparece no começo do Robocop – sabe, aquele que fala enfurecido, “15 segundos para cumprir, etc.” Todas essas cenas foram feitas para o robocop do mal. Foi um tanto perturbador e contribuiu para o clima alienado de sci-fi do set.

Nós também estávamos procurando por um efeito de iluminação que não tínhamos visto antes e os caras encontraram essa nova tecnologia que foi desenvolvida recentemente na França usando lasers frios de baixa intensidade que podem ser filmados sobre o rosto e os olhos de modo seguro. Eu amo esse efeito. É muito do outro mundo.

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“Os caras usaram um novo tipo de boom de câmera hidráulico… parecia com o robô que aparece no começo do Robocop.”

 

 

AB/CD/CD: Nós andávamos conversando sobre a limitação do movimento de ascendência com o nosso 1º assistente de direção e ele nos contou sobre um braço protótipo que ele tinha visto no dia anterior. Era tipo um Moco porém mais simples de programar. Nós fomos os primeiros a filmar um projeto com essa máquina, então podemos dizer que foi um projeto experimental.

A maior parte [do trabalho de pós-produção] foram as transições de uma sala para a outra. Nosso artista Flame (Mathieu Collet) fez um ótimo trabalho. Mas além disso, a maioria foi feito na câmera – até mesmo o telão nos fundos foi filmado no set.

Alex K: Fisicamente, o aspecto mais desafiador foram as cenas flutuando no começo do clipe. Aquelas que parecem tão fáceis. Elas filmaram em alta velocidade a gente pulando e se jogando horizontalmente em um trampolim de tamanho olímpico. É bem um exercício físico. Especialmente se demora em torno de 45 minutos pra ser filmado…

AB/CD/CD: FF é bastante desafiador mas sempre amável e profissional. Essa filmagem foi um tanto mais intensa que Johnny Delusional. Nós finalizamos a filmagem por volta das 5 da manhã, mas todos ainda continuavam motivados e deram o seu melhor, assim como a equipe. Analisando o projeto novamente, parece muito similar com o clipe do FFS. Eu acho que eles gostam bastante de cenas em sequência que nem a gente…

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“Fisicamente o aspecto mais desafiador foram as cenas flutuando – aquelas que parecem tão fáceis.”

 

Alex K: Eu amo fazer vídeos. Sempre fantasiei sobre a oportunidade de fazê-los e ainda assim aproveitar cada fase do processo, dos primeiros storyboards e conceitos, das filmagens até as edições. Eu particularmente amo quando você vê algo transformado de uma ideia abstrata que veio de uma discussão imprevisível, em uma peça de trabalho completamente realizada. Nós tivemos muita sorte de trabalhar, ao longo dos anos, com muita gente talentosa. É um sonho. A única partezinha que eu não gosto é a mesma de todo mundo: ter que filmar muito cedo e sentar por horas fazendo nada enquanto as câmeras e a iluminação estão sendo arrumadas.

Darts of Pleasure sempre será muito querido por mim, porque foi o primeiro que nós fizemos e foi parcialmente filmado no The Chateau – o antigo armazém que nós costumávamos fazer festas quando a banda começou pela primeira vez. Todas as outras pessoas no clipe eram amigos com quem saíamos na época. Realmente capturou bem o que nós éramos naquele tempo.

Eu amo o vídeo de Ulysses. O que foi lançado. Ele foi filmado com Will e Dylan [também conhecido por Thirtytwo] e basicamente improvisado, com a nossa reação a várias locações na região de LA. Nós estávamos todos com jet-lag e completamente fora do normal por algum motivo ou outro. Ele tem aquela sensação de uma saída durante a noite que durou demais. Talvez de muitas noites até tarde. Ele capturou o humor da música muito bem. Tem uma cena minha com o rosto azul tão curta, que é quase subliminar. A maquiagem me causou uma reação alérgica e os meus olhos incharam em proporções de Merrick. É por isso que eu estou usando óculos de sol grossos na maioria das cenas. Se você prestar bem atenção, você consegue ver através deles e enxergar o horror que está por baixo.

Algumas mudanças têm sido notáveis ao longo dos anos. Ninguém grava em rolos de filme. Ocasionalmente nós gravamos em 16mm, mas eu não consigo imaginar ninguém fazendo isso agora. O 5D e seus sucessores revolucionaram o modo de fazer vídeos, permitindo fotografia cinemática dentro do orçamento. O vídeo que fizemos para Fresh Strawberries com Margarita Louca é um grande exemplo disso. Curiosamente, o vídeo que nós acabamos de fazer com Diane Martel para Feel The Love Go foi, texturalmente, uma reação contra os crisps ubíquos das gravações SLR: foi filmado completamente em Beta.  

A outra grande mudança é a forma como as pessoas olham para os vídeos e com qual frequência eles o fazem. YouTube, Vevo, Apple Music, etc têm revolucionado o meio. Não é mais algo que é visto apenas algumas vezes: talvez uma ou duas vezes no Top Of The Pops ou no CD:UK ou (se você tivesse sorte) MTV, mas agora é facilmente assistido repetidamente de modo fácil. Com a capa  do álbum agora cada vez menos acessível para a maioria dos fãs, o vídeo realmente é uma maneira poderosa e essencial de mostrar a estética visual da sua banda.  

“O Franz Ferdinand é bastante desafiador mas sempre amável e profissional. Essa filmagem foi um tanto mais intensa que Johnny Delusional.” AB/CD/CD

 

 

AB/CD/CD: 2017 foi muito empolgante para nós, com vários projetos, e começamos uma nova colaboração com LA/PAC na França & Forever no Reino Unido, os quais são bastante promissores! Para 2018 nós temos algumas ideias que queremos explorar em clipes e trabalhar em dois curtas paralelamente. Espere e verá, dedos cruzados.

Alex K: Eu admiro grandemente Camille e Clement. Eles são dedicados ao trabalho, como verdadeiros artistas. Eles desafiam a si mesmos além do que você possa esperar ou imaginar que seja possível. Essa gravação começou cedo da manhã e foi até… bem, muito cedo da manhã. Durante esse período longo e intenso, eles nunca perderam o foco.

Eu sei que nós podemos ser exigentes como banda e tenho certeza que fizemos eles se esforçarem bastante, mas eu sinto que o resultado é maravilhoso e algo que espero que eles se orgulhem assim como nós. Trabalhar com esses caras é uma verdadeira alegria. Muito calorosos e generosos.

• AB / CD / CD são representados por Forever no Reino Unido e La Pac na França, e o novo álbum do Franz Ferdinand, Always Ascending, será lançado pela Domino Records em 9 de fevereiro

• Franz Ferdinand Always Ascending:

     

Tradução e agradecimentos: Hinessa Caminha

FONTE: Promonews

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 2

24 de janeiro de 2018 às 15:55 por Simone


Segue a segunda parte da entrevista da revista portuguesa BLITZ! 😉
Franz Ferdinand - PC David Edwards - launch shot -300 dpi

[…]

Apresentaram este novo disco com um concerto numa pequena sala, em Paris. Para uma banda habituada a tocar em grandes recintos, como é a experiência de voltar a esses clubes?
AK – Eu adoro tocar em salas mais pequenas, é ótimo. Antes de tocarmos ali, tínhamos tocado em Espanha, para umas 40 mil pessoas. Faz-me lembrar… Certa vez, estava na América e fui a um jogo de basebol. Alguma vez foste a um jogo de basebol?

Não…
AK – Não vás, é mesmo chato! Chato ao nível do críquete. Mas uma coisa que achei fascinante é que, quando os tipos vão bater na bola e estão a dar lanço aos tacos, têm ali uma coisa… Eu perguntei ao meu amigo americano e ele disse que, pelos vistos, eles põem um peso no taco. Então balançam o taco com o peso e assim batem na bola com mais força. E às vezes tocar numa sala mais pequena é assim. Estás tão habituado a projetar energia para 40 mil pessoas que, quando tocas para 200, parece que estás a explodir!

Um mágico sucesso

Mal o primeiro disco de Franz Ferdinand saiu, em 2004, obtiveram um grande sucesso e, desde então, têm tocado para grandes plateias. É um nível de sucesso difícil de manter?
AK – Não me vou queixar! Não vou incorrer em falsa modéstia e fingir que não foi espetacular que tenha acontecido assim, porque claro que foi! E claro que talvez haja algumas dificuldades relacionadas com ter um certo nível de sucesso mas, fogo, prefiro ter essas dificuldades do que as dificuldades que decorrem de tocar numa sala para 20 pessoas.

Sim, mas foi difícil manter sempre esse nível? Sentiram muita pressão?
AK – Não, de todo! Bem, talvez as outras pessoas tenham expectativas, mas sempre fiz por ignorá-las. Além disso, eu já tinha 32 anos quando esse álbum foi lançado, e devo ter começado a escrever canções aos 14. São 18 anos a tocar para salas com dez ou vinte pessoas. Qualquer tipo de sucesso seria sempre mágico, porra. (risos)

Ficou surpreendido, na altura, com o sucesso imediato da vossa estreia?
AK РFiquei surpreendido por ṇo ter acontecido antes! (risos)

E foi bom ter acontecido quando já tinha 32 anos?
AK – Sim, ainda bem que já estava nos meus tritas quando isso aconteceu. Se tivesse tido esses sucesso aos 15, ter-me-ia tornado num autêntico palhaço! Ainda mais do que já sou. Assim puder ver como é a vida real e não me sinto privilegiado se for adulado, como por vezes acontece com quem tem bandas. E ainda hoje, se me vão buscar a algum lado e me querem levar a mala, eu fico: <<não faças isso, deixa-me levar a minha própria mala!>>.

Julian, quantos concertos já deu com os Franz Ferdinand?
JC РAinda outro dia estava a pensar nisso! Penso que foram uns 50 ou 60. Fizemos uma digresṣo na Am̩rica em maio e junho, depois demos uns concertos na Europa e agora vamos voltar para a Am̩rica. A digresṣo norte-americana foi muito divertida. Quando perguntaste como ̩ tocar nas salas mais pequenas Рnos Estados Unidos tocamos habitualmente em salas mais pequenas, e tive aquela sensa̤̣o que o Alex descreveu: muita presṣo, ṇo em termos de stress, mas no sentido de darmos um concerto mais concentrado, mais intenso.

Estiveram nos Estados Unidos já depois de Donald Trump ser eleito?
JC – Sim, é curioso – tocámos em Charlottesville pouco depois dos motins e da parada das tochas e essa treta toda. O Alex descreveu muito bem a sensação que tivemos lá: sabes quando um miúdo vai a correr pela rua e cai e magoa-se, e há ali um intervalo entre magoar-se e perceber o que aconteceu e começar a chorar? São ali uns dois segundos em que o miúdo pensa: <<o que é que acaba de acontecer?>>. E depois lá vêm as lágrimas. Foi isso que aconteceu com o país. Quando lá estivemos, as pessoas estavam num certo estado de choque, sem terem percebido bem as consequências. Acredito que, quando voltarmos agora, possa ser diferente.
AK РEsṭo quase a chegar ao ponto de libertarem o uivo primitivo da ang̼stia, como a situa̤̣o justifica.

Muitos norte-americanos nunca acreditaram verdadeiramente que Trump iria vencer as eleições…
AK – Nem o próprio tolo cor de tangerina [no original, <<tangerine buffoon>>]! Não viste a cara de choque dele, no dia das eleições? Que deprimente. Eu mantenho a minha sanidade mental imaginando que, no fundo, estou a participar num qualquer filme blockbuster americano. E, como em qualquer blockbuster americano, há a parte em que se explica o enredo, o caos, o ponto mais baixo e a conclusão, em que o tolo cor de tangerina aparece de fato cor de laranja [uniforme das prisões nos Estados Unidos] e de algemas. E começam a passar os créditos. Eu só estou à espera desse momento.

Os créditos e a música épica…
AK – E nós fazemos a banda-sonora, exato! Boa, é isso mesmo! (gargalhadas)

E no Reino Unido, qual é a vossa opinião sobre o momento político? Onde vivem atualmente?
AK – Eu vivo entre a Escócia e Londres.
JC – Eu vivo na Escócia.
AK – De certa forma é frustrante. De certa forma, os americanos têm mais sorte. Porque estamos em situações igualmente traumáticas. Nos Estados Unidos, pelo menos têm uma figura forte para poderem desprezar. Na Grã-Bretanha, nem isso temos. Porque a Theresa May é apenas incompetente. Não tem personalidade!

Não é uma vilã?
JC – Não tem força de caráter ou força de vontade suficientes para poder ser uma vilã. Ao menos que o Trump é fiel à sua idiotice.
AK – Exato, é verdadeiramente desprezível. Já a Theresa May não é nada, é só um conglomerado anónimo de personagens desprezíveis, o que torna tudo mais frustrante. Mas saudável não é, o que se vive hoje no Reino Unido.
JC – E é embaraçoso, também. Quando saio do país, sinto um pouco de vergonha pelo país, o Brexit e isso tudo.
AK – É como teres o teu tio racista a andar atrás de ti para todo o lado! o Brexit é isso. O Brexit e toda a gente que votou a favor.

Acham que as bandas poderão ter a sua vida dificultada, durante as digressões, depois de o Brexit ser concretizado?
JC – Mas nós nem sabemos! Uma das coisas mais revoltantes é o plano ser pavoroso porque, à semelhança do Trump, que não esperava chegar ao poder e não sabe o que está a fazer, os defensores do Brexit também não esperavam ganhar e agora não sabem como agir. E é por isso que a Theresa May fez campanha pelo <<remain>> [defendendo a permanência do Reino Unido na União Europeia]. E depois tornou-se primeira-ministra!
AK – Fez campanha, mas discretamente. Porque é uma oportunista. Não tem qualquer base de convicções. Mas penso que se tornará difícil para algumas bandas em digressão, sobretudo para as mais pequenas, que têm menos dinheiro. Porque vai haver mais burocracia. Quando vamos tocar aos Estados Unidos, por exemplo, temos de preencher um formulário e declarar todos os instrumentos que levamos conosco. Tem de ser tudo inspecionado, porque não estamos ao abrigo de um acordo como na União Europeia. Mas se tivermos de fazer isso em todos os países da Europa a que formos, fica caro! Demora tempo e torna as digressões muito complicadas. Por isso, sim, o Brexit vai ter um efeito a nível prático. Além de que as pessoas vão estar tão irritadas com a Grã-Bretanha que já nem vão querer ver-nos. << Vão lá comer o vosso bangers and mash [salsicha com puré, prato comum em Inglaterra], seus palhaços…>>.

Sardinhas & Streaming

De regresso ao disco novo: qual a vossa canção favorita, de momento?
AK – Neste momento, a minha favorita é a <<Lazy Boy>>. Porque, sempre que a ouço, gosto mesmo muito. Foi divertida de se fazer e é uma execução muito bem-sucedida de uma ideia. Tenho muito orgulho da evolução da canção, das demos até àquilo que é agora.

Mas era muito diferente do que está no disco?
JC – Era muito mais comprida! Começou com um loop, e o ritmo é muito esquisito, cinco beats em vez de quatro. Tínhamos ali um loop que íamos tocando e gostávamos, depois escrevemos o refrão… no início tinha seis minutos, parecia uma faixa tecno. Ao fim de algumas semanas, fomos cortando. Podemos tirar aqui uma parte, ali outra… Ironicamente, embora se chame <<Lazy Boy>> [<<rapaz preguiçoso>>], deu muito trabalho a fazer.
AK – É a mais fácil de ouvir, mas foi a mais difícil de fazer. Também gosto dessa. Não sei bem qual a minha canção favorita do álbum – vai mudando, sempre que penso nisso. Talvez a <<Slow Don’t Kill Me Slow>>? Gosto da atmosfera dessa canção e, de um ponto de vista mais pessoal, gosto muito da forma como a canto. Saiu-me de forma muito natural e expressiva e emocionalmente honesta, que é algo que tenho tentado alcançar. Como disse antes, com este disco estávamos a tentar fazer algo de novo: uma nova banda, uma nova identidade, um novo som. E, em parte, isso passa por obrigarmo-nos a fazer coisas que nunca fizemos. Neste disco, tentei mesmo levar a minha voz a sítios onde ela nunca tinha ido antes, e isso pode ser feito de forma sutil. Quis explorar aquela ideia de <<ator de método>>; perder-me no papel e na emoção da canção, para poder acreditar e senti-la ao máximo. Penso que essa canção é o melhor exemplo dessa abordagem, neste disco.

O primeiro single, <<Always Ascending>>, é uma canção longa, com uma intro demorada… numa época em que se diz que os serviços de streaming mataram as intros longas!
AK – Pois é, está tudo a falar de como o streaming matou as intros compridas e cá está a nossa primeira canção com uma intro de um minuto! (gargalhada)
JC – Nós gostamos de contrariar as tendências! (risos) Mas até faz algum sentido. Se alguém estiver a fazer alguma coisa, achamos divertido fazer o seu oposto.
AK – Ser do contra. Sempre foi um princípio basilar da minha vida: ser do contra, o mais possível! Se quiseres ir até aos teus limites tens de ser do contra.
JC – E também achámos que a << Always Ascending>> era uma boa súmula das coisas que estávamos a tentar fazer no disco. E é uma grande canção, que queríamos que as pessoas ouvissem.

Quando anunciaram o novo ábum, e também a digressão de 2018, os vossos fãs reagiram com muito entusiasmo. Ficam satisfeitos por poderem contar com o apoio de admiradores tão dedicados?
AK – Eu devo confessar: sinto um grande carinho pelos nossos fãs e pelo apoio que eles nos têm dado ao longo dos anos. Temos imensos clubes de fãs e grupos de pessoas em todo o mundo que ficaram sempre do nosso lado, ao longo dos anos. Temos muita sorte. Porque há bandas cujos fãs… são uns anormais! (risos) Não vou dizer quais, mas há. Quando falamos com os nossos fãs, eles costumam ser muito fixes. Temos essa sorte.

Em 2018, vão andar na estrada e, se tudo correr como é costume, voltarão a Portugal…
AK – Quando perguntaste ao Julian quantos concertos ele já deu conosco, pensei logo: quando chegarmos a Portugal, no próximo ano, vamos estar no ponto! (risos) Já vamos saber tocar estas canções. Sei o que está a ser negociado, mas ainda não posso dizer onde vamos tocar [confirmar-se-ia depois que a banda atuará no NOS Alive]. Mas, se tudo correr bem, daremos em Portugal mais do que um concerto.

Que recordações guarda das vossas anteriores visitas a Portugal, onde já atuaram quase uma dezena de vezes?
AK – Adoro ir a Lisboa. Tenho aí um velho amigo de Glasgow, Tracy, – olá, Tracy! Se me estiveres a ler, até breve! – e no Porto, em especial, diverti-me muito. Aluguei uma bicicleta e andei a passear pela cidade, junto ao Douro. É um país muito bonito, com ótima comida. A minha melhor experiência gastronômica em Portugal foi das mais simples. Se fores da baixa do Porto até à Ribeira e virares à direita, no porto dos pescadores, naquela parte mais industrial, há uma ruazinha, que nem é nada turística, onde há uns restaurantes onde cozinham o peixe em grelhadores a carvão, muito simples. E as sardinhas assadas ali, meu Deus! É simples, direto e belo! Só de estar a falar nisso já estou a salivar. Mal posso esperar por voltar.

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FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 1

22 de janeiro de 2018 às 16:05 por Simone


De volta com o primeiro álbum desde 2013, e com dois novos músicos a bordo, os escoceses sentem-se no dealbar de uma nova era. Em Londres, Lia Pereira falou com Alex Kapranos e o novo recruta, Julian Corrie, sobre Always Ascending e sardinhas assadas.

 

 

A dois passos do centro de artes Barbican, numa invernosa tarde em Londres, os Franz Ferdinand recebem a imprensa num pub curiosamente chamado The Singer. Numa altura em que muitos ainda almoçam ou bebem uma pint, o ruído das conversas animadas tornaria impossível qualquer gravação de entrevista – talvez por isso, é na cave do pub, repleta de mesas e cadeirões de madeira escura, que Alex Kapranos, o vocalista da banda, e Julian Corrie, um dos novos membros do grupo, esperam pela BLITZ. Munidos de grande simpatia e de um humor desarmante, os dois músicos conversaram com vontade sobre a nova era dos Franz Ferdinand, agora que o guitarrista Nick McCarthy, um dos fundadores do grupo, abandonou o <<navio>>. Corrie, que tem uma carreira musical autônoma como Miaoux Miaoux, foi convocado para tocar teclas, ao passo que Dino Bardot é o novo guitarrista da banda – e, segundo o sempre divertido Alex Kapranos, <<a maior estrela do rock que Glasgow já produziu>>. O regresso a Portugal, em 2018, está garantido (NOS Alive), disseram-nos ainda esses críticos ferozes do Brexit e de Donald Trump.

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A renovação – a saída do guitarrista Nick McCarthy levou à <<contratação>> de dois elementos. Estão ambos abraçados a Alex Kapranos: Julian Corrie à nossa esquerda; Dino Bardot à direita.

Como se sentem nesse regresso aos discos? Always Ascending é o vosso primeiro álbum desde 2013, se não contarmos com a colaboração com os Sparks. E é também o primeiro disco sem o vosso guitarrista Nick McCarthy…
Alex Kapranos – É ótimo, porque não só temos um álbum novo, como ele representa o começo de uma nova era, de uma nova década, de um novo capítulo da banda. O último disco de Franz Ferdinand foi, literalmente, o último disco de uma década da banda. E este parece-nos o primeiro de uma nova década. (Sussurrando) É mesmo muito bom! Posso dizer isto? (risos) Será que devo ser muito modesto e dizer: <<meh, está só mais ou menos?>>. Na verdade, adorei fazer este disco e estou entusiasmadíssimo com ele.

Como conheceram o Julian Corrie, um dos vossos novos músicos, aqui presente?
AK – Estava em Conway, na Irlanda, para o lançamento de um filme chamado Lost in France, de um tipo chamado Niall McCann. Eu estava lá com a Emma Pollock e o Paul Savage, dos Delgados e da [editora] Chemikal Underground, e o Stuart Braithwaite, dos Mogwai, e às tantas disse-lhe: <<ei, sabes que estamos em Glasgow, sabes de alguém que queiras vir para a nossa banda?>>. E ele:<<o Julian é porreiro, talvez esteja interessado>>. Então mandei-lhe um e-mail e ele respondeu: <<era capaz de ser engraçado>>. Fingindo-se pouco impressionado. (risos) Lá nos encontrámos e – o que acaba por ser mais importante que a música – fomos comer ao indiano e depois beber uns copos para ver se nos dávamos bem. Porque uma banda é uma empreitada social, é uma gangue, uma matilha. E temos de nos certificar que nos damos bem e nos divertimos uns com os outros. Felizmente isso aconteceu, pelo que nos juntámos e, quando tocámos juntos, a banda estava a soar melhor que nunca. Assim, tornou-se óbvio que era a solução correta.

E para o Julian, como foi juntar-se à família, à <<matilha>>?
Julian Corrie – Foi muito excitante! Quando o Alex me mandou um e-mail assim do nada, eu estava de férias e pensei: <<uau, um e-mail do Alex Kapranos, o que quererá ele?>>. Foi fixe, e      demo-nos logo bem. Lembro-me que quando fui ao estúdio que ele tem na Escócia, para tocar com eles, era uma noite de <<lua de sangue>>. A lua estava vermelha e eu pensei: <<isto ou é um bom augúrio ou um mau agoiro! Ou vai ser espetacular, ou horrível>>. (risos) Mas foi ótimo e depressa percebemos que resultava. Que funcionávamos bem juntos, enquanto músicos.

É mais novo que o resto dos seus novos companheiros de banda?
JC – Sim, tenho 32 anos.
AK РQue, curiosamente, ̩ a idade que eu tinha quando o nosso primeiro disco saiu.

Mas parece mais jovem ainda…
JC РEu sei, ṇo consigo deixar crescer a baraba! (risos)

E quanto ao Dino Bardot, o vosso novo guitarrista? Como chegou à banda?
AK – O Dino é um velho amigo! Ele não esteve envolvido na gravação do disco. Nós temos uma regra, que é nunca ouvirmos, em disco, mais do que aquilo que cinco pessoas poderiam estar a tocar. Sempre gravámos os nossos discos com os quatro a tocar ao vivo em estúdio, por isso, em todas as canções que ouves, somos nós os quatro a tocar juntos. Depois abrimos espaço para apenas mais um overdub: mais um par de mãos ou mais uma voz. Se ouvires o disco, não ouve 14 guitarras a tocar ao mesmo tempo, ou 15 baterias diferentes. Com a gravação digital, hoje em dia, isso é bastante fácil de se fazer, mas decidimos manter a coisa relativamente pura. Mas depois pensámos: <<se temos esta quinta voz, e nos álbuns anteriores alguns dos arranjos até são um pouco mais amplos… isto é o começo de uma nova era da banda, de uma nova década. Não há regras que digam que temos de ser um quarteto. Podemos ser o que quisermos! Porque é que não convidamos o Dino?>>. Eu tinha-o visto a tocar na festa de aniversário de um amigo meu. Ele fez uma banda para poder cantar as canções favoritas de nosso amigo, o Charlie, Eu cantei a <<I’m on Fire>>, do Bruce Springsteen, porque ele é um grande fã [do Boss], e o Dino foi para o palco e cantou a <<Purple Rain>>. E não se limitou a cantar, tocou o solo de guitarra todo, também! E eu fiquei: <<eh lá!>>. Ele estava a cantar só por diversão, mas soava tão natural que pensei: <<o Dino é a maior estrela rock que Glasgow já produziu! E eu não quero ser a única pessoa a presenciar isto! Anda juntar-te aos Franz Ferdinand, andar em digressão por todo o mundo e mostrar a toda a gente que és uma estrela rock>>. E assim foi.

Já afirmaram que, com a saída do Nick McCarthy, acabaram por ficar mais fortes como banda. Como é que isso funciona?
AK – Creio que sim, Quando acontece uma coisa tão drástica como esta, vemo-nos numa situação de ou vai ou racha. Ou dizes: <<pronto, acabou, não vale a pena continuar a fazer isto, ou…>>. Porque, no fundo, isto obrigou-nos a pensar na razão pela qual queríamos continuar a fazer o que fazemos. Não íamos continuar só porque é isto que fazemos na vida, Tivemos mesmo de pensar se queríamos continuar ou não. Obrigou-nos a pensar na relação que temos uns com os outros, e isso acabou por unir-nos mais.

Como o Liam Gallagher vos disse, é como quando um jogador de futebol deixa uma equipa, certo?
AK – É verdade! Estávamos num grande festival em Espanha, onde o Liam Gallagher também ia tocar, e ele foi aos bastidores cumprimentar-nos. Ficámos na conversa, e ele: << ah, pois é, o vosso amigo foi embora, não é? O gajo pequenito, que fazia umas danças estranhas!>>. E nós: <<sim>>. E ele: <<é como uma equipa de futebol, não é? Um jogador sai, mas a equipa continua e até pode passar a ser mais forte do que era>>. Suponho que com isso estivesse a aludir a uma certa banda em que ele esteve antes… Não sei! (gargalhadas)

E a escolha de um título como Always Ascending [<<sempre a subir>>] – revela um certo otimismo?
AK – Sim, sem dúvida que escolhemos esses título [com essa intenção]. Não andávamos à procura dele mas, depois de acabarmos o disco, percebemos que seria o mais adequado. Porque temos mesmo a sensação de termos ascendido, de estarmos num sítio diferente, o que é ótimo.

[…]

A

… a segunda parte da entrevista será postada logo logo 😉

FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

Franz Ferdinand lança seu 4º disco

19 de agosto de 2013 às 20:20 por Simone


Banda escocesa se esmera para reviver o frescor e a energia dos primeiros dias da carreira no novo álbum

19/08/13 por Silvio Essinger

Franz O Globo

RIO – Explicar “Right thoughts, right words, right action”, quarto álbum de estúdio do grupo escocês Franz Ferdinand, que chega às lojas na segunda-feira da semana que vem, é tarefa que o vocalista e guitarrista Alex Kapranos tira de letra. Foram quatro anos desde o disco anterior, “Tonight”. Parte desse tempo, a banda passou desenvolvendo outros projetos (Kapranos produziu álbuns dos grupos Cribs e Citizen!) e, quando os músicos se reencontraram no estúdio, foi algo similar a reencontrar a namorada depois de algumas semanas de viagem.

— Aí, vocês simplesmente passam a apreciar a companhia um do outro — compara Kapranos, em animada conversa telefônica. — A única razão porque gravamos esse disco foi a vontade de estarmos juntos para fazer boa música. Não queríamos que o disco fosse uma obrigação, gravá-lo só porque o público e a gravadora estavam aguardando por ele, ou porque estávamos acostumados a um certo estilo de vida. Preferiria ter menos dinheiro do que ter que fazer esse disco só por fazer.

Composto por faixas de estrutura simples, afiadas, energéticas e dançantes, o novo disco do Franz Ferdinand deixou uma forte impressão de espontaneidade nos seus primeiros ouvintes.

— Esse é provavelmente o meu disco favorito do Franz Ferdinand — crava Kapranos. — Foi muito bom trabalhar nele. Todo tempo que eu e Nick (McCarthy, guitarrista) passamos desenvolvendo essas canções, resolvendo o que fazer com elas, com letra e música, foi ótimo. Mas levou bastante tempo, passamos dois anos em cima desse disco. As gravações em si, porém, foram bem rápidas, em períodos de uma semana no máximo. Fazendo dessa forma, as canções ficam frescas. Esse disco é quase uma coletânea, é como se fossem pequenos EPs que tivéssemos gravado ao longo desses últimos dois anos.

Como um bailarino

Alex Kapranos defende a ideia de que é preciso um grande esforço para conceber algo que parece ter sido feito sem esforço, como “Right thoughts, right words, right action”, disco cuja produção foi assinada pela própria banda.

— É como ver um bailarino no palco. É natural, ele se move de maneira fácil. Mas você só chega ali depois de milhares de horas de ensaio, todo dia. Me sinto assim com tudo que faço — conta. — No estúdio, para que tudo saia rápido, em um ou dois takes, você tem que saber bem o que está fazendo. Na boa música clássica, você tem essas frases musicais tão poderosas e simples. Mas essa impressão é enganosa, há muito trabalho mental por trás disso.

Muito da unidade sonora do disco, Kapranos deve ao fato de ele, McCarthy, Bob Hardy (baixo) e Paul Thomson (bateria) terem passado algum tempo afiando as músicas antes de gravá-las.

— Esse é o primeiro disco que lançamos já tendo tocado todas as canções ao vivo antes. Agora, sabemos de antemão quais irão se sair bem no palco — diz. — Esse disco é muito parecido com o nosso primeiro (“Franz Ferdinand”, de 2004, dos sucessos “Take me out” e “The dark of the matinée”) no sentido de que todas as faixas são para cima, são pedradas. O que é legal, porque os níveis de energia dos nossos shows têm sido bem altos. Mal posso esperar para ver o público cantando todas as letras, tenho me divertido muito tocando essas músicas do novo disco.

Ao contrário do que ocorreu em “Tonight”, o Franz Ferdinand conseguiu trabalhar no novo CD em total segredo, sem vazamentos de informação.

— O que aconteceu com o nosso último álbum é que os jornalistas nos perguntavam muitas coisas sobre as músicas, tentando obter alguma revelação exclusiva. Como tocamos com músicos africanos, veio aquela história de que estaríamos fazendo um disco de afrobeat… Dessa vez, conseguimos privacidade para nos sentir livres no estúdio.

Assim, saíram músicas curiosas, como “Fresh strawberries”, que, confirma Alex Kapranos, é sobre mortalidade.

— Eu era obcecado por esse assunto quando era adolescente. À medida em que vamos nos ocupando com nossos empregos, nossas carreiras, relacionamentos e famílias, esses pensamentos desaparecem. Mas se você der oportunidade à contemplação, aí começa a pensar novamente na mortalidade. Foi o que aconteceu comigo. Não tem a ver com a idade (ele está com 41 anos), mas sim com o fato de que se hoje os morangos estão frescos, um dia estarão podres, assim como as pessoas. Vamos aproveitar enquanto podemos!

“Goodbye lovers & friends”, que fecha o disco, também lida com a morte — mas num clima de quase positividade.

— Detesto falso sentimentalismo, e acho que é disso que a canção fala. “Não falsifique suas memórias, não me dê virtudes que eu nunca tive, lembre-se de mim do jeito que eu fui”. Digo o que gostaria de dizer caso morresse.

Mas a vida segue chamando. Presença frequente no Brasil desde 2006, o Franz Ferdinand quer voltar assim que puder.

— Espero que a gente consiga ir a mais cidades no Brasil, é sempre divertido. Vamos tentar ver isso com nosso agente agora mesmo (risos)! Nossos fãs aí são incrivelmente fiéis. Fizemos um pequeno show outro dia em Londres e havia um monte de brasileiros lá. É incrível! Nem sei muito bem por que, mas nós nos damos muito bem.

 

FONTE: O Globo

FF desenha camiseta exclusiva para Uniqlo

6 de maio de 2010 às 14:26 por tarci


A Domino Records, gravadora do Franz, é a nova parceira da marca japonesa Uniqlo. Os artistas da gravadora criaram estampas de camisetas, que custam em torno de £12.99 e o Clinic, Wild Beasts e The Kills estão entre as bandas que criaram as camistas.
Para visitar a página da nova linha e comprá-la (se você está no Reino Unido), clique aqui: http://www.dominorecordco.com/uniqlo/ No site ainda dá para fazer download de um sampler exclusivo (que não inclui o FF).

Camiseta que o FF desenhou exclusivamente para Uniqlo

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Versão luxo de Tonight será lançada de forma independente

14 de abril de 2009 às 15:53 por admin


Mais um lançamento acerca do último álbum do Franz, Tonight, a versão dub “Blood”, deve sair no dia 01 de junho.

Ainda com o selo Domino Records e produzido por Dan Carey, o álbum, que a princípio fazia parte apenas da caixa deluxe de Tonight, ganha agora o direito de ser lançado de forma independente.

A novidade deste lançamento, contudo, será mesmo a faixa “Be Afraid”, uma nova leitura de “Dream On”.

Fonte: Cotonete

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Videos de Franz Ferdinand no HMV

28 de janeiro de 2009 às 3:00 por altair


Assim como na Rough Trade, o Franz Ferdinand realizou pocket show na HMV Oxford Street no dia do lançamento de “Tonight”.

No youtube já tem uma série de videos gravados por fãs que estavam presentes, confira

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