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A vida depois de deixar uma banda de rock de sucesso

8 de junho de 2017 às 19:25 por Simone


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Nick McCarthy saiu do Franz Ferdinand para visitar hotéis “onde podemos abrir as janelas”. E montou um grupo com sua mulher.

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IÑIGO LÓPEZ PALACIOS | Madri 8 JUN 2017

“Agora vou a hotéis onde podemos abrir as janelas”. Com esse detalhe simples, Nick McCarthy tenta explicar o que mais lhe pesava em sua rotina após 12 anos como guitarrista do Franz Ferdinand. “Os aviões, os ônibus das turnês… Passava o dia em lugares com ar condicionado. Sempre em espaços fechados. Era tudo muito artificial. Isso é refrescante”.

Dá para ver que está contente. É segunda-feira de manhã e ele acaba de chegar a Madri vindo de Gijón, onde tocou num festival com Manuela – dupla que integra com sua mulher, a artista Manuela Gernedel. Seu amor há quase 20 anos. “Ela odeia que diga isso, mas a conheci porque veio ao show de um dos meus primeiros grupos. Era da minha cidade, Rosenheim, mas tinha morado por três anos no Reino Unido. Assim, só nos conhecemos melhor quando ela retornou. Foi bom, pois antes teria sido ilegal”. São oito anos de diferença entre eles [1]. Nick nasceu em 1974; ela, em 1982. Casaram-se em 2005. “É bacana fazer isso juntos, mas precisamos ver como nos organizamos com as crianças em caso de turnê”, afirma.

Ela regressou a Hackney, a região de Londres onde moram e administram esse projeto pequeno, muito diferente das faraônicas turnês do quarteto escocês que ele abandonou de forma amistosa (e reconhece que temporária) em julho de 2016. “Deixá-los foi complicado, mas as bandas envelhecem quando se estendem demais, e eu sentia que isso acontecia conosco. Sempre pensei que um grupo dura cinco anos, e eu já estava com eles três vezes mais tempo. Sempre saindo com os mesmos caras, fazendo a mesma coisa. Durante uma época foi muito divertido, mas já não é tanto. Sou mais de projetos coletivos, nos quais as pessoas entram e saem, que de bandas fechadas. Existem vários músicos maravilhosos por aí. Além disso, montei um estúdio em Londres. Justo quando terminei, me chamaram para preparar o novo disco. Tinha que ir a Glasgow, e eu tenho dois filhos…”

Também vale lembrar que ele chegou ao Franz Ferdinand por acaso [2]. Na época, por volta de 2002, não parecia que aquele grupo liderado por um sujeito de 30 e poucos, Alex Kapranos, tornaria-se mundialmente famoso e um dos líderes do renascer do pop britânico do novo milênio. O triunfo começou em 2004, quando dezenas de bandas das ilhas saíram à caça da música pop perfeita. The Libertines abriram a porta, e por ela entraram Arctic Monkeys, Mystery Jets, Futureheads, Maxïmo Park, Kaiser Chiefs e Bloc Party, para citar alguns nomes. Todos partiam em busca do hit imediato, e as referências eram a new wave e o pós-punk dos anos oitenta.

Um dos grupos mais espevitados era o Franz Ferdinand, formado por veteranos da cena escocesa e um estrangeiro nascido em Blackpool, Inglaterra, mas criado na Baviera, em plena Alemanha idílica: Nick McCarthy. “Minha infância foi maravilhosa. Cresci numa região cheia de florestas, construindo casas nas árvores e tomando banho em lagos. Mas a adolescência foi horrível. Era chato demais. Estudava música clássica e queria voltar ao Reino Unido. Quando terminei, fomos a Glasgow sem nenhum motivo em especial. Aquilo foi mais pela Manuela: ela havia conseguido uma vaga para estudar pintura na escola de artes, e achamos legal. Um dia eu estava colocando meu dedo no mapa e, três meses depois, era parte de um grupo que assinava contrato para lançar o primeiro disco. Uma decisão absurda que mudou minha vida”, resume.

Conta-se que ele conheceu Alex Kapranos numa festa. Nick tentou roubar a taça de Alex, que o pegou em flagrante. Quase deu briga. No entanto, no mais puro estilo escocês, os dois se transformaram em amigos íntimos. “As pessoas de Glasgow são simpáticas, mas duras, e eu vinha daquela bolha onde todos os policiais da área aparecem se alguém pisa um jardim sem autorização. Lá eu era o mau; em Glasgow, um ingênuo”. Notícias dos antigos colegas? “Eles contrataram duas pessoas para fazer minha função ao vivo. É bom saber que você vale por dois.”

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[1] [2] Correções feitas pelo Franz Ferdinand Brasil da tradução da matéria original.

FONTE: El País Brasil

Valores Familiares: DiS Encontra Manuela

2 de junho de 2017 às 17:40 por Simone


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Por Joe Goggins 1 de junho de 2017

Em julho do ano passado, Nick McCarthy anunciou que estava deixando o Franz Ferdinand, do qual fora um dos membros fundadores quando a banda surgiu no cenário centrado em torno Escola de Arte de Glasgow no início dos anos ‘00. A separação foi evidentemente amigável e foram 3 os motivos dados na declaração conjunta de McCarthy e seus antigos companheiros de banda; pode não ser necessariamente uma separação definitiva, mas McCarthy não podia se comprometer a viajar porque tinha uma família jovem e queria se concentrar na produção e criação de suas próprias músicas.

Entretanto, o que nós não tínhamos percebido é que sua família e suas diferentes ambições criativas estavam intrinsecamente ligadas. McCarthy e sua esposa, Manuela Gernedel, estão juntos desde antes de o Franz Ferdinand ser uma preocupação; eles se conheceram no final dos anos noventa na Bavária, onde ambos cresceram, e se casaram em 2005, no mesmo dia do Live 8 – o que explica por que a banda recusou uma oferta para se apresentar lá. Gernedel é uma artista que estudou pintura em Glasgow na escola de arte e também já ensinou a disciplina.

Ela não tem muita experiência musical, ou pelo menos não além do Box Codax, o grupo que formou com McCarthy e alguns outros em seus dias de estudantes. “Aquilo era um projeto diferente”, ela explica por telefone, da Alemanha, “e Nick e eu não éramos realmente os personagens principais daquilo”. O casal ocasionalmente se apresentava junto em aberturas e festas, com uma piada interna entre eles e os outros membros do Box Codax de que eles pareciam só tocar juntos na época do Natal, que geralmente era o único momento em que o Franz Ferdinand ficava fora da estrada.

Silenciosamente, McCarthy e Gernendel sempre trabalharam, aos trancos e barrancos, em suas próprias músicas também. “Nós tínhamos rascunhos espalhados, apenas com músicas meio acabadas, mas nunca tivemos tempo para terminá-las – sempre estávamos tão ocupados com nossas próprias coisas”, explica Gernedel. “Nós nem sempre trabalhamos facilmente juntos de qualquer maneira, mesmo quando tivemos a chance; No passado, discutiríamos rapidamente”.

Porém, as coisas mudaram; Para começar, o casal tem um filho pequeno, Vito, e está mais sossegado do que nunca como resultado. Além disso, sua colaboração musical finalmente deu frutos; Agora eles são oficialmente uma banda, simplesmente sob o nome de Manuela, e têm um álbum de estreia autointitulado para apresentar. É um caso deliciosamente excêntrico, flutuando entre o hazy electro e pop dos anos sessenta, com até uma pitada de dub. O álbum inteiro tem uma sensação de verão atravessando suas veias, e as letras de Gernedel – obscuras num minuto, claras no outro – refletem docemente sobre a maternidade e paternidade e, tristemente sobre a sociedade. O disco parece um trabalho pensado e coeso, mas, por toda a conversa de McCarthy sobre a mudança para novos projetos, ele não tinha isso em mente na época.

“Foi mais uma surpresa, sério”, ele lembra. “Eu estava trabalhando em algumas coisas, como uma trilha para uma série de TV alemã chamada München 7, então esse não era o meu foco principal para começar – era só que meio que concordamos em gravar porque estivemos trabalhando nas músicas por tanto tempo. Acabou se transformando em algo especial conforme continuamos, e algumas das outras coisas em que eu estava trabalhando não deram certo. Eu vinha praticando escrever com outras pessoas de forma espontânea, um pouco como encontros rápidos musicais, mas nenhum deles ficou como esse álbum. Eu realmente estava gostando de todo o processo”.

Gradualmente, eles perceberam que tinham músicas suficientes para lançar um álbum, mas nem tudo foi um mar de rosas; entre os obstáculos que eles tiveram de lidar ao longo do caminho, incluía uma faixa que teve de ser descartada por ficar bem abaixo dos padrões das demais, e outra que era um cover de uma música de um compositor italiano, que eventualmente decidiu não liberá-los para usá-la no final das contas. Além disso, na opinião de McCarthy, Gernedel não percebeu quão intrincado seria o processo de lançar um LP. “Por um longo período de tempo, creio que ela pensou nisso como um projeto de arte ou uma coisa de palavra falada, e do outro lado, eu estava apenas me concentrando em chegar a essas composições e ideias para músicas. No final, conseguimos encontrar um meio termo, por isso parece realmente e genuinamente colaborativo. Isso também foi verdade para a produção do álbum”.

A contribuição de Gernendel para o Manuela, então, é bem enraizada em sua história como artista. “O mais importante que eles te ensinam na escola de arte é que você deve tentar coisas diferentes” ela diz. “Baseie-se apenas em ideias, e depois trabalhe na parte técnica – ou não. O ponto de partida seria quase uma palavra falada, e eu queria que fosse realmente simples e despojado. Eventualmente, você percebe que pode soar como uma boa ideia na sua cabeça, mas na prática, fica horrível de se ouvir. Você tem que procurar por outras maneiras de criar a atmosfera que deseja entregar, então muitas das conversas foram sobre as melodias e os instrumentos.”

O casal viveu em Londres por anos e são vagos no porquê terem se mudado para lá em primeiro lugar, quase como se não conseguissem explicar por si mesmos. Afinal, eles não possuem nenhuma conexão com o local – McCarthy nasceu em Blackpool, Gernedel na Áustria – e os dois já haviam dito que nunca esperavam ficar lá pelo tempo que ficaram. Semelhantemente, ambos concordam que o ambiente da capital influenciou Manuela, para o bem ou para o mal, mas a impressão que você tem é que eles ainda não estão convencidos pela cidade que já chamaram de lar por tanto tempo.

“É um vem e volta entre estar em estado de amor e admiração pelas pequenas coisas em Londres, e a percepção que está meio que desmoronando e caindo ao seu redor” admite Gernendel. “Eu primeiramente notei o lado político disso quando teve manifestações gigantescas quando as taxas estudantis aumentaram e ninguém notou. Eles apenas passaram por cima. Nós estávamos indo para o estúdio na época da votação no último verão, então tem um pouco desse choque lá também. Londres pode ser um local injusto e hostil para muitas pessoas, mas tem uma mistura incrível de culturas e parece bem livre nesse aspecto. Crescendo na Bavária tudo é tão ordenado e conservado, e sempre tem alguém te observando. Em Londres, ninguém liga – ninguém está de olho em você a todo instante, o que eu gosto.”

“É estranho que nós tenhamos ficado aqui por todo esse tempo, porque o esperado de quando estávamos em Glasgow era que as pessoas se mudassem pra cá por um tempo e geralmente voltassem odiando o lugar”, ri McCarthy. “Dão uma olhada ao redor e fazer um ‘meh, não é para mim’”. Muitas das letras focam no mundano, nas coisas do dia-a-dia, mas tem um tom oculto de decadência. “O sentimento que você tem em Londres e na Grã Bretanha em geral agora é bem sombrio, mas eu acho que você sempre tem que olhar para o lado positivo. Eu gosto do fato que você pode ter um café da manhã somali, um almoço caribenho e um jantar turco, e sem ter que sair da mesma rua, esse tipo de coisa. Nenhum outro lugar da Terra é tão multicultural, mas equilibrando isso contra o fato de que as pessoas estão lutando para ganhar a vida criativamente; muito de nossos amigos se mudaram porque não tem mais condições, e você tem ótimos clubes como o Passing Clouds sob ameaça de fechar”.

Quaisquer que sejam suas ressalvas, a dupla parece estar bem feliz em mencionar seu filho, que nasceu em 2011 em Londres, e a transição deles para a paternidade está emocionalmente relacionada ao Manuela, especialmente na linda canção de ninar Invincible, na qual Gernedel cantarola “There are crumbs between your fingers and milk on your tongue / There is grass and there is milk, and love / You’ve made me invincible.”  (“Há migalhas entre seus dedos e leite em sua língua/ há grama e há leite, e amor/ você me fez invencível”). Isso representa de certa forma os dois principais motivos pelos quais McCarthy deixou sua antiga banda, ele está fazendo novas músicas que têm justamente sua família em seu núcleo emocional. “Muitas das letras saíram daquelas pequenas coisas que você tem de se concentrar no seu dia-a-dia como mãe”, relata Gernendel “Eu gosto da ideia de que se nós fizéssemos um álbum dez anos atrás, teria principalmente músicas sobre amor e como sentíamos a falta um do outro quando Nick estava em turnê, mas agora tudo está mudado. Ainda escrevemos músicas de amor, mas muitas delas são direcionadas ao nosso filho”.

Tanto McCarthy como Gernedel parecem deixar as portas abertas em relação ao que o futuro reserva para o Manuela. Ambos têm outros projetos para se focar, e McCarthy ainda não encerrou oficialmente o assunto sobre o Franz Ferdinand, na época a declaração se esforçava a apontar que sua saída não era necessariamente permanente, e se aplicava principalmente ao quinto álbum da banda e sua consequente turnê. Ele reafirma que pode voltar ao grupo um dia. “Talvez eles percebam ‘Hey, é ótimo sem o Nick! ‘Nós veremos para onde tudo irá daqui alguns anos. Quem sabe, talvez eles queiram uma pausa da banda assim que terminar a turnê daqui uns anos, justo quando eu estiver pronto para voltar!”

Enquanto isso, ele e Gernedel vão tocar esporadicamente ao vivo para divulgar Manuela, com uma turnê mais extensa descartada pelo fato que eles são, afinal, jovens pais. “Os shows que andamos fazendo são realmente especiais” diz Gernedel “mas não podemos ir muito longe, não importa o quão dispostas às avós possam estar. Nós temos uma banda muito boa na qual nos damos muito bem, embora ainda estejamos descobrindo o que podemos fazer de tempos em tempos. Nós sabemos que podemos de fins de semana!”.

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TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Amanda Moreira e Paula Higa

FONTE: Drowned In Sound | Lost Map Records

Feliz aniversário Nick!

13 de dezembro de 2016 às 14:40 por Simone


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Manuela – primeiro single “Cracks In The Concrete”

22 de julho de 2016 às 20:42 por Simone


Com a pausa no Franz Ferdinand, o Nick está envolvido com vários outros projetos, um deles se chama Manuela. A Stereogum e a gravadora Lost Map contam a história por trás do primeiro single, recém lançado, “Cracks In The Concrete”, e o que esperar do álbum que tem lançamento previsto para daqui a 3 ou 4 meses. Uma turnê no final do ano também está prevista, mas ainda sem datas divulgadas.

Eles acabam de se apresentar no festival Peace & Noise #2 em Munich :) (devido aos acontecimentos do dia 22/07 a apresentação não aconteceu).

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Ouça “Cracks In The Concrete”

Fonte: Stereogum  – @PTrewn | 11 de julho 2016

Na sexta passada, o Franz Ferdinand anunciou que o guitarrista Nick McCarthy sairia da banda por um tempo, a primeira mudança na composição nos 16 anos de história do grupo. A decisão surgiu de um desejo de passar mais tempo com sua família, em vez de passar por outro ciclo de gravação / turnê do próximo álbum do Franz Ferdinand. A declaração da banda incluía que esta licença “é uma grande oportunidade para ele explorar alguns de seus outros interesses musicais,” e apenas um fim de semana mais tarde, estamos descobrindo que o novo projeto e a o tempo com a família andam de mãos dadas. Manuela é a colaboração musical de McCarthy com sua esposa, a vocalista e compositora Manuela Gernedel, e “Cracks In The Concrete” é o primeiro single lançado pelo casal.

Gravado no estúdio de McCarthy, Sausage, em Hackney, Londres, e co-produzido por Sebastian Kelig, “Cracks in the Concrete” é um dance-rock furtivo, discreto que se arrasta com linhas de guitarra ecoantes e crescentes. “A baby was born in my house last night/ And I dreamt of money and success/ My friend got robbed outside his flat/ And I dreamt of a baby,” (“Um bebê nasceu em minha casa noite passada / E eu sonhei com dinheiro e sucesso / Meu amigo foi roubado perto de seu apartamento / E eu sonhei com um bebê”), Gernedel canta num tenor ágil. Aqui Gernedel explica a inspiração por trás da canção:

Em termos de letra, “Cracks in the Concrete”, assim como  a maior parte do álbum, fica indo e voltando entre uma narração e um monólogo interno. Cracks in the Concrete foi parcialmente inspirada pela frase em Francês “sous les páves, la plage!”, que surgiu durante a revolta dos estudantes ocorrida lá em maio de 68. Traduzindo por cima, quer dizer “há areia embaixo do asfalto!”. Fala sobre o potencial de rupturas e rompimentos. É tudo mórbido e está se despedaçando e você tem de continuar dizendo a si mesmo que vai dar tudo certo (“everything is healing” / “tudo está sarando”).

Compre “Cracks In The Concrete” aqui. O álbum de estreia, Manuela, será lançado em breve pela Lost Map Records. Ele irá contar com Jim Dixon (Django Django), William Reese (Mystery Jets), Roxanne Clifford (Veronica Falls), e Paul Thomson (Franz Ferdinand) como convidados.

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A gravadora Lost Map também falou sobre o lançamento…

“Lançado como single em formato cartão postal PostMap e download, disponível exclusivamente no lostmap.com, e acompanhado por um palpitante b-side disco-remix produzido pela DJ Nadia Ksaiba, é uma alegre apresentação ao seu viciante, eclético, fora do normal e refrescante pop ‘faça-você mesmo’, e uma ótima amostra do álbum de estreia prestes a ser lançado.

Gravado depois que McCarthy terminou a turnê da colaboração do Franz Ferdinand e Sparks, o FFS, ‘Cracks in the Concrete’ representa a primeira canção que Gernedel e McCarthy fizeram juntos como Manuela, e sua chegada incansávelmente divertida e refrescante, com suas linhas de guitarra arranhadas e serpenteadas, sintetizadores análogos esmagadores e um gancho melódico persistente vão fazer você apertar o ‘play’ sem parar. Apresentando letra e voz por Gernedel e música composta e tocada por McCarthy, foi feito no estúdio de McCarthy, Sausage, em Hackney e co-produzido por Sebastian Kellig. O álbum Manuela, está sendo finalizado no momento e com data de lançamento ainda a ser determinada”

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O vídeo foi gravado em uma fábrica têxtil vizinha ao Sausage Studio (e algumas cenas internas do estúdio) e já está disponível.

     

 

Créditos dos links e para mais informações: Fuck yeah Sausage

Nick McCarthy após a saída do Franz Ferdinand

20 de julho de 2016 às 19:01 por Simone


“Nós precisamos investir muito em uma babysitter para conseguir escrever esse álbum.”

 

Nick McCarthy cresceu em Rosenheim e foi um dos membros fundadores da banda britânica Franz Ferdinand, uma das melhores e mais bem sucedidas bandas de indie-rock dos anos 2000. Na última semana os fãs levaram um leve choque: ele deixou a banda, fez um projeto próprio com sua esposa, com o qual se apresenta em Munique no final de semana.

Por: Sebastian Heigl 20.07.2016

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Depois de várias vezes no top 10 de álbuns, o Mercury Prize e dois Brit Awards uma pausa é requerida. Nick McCarthy, guitarrista solo da banda britânica Franz Ferdinand, faz uma pausa. Mas a pausa não significa uma saída definitiva do universo da música. Na última semana McCarthy lançou com o seu novo projeto “MANUELA” o primeiro single, “Cracks In The Concrete”. Na última segunda-feira à noite ele se apresentou na Kammerspiele de Munique em um evento beneficente para o círculo cultural da cidade. Sebastian Heigl encontrou-se com ele lá e conversaram sobre separação, reparação e sobre a MANUELA.

SH: Você se separou do Franz Ferdinand, ou melhor dizendo, fez uma pausa. O que te levou a essa decisão?

McCarthy: Eu queria simplesmente fazer algo diferente. Eu estou agora há 15 anos com o Franz Ferdinand, viajei em tour ao redor do mundo e gravei álbuns. Eu também não queria mais apenas escrever músicas com duração de três minutos, – eu queria simplesmente experimentar coisas diferentes – e também estar em casa, eu tenho duas crianças. Os caras da banda entendem isso naturalmente, eles vem isso também muito positivamente. Eu acho legal também que eles vão continuar. Então… por que não?

SH: Você começou agora um novo projeto com sua esposa, ele se chama MANUELA. Então como vocês chegaram a essa ideia de escrever música juntos?
McCarthy: Eu já escrevo há muitos anos músicas junto com minha esposa. Nós já tivemos também juntos uma banda, o Box Codax. Agora eu decidi tirar um tempo de férias do Franz Ferdinand. A única coisa que mudou foi que agora eu tenho tempo, e então a partir disso surgiu um álbum. Então nós falamos: vamos tocar em alguns shows e vemos então o que podemos fazer. Como sempre fazemos.

SH: Existe entre vocês alguma distribuição? Quem escreve as letras, quem escreve a música?
McCarthy: A Manuela de fato escreve boas letras, por isso eu preferencialmente não faço isso. Eu escrevi a maioria das músicas. Mas isso é difícil para um casal: as crianças normalmente estão sempre por perto. Nós precisamos investir muito dinheiro em uma babysitter para conseguir escrever esse álbum. Parece chato, mas Rock’n roll também. Mas foi muito bom ter tempo sozinho de novo. Veio muito amor através das canções. O álbum também já está pronto. Será lançado entre três ou quatro meses, eu acho. Nós vamos entrar em Tour em outubro, novembro e então no ano novo.

SH: Na semana passada vocês disponibilizaram sua primeira canção do álbum “Cracks In The Concrete”. Assim que se escuta, percebe-se que vocês se aproximaram bastante do som dos anos 80. Sintetizadores analógicos, bateria eletrônica (de computador). Por que os anos 80?
McCarthy: A era foi maravilhosa. Eu amo também os LP’s dos anos 70. No qual todos os outros instrumentos eram tocados e apenas o baterista estava na bateria. E claro também o Goth-Zeug, nele também tinha sempre sintetizadores. Em “Sister of mercy”, por exemplo. Eu sempre flertei com os anos 80, também quando eu estava no Franz Ferdinand, claro.

SH: O que você vai sentir falta no Franz Ferdinand? Melhor dizendo, você poderia se imaginar em algum momento voltando para a banda?
McCarthy: Para mim foi simplesmente uma banda insanamente incrível. Simplesmente funcionou com a gente. Isso provavelmente nunca acontecerá de novo na minha vida. Nós tocávamos qualquer canção e isso claramente funcionava, isso é algo que não pode ser explicado, e esse tipo de coisa funciona muito raramente. E também o último concerto do Franz Ferdinand aqui em Munique foi simplesmente incrível. O Zenith tava tão cheio. Então eu de fato vou sentir falta disso e isso talvez me pressione de volta. Eu quero dizer…o Alex mora aqui bem na minha esquina e nós ainda nos vemos, isso acontece. O que quero dizer, por outro lado, que para eles me substituírem eles vão precisar de duas pessoas (risos). Não, isso não faz sentido!

TRADUÇÃO / AGRADECIMENTOS: Karen Lima 

FONTE: Bayern 2 | Fuck yeah SAUSAGE!

Mensagem para a banda e Nick

14 de julho de 2016 às 12:58 por Simone


Todos fomos pegos de surpresa com a nota publicada pela banda no dia 08/07, sobre a saída do Nick. Estamos tristes, mas não poderíamos deixar de mandar uma mensagem de força e apoio ao Alex, Paul, Bob, equipe e agradecimentos ao Nick. A mensagem foi enviada em nome do Franz Ferdinand Brasil e de todos os fãs brasileiros.

O Alex agradeceu pelas palavras e repassou para todos ❤

Segue a mensagem que enviamos…

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Publicado por | Categoria(s): Banda,McCarthy | Tags: ,

Tinkershrimp & Dutch РNick, Andy e Sebastian apresentam as composi̵̤es para o desenho da Nickelodeon UK

10 de julho de 2016 às 17:12 por Simone


Muitos tem curiosidade de saber mais dos trabalhos paralelos do Nick fora do Franz, ainda mais agora que ele poderá dedicar mais tempo a eles durante os próximos anos.

Nick e Andy tem um estúdio em Londres, apelidado pelo Andy de “Sausage Studios” no qual o Nick completou chamando de “Sausage Studios, the wurst sound in London” (um jogo de palavras com duplo sentido entre o inglês e o alemão). Lá eles produzem entre outros algumas bandas, composições próprias e também fazem parcerias. Eles foram convidados então a compor e produzir as músicas dos episódios e o tema de abertura do desenho animado Tinkershrimp & Dutch da Nickelodeon UK, que foi desenvolvido por volta do segundo semestre de 2015 .

Tinkershrimp & Dutch é uma série de 5 mini episódios exclusivamente veiculados sob demanda e por serviços online que estreou em 15 de janeiro e teve seu último episódio divulgado em 12 de fevereiro de 2016. A série conta a história de um lagostim e um lóris-preguiçoso, chamados Tinkershrimp e Dutch respectivamente, que trabalham como seguranças para um rei. Existe a possibilidade de mais episódios serem criados em breve.

Esse primeiro vídeo mostra o resultado final do tema de abertura do desenho, composto e cantado por eles…

 

     

 

O Nick fala que sempre quis fazer música para um programa de TV infantil por achar alguns absolutamente geniais e conta que ele e o Andy compunham no ônibus, nos aeroportos durante os momentos de folga nas turnês. Andy diz que uma parte dessa abertura do desenho foi composta a 10 anos atrás e que partindo daí eles a modificaram e foram conversando, criando, deixando mais com a cara de cada episódio. Eles receberam as letras prontas, criaram as composições, tocam os instrumentos e o Andy canta…

 

 

 

 

 

     

 

Os diretores explicam todo o processo de concepção e desenvolvimento de idéias do desenho. A partir dos 05min30seg contam de onde surgiu a ideia de chamar o Sausage Studio para compor as músicas dizendo que como já trabalhavam com o Franz desde o começo da banda (chegaram a construir o site, fazer alguns videoclipes e um DVD), entraram em contato com o Nick que topou participar. Nick e Andy contam sobre as (poucas) instruções que receberam e a forma como foram pensadas as composições…

 

 

 

 

 

     

 

Por fim eles apresentam o Sausage Studios, falam sobre como começaram a tocar e compor, como é o processo de criação e composição musical e dão dicas para quem está começando.

 

     

 

Site oficial com mais informações sobre Tinkershrimp & Dutch

NOTA OFICIAL FRANZ FERDINAND

8 de julho de 2016 às 7:53 por Simone


O Nick não fará parte da gravação ou da turnê do próximo álbum do Franz Ferdinand.

 

“Quando nós gravamos e fazemos turnê, é um compromisso de tempo integral que leva no mínimo um ano e meio, e a maior parte é gasta longe de casa. Nick tem uma jovem família e não quer ficar longe deles por um período tão longo.

É uma grande oportunidade para ele explorar alguns de seus outros interesses musicais no entanto. Nós mal podemos esperar pra saber do que ele está afim.

Essa não é necessariamente uma situação permanente e nós te contaremos se as circunstâncias mudarem no futuro.

Nós amaríamos poder dizer que esse é o resultado de diferenças pessoais ou musicais, mas não é. Foram essas diferenças que formaram a banda, em primeiro lugar.”

Do Nick:

“Eu realmente gostaria de agradecer a todos os fãs por serem uma inspiração tão grande pelos anos. Foi um ótimo período. Eu vou me concentrar em produzir e escrever algumas coisas completamente diferentes por um tempo e nós todos mal podemos esperar para saber sobre o novo álbum do Franz Ferdinand.”

Feliz aniversário Nick McCarthy!

13 de dezembro de 2014 às 16:21 por Simone


Em uma entrevista a algum tempo atrás, o Alex declarou que o Nick é a pessoa mais positiva que ele já conheceu.

Para nós, fãs, isso se reflete claramente na personalidade brincalhona, sempre sorridente, de bem com tudo, maluca e simpática ao extremo.

É assim que nós te conhecemos e é assim que a gente te admira, Nicholas. Que você possa continuar compondo e tocando pelos palcos do mundo todo fazendo o que mais gosta por muitos e muitos anos ainda!

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Um brinde a você Nick, parabéns pelos 40 anos!

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Créditos fotos: 1- RTRWRA tour no Brasil (fotógrafo desconhecido)  | 2 – Alex Kapranos tumblr – Highlights & Shadows

5 mulheres em sua vida | Nick McCarthy – Franz Ferdinand

17 de dezembro de 2013 às 16:23 por Simone


Tradução e agradecimentos: Aline Romy

Quem não foi apaixonado por Sophie Marceau?”

26 novembro de 2013 – Entrevista por Faustine Kopiejwski

Após terem lançando seu quarto álbum, os quarto garotos do Franz Ferdinand estão em turnê mundial e estarão de volta na França em março de 2014. Entre dois shows, o guitarrista Nick McCarthy nos fala das cinco mulheres de sua vida.

RONJA RÄUBERTOCHTER

Ronja era a garota mais legal que eu vi quando tinha oito anos, mesmo seu pai sendo bem malvado (Nda: Na verdade, o romance de Astrid Lingren de onde é tirada essa série se chama Ronya, filha de um bandido). Eu queria conhecê-la, me tornar seu amigo e fazer parte de todas as suas aventuras. Ela era tão corajosa. Eu assistia essa série fielmente. Foi ela que me deu um gosto pelas aventuras ao ar livre: escalar montanhas, entrar em velhos edifícios em ruínas, esse tipo de coisas.

   

 

HEIDI

Eu cresci nas montanhas do sul da Alemanha e Heidi era um desses estranhos desenhos animados japoneses, feitos para os espectadores alemães, e que na minha época existiam muitos. Os produtores faziam a animação por um preço barato no Japão e produziam o resto na Alemanha. Eles usavam música alemã ou tcheca para as trilhas sonoras e eu sempre amei as canções desses desenhos. A maioria delas foi escrita por um tcheco chamado Karel Svoboda. Minha música preferida era uma que tocava no Pinocchio. Infelizmente, a música de abertura de Heidi puxa um pouco demais pro Schlager (estilo de música popular na Europa Central e do Norte), mas isso não me impedia de assistir ao programa antes de ir caminhar pelas montanhas .

   

 

BILLIE HOLIDAY

Eu estudei jazz por algum tempo, mas, sinceramente, nunca gostei da cena. Ninguém tocava por amor a música. Parecia esporte, era horrível. Mas depois disso comecei a tocar em uma banda de krautrock alemão que se chamava Embryo, e eles acreditavam no que faziam. Eles tocavam incrivelmente bem seus instrumentos e por boas razões. O líder da banda, Christian Burkhard foi o meu guru durante anos. E ainda o é, talvez inconscientemente. Nos anos 60 , ele saiu em turnê com Mal Waldron , o pianista de Billie Holiday. E por mais louco que possa parecer , eu também tive a oportunidade de viajar com ele. Foi uma experiência tão incrível que eu fico com lágrimas nos olhos só de pensar nisso. Esse homem era muito humilde, e ele podia tocar qualquer coisa no piano. Sua música parecia rasgar o seu coração. Então, obviamente, ouvimos muito Billie Holiday durante aquela época. Muito mesmo. Ela é de longe a minha cantora de jazz preferida. Que trágica dimensão em sua voz! Existe alguém mais legal do que ela? Eu nunca tinha me sentido assim antes. E eu me apaixonei de verdade.

  

 

SOPHIE MARCEAU

Essa é especialmente para vocês, franceses. Eu era completamente apaixonado por Sophie. Mas quem não era? Imagino que na França todo mundo viu “La Boum”, mas na Alemanha não era tão conhecido. Não sei bem porque, mas eu a tinha em vídeo que eu assistia secretamente com os meus amigos e tentávamos dançar “slows” (música lenta). Levamos alguns anos antes de praticarmos de verdade. Recebíamos crianças francesas na nossa escola e os meninos “davam em cima” de meninas que nós não ousávamos nem olhar. Os meninos franceses sempre estavam tão a frente de nós. Eu os odiava. De qualquer forma, ainda amo essa música. Ah, os fantasmas da adolescência.

  

 

TIA DOT / NANA

Além da minha esposa, são as duas mulheres mais incríveis que já conheci. Minha vó (Nota do autor: Nana) vivia com um casal de idosos, a tia Dot e o tio Bill e, quando nós os visitávamos em Liverpool, riamos o dia inteiro. Eles foram a maior fonte de alegria da minha infância. Eles também tocavam muito bem piano e passávamos horas cantando com eles na sala. Eu queria muito tocar daquele jeito, até hoje eu tento. Eu gostaria que eles tivessem vivido para sempre. Infelizmente não há nada sobre eles no YouTube. Mas aqui está toda a gangue, com meu irmão, minha irmã e minha mãe na famosa sala de estar.

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FONTE: ChEEK MAGAZINE

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