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Always Ascending UNBOXING – Signed Deluxe LP Bundle + Signed CD + Cassette

11 de fevereiro de 2018 às 11:17 por Simone


Quem aí como nós está muito animado com o lançamento de Always Ascending? ❤
Enquanto nossa edição nacional não é lançada, trazemos um unboxing da edição limitada que esteve disponível em pré-venda na loja da Domino Records.

Os itens que constam nesse unboxing:

– Franz Ferdinand – Always Ascending , Signed Deluxe LP Bundle (tote bag + foto autografada + vinil marmorizado branco/azul – edição limitada com poster) – Limitado em 1000 unidades.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Signed CD.
– Franz Ferdinand – Always Ascending , Cassette – Limitado em 500 unidades.

OBS.: Além dessa edição do CD, vendida no mundo todo com 10 faixas, existe também a versão japonesa com Demagogue como faixa extra. Em relação ao vinil, existem mais outras 5 edições coloridas vendidas ao redor do mundo!

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Agradecimentos: Fotos: Tarciane Almeida | Montagem: Paula Higa | Fonte: Domino Records

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 2

24 de janeiro de 2018 às 15:55 por Simone


Segue a segunda parte da entrevista da revista portuguesa BLITZ! 😉
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[…]

Apresentaram este novo disco com um concerto numa pequena sala, em Paris. Para uma banda habituada a tocar em grandes recintos, como é a experiência de voltar a esses clubes?
AK – Eu adoro tocar em salas mais pequenas, é ótimo. Antes de tocarmos ali, tínhamos tocado em Espanha, para umas 40 mil pessoas. Faz-me lembrar… Certa vez, estava na América e fui a um jogo de basebol. Alguma vez foste a um jogo de basebol?

Não…
AK – Não vás, é mesmo chato! Chato ao nível do críquete. Mas uma coisa que achei fascinante é que, quando os tipos vão bater na bola e estão a dar lanço aos tacos, têm ali uma coisa… Eu perguntei ao meu amigo americano e ele disse que, pelos vistos, eles põem um peso no taco. Então balançam o taco com o peso e assim batem na bola com mais força. E às vezes tocar numa sala mais pequena é assim. Estás tão habituado a projetar energia para 40 mil pessoas que, quando tocas para 200, parece que estás a explodir!

Um mágico sucesso

Mal o primeiro disco de Franz Ferdinand saiu, em 2004, obtiveram um grande sucesso e, desde então, têm tocado para grandes plateias. É um nível de sucesso difícil de manter?
AK – Não me vou queixar! Não vou incorrer em falsa modéstia e fingir que não foi espetacular que tenha acontecido assim, porque claro que foi! E claro que talvez haja algumas dificuldades relacionadas com ter um certo nível de sucesso mas, fogo, prefiro ter essas dificuldades do que as dificuldades que decorrem de tocar numa sala para 20 pessoas.

Sim, mas foi difícil manter sempre esse nível? Sentiram muita pressão?
AK – Não, de todo! Bem, talvez as outras pessoas tenham expectativas, mas sempre fiz por ignorá-las. Além disso, eu já tinha 32 anos quando esse álbum foi lançado, e devo ter começado a escrever canções aos 14. São 18 anos a tocar para salas com dez ou vinte pessoas. Qualquer tipo de sucesso seria sempre mágico, porra. (risos)

Ficou surpreendido, na altura, com o sucesso imediato da vossa estreia?
AK – Fiquei surpreendido por não ter acontecido antes! (risos)

E foi bom ter acontecido quando já tinha 32 anos?
AK – Sim, ainda bem que já estava nos meus tritas quando isso aconteceu. Se tivesse tido esses sucesso aos 15, ter-me-ia tornado num autêntico palhaço! Ainda mais do que já sou. Assim puder ver como é a vida real e não me sinto privilegiado se for adulado, como por vezes acontece com quem tem bandas. E ainda hoje, se me vão buscar a algum lado e me querem levar a mala, eu fico: <<não faças isso, deixa-me levar a minha própria mala!>>.

Julian, quantos concertos já deu com os Franz Ferdinand?
JC – Ainda outro dia estava a pensar nisso! Penso que foram uns 50 ou 60. Fizemos uma digressão na América em maio e junho, depois demos uns concertos na Europa e agora vamos voltar para a América. A digressão norte-americana foi muito divertida. Quando perguntaste como é tocar nas salas mais pequenas – nos Estados Unidos tocamos habitualmente em salas mais pequenas, e tive aquela sensação que o Alex descreveu: muita pressão, não em termos de stress, mas no sentido de darmos um concerto mais concentrado, mais intenso.

Estiveram nos Estados Unidos já depois de Donald Trump ser eleito?
JC – Sim, é curioso – tocámos em Charlottesville pouco depois dos motins e da parada das tochas e essa treta toda. O Alex descreveu muito bem a sensação que tivemos lá: sabes quando um miúdo vai a correr pela rua e cai e magoa-se, e há ali um intervalo entre magoar-se e perceber o que aconteceu e começar a chorar? São ali uns dois segundos em que o miúdo pensa: <<o que é que acaba de acontecer?>>. E depois lá vêm as lágrimas. Foi isso que aconteceu com o país. Quando lá estivemos, as pessoas estavam num certo estado de choque, sem terem percebido bem as consequências. Acredito que, quando voltarmos agora, possa ser diferente.
AK – Estão quase a chegar ao ponto de libertarem o uivo primitivo da angústia, como a situação justifica.

Muitos norte-americanos nunca acreditaram verdadeiramente que Trump iria vencer as eleições…
AK – Nem o próprio tolo cor de tangerina [no original, <<tangerine buffoon>>]! Não viste a cara de choque dele, no dia das eleições? Que deprimente. Eu mantenho a minha sanidade mental imaginando que, no fundo, estou a participar num qualquer filme blockbuster americano. E, como em qualquer blockbuster americano, há a parte em que se explica o enredo, o caos, o ponto mais baixo e a conclusão, em que o tolo cor de tangerina aparece de fato cor de laranja [uniforme das prisões nos Estados Unidos] e de algemas. E começam a passar os créditos. Eu só estou à espera desse momento.

Os créditos e a música épica…
AK – E nós fazemos a banda-sonora, exato! Boa, é isso mesmo! (gargalhadas)

E no Reino Unido, qual é a vossa opinião sobre o momento político? Onde vivem atualmente?
AK – Eu vivo entre a Escócia e Londres.
JC – Eu vivo na Escócia.
AK – De certa forma é frustrante. De certa forma, os americanos têm mais sorte. Porque estamos em situações igualmente traumáticas. Nos Estados Unidos, pelo menos têm uma figura forte para poderem desprezar. Na Grã-Bretanha, nem isso temos. Porque a Theresa May é apenas incompetente. Não tem personalidade!

Não é uma vilã?
JC – Não tem força de caráter ou força de vontade suficientes para poder ser uma vilã. Ao menos que o Trump é fiel à sua idiotice.
AK – Exato, é verdadeiramente desprezível. Já a Theresa May não é nada, é só um conglomerado anónimo de personagens desprezíveis, o que torna tudo mais frustrante. Mas saudável não é, o que se vive hoje no Reino Unido.
JC – E é embaraçoso, também. Quando saio do país, sinto um pouco de vergonha pelo país, o Brexit e isso tudo.
AK – É como teres o teu tio racista a andar atrás de ti para todo o lado! o Brexit é isso. O Brexit e toda a gente que votou a favor.

Acham que as bandas poderão ter a sua vida dificultada, durante as digressões, depois de o Brexit ser concretizado?
JC – Mas nós nem sabemos! Uma das coisas mais revoltantes é o plano ser pavoroso porque, à semelhança do Trump, que não esperava chegar ao poder e não sabe o que está a fazer, os defensores do Brexit também não esperavam ganhar e agora não sabem como agir. E é por isso que a Theresa May fez campanha pelo <<remain>> [defendendo a permanência do Reino Unido na União Europeia]. E depois tornou-se primeira-ministra!
AK – Fez campanha, mas discretamente. Porque é uma oportunista. Não tem qualquer base de convicções. Mas penso que se tornará difícil para algumas bandas em digressão, sobretudo para as mais pequenas, que têm menos dinheiro. Porque vai haver mais burocracia. Quando vamos tocar aos Estados Unidos, por exemplo, temos de preencher um formulário e declarar todos os instrumentos que levamos conosco. Tem de ser tudo inspecionado, porque não estamos ao abrigo de um acordo como na União Europeia. Mas se tivermos de fazer isso em todos os países da Europa a que formos, fica caro! Demora tempo e torna as digressões muito complicadas. Por isso, sim, o Brexit vai ter um efeito a nível prático. Além de que as pessoas vão estar tão irritadas com a Grã-Bretanha que já nem vão querer ver-nos. << Vão lá comer o vosso bangers and mash [salsicha com puré, prato comum em Inglaterra], seus palhaços…>>.

Sardinhas & Streaming

De regresso ao disco novo: qual a vossa canção favorita, de momento?
AK – Neste momento, a minha favorita é a <<Lazy Boy>>. Porque, sempre que a ouço, gosto mesmo muito. Foi divertida de se fazer e é uma execução muito bem-sucedida de uma ideia. Tenho muito orgulho da evolução da canção, das demos até àquilo que é agora.

Mas era muito diferente do que está no disco?
JC – Era muito mais comprida! Começou com um loop, e o ritmo é muito esquisito, cinco beats em vez de quatro. Tínhamos ali um loop que íamos tocando e gostávamos, depois escrevemos o refrão… no início tinha seis minutos, parecia uma faixa tecno. Ao fim de algumas semanas, fomos cortando. Podemos tirar aqui uma parte, ali outra… Ironicamente, embora se chame <<Lazy Boy>> [<<rapaz preguiçoso>>], deu muito trabalho a fazer.
AK – É a mais fácil de ouvir, mas foi a mais difícil de fazer. Também gosto dessa. Não sei bem qual a minha canção favorita do álbum – vai mudando, sempre que penso nisso. Talvez a <<Slow Don’t Kill Me Slow>>? Gosto da atmosfera dessa canção e, de um ponto de vista mais pessoal, gosto muito da forma como a canto. Saiu-me de forma muito natural e expressiva e emocionalmente honesta, que é algo que tenho tentado alcançar. Como disse antes, com este disco estávamos a tentar fazer algo de novo: uma nova banda, uma nova identidade, um novo som. E, em parte, isso passa por obrigarmo-nos a fazer coisas que nunca fizemos. Neste disco, tentei mesmo levar a minha voz a sítios onde ela nunca tinha ido antes, e isso pode ser feito de forma sutil. Quis explorar aquela ideia de <<ator de método>>; perder-me no papel e na emoção da canção, para poder acreditar e senti-la ao máximo. Penso que essa canção é o melhor exemplo dessa abordagem, neste disco.

O primeiro single, <<Always Ascending>>, é uma canção longa, com uma intro demorada… numa época em que se diz que os serviços de streaming mataram as intros longas!
AK – Pois é, está tudo a falar de como o streaming matou as intros compridas e cá está a nossa primeira canção com uma intro de um minuto! (gargalhada)
JC – Nós gostamos de contrariar as tendências! (risos) Mas até faz algum sentido. Se alguém estiver a fazer alguma coisa, achamos divertido fazer o seu oposto.
AK – Ser do contra. Sempre foi um princípio basilar da minha vida: ser do contra, o mais possível! Se quiseres ir até aos teus limites tens de ser do contra.
JC – E também achámos que a << Always Ascending>> era uma boa súmula das coisas que estávamos a tentar fazer no disco. E é uma grande canção, que queríamos que as pessoas ouvissem.

Quando anunciaram o novo ábum, e também a digressão de 2018, os vossos fãs reagiram com muito entusiasmo. Ficam satisfeitos por poderem contar com o apoio de admiradores tão dedicados?
AK – Eu devo confessar: sinto um grande carinho pelos nossos fãs e pelo apoio que eles nos têm dado ao longo dos anos. Temos imensos clubes de fãs e grupos de pessoas em todo o mundo que ficaram sempre do nosso lado, ao longo dos anos. Temos muita sorte. Porque há bandas cujos fãs… são uns anormais! (risos) Não vou dizer quais, mas há. Quando falamos com os nossos fãs, eles costumam ser muito fixes. Temos essa sorte.

Em 2018, vão andar na estrada e, se tudo correr como é costume, voltarão a Portugal…
AK – Quando perguntaste ao Julian quantos concertos ele já deu conosco, pensei logo: quando chegarmos a Portugal, no próximo ano, vamos estar no ponto! (risos) Já vamos saber tocar estas canções. Sei o que está a ser negociado, mas ainda não posso dizer onde vamos tocar [confirmar-se-ia depois que a banda atuará no NOS Alive]. Mas, se tudo correr bem, daremos em Portugal mais do que um concerto.

Que recordações guarda das vossas anteriores visitas a Portugal, onde já atuaram quase uma dezena de vezes?
AK – Adoro ir a Lisboa. Tenho aí um velho amigo de Glasgow, Tracy, – olá, Tracy! Se me estiveres a ler, até breve! – e no Porto, em especial, diverti-me muito. Aluguei uma bicicleta e andei a passear pela cidade, junto ao Douro. É um país muito bonito, com ótima comida. A minha melhor experiência gastronômica em Portugal foi das mais simples. Se fores da baixa do Porto até à Ribeira e virares à direita, no porto dos pescadores, naquela parte mais industrial, há uma ruazinha, que nem é nada turística, onde há uns restaurantes onde cozinham o peixe em grelhadores a carvão, muito simples. E as sardinhas assadas ali, meu Deus! É simples, direto e belo! Só de estar a falar nisso já estou a salivar. Mal posso esperar por voltar.

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FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

Revista BLITZ: Franz Ferdinand uma banda nova – parte 1

22 de janeiro de 2018 às 16:05 por Simone


De volta com o primeiro álbum desde 2013, e com dois novos músicos a bordo, os escoceses sentem-se no dealbar de uma nova era. Em Londres, Lia Pereira falou com Alex Kapranos e o novo recruta, Julian Corrie, sobre Always Ascending e sardinhas assadas.

 

 

A dois passos do centro de artes Barbican, numa invernosa tarde em Londres, os Franz Ferdinand recebem a imprensa num pub curiosamente chamado The Singer. Numa altura em que muitos ainda almoçam ou bebem uma pint, o ruído das conversas animadas tornaria impossível qualquer gravação de entrevista – talvez por isso, é na cave do pub, repleta de mesas e cadeirões de madeira escura, que Alex Kapranos, o vocalista da banda, e Julian Corrie, um dos novos membros do grupo, esperam pela BLITZ. Munidos de grande simpatia e de um humor desarmante, os dois músicos conversaram com vontade sobre a nova era dos Franz Ferdinand, agora que o guitarrista Nick McCarthy, um dos fundadores do grupo, abandonou o <<navio>>. Corrie, que tem uma carreira musical autônoma como Miaoux Miaoux, foi convocado para tocar teclas, ao passo que Dino Bardot é o novo guitarrista da banda – e, segundo o sempre divertido Alex Kapranos, <<a maior estrela do rock que Glasgow já produziu>>. O regresso a Portugal, em 2018, está garantido (NOS Alive), disseram-nos ainda esses críticos ferozes do Brexit e de Donald Trump.

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A renovação – a saída do guitarrista Nick McCarthy levou à <<contratação>> de dois elementos. Estão ambos abraçados a Alex Kapranos: Julian Corrie à nossa esquerda; Dino Bardot à direita.

Como se sentem nesse regresso aos discos? Always Ascending é o vosso primeiro álbum desde 2013, se não contarmos com a colaboração com os Sparks. E é também o primeiro disco sem o vosso guitarrista Nick McCarthy…
Alex Kapranos – É ótimo, porque não só temos um álbum novo, como ele representa o começo de uma nova era, de uma nova década, de um novo capítulo da banda. O último disco de Franz Ferdinand foi, literalmente, o último disco de uma década da banda. E este parece-nos o primeiro de uma nova década. (Sussurrando) É mesmo muito bom! Posso dizer isto? (risos) Será que devo ser muito modesto e dizer: <<meh, está só mais ou menos?>>. Na verdade, adorei fazer este disco e estou entusiasmadíssimo com ele.

Como conheceram o Julian Corrie, um dos vossos novos músicos, aqui presente?
AK – Estava em Conway, na Irlanda, para o lançamento de um filme chamado Lost in France, de um tipo chamado Niall McCann. Eu estava lá com a Emma Pollock e o Paul Savage, dos Delgados e da [editora] Chemikal Underground, e o Stuart Braithwaite, dos Mogwai, e às tantas disse-lhe: <<ei, sabes que estamos em Glasgow, sabes de alguém que queiras vir para a nossa banda?>>. E ele:<<o Julian é porreiro, talvez esteja interessado>>. Então mandei-lhe um e-mail e ele respondeu: <<era capaz de ser engraçado>>. Fingindo-se pouco impressionado. (risos) Lá nos encontrámos e – o que acaba por ser mais importante que a música – fomos comer ao indiano e depois beber uns copos para ver se nos dávamos bem. Porque uma banda é uma empreitada social, é uma gangue, uma matilha. E temos de nos certificar que nos damos bem e nos divertimos uns com os outros. Felizmente isso aconteceu, pelo que nos juntámos e, quando tocámos juntos, a banda estava a soar melhor que nunca. Assim, tornou-se óbvio que era a solução correta.

E para o Julian, como foi juntar-se à família, à <<matilha>>?
Julian Corrie – Foi muito excitante! Quando o Alex me mandou um e-mail assim do nada, eu estava de férias e pensei: <<uau, um e-mail do Alex Kapranos, o que quererá ele?>>. Foi fixe, e      demo-nos logo bem. Lembro-me que quando fui ao estúdio que ele tem na Escócia, para tocar com eles, era uma noite de <<lua de sangue>>. A lua estava vermelha e eu pensei: <<isto ou é um bom augúrio ou um mau agoiro! Ou vai ser espetacular, ou horrível>>. (risos) Mas foi ótimo e depressa percebemos que resultava. Que funcionávamos bem juntos, enquanto músicos.

É mais novo que o resto dos seus novos companheiros de banda?
JC – Sim, tenho 32 anos.
AK – Que, curiosamente, é a idade que eu tinha quando o nosso primeiro disco saiu.

Mas parece mais jovem ainda…
JC – Eu sei, não consigo deixar crescer a baraba! (risos)

E quanto ao Dino Bardot, o vosso novo guitarrista? Como chegou à banda?
AK – O Dino é um velho amigo! Ele não esteve envolvido na gravação do disco. Nós temos uma regra, que é nunca ouvirmos, em disco, mais do que aquilo que cinco pessoas poderiam estar a tocar. Sempre gravámos os nossos discos com os quatro a tocar ao vivo em estúdio, por isso, em todas as canções que ouves, somos nós os quatro a tocar juntos. Depois abrimos espaço para apenas mais um overdub: mais um par de mãos ou mais uma voz. Se ouvires o disco, não ouve 14 guitarras a tocar ao mesmo tempo, ou 15 baterias diferentes. Com a gravação digital, hoje em dia, isso é bastante fácil de se fazer, mas decidimos manter a coisa relativamente pura. Mas depois pensámos: <<se temos esta quinta voz, e nos álbuns anteriores alguns dos arranjos até são um pouco mais amplos… isto é o começo de uma nova era da banda, de uma nova década. Não há regras que digam que temos de ser um quarteto. Podemos ser o que quisermos! Porque é que não convidamos o Dino?>>. Eu tinha-o visto a tocar na festa de aniversário de um amigo meu. Ele fez uma banda para poder cantar as canções favoritas de nosso amigo, o Charlie, Eu cantei a <<I’m on Fire>>, do Bruce Springsteen, porque ele é um grande fã [do Boss], e o Dino foi para o palco e cantou a <<Purple Rain>>. E não se limitou a cantar, tocou o solo de guitarra todo, também! E eu fiquei: <<eh lá!>>. Ele estava a cantar só por diversão, mas soava tão natural que pensei: <<o Dino é a maior estrela rock que Glasgow já produziu! E eu não quero ser a única pessoa a presenciar isto! Anda juntar-te aos Franz Ferdinand, andar em digressão por todo o mundo e mostrar a toda a gente que és uma estrela rock>>. E assim foi.

Já afirmaram que, com a saída do Nick McCarthy, acabaram por ficar mais fortes como banda. Como é que isso funciona?
AK – Creio que sim, Quando acontece uma coisa tão drástica como esta, vemo-nos numa situação de ou vai ou racha. Ou dizes: <<pronto, acabou, não vale a pena continuar a fazer isto, ou…>>. Porque, no fundo, isto obrigou-nos a pensar na razão pela qual queríamos continuar a fazer o que fazemos. Não íamos continuar só porque é isto que fazemos na vida, Tivemos mesmo de pensar se queríamos continuar ou não. Obrigou-nos a pensar na relação que temos uns com os outros, e isso acabou por unir-nos mais.

Como o Liam Gallagher vos disse, é como quando um jogador de futebol deixa uma equipa, certo?
AK – É verdade! Estávamos num grande festival em Espanha, onde o Liam Gallagher também ia tocar, e ele foi aos bastidores cumprimentar-nos. Ficámos na conversa, e ele: << ah, pois é, o vosso amigo foi embora, não é? O gajo pequenito, que fazia umas danças estranhas!>>. E nós: <<sim>>. E ele: <<é como uma equipa de futebol, não é? Um jogador sai, mas a equipa continua e até pode passar a ser mais forte do que era>>. Suponho que com isso estivesse a aludir a uma certa banda em que ele esteve antes… Não sei! (gargalhadas)

E a escolha de um título como Always Ascending [<<sempre a subir>>] – revela um certo otimismo?
AK – Sim, sem dúvida que escolhemos esses título [com essa intenção]. Não andávamos à procura dele mas, depois de acabarmos o disco, percebemos que seria o mais adequado. Porque temos mesmo a sensação de termos ascendido, de estarmos num sítio diferente, o que é ótimo.

[…]

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… a segunda parte da entrevista será postada logo logo 😉

FONTE: Revista BLITZ (Portugal) janeiro 2018 | Agradecimentos: Raquel Custódio pelos scans da revista!

Franz Ferdinand – ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’ resenha do álbum

21 de setembro de 2013 às 9:20 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó

Os heróis indies soam esquisitos num torcido e fortemente inteligente quarto album por James Manning

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Right Thoughts, Right Words, Right Action’: soa simples, sincero e certo, mas o quarto álbum do Franz Ferdinand é qualquer coisa menos isso. Nos últimos dez anos, a banda de Glasgow lançou músicas contra o amor, categorizando a cara-metade como um franco atirador (‘Take Me Out’), citou Terry Wogan (‘The Dark of the Matinée’) e Mao Tse-Tung (‘Walk Away’) e recontou um épico poema grego como sendo uma noitada (‘Ulysses’) – ainda assim, ‘Right Toughts…’ é a coisa mais estranha e intrigante que eles já fizeram até agora.

Voltando atrás desde a produção clara e as tendências eletrônicas do último álbum (‘Tonight: Franz Ferdinand’, no longínquo 2009), no álbum novo o Franz soa frequentemente como a banda de garagem, pós-punk que eles quase, mas nunca, foram. Nos saltitantes e vacilantes riffs de ‘Right Action’ ou na inquietante primeira parte de ‘Stand on the Horizon’, eles esbarram em algo como o tranquilo indie do início dos anos 80: pense em Josef K ou The Monochrome Set. ‘Bullet’ é um brusco indie-punk cheio de guitarras agitadas, ficando entre Buzzcocks e The Strokes, enquanto ‘Goodbye Lovers & Friends’ cambaleia a lamenta, cheirando levemente Tom Waits. Isto é o mais brutal que o Franz Ferdinand já foi num álbum.

No entanto, não tenha a impressão de que eles regressaram ou retrocederam a serem (como o vocalista Alex Kapranos auto depreciativamente os chamou na primeira conferência de imprensa do lançamento de ‘Right Thoughts…’) ‘uma banda boba’. Franz se liberta do padrão guitarra-baixo-bateria em maneiras esquisitas e maravilhosas em todo o álbum. ‘Love Illumination’ joga saxofones, palmas e algo que soa como um claviolino na equação. ‘Stand on the Horizon’ se transforma numa dançante música disco, toda címbalos sibilantes e sintetizadores no estilo Moroder. ‘Evil Eye’ combina sua estrutura badalada com assustadores órgãos vintage, enquanto um pesadamente reverberado Kapranos gargalha como um vilão do Hammer Horror.

Na verdade, apesar de uma infinidade de grandes riffs cativantes, linhas de baixo badaladas e refrãos atraentes, não há músicas simples aqui – e isso serve para as letras, que fazem jus aos padrões que Kapranos estabeleceu com os outros três álbuns. ‘The Universe Expanded’, por exemplo, é uma canção de amor que tem como cenário um cosmo contraditório onde Kapranos revive um romance ao contrário. É de quebrar a cabeça – mas cativante, comovente e divertida. ‘Brief Encounters’ é uma ode hilária e sinistra às festas de swingers suburbanos. Enquanto isso, ‘Treason! Animals’ é uma das mais estranhas e assustadoras do álbum: um louco fluxo de consciência que se decompõe em um explosivo e repetitivo middle-section onde murmurantes cânticos incorpóreos circulam ameaçadoramente ao redor do vocal isolado de Kapranos: ‘Hey friends, I need to hear voices… Something has really, really gone wrong’. Outros destaques são ‘Love Illumination’, um drama psicológico sobre se acomodar ou buscar mais, e ‘Fresh Strawberries’, com letras dramatizadas sobre crenças e cinismo, otimismo e pessimismo – ‘Wouldn’t it be easy to believe?’ – com um combate instrumental entre claves maiores e menores.

De fato, quanto mais você ouve ‘Right Thoughts…’, melhor fica. Este é sempre um bom sinal, e embora não haja nenhuma música neste álbum que seja estrondosamente glamorosa quanto ‘Do You Want To’ ou tão suscetível de levantar o público em festivais como ‘Outsiders’, é tão brilhante, em sua maneira distorcida, complexa e furiosamente inteligente, como qualquer álbum que eles já fizeram até agora. Só mais uma coisa: não nos deixe esperar tanto pelo próximo, hein?

FONTE: TimeOut

A NME ouviu o álbum e nos conta como soa cada música | Primeira audição – Franz Ferdinand, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’

3 de agosto de 2013 às 18:58 por Simone


TRADUÇÃO: Cristina Renó / Márcia Sant’Ana

Quatro anos depois, o quarto álbum do quarteto de Glasgow. Bons presságios, certo? ‘Right Toughts, Right Words, Right Action’ vem com a promessa de aventura, ousadia e rebeldia – e uma renovada aceitação das sensibilidades pop. Eis aqui algumas das primeiras impressões.
por Matthew Horton

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             ‘Right Action’

Não nos aborreça, nos leve até o refrão. Franz Ferdinand leva 23 segundos para alcançá-lo aqui, nos deixando saber que estão de volta de corpo e alma à jogada pop. Depois de tempos obscuros do Tonight de 2009 é um sinal de que eles redescobriram o salto que fez seu álbum de estreia um sucesso, e ‘Right Action’ tem metais sintetizados, letras espertas – ‘Sometimes wish you were here – weather permitting’ (Às vezes eu queria que você estivesse aqui – se o tempo permitir) – doo-doo-doos e até um grito ‘HO! antes do final’. Estamos amarrados nela!


‘Evil Eye’

“What’s the colour of the next car?” (Qual a cor do próximo carro?) Vamos voltar a essa. ‘Evil Eye’ é super-amarrada, uma tomada funk chique de Glasgow, tão bem cortada quanto um terno Savile Row, com revestimento de sintetizadores travessos e penetrantes. ‘Don’t believe in God’ (Não acredite em Deus), canta Alex Kapranos, ‘But I believe in this shit’ (Mas eu acredito nessa merda), e ninguém é mais sábio.


‘Love Illumination’

Depois do familiar par de abertura, esta é um pouco mais vil, todas as cabeças se baixam perante guitarras difusas e a batida tamborilante. É hiperativa, com um solo de segunda linha de flauta dando espaço para uma double-tracking, meio parecido com um solo de Thin Lizzy. Finalmente há uma pausa e todos se acabam na harmonia – ‘We’re all looking for somebody to love’ (Todos nós estamos procurando alguém para amar).


‘Stand On The Horizon’

Um quarto refrão de matar vem a galope, mas não antes de uma quase pastoral introdução onde Kapranos arrulha ‘I am the proudest man ever born’ (Eu sou o homem mais orgulhoso que já nasceu) sobre uma guitarra folk. Em breve estamos galopando juntos novamente – ‘Come to me/Oh won’t you come to me’ (Venha para mim, oh venha para mim) canta o refrão – com um baixo elástico e um middle bit apertado e lindamente equilibrado. O tom muda no minuto final, com o refrão ‘Oh the North Sea sings, won’t you come to me, baby’ (O mar do norte canta ‘venha para mim’) soando alegremente cada vez mais alto. Acho que o British Sea Power virou eletro pop.


‘Fresh Strawberries’

Desta vez ‘We are fresh strawberries/A fresh burst of red strawberries… We will soon be rotten/We will all be forgotten’ (Nós somos morangos frescos, uma explosão fresca de morangos vermelhos… nós apodreceremos em breve, nós seremos todos esquecidos), que é um pensamento reconfortante. Franz Ferdinand fermenta toda esta condenação com outro refrão pegajoso, um tipo de powerpop pós-Beatles que libera a tensão, mas o sentimento é tão seco quanto: ‘Wouldn’t it be easy with something to believe in?’ (Não seria mais fácil com alguma coisa em que acreditar?) Nick McCarthy deixa sua guitarra vibrar sarcasticamente no decorrer.


‘Bullet’

O passo apanha um pouco do saudável breakneck indie dos anos 80 com um dedilhar de guitarra combinado com a batida recarregante. Se você pensar bem, soa como Belle & Sebastian fazendo cover de The Television Personalities – o que provavelmente já aconteceu. Kapranos está sob pressão: ‘Never get your bullet out of my head now, baby/Never get your bullet out of my mind/I get out of my head/Get out of my head now/I get out of my mind’ (Nunca tire sua bala da minha cabeça/nunca tire sua bala da minha mente/ Eu saio de mim/ Saia da minha cabeça agora/ Eu saio de mim) – e você sai suando.


‘Treason! Animals.’

Não procure por uma folga aqui. Agora temos um órgão pulsante e uma saltitante guitarra nos reunindo ao The Stranglers em algum momento de 1978. ‘Something has really really gone wrong’ (Algo deu muito muito errado), mas soa muito certo, uma doce união das garagens dos anos 60 e do punk dos anos 70 que de alguma maneira nos leva a Echo and the Bunnymen e REM também, e tudo num espaço de quatro minutos. Kapranos poderia estar apaixonado por um ‘narcissist’ (narcisista), ‘analyst’ (analista) ou ‘nemesis’ (nêmesis), mas ele sabe ‘what the mirror has told me’ (o que o espelho me disse). Ele precisa de alguém com ele.


‘The Universe Expanded’

Esta é puro conceito – começa com loops de órgão cortante e guitarra tocada de trás para frente antes de um riff assustador que a leva adiante, mas liricamente continua em reverso, uma relação incontável. ‘I’ll give you each love letter back’ (Eu te devolverei cada carta de amor), canta Kapranos, ‘I’ll laugh before every joke is told’ (eu rirei antes da piada ser contada). Em breve, engrenagens são desenroladas, bolos não assados e, ao final, ‘We’ll part as happy strangers from a long friendship that grew from such a love’ (Nós nos separaremos como felizes estranhos de uma longa amizade que cresceu de tal amor). Há um doce refrão mais uma vez, mas o resto é inquietante e disperso.


‘Brief Encounters’

Bom, todo álbum precisa de uma canção de boêmios – ‘We are brief encounters/We all lose our keys/We all choose our partners/We all choose our keys/Car keys’ (Nós somos amantes ocasionais/ Todos nós perdemos nossas chaves / Todos nós escolhemos nossos parceiros / Todos nós escolhemos nossas chaves / Chaves de carro). O sintetizador está ajustado para ‘órgão’ de novo, mas com um toque meio Blur que se torna meio arrepiante, mas ao contrário passeia num trote reagge, uma boa mistura de despreocupado e agourento. E ‘rigid in the matrimonial superking bed’ (rígido da cama matrimonial superking) é uma magnífica imagem.


‘Goodbye Lovers & Friends’

Guitarras arranhadas, lampejos de sintetizadores e batida leve – esta tem um sentimento tribal meio Adam & The Antsy, mas como é um lamento de despedida, uma pisada tradicional ‘FF’ reduz a velocidade para um coro ‘fim-de-noite’.  Se você gosta de um tom amargo e monótono, com Kapranos zombando ‘Don’t fake your memories/Don’t give me virtues that I never had’ (Não falsifique suas memórias/ Não me dê virtudes que nunca tive). A maior rejeição é: ‘Don’t play pop music/You know I hate pop music’ (Não toque música pop/ Você sabe que odeio música pop), uma grande mentira neste conjunto de músicas concisas, cativantes e pegajosas.


FONTE:
NME

Franz Ferdinand correto na ação | entrevista traduzida.

18 de julho de 2013 às 20:36 por Simone


TRADUÇÃO: Noel Eliezer

O Franz Ferdinand teve um pouco de diversão no estúdio, agora eles estão trazendo os frutos desse trabalho de amor para a Austrália.
Kathy McCabe | National Features | July 10, 2013

AUS interview

 

BEM-VINDOS ao guia Franz Ferdinand para aproveitar seu dia de trabalho. Primeira regra: saia com os seus colegas de banda.

Segunda regra: Grave seu álbum em sessões de gravações ‘esporádicas’ em seus próprios estúdios. Terceira regra: Planeje férias na Austrália. Correção, agende uma excursão em festivais australianos.

Os artrockers escoceses estão de volta nas ondas de rádio, introduzindo seu quarto álbum com o single Right Action.

Esses estilosos propagadores do rock dançante tem um pique impecável, dando sequência ao lançamento do novo álbum Right Thoughts, Right Words, Right Action em agosto com shows ao vivo, cortesia do Harvest Festival em novembro.

O líder Alex Kapranos e seus companheiros de banda tem uma experiência extensa em festivais australianos na década passada, tocando no Splendour In The Grass, Big Day Out e Falls.

Kapranos ficou absolutamente impressionado quando informado que o Franz estaria compartilhando o palco do Harvest com Massive Attack, Goldfrapp, Eels e Black Rebel Motorcycle Club entre outros.

“Caramba! Tem umas bandas realmente fantásticas no festival,”, ele diz. “Estou realmente ansioso para ver Neutral Milk Hotel. O álbum In the Aeroplane Over the Sea é um dos meus favoritos de todos os tempos.

“Festivais na Austrália são sempre os melhores – nos divertimos tanto quando tocamos lá durante esses anos. E conseguimos escapar do clima horrível daqui.”

O som de Right Action e as faixas que a acompanham no álbum remetem ao enérgico rock alternativo que esculpia os discos indie quando o Franz lançou seu disco de estreia em 2004.

É um álbum que soa como se fosse divertido e fácil de fazer, ao invés de um trabalho exaustivo para reconquistar antigas glórias nas paradas.

“Acho que você está certo, é parecido com o primeiro disco porque tem o mesmo tipo de energia,” diz Kapranos “Nós realmente nos divertimos fazendo-o. Na verdade, de todos os discos que gravamos, esse é o que eu mais gostei de fazer até agora.

“Eu não sei exatamente por quê, mas estávamos nos dando muito bem. Antes mesmo de começar a escrever as músicas, estávamos saindo juntos e aproveitando a companhia um do outro.”

As primeiras sessões de gravação aconteceram principalmente no Sausage Studio do guitarrista Nick McCarthy, dando à banda o tempo e a liberdade que eles precisavam para criação.

Manter um ritmo artístico ao invés de trabalhador deu à banda, incluindo o baixista Bob Hardy e baterista Paul Thomsom, o espaço para respirar e avaliar seus trabalhos em progresso e manter o entusiasmo em alta.

“Uma coisa que fez uma grande diferença é que nós gravamos em sessões curtas e esporádicas. Nos entrávamos no estúdio por uma, no máximo duas semanas e depois voltávamos e fazíamos alguns shows ou escrevíamos um pouco mais,” explica Kapranos

“Nós trabalhávamos em três ou quatro músicas de cada vez e fazíamos apenas algumas gravações. Isso nos fazia sentir como se estivéssemos trabalhando num set de EPs.

“Não tem baladas no álbum; tudo foi mantido conciso e no foco, assim como o primeiro álbum. O que eu realmente gosto em uma boa música pop é que você faz ela rapidamente e não tem muita merda envolvida.”

Entretanto ele discorda que a tendência dos fãs modernos de escolher suas músicas favoritas influenciou o processo criativo por trás de Right Thoughts, Right Words, Right Action, ele soa mais como uma coleção de singles do que um álbum conceitual.

“Nós estávamos pensando em todas as músicas como singles ao invés de faixas do álbum distintivamente ponderadas. Quando chegamos ao fim das sessões de gravação, era como se estivéssemos fazendo uma compilação de músicas que gostamos mais de todos esses pequenos EPs,” diz Kapranos

“Não estávamos pensando sobre a cultura do download porque ainda gostamos da ideia de um álbum ser algo que você escuta por inteiro, que reflete a banda em um momento específico.

“Você não consegue expressar todas as suas ideias em uma música, você precisa de um corpo de trabalho.”

Como qualquer um que presenciou o Franz Ferdinand com toda sua energia ao vivo pode afirmar, esta atitude da banda está incontestavelmente ligada à sua eletrizante performance.

Aperfeiçoar a performance das novas músicas ao vivo no estúdio foi essencial para a banda, ao invés de dar de ombros e deixar para um engenheiro consertar qualquer erro depois.

“O pior aspecto da tecnologia na gravação hoje é a quantidade de correções feitas com o Pro Tools. Quando você faz isso muito, você perde todas as suas peculiaridades,” diz Kapranos.

A banda que explodiu na música por suas trocas de tempo excêntricas e arranjos diferenciados em músicas como Take Me Out, This Fire e The Dark of the Matineé quer reivindicar sua personalidade “peculiar e esquisita” no seu quarto álbum.

“Bob e eu estávamos falando sobre isso. Não tínhamos nos visto muito e quando nos encontramos em Orkney e falamos sobre qual tipo de álbum queriamos fazer, acaba-se olhando muito para onde começou,” Kapranos comenta.

“Nós éramos um grupo estranho, esquisito e excêntrico e ainda nos sentimos como se não coubéssemos em nenhum cenário ou gênero particular. Concordamos que é realmente uma coisa boa e não deveríamos nos preocupar com isso. Você deve deixar sua esquisitice correr solta.

“Enquanto as bandas progridem, existe uma tentação de acabar com esses extremos e tornar as coisas mais aceitáveis.”

ESCUTE: Right Action já foi lançada. Right Thoughts, Right Words, Right Action será lançado em 23 de agosto (*correção: 26/08 no Reino Unido e 27/08 no restante do mundo)

VEJA: Franz Ferdinand toca no Harvest Festival, no Werribee Park, Melbourne, em 10 de novembro; no The Domain, Sydney em 16 de novembro e no City Botanic Gardens, Brisbane em 17 de novembro. Bilhetes à venda amanhã via harvestfestival.com.au

FONTE: News.com.au

Franz Ferdinand: “Até mesmo os Beatles experimentaram diversas fases e novos retornos”

29 de junho de 2013 às 12:47 por Simone


Por ocasião da promoção do seu mais recente álbum, Right Thoughts, Right Words, Right Action, Alex Kapranos e Nick McCarthy estiveram em Paris.

 

promortrwra

por Elvire von Bardeleben

Pode-se considerar 2013 como o “ano vintage”, diante do retorno dos astros do rock da década de 2000? Parece que sim. Depois do lançamento do novo cd dos Strokes em março deste ano, agora é a vez da banda Franz Ferdinand brilhar em virtude do lançamento do novo álbum. Trinta e cinco minutos de puro pop-rock, sem a influência da música eletrônica que caracterizou o cd antecessor, Tonight (2009). Sobre Right Thoughts, Right Words, Rght Action (lançamento pela Domino/Sony em 26 de agosto), os escoceses invocam a leveza e a ingenuidade que marcaram o álbum de estréia.

O vocalista Alex Kapranos e o guitarrista Nick McCarthy estiveram de passagem por Paris no início de junho. No calor escaldante, encontramos os dois escoceses apreciando chá quente num bar localizado no nono distrito [1]. Ao longo da entrevista, Nick mal se pronunciou. O simpático vocalista disse que a vida de roqueiro é árdua (foi impossível não notar nos fios grisalhos contrastando com o cabelo loiro do vocalista de 41 anos).

Tonight foi lançado há quatro anos. O que vocês fizeram ao longo deste tempo?

Alex Kapranos: Viajamos em turnê por dois anos. Produzi os álbuns do Citizens! [2] e RM Hubbert [3]. Nick fez teatro… Finalmente, no verão passado, iniciamos o processo de elaboração do novo álbum, por meio do qual utilizamos um método bastante peculiar que consistia em compor duas ou três músicas, gravá-las e, em seguida, uma breve pausa e assim sucessivamente.

Com que objetivo vocês se utilizaram desse processo criativo?

Alex Kapranos: Esse processo que nós utilizamos permite que essa fase (composição e gravação) se torne fresca e leve e não uma obrigação. Em geral, as idéias surgem quando você está fora do estúdio, principalmente quando estamos em contato direto com as pessoas. A maioria dos grupos ficam bloqueados no estúdio por um longo tempo para criar um álbum e, em seguida, partem direto para a turnê. Essa idéia me deixa claustrofóbico.

O resultado deste álbum é bem diferente de Tonight…

Alex Kapranos: Em Tonight, estávamos à procura de um certo humor, um groove. O que nos importava em Right Thoughts, Right Words, Right Action era criar um som eficaz, um tipo de música que pode ser encontrado nos manuais para aprender a tocar guitarra.

Tonight foi construído sobre o tema da noite. O fio condutor deste novo álbum é menos obvio.

Alex Kapranos: Verdade, queríamos mudar. Em Right Thoughts… Certo, aqui não há um tema central apesar de algumas músicas, por vezes, se encontrarem. O desempenho unifica tudo, mas as idéias são díspares.

Em certo sentido, Right Thoughts… está perto o suficiente do primeiro álbum, Franz Ferdinand (2004)

Alex Kapranos: Essa pausa nos deu a oportunidade de reaprendermos como se toca juntos, de buscarmos a ingenuidade que existe no início de uma banda e que se perde ao longo dos anos. Diante disso, concordo que nosso novo álbum se aproxima do álbum de estréia. Não há nada pior no mundo do que um álbum cínico. Se um artista encontra-se entediado, ele encara todo esse processo como uma obrigação, e não a simples paixão pela música. Ouvimos tantas bandas hoje em dia que dizemos “Vocês não tiveram bons momentos juntos”.

Quais bandas?

Alex Kapranos: Eu não vou citar nomes!

O que significa o título Right Thoughts, Right Words, Right Action?

Alex Kapranos: Cada um pode ter uma opinião diferente a respeito, aquilo que lhe cai bem. Uma canção deve fazer uma pergunta, e não apontar uma resposta. Em todo caso, há uma conotação positiva, que corresponde ao nosso estado de espírito.

Nas canções, você diz ser o rei dos animais ou o morango jovem. Qual o motivo do uso dessas metáforas?

Alex Kapranos: (risos). A canção Treason Animals! descreve uma situação de isolamento e, diante disso, perdemos o senso de realidade. Essa assertiva passa ser correta já que não há ninguem para contradizer. Em Fresh Strawberries, há uma metáfora sobre a morte: um jovem morango que inevitavelmente irá apodrecer. É duro pensar que somos um bando de carne em decomposição, para nos tranqüilizarmos, passamos a acreditar no cosmos.

Você é cristão?

Alex Kapranos: Mesmo os homens ateus querem acreditar que há um poder superior. Isso faz com que a morte se torne mais doce.

Você pensa sobre a morte?

Alex Kapranos: Às vezes. Além disso, a canção Goodbye Lovers and Friends foi inspirada na morte de um de seus presidentes, François Mitterand. Li que em seu funeral houve a reunião de pessoas que nunca teriam se conhecido em outro contexto: sua esposa, suas amantes, políticos, desconhecidos…

Você inicia esta canção dizendo “não toque música pop” …

Alex Kapranos: Fui a um funeral nesse inverno em que a oração fúnebre foi acompanhada por uma música pop. A pior idéia possível.

Qual música você gostaria que fosse tocado em seu funeral?

Alex Kapranos: Nunca pensei a respeito. Provavelmente “A marcha fúnebre”, de Chopin.

Você escuta música clássica?

Alex Kapranos: Não sou esnobe, gosto de música bem feita, de Stravinsky à Ramones. Eu tenho mais respeito pelos artistas de hip-hop e R&B que, em geral, possuem uma cultura musical bem mais variada do que os “aiatolás” da guitarra, que entendem ser o rock o melhor estilo musical. Aqueles que ainda são capazes de dizer “o Velvet Underground não é ruim, mas Lou Reed sozinho, que curtição”.

O Rock teve sua revitalização nos anos 2000. Hoje ele não anda muito legal, certo?

Alex Kapranos: Quando começamos, em 2002, havia muitas bandas bacanas como The White Stripes e The Strokes, nos Estados Unidos, e nenhum grupo na Inglaterra, exceto The Libertines… Até mesmo o os Beatles experimentavam diversas fases e novos retornos. Tal situação é crônica, um dia [o rock] vai voltar.

A tendência é combinar guitarras com som eletrônico ou produzir um som deliberadamente sujo?

Alex Kapranos: O uso de sintetizados ou som lo-fi [4] decorre de um simples motivo: os músicos estão criando suas canções em casa. Por sorte, em Londres, os artistas novamente querem fazer parte de uma banda, como so últimos grupos brilhantes que eu vi tocar: Parquet Court [5], Amazing Snakeheads [6], Mazes [7]. De qualquer maneira, em todos esses exemplos, a melodia prevalece sobre os instrumentos e arranjos. Oblivion, de Grimes [8] é um sucesso pois se trata de uma canção que te deixa confortável. Por sua estrutura, poderia ser um trabalho das Shangri-Las [9] ou de qualquer outro grupo de garotas dos anos 60. A evolução do Daft Punk é relevador: depois de explorarem as máquinas, eles voltam com um álbum ligado aos seres humanos, com cantores reais.

Você gostou do álbum?

Alex Kapranos: Eu estou cansado de tentar explicar, não de ouvi-lo [o álbum].


[1] Paris é dividido em distrito ou bairros. O 9° distrito é marcado pela intensa agitação noturna e grande quantidade de bares e restaurantes.
[2] Banda indie inglesa. Tocaram no Brasil esse ano no festival índie gaúcho MECA festival.
[3] Cantor e compositor escocês.
[4] estilo de gravação musical, caracterizado pelo uso de técnicas de baixa fidelidade. Sua aplicação nasce diante das limitações financeiras do artista. O termo foi criado por um DJ que, no final da década de 90, dedicava meia hora do seu programa numa rádio para exibir gravações caseiras. O estilo é amplamente usado na música experimental e no trip hop. Fonte de consulta: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_Lo-fi.
[5] Banda americana de punk rock originária do Brooklyn, NY, em 2010.
[6] Banda underground de Glasgow.
[7] Banda de rock inglesa, formada em Manchester, em 2007.
[8] ou Claire Boucher, é uma cantora canadense. Observa-se em suas canções a combinação atípica de elementos vocais, bem como uma grande variedade de influências variando de industrial e eletrônica para pop, hip hop, R&B, noise rock, e até mesmo música medieval.
[9] Grupo feminino criado nos anos 60, formado por dois pares de irmãs. A temática das músicas era marcada pelo melodrama contido nas suas letras que em geral relatavam histórias sobre relacionamentos que não deram certo e corações partidos.

 

 FONTE: Next Liberation / Tradução: Thalita Perantoni

Franz Ferdinand rompe tudo e começa novamente – entrevista do Alex para a Rolling Stone [Traduzida]

9 de junho de 2013 às 11:49 por Simone


Rolling Stone 20-06-2013

O primeiro álbum em quatro anos conta com colaborações do grupo eletrônico Hot Chip

Em 2010, quando o Franz Ferdinand terminou a turnê de seu último álbum, eles não tinham certeza se fariam algum outro. “Nós estávamos tão exaustos criativamente”, diz o cantor Alex Kapranos. “Definitivamente sentimos que precisávamos de uma pausa.”

Isso foi naquela época. Depois de dois anos de trabalho, o grupo escocês tem um novo LP, Right Thoughts, Right Words, Right Action (que será lançado em 27 de agosto – Estados Unidos). “Não houve nenhum plano mestre”, diz Kapranos, sentado com o multi-instrumentista Nick McCarthy em um estúdio de Londres. “Apenas quatro amigos fazendo música.”

Várias faixas tem participação na produção de membros da banda dance-pop Hot Chip, outras recapturam o brilhante pós-punk do album de estréia da banda de 2004. Um destaque, “Fresh Strawberries” com um quê de Beatles, se depara com Kapranos meditando sobre o significado da vida. “Eu sempre vou ter esse terrível sentimento de insatisfação,” diz ele com uma risada. “É para isso que são as canções, eu suponho.” MARK SUTHERLAND

FONTE: Rolling Stone (20-06-2013)

Franz Ferdinand: ‘Nosso novo álbum é um buraco para um universo inteiro’ – entrevista de Alex e Nick para a NME, 2ª parte [Traduzida]

8 de junho de 2013 às 16:43 por Simone


O álbum número quatro vai da mitologia grega e a futilidade do trabalho à impropriedade da música pop em funerais, diz Alex Kapranos

Depois de quatro anos desde o ‘Tonight: Franz Ferdinand’ de 2009, a banda retorna com seu quarto álbum de estúdio ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’. Devemos chamar isso de ‘retorno’? Alex Kapranos não tem certeza. Ele diz que a vida na estrada manteve a banda em forma.

“Estivemos fazendo shows ao longo dos últimos dois anos, então nós não paramos de excursionar completamente”, ele assinala. “Se você está numa banda que só fica em estúdio, você perde o senso do que você é ao vivo. Pode ficar muito entediante. Então tocar ao vivo significa que podemos manter a conexão com as pessoas. Foi só quando anunciamos o álbum, na semana passada, que eu considerei que as pessoas decidiriam se elas queriam outro álbum do Franz, mas nós tivemos uma resposta muito amável e positiva.”

Ele se sentou com o colega de banda, Nick McCarthy, no estúdio deste último, o Sausage Studios, o local de gravações no leste de Londres com o pior nome no mundo da música [na verdade, não queriam dizer ‘pior’, e sim fazer um trocadilho com o som das palavras worst/wurst, que é, consecutivamente, pior/salsicha]. Kapranos ainda passa a maior parte de sua vida ao norte da fronteira, enquanto McCarthy plantou suas raízes na capital, e os colegas de banda, Robert Hardy e Paul Thomson também vivem em lados opostos do país. Com as gravações acontecendo aqui, na base escocesa de Kapranos, ou com os produtores convidados em Estocolmo e Oslo, a banda acredita que seu relacionamento no trabalho floresceu. “Eu acho que quando você ouve um disco você pode dizer, mesmo que seja a mais obscura das músicas, você sempre pode dizer se as pessoas estão se dando bem”, observa Nick McCarthy. “Se elas gostam da companhia umas das outras e de estarem juntas.”

Esta sensação prazerosa, certamente está neste álbum que retorna à alegre exuberância de seu autointitulado álbum de estreia de 2004. Há uma mudança de direção depois do ‘Tonight’. “Pareceu um ponto de mudança”, ressalta McCarthy, antes de Kapranos continuar: “Esse álbum é muito ‘nós’ de uma maneira bem imperturbável. Nós deliberadamente nos proibimos de pensar em como [o álbum] ia chegar ao mundo e apenas aproveitamos.”.

O título do álbum, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’, é oferecido como resposta à mensagem enigmática deixada num cartão postal que inspirou a faixa de abertura: “Venha para casa, praticamente tudo, está quase perdoado”. Kapranos nunca pretendeu que o slogan fosse um grito de guerra politico, embora não consiga resistir e salientar: “Eu acho que muitos políticos poderiam se beneficiar aplicando isso às suas vidas e realmente pensar, agir e fazer o certo!”.

O que o álbum faz é preocupar-se com temas de letras que variam do universo em expansão e mitologia grega para a inutilidade do trabalho e da inadequação da música pop em funerais. O Franz Ferdinand está se sentindo um pouco existencial?

“Acho que somos meio idiotas por pensar assim”, diz Alex com um sorriso irônico. Ele faz uma pausa antes de recomeçar: “Há várias coisas diferentes em apenas uma música, então esqueça passar pelo álbum inteiro, pois algumas vezes você faz um desserviço à música ao tentar resumi-la em algumas palavras. Para mim o melhor tipo de música é aquela com que eu tenho aquela excitação instantânea, eu a ouço e ela faz com que eu me sinta bem, ou talvez ela seja obscura e melancólica mas eu ainda sinto algum tipo de excitação imediata de me ligar à humanidade de alguém. Tem que haver isto e isso pode ser tudo o que você vai receber dali. Mas, para mim, eu quero que haja um pouco mais. Eu quero que seja um buraco pelo qual você pode se arrastar para um universo inteiro. Nós colocamos muito de nós para colocar este universo lá, mas se tudo o que você quer é a excitação então isto está lá também.”

NME 01-06-2013 1

NME 01-06-2013 2

Faixa a Faixa

Alex dá umas dicas das músicas de ‘Right Toughts, Right Words, Right Action’‘Right Action’

‘Right Action’
“Um postal num mercado de pulgas tinha a mensagem: ‘Venha para casa, praticamente tudo, está quase perdoado’. Esta é a frase de abertura. Para mim, era quase um romance em poucas palavras.”

‘Evil Eye’
“Meu pai é Grego e em várias culturas do Mediterrâneo eles têm a tradição do ‘mal olhado’ (‘evil eye’). Algumas pessoas na minha família sempre tiveram a sensação de que tem esse poder extra-sensorial de que eles podem prever coisas, então eu tentei.”

‘Love Illumination’
“Nós realmente não podemos comentar a respeito desta.”

‘Stand On The Horizon’
“É um pouco sobre Marsden Rock, perto de South Shields, havia lá um arco que ruiu numa tempestade. É sobre os marcos de sua vida serem destruídos. Às vezes é bom.”

‘Fresh Strawberries’
“É sobre procurar uma resposta, seja ela religião, sistema de crença, ou apenas alguém para admirar.”

‘Bullet’
“Nós brincamos com o ritmo, daí uma batida vem um pouco cedo demais e te acerta na cabeça. É uma técnica que você vê muito em filmes de Hollywood. Elas criam suspense.”

‘Treason! Animals.’
“Rir do absurdo de tudo diante da desolação. Na verdade, sou só eu cantando e imaginando que sou o rei das árvores e dos animais.”

‘The Universe Expanded’
“Nós a gravamos na Suécia com Bjorn, do Peter Bjorn and John, mas ela estava muito bonita então nós a levamos de volta para a Escócia para f*der um pouco com ela.”

‘Brief Encounters’
“De novo, nós não queremos falar muito sobre esta ainda.”

‘Goodbye Lovers & Friends’
“Eu estive em alguns funerais onde música inapropriada estava sendo tocada. Você pensa: ‘Talvez fosse a música favorita deles, mas para todos os outros lá é horrível.’ Então a primeira frase é ‘Não toque musica pop’.”

 

TRADUÇÂO: Cristina Renó
FONTE: Revista NME (01-06-2013) / Obrigada Shauna Byrne/BananaGangFF pela matéria da revista

O retorno do Franz Ferdinand! – entrevista do Alex para a NME, 1ª parte [Traduzida]

2 de junho de 2013 às 15:08 por Simone


Os art-rockers escoceses recorreram a uma série de colaboradores – e alguns postais vintage – para o seu quarto álbum

NME 27-05-2013

Já se passaram quatro anos desde que tivemos um álbum novo do Franz Ferdinand, mas essa espera vai finalmente terminar no dia 26 de agosto, quando  a banda de Glasgow lança seu quarto LP, ‘Right Thoughts, Right Words, Right Action’.

Gravado entre o estúdio caseiro do cantor Alex Kapranos na Escócia e o Sausage Studio do guitarrista Nick McCarthy, em Londres, as quatro faixas que a NME ouviu revelam claramente uma proximidade a um regresso em contraste as texturas eletrônicas do ‘Tonight’ de 2009. No entanto, Kapranos insiste que a banda não está descansando à sombra dos seus louros: “Há sons neste disco que nunca estiveram em um dos nossos álbuns antes”, ele disse à NME. “Você ainda tem de projetar os ouvidos para novos lugares. Mas você deve manter a essência daquilo que te faz bem em primeiro lugar.”

Em uma tentativa de tornar as coisas mais interessantes, o álbum quase todo auto produzido também apresenta muitos colaboradores, incluindo a vocalista do Veronica Falls (e amiga de longa data do Franz) Roxanne Clifford, o produtor norueguês Todd Terje e Björn Yttling do Peter Bjorn And John, com quem a banda gravou em Estocolmo.

“Quando estávamos começando a escrever o LP, eu me encontrei com Bjorn em Newcastle,” diz Kapranos. “Nós estávamos falando sobre a gravação, e ele perguntou com o que queríamos soar. Eu disse, ‘Eu quero soar como Franz Ferdinand’, então ele disse: ‘Oh, uma mistura entre o Dr. Feelgood e Daft Punk?’ E eu pensei, ‘Eu gosto desse cara – ele entendeu. Deveríamos gravar com ele.’”

Do título incomum do álbum (e da quase faixa título, ‘Right Thoughts’), entretanto, Kapranos explica: “Tudo começou com um cartão postal que eu achei em um mercado de pulgas. Havia uma coleção de cartões postais de todo o mundo, todos em branco e não enviados, exceto um. Nele estava escrita a frase: “Come home, practically all, is nearly forgiven’ (Venha para casa, praticamente tudo está quase perdoado) [primeiro verso da música]. Eu adorei. Era como um enredo em três linhas, e eu fiquei pensando em como aquilo poderia ser respondido. Foi endereçado a Karel Reisz, que dirigiu o filme Saturday Night and Sunday Morning, no qual eu fui obcecado no início da minha adolescência.”

Então, como é que tudo isto se combina a descrição do álbum feita pelo líder da banda como “O intelecto versus a alma, tocados por uma banda muda”? Confira a entrevista da NME completa em estúdio na edição da próxima semana para descobrir.

FONTE: Revista NME (27-05- 2013) / Obrigada Shauna Byrne/BananaGangFF pela foto da reportagem

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